sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DIFERENÇAS ENTRE ÁREA CRÍTICA, ÁREA SEMICRÍTICA E ÁREA NÃO CRÍTICA


Área crítica
É aquela que oferece um risco maior de transmissão de infecção porque se destina aos pacientes graves, imunodeprimidos, com doenças infecciosas cujo patógeno é de alta transmissibilidade e local onde se realizam procedimentos invasivos ou manuseio de peças de material contaminado.

São exemplos de área crítica:
UTI neonatal
Unidade de queimados
Bloco cirúrgico
Unidade de isolamento
Sala de hemodiálise
Central de material e esterilização – CME
Banco de sangue
Área suja da lavanderia
Farmácia – local de preparo de Nutrição Parenteral Total
Serviço de nutrição e dietética – preparo de nutrição enteral
Laboratório de patologia clínica.


Área semicrítica
É aquela que apresenta menor risco de transmissão de agentes de infecção em relação às áreas críticas e que, normalmente, são ocupadas por pacientes que não são portadores de doenças infecciosas ou infecciosas de baixa transmissibilidade.

São exemplos de área semicrítica:
Enfermarias
Farmácia – diluição
Banheiros
Ambulatórios.

Área não crítica:
É aquela onde não existe risco de transmissão e não são ocupadas por nenhum paciente.

São exemplos de área não crítica:
Serviço administrativo
Almoxarifado
Secretaria
Serviços de apoio de raio X, ultrassom, etc.

Diferenças entre Desinfecção, higienização do ambiente hospitalar e limpeza


Desinfecção: remoção ou destruição de agentes infecciosos de mera superfície mais concreta e quantitativa com aplicação de um germicida. (OLIVEIRA, 2005)


Higienização do ambiente hospitalar: também denominada limpeza técnica hospitalar, envolve a limpeza e a desinfecção das superfícies fixas, equipamentos e mobiliários que compõem as unidades de saúde. (OLIVEIRA, 2005)


Limpeza:
consiste na remoção de sujidades e detritos com utilização de água e sabão. (OLIVEIRA, 2005)

PRECAUÇÃO PARA GOTÍCULAS

PRECAUÇÃO PARA AEROSSÓIS

PRECAUÇÃO DE CONTATO

PRECAUÇÃO PADRÃO

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Entenda as funções de cada profissional da área de enfermagem - Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem



Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem fazem trabalhos diferentes
De acordo com a Lei nº 7.498, de 1986, que rege a área de enfermagem, suas três categorias de profissionais - enfermeiro, técnico de enfermagem e auxiliar de enfermagem - são complementares, mas têm funções diferentes.
Confundi-las é fácil, mas ao saber das diferenças, você pode se sentir mais seguro durante um atendimento. O enfermeiro, por exemplo, tem formação universitária e condições de acompanhar cirurgias e fazer procedimentos mais complexos. Já o técnico e o auxiliar têm capacidade de dar remédios, aplicar injeções, mas sempre com a supervisão de um enfermeiro do setor.

Profissionais de enfermagem
Para exercer a profissão:
Tem que ter feito curso superior por pelo menos 4 anos ou 4.000 horas
Ter diploma de instituição brasileira ou estrangeira, expedido de acordo com a legislação e registrado pelo órgão competente

Funções do Enfermeiro

Ele tem poder para dirigir e chefiar o órgão de enfermagem de uma instituição de saúde, pública ou privada
Deve organizar e dirigir os serviços de enfermagem e supervisionar as atividades de técnicos e auxiliares
É capaz de planejar, organizar, coordenar, executar e avaliar os serviços de enfermagem prestados
É responsável pelos cuidados diretos de enfermagem (nada cirúrgico) a pacientes graves, com risco de vida, e em Unidade de Terapia Intensiva
É capaz de dar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica, que exijam conhecimentos de base científica e demandem decisões imediatas
É capaz de prescrever medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde
Deve atuar na prevenção e no controle de infecção hospitalar e de doenças transmissíveis em geral
Deve atuar na prevenção e no controle de danos que possam ser causados durante o atendimento
É capaz de prestar assistência de enfermagem à gestante, durante e depois do parto; e mesmo fazer o parto sem distocia (que envolva necessidade de intervenção cirúrgica)

Formação de técnico de enfermagem

Para exercer a profissão:
Tem que ter feito curso técnico de pelo menos dois anos ou 1.200 horas
Ter diploma ou certificado de técnico de enfermagem, expedido de acordo com a legislação e registrado pelo órgão competente

Funções do técnico de enfermagem

É capaz de dar cuidados de nível médio, ou seja, em pacientes semicríticos, que podem estar em estágio quase grave
Pode dar remédios de via oral ou não oral, fazer cateterismo por via gastroesofágica ou nasal, mas sempre com supervisão de um enfermeiro

Formação de auxiliar de enfermagem

Para exercer a profissão:

Tem que ter certificado de auxiliar de enfermagem conferido por instituição de ensino nos termos da lei e registrado no órgão competente
Ter feito curso fundamental de pelo menos um ano ou 900 horas

Funções do auxiliar de enfermagem

É capaz de dar cuidados básicos, sem presença de risco e complexidade, sempre com a supervisão de um enfermeiro
Pode fazer curativos simples, administrar remédios simples e dar injeções na veia e no músculo em pacientes sem gravidade
É capaz de observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas e prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente

Fontes: Claudio Alves Porto, presidente do Conselho Regional de São Paulo; Ligia Canteras, enfermeira da Unifesp; e Lei nº 7.498/86 do exercício da enfermagem
http://noticias.r7.com/saude/noticias/entenda-as-funcoes-de-cadaprofissional-da-area-de-enfermagem-20120204.html

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

CONHEÇA OS DIVERSOS TIPOS DE FERIMENTOS




FERIMENTOS FECHADOS

Contusão

São lesões produzidas por objetos contundentes que danificam o tecido subcutâneo subjacente sem ocorrer o rompimento da pele, e a mesma se mantém integra. Os ferimentos fechados podem ser divididos em 3 grupos:
EDEMA, HEMATOMA E EQUIMOSE.

EDEMA

É a elevação e palidez da pele na área que ocorreu o impacto, que surge de 1 a 3 minutos após acontecer o trauma.

HEMATOMA

É o extravasamento de sangue entre os tecidos (tecido subcutâneo, fáscia, músculo e órgãos), com formação de aumento de volume pela ruptura de vasos.

EQUIMOSE

É o extravasamento de sangue no tecido subcutâneo, em consequência à ruptura de capilares, sem ocorrer o aumento de volume. As equimoses, exceto as espontâneas e as post-mortem, atestam que ocorreu ação contundente, esse extravasamento forma uma mancha de coloração preto azulada (característica), que com a progressiva reabsorção vai se modificando.

FERIMENTOS ABERTOS

É qualquer ferimento onde há rompimentos da integridade da pele.
O ferimento é resultado de um trauma de alta ou baixa energia, e variam conforme a superfície de contato com o agente.

TIPOS DE FERIMENTOS ABERTOS

Ferimento Incisivo/Cortante

É o ferimento produzido pela ação de deslizamento de agentes cortantes, afiados, capazes de penetrar na pele, onde produzem uma ferida linear com bordas regulares e pouco traumatizadas.

Ferimento Corto-Contuso

È o ferimento causado por objeto com superfície romba, capaz de romper a integridade da pele, produz feridas com bordas traumatizada, além de contusão nos tecidos, exemplo de instrumento característico que produz o ferimento corto-contuso é o machado, facões sem fio, guilhotina, rodas de trem entre outros.

FERIMENTO PERFURANTE

É um ferimento oriundo de trauma de um objeto fino e pontiagudo, que é capaz de perfurar a pele e tecidos subjacentes, produzindo uma lesão cutânea puntiforme ou linear de bordas regulares ou não. Os objetos característicos desse tipo são classificados conforme seu calibre, exemplos:
Calibre pequeno: agulha, espinho, alfinete, prego, entre outros.
Calibre médio: ferro de construção com ponta, flexa roliça, picador de gelo, entre outros.

FERIMENTO PERFUROCORTANTE

É o ferimento onde o agente de superfície de contato laminar e pontiagudo, onde a ponta fura e o gume corta.

FERIMENTO PERFUROCONTUSO

É o ferimento onde o agente agressor perfura a pele e é de superfície romba.

FERIMENTO POR ARMA DE FOGO

É um tipo de ferimento perfurocontusa, podendo ser ou não penetrantes e/ou transfixiantes, geralmente é grave.

FERIMENTO TIPO ESCORIAÇÃO

É o ferimento produzido pelo atrito de uma superfície áspera e dura contra a pele.

FERIMENTO TIPO AVUSÃO OU AMPUTAÇÃO

É o ferimento o qual a lesão parte do corpo é cortada ou arrancada, podendo ser membros ou parte de membros, orelha, nariz, dentes, entre outros.

FERIMENTO TIPO LACERAÇÃO

É o ferimento o qual o mecanismo de ação é a pressão, ou tração exercida sobre o tecido, no qual causa lesões irregulares, geralmente são mordidas de animais.

FERIMENTO TIPO ESMAGAMENTO

É o ferimento o qual o tipo de lesão é produzido por um objeto de grande porte, ou com muita força, produzindo compressão e distorção de todos os planos anatômicos do indivíduo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mensagem de Reflexão - DEUS CAPACITA OS ESCOLHIDOS


É hora de pararmos para pensar e refletir no que Deus quer nos mostrar, reparto com vocês essa linda mensagem.

Conta certa lenda,que estavam duas crianças patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins
e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim
quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido,
perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso?
É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo,
sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local,
comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor,
para lhe dizer que não seria capaz.

"Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados,

CAPACITA OS ESCOLHIDOS.
Fazer ou não fazer algo só depende
de nossa vontade e perseverança


Mt 22:14- Porque muitos são chamados.
MAS POUCOS OS ESCOLHIDOS.

Confie...

As coisas acontecem na hora certa.
Exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.


Thais Travaglia

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ambulância de Suporte Básico de Vida - SAMU 192


Veículo destinado ao transporte inter-hospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido que, no entanto, não apresente potencial necessidade de intervenção médica no local ou durante o transporte .
Um dos níveis de resposta do serviço de APH, a um pedido de atendimento urgente.
O envio da ambulância de SBV é decisão do médico regulador.
A equipe de suporte básico de vida é constituída por um técnico de enfermagem e o motorista-socorrista.

Competências
Os profissionais de enfermagem da equipe de SBV deverão estar habilitados a realizar ações de suporte da vida, previstas na Lei do Exercício Profissional. admitindo-se que, sob delegação / supervisão direta ou à distância do enfermeiro e quando devidamente capacitados, exe cutem prescrição médica por telemedicina através da orientação do médico regulador do SAMU, no âmbito de sua qualificação profissional.
Assim sendo a equipe de SBV deve ser capaz de: Reconhecer sinais precoces de disfunção respiratória; Aferir FC, PA, P,T, glicemia e saturação de O2;
Iniciar medidas de manutenção da vida; Manejar equipamentos de suporte ventilatório;
Realizar prescrição médica sob supervisão do enfermeiro, dominar técnicas de administração de medicamentos Reconhecer sinais precoces de doenças circulatórias agudas Realizar monitorização cardíaca e eletrocardiográfica Ser capaz de avaliar o politraumatizado grave Estar habilitado a auxiliar o trabalho de parto normal
Reconhecer e manejar adequadamente o TCE, TRM, queimados, traumas na gestante e na criança, entre outros traumas.
Ter conhecimento e habilidade para realizar ações de salvamento aquático, terrestre e em altura, com produtos perigosos.

Fases do Atendimento de SBV

Recebimento, identificação e localização do pedido de atendimento de urgência pelo TARM(Técnico auxiliar de regulação médica); Avaliação pelo médico regulador do risco do evento; Decisão de enviar uma equipe de suporte básico de vida ao local.

O Atendimento no local:

Realizar a avaliação inicial do paciente, reportar via rádio ao médico regulador A equipe de suporte básico deve repassar via rádio para o regulador todas as informações obtidas, para subsidiar a decisão médica sobre intervenções possíveis de serem realizadas para estabilização e indicação do serviço de saúde mais adequado à resolução do problema seguindo a grade hierarquizada e regionalizada.
Transporte ao serviço de saúde indicado pelo médico regulador. Passagem do caso à equipe do serviço receptor. Encerramento do caso junto à Central-SAMU.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

JURAMENTO DA ENFERMAGEM

Simbologia Aplicada à Enfermagem


Os significados dados aos símbolos utilizados na Enfermagem, são os seguintes:
· Lâmpada: caminho, ambiente;
· Cobra: magia, alquimia;
· Cobra + cruz: ciência;
· Seringa: técnica
· Cor verde: paz, tranqüilidade, cura, saúde
- Pedra Símbolo da Enfermagem: Esmeralda
- Cor que representa a Enfermagem: Verde Esmeralda
- Símbolo: lâmpada, conforme modelo apresentado
Enfermeiro: lâmpada e cobra + cruz


Técnico e Auxiliar de Enfermagem: lâmpada e seringa

História da Enfermagem


A enfermagem é uma profissão que se desenvolveu através dos séculos.
Somente nos séculos XII e XIV é que houve o progresso da ciência, aumentando os
recursos profissionais na área da cura.

Período Antes de Cristo

Nesse período a doença era considerada como castigo de Deus ou efeito do poder do
demônio; por isso recorriam à sacerdotes que acumulavam funções de médico e enfermeiro.
O tratamento consistia em afastar os maus espíritos através de banhos, massagens, etc.
No Egito praticava-se o hipnotismo.
Na Assíria a medicina era praticada através da magia.
Na Grécia os médicos conheciam os sedativos, fortificantes, ossos, circulação e faziam ataduras.

Período Florence Nithingale

Nascida em Florença em 12 de maio de 1820, era dotada de uma inteligência incomum. Em
1854, seguiu para a guerra da Criméia, instalou em dois hospitais o seu serviço, prestando atendimento a 4.000 feridos. Florence ficou conhecida como a dama da lamparina, pois era com uma lamparina na mão que ela percorria as enfermarias à noite. Até meados do século XIX, era praticamente nula a assistência aos enfermos nos hospitais de campanha, onde a insalubridade aumentava ainda mais o número de mortos. Com seu trabalho, Florence Nightingale lançou as bases dos modernos serviços de enfermagem. Educada pelo pai, aprendeu grego, latim, francês, alemão e italiano, história, filosofia e matemática. Em 7 de fevereiro de 1837, acreditou ter ouvido a voz de Deus conclamá-la a uma missão.
Interessou-se então pela enfermagem, e após formar-se por uma instituição protestante de Kaiserweth, Alemanha, transferiu-se para Londres, onde passou a trabalhar como superintendente de um hospital de caridade. Florence não conhecia o conceito de contato por microorganismos, uma vez que este ainda não tinha sido descoberto, porém já acreditava em um meticuloso cuidado quanto à limpeza do ambiente e pessoal, ar fresco e
boa iluminação, calor adequado, boa nutrição e repouso, com manutenção do vigor do
paciente para a cura. Em suas escolas, Florence baseava sua filosofia em quatro idéiaschave:

1. O dinheiro público deveria manter o treinamento de enfermeiras e este, deveria
ser considerado tão importante quanto qualquer outra forma de ensino.
2. Deveria existir uma estreita associação entre hospitais e escolas de treinamento, sem estas dependerem financeira e administrativamente.
3. O ensino de enfermagem deveria ser feito por enfermeiras profissionais, e não por qualquer pessoa não envolvida com a enfermagem.
4.Deveria ser oferecida às estudantes, durante todo o período de treinamento, residência com ambiente confortável e agradável, próximo ao local.
Durante a guerra da Criméia, entre 1854 e 1856, integrou o corpo de enfermagem britânico em Scutari, Turquia. Seu trabalho de assistência aos enfermos e de organização da infra-estrutura hospitalar a tornou conhecida em toda a frente de batalha. Publicou Notes on Matters Affecting the Health,Efficiency and Hospital Administration of the British Army (1858 Notas sobre a saúde, a eficiência e a administração hospitalar no exército britânico). Fundou em 1860 a primeira
escola de enfermagem do mundo. Em 1901, completamente cega, parou de trabalhar.
Morreu em Londres, em 13 de agosto de 1910.

A Enfermagem como profissão
Atualmente a enfermagem não é somente arte, mas uma ciência, pois baseia-se em
princípios científicos.
Para Wanda Horta a enfermagem tem três seres:
- o ser enfermagem
- o ser enfermeiro
- o ser paciente.