quinta-feira, 4 de novembro de 2021
MANOBRA DE DESENGASGO EM BEBÊS
O trabalho noturno de longo prazo está associado ao risco de fibrilação atrial e doença cardíaca coronariana? - European Heart Journal
Sabe-se que a privação do sono pode alterar o ciclo circadiano e produzir desordens cardiometabólicas.
Os pesquisadores encontraram uma associação entre trabalho noturno e DAC doença de artéria coronária, mas não de AVC acidente vascular cerebral ou IC insuficiência cardíaca. Indivíduos que atualmente trabalham de forma frequente ou permanente à noite, os que trabalharam por pelo menos 10 anos à noite e os que fizeram uma média de 3 a 8 plantões noturnos/mês durante a vida apresentaram um maior risco na incidência de DAC, HR 1,22, 95% IC: 1,11-1,35; HR 1,37, 95% IC: 1,20-1,58; HR 1,35, 95% IC: 1,18-1,55; respectivamente.
Abstract
>> O objetivo deste estudo foi testar se o trabalho atual e noturno estava associado à fibrilação atrial incidente (AF) e se essa associação foi modificada por vulnerabilidade genética. Suas associações com doença cardíaca coronariana (ACS), acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca (HF) foram medidas como um objetivo secundário.
Este estudo de coorte incluiu 283 657 participantes em emprego remunerado ou autônomo sem AF e 276 009 participantes livres de CHD, AVC e HF na linha de base no Uk Biobank. Foram obtidas informações atuais e vitalícias do trabalho no turno da noite. Foram utilizados modelos de risco proporcional cox. Calculou-se o escore de risco genético ponderado para AF. Durante um seguimento mediano de 10,4 anos, foram documentados 5.777 casos de AF incidentes. De "trabalhadores diurnos", "turnos, mas nunca/raramente turnos noturnos" e "alguns turnos noturnos" a "turnos noturnos habituais/permanentes", houve uma tendência crescente significativa no risco de incidente AF (P para tendência 0,013). Os turnos noturnos habituais ou permanentes foram associados ao maior risco [razão de risco (RH) 1,16, intervalo de confiança de 95% (IC) 1,02-1,32]. Considerando o horário de trabalho de uma pessoa e comparado com trabalhadores de turno que nunca trabalham à noite, os participantes com duração superior a 10 anos e frequência média de 3 a 8 noites/mês de exposição ao trabalho no turno da noite possuíam maior risco de AF (HR 1,18, IC 0,99-1,40 e HR 1,22, IC 95% 1,02-1,45, respectivamente). Essas associações entre os turnos noturnos atuais e vitalícios e a AF não foram modificadas pela predisposição genética à AF. Turnos noturnos atuais habituais/permanentes, ≥ 10 anos e 3-8 noites/mês de turnos noturnos ao longo da vida foram significativamente associados a um maior risco de incidente CHD (HR 1.22, IC 95% 1,11-1,35, HR 1,37, IC 95% 1,20-1,58 e HR 1,35, IC 95% 1,18-1,55, respectivamente). Essas associações em acidente vascular cerebral e HF não foram significativas.
Tanto as exposições atuais quanto as de turno noturno ao longo da vida estiveram associadas ao aumento do risco de FA, independentemente do risco genético de AF. A exposição ao turno da noite também aumentou o risco de CHD, mas não derrame ou HF. Se a diminuição da frequência e duração do trabalho no turno da noite pode representar outro caminho para melhorar a saúde do coração durante a vida profissional e além garante um estudo mais aprofundado.
>> Esse é mais um estudo observacional que mostra associação e não causalidade. Desta forma, deve ser um gerador de hipóteses apenas.
European Heart Journal, Volume 42, Edição 40, 21 de outubro de 2021
fonte O trabalho noturno de longo prazo está associado ao risco de fibrilação atrial e doença cardíaca coronariana | | do European Heart Journal Oxford Academic (oup.com)
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
quinta-feira, 23 de setembro de 2021
DISTRIBUIÇÃO TRIMODAL DAS MORTES POR TRAUMA
Na fase do pós evento sendo o momento em que lida com os possíveis desfechos do evento traumático, e como pior desfecho possível de um evento de trauma é a morte do paciente. Donald Trunley, cirurgião de trauma descreveu uma distribuição trimodal das mortes por trauma em 3 fases.
1ª Fase
São as mortes que ocorrem minutos até uma hora após o incidente. A melhor estratégia para evitar essa morte é a prevenção, como uso do cinto de segurança, respeitar leis de trânsito, etc.
2ª Fase
São as mortes que ocorrem algumas horas após o incidente, muitas vezes essas mortes podem ser evitadas com atendimento pré hospitalar e posteriormente atendimento hospitalar de qualidade.
3ª Fase
São as mortes que ocorrem dias a semanas após o incidente, devido a falência de múltiplos órgãos, infecção, lesões secundárias.
Referência:
NATIONAL ASSOCIATION OF EMERGENCY MEDICAL TECHNICIANS. PHTLS - Atendimento pré-hospitalar ao traumatizado. 9. ed. Burlington: Jones & Bartlett Learning, 2020. 762 p.
3 FASES DO ATENDIMENTO PRÉ HOSPITALAR
Fase Pré Evento
Fase do Evento
Fase Pós Evento
Fase Pré Evento
Na comunidade
Nessa fase são realizadas medidas educativas quanto segurança no trânsito, legislação, não fazer uso do celular no trânsito, não fazer uso de bebida alcoólica se for dirigir, usar capacete, uso do cinto de segurança, respeitar sinalização, uso da cadeirinha, respeitar regras de trânsito, respeitar velocidade, etc…. É utilizado nessa fase do pré evento como ferramentas a realização de palestras, postagens, vídeos, lives, educação da comunidade, educação em saúde)
Equipes de APH (Atendimento Pré Hospitalar)
Já com as equipes capacitação das equipes é realizado treinamento, reciclagem, simulados, discussão de casos, estrátegias.
Além de contar também o entrosamento das equipes para manter a qualidade e excelência nos atendimentos, check list das viaturas tanto do veículo para sempre estar em condições para uso imediato, quanto os materiais, equipamentos, medicamentos estarem em quantidades e em condições para uso imediato.
Fase do Evento
Quando as medidas de educação e de prevenção falham ocorre a fase do evento, ocorre de fato o sinistro, como exemplo uma pessoa que ao manusear o celular fica desatenta e perde o controle do veículo, outro exemplo é uma pessoa que não faz o uso do cinto de segurança.
Fase Pós Evento
Nesse momento já ocorreu o evento, o sinistro, é o momento em que as equipes de atendimento pré hospitalar, segurança pública, corpo de bombeiros entre outros vão atuar.
Alguns pontos devem ser lembrados nesse momento como:
Otimizar o tempo de forma responsável, segurança das equipes, das vítimas e terceiros no local.
Colher o máximo de informações sobre o ocorrido (cinemática – como está o cenário, exemplo colisão carro versus ônibus, colisão frontal, com ? Tantas vítimas, se há ou não presença de produtos perigosos no local, se há fio energizado, se há vazamento de combustível e possibilidade de explosão, se há necessidade de outras equipes no local e quais equipes seriam.
Alinhar pensamento com a equipe para atender com excelência.
Nesse momento as equipes realizam o atendimento as vítimas em caso de incidente com múltiplas vítimas é feito uma triagem dessas vítimas utilizando o método START em adultos e JUMP START em crianças.
É realizada comunicação e organização entre as equipes presentes no local, também realizada comunicação com Hospital ou Hospitais ou Unidades que receberão essas vítimas, essa comunicação entre serviço de emergência pré hospitalar é feito através da comunicação de um membro da equipe de emergência que está no local para a central de regulação, o médico regulador faz comunicação com os locais de destino dessas vítimas conforme a gravidade das mesmas.
Referência:
NATIONAL ASSOCIATION OF EMERGENCY MEDICAL TECHNICIANS. PHTLS - Atendimento pré-hospitalar ao traumatizado. 9. ed. Burlington: Jones & Bartlett Learning, 2020. 762 p.
quarta-feira, 15 de setembro de 2021
ACIONAMENTO DO SERVIÇO DE EMERGÊNCIA
SÃO INFORMAÇÕES SIMPLES, PORÉM QUE IRÃO FACILITAR E MUITO NO MOMENTO QUE OCORRE UMA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA E VOCÊ TEM DE SOLICITAR ESSE TIPO DE SERVIÇO.
ABAIXO ALGUMAS DICAS QUE VOCÊ VAI PRECISAR AO SOLICITAR O SERVIÇO.
SEU NOME
TELEFONE
LOCAL COM REFERÊNCIA
O QUE ESTÁ ACONTECENDO, QUANTO TEMPO?
TEM FOGO? TEM FIO ENERGIZADO? AFOGAMENTO? VÍTIMA EM ALTURA? ACIONOU OUTRO SERVIÇO?
QUANTAS VÍTIMAS
A VÍTIMA RESPONDE? RESPIRA? COR DA PELE?
TEM ALGUMA DOENÇA? TOMOU ALGUM MEDICAMENTO?
VOCÊ FEZ ALGUM PROCEDIMENTO?
FIQUE AO LADO DA VÍTIMA (SE SEGURO), FAÇA O QUE FOI ORIENTADO,
SE EM CASA OU NO TRABALHO FACILITE A ENTRADA DA EQUIPE NO LOCAL (PRENDER ANIMAIS, PUXAR MÓVEIS, RETIRAR VEÍCULOS SE FOR NECESSÁRIO ENTRAR COM A MACA E NÃO TIVER ESPAÇO)
SEPARE DOCUMENTAÇÃO DA VÍTIMA (SE POSSÍVEL)
LEMBRANDO ALGUNS NÚMEROS DE SERVIÇO DE EMERGÊNCIA
192 SAMU OU DEPENDENDO DO LUGAR É O SERVIÇO DE AMBULÂNCIA LOCAL
193 CORPO DE BOMBEIROS
190 POLICIA MILITAR
quinta-feira, 9 de setembro de 2021
CURSO DE CONTROLE DE HEMORRAGIAS NO TRAUMA STOP THE BLEED
CURSO DE CONTROLE DE HEMORRAGIAS NO TRAUMA
STOP THE BLEED
O Curso de Controle de Hemorragias no Trauma tem o objetivo de capacitar o aluno a agir frente a situações de hemorragias no trauma.
Conheça o Stop the Bleed:
O STOP THE BLEED é o resultado de um esforço colaborativo liderado pelo Comitê de Trauma do American College of Surgeons (ACS COT) para levar o conhecimento do controle de sangramento ao público, com objetivo de capacitar profissionais da saúde e pessoas leigas para atuar imediatamente em situações de trauma envolvendo sangramentos
Por meio do Curso de Controle de Hemorragias no Trauma - STOP THE BLEED , você ganhará a capacidade de reconhecer sangramentos com risco de vida e intervir com eficácia.
Quem está ao lado de uma vítima sangrando pode ser a única pessoa com maior probabilidade de salvá-la.
Faça o curso e torne-se capacitado para fazer uma diferença quando ocorrer uma emergência de sangramento.
“A única coisa mais trágica do que uma morte...
...é uma morte que poderia ter sido evitada”
Curso Presencial em Jau/SP apoio Instituto FOCO e Faculdade Batista de Minas Gerais
Data 09 de outubro de 2021
Local: Rolando D'Amico, 381, Vila Assis, Jaú, SP.
Valor: R$250,00 no cartão em até 2x
Certificação Internacional https://www.stopthebleed.org/
Carga Horária: 6 horas
Incluso: coffee break
Certificado digital e Impresso
Sorteio de uma bandagem israelense entre os alunos inscritos
Poucas vagas, garanta a sua!
Link para inscrição
QR Code para inscrição
Whatsapp (14)998717214
E-mail: focoeduadm@gmail.com
Conheça as redes sociais: Facebook / Instagram
Aula teórica
Estação de habilidade para compressão direta de sangramentos com as mãos;
Estação de habilidade para uso do torniquete;
Estação de habilidade para "empacotamento"/ “preenchimento” de feridas.
Estações de Habilidades práticas em diversas situações de hemorragia no trauma
Cenários de simulação realística.
Público Alvo: Profissionais que atuam na saúde, técnicos em enfermagem, enfermeiros, estudantes da área da saúde, profissionais de segurança, brigadistas, profissionais que
atuam no atendimento pré hospitalar, condutores de veículo de emergência, qualquer pessoa que queira se capacitar em controle de Hemorragias.
Instrutora
Thais Travaglia
Enfermeira Especialista em APH de Urgência e Emergência/ Especialista em Urgência e Emergência Coren SP 307090
Instructor ID #83240
Conheça a Instrutora:
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