Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Marcapasso é indicado para pacientes com bradicardia

O marcapasso cardíaco foi criado como um substituto para a parte elétrica do coração que o faz bater. Para entender melhor, o coração deve bater em uma sequencia certa. Os átrios funcionam como uma antessala (daí o nome) que recebe o sangue. Quando ele esta cheio a porta da antessala abre (as válvulas mitral e tricúspide), deixando o sangue entrar no ventrículo, de onde será empurrado para o restante do corpo. Um aviso elétrico faz o ventrículo contrair e imediatamente antes disso a porta/válvula fecha atrás do sangue para que ele não volte para o átrio. Para reger essa orquestra existe um impulso elétrico. Ele percorre todo o átrio avisando que o músculo precisa contrair e depois todo o ventrículo avisando que ele também tem que contrair. 
Pessoas que têm bloqueios nesse aviso fazem com que os ?porteiros? fiquem distraídos, e só abram a porta quando lembram. Assim, o coração só bate às vezes, tem falhas e até não bate mais. E como a memória dos outros porteiros não é confiável, isso varia de pessoa para pessoa. 
Pessoas com frequência cardíaca menor que 40bpm (batimentos por minuto) durante o dia ou com pausas (momentos sem o coração bater) maiores que 3 segundos durante o dia, bloqueios cardíacos (parciais apresentando desmaios ou totais independente de sintomas), pessoas que tem bradicardia ou tonturas com remédios essenciais à sua vida são candidatos a implante de marcapasso definitivo. 
marcapasso - Foto: Getty Images
O marcapsso pode ser colocado logo abaixo da pele, no peito, debaixo do músculo peitoral, no abdômen ou até na axila
O implante de marcapasso é feito em centro cirúrgico ou hemodinâmica, dura cerca de duas horas, e a pessoa costuma ter alta no dia seguinte. Pode ser colocado logo abaixo da pele, no peito, debaixo do musculo peitoral, no abdômen ou até na axila (o paciente deve sempre discutir com seu médico opções que o deixem mais confortável para suas atividades, bem como estética e preferência). 
Os eletrodos são colocados no coração e uma "bolsa" (loja) é feita para guardar o gerador de impulsos do marcapasso. A bateria desse gerador dura em média oito anos. E a cada três a seis meses o portador deve comparecer em seu médico para avaliar a vida útil do aparelho e se os cabos/eletrodos que vão ate o coração estão funcionando bem. Assim é possível prever o momento da troca com segurança. 
Além disso, durante as consultas de rotina podem ser realizados ajustes de acordo com o uso do paciente e as capacidades de cada marcapasso. A maioria dos marcapassos apresenta funções inteligentes, que podem ser acionadas para prover maior conforto ao portador. Isso pode ser programado e ajustado de acordo com a necessidade diária.
Dessa forma, é importante acompanhar as arritmias cardíacas quando presentes e, caso você seja indicado a um marcapasso, certifique-se de fazer a manutenção adequadamente, visitando o médico ou médica em intervalos regulares. Lembre-se também de conversar sobre as atividades que podem ser realizadas com o marcapasso, como exercícios físicos, e o que deve ser evitado em cada caso.
Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/17927-marcapasso-e-indicado-para-pacientes-com-bradicardia?utm_source=news_mv&utm_medium=saude&utm_campaign=9733122
ESCRITO POR:Bruno Valdigem
Cardiologia / ESPECIALISTA MINHA VIDA
foto especialista

Moderadores e inibidores de apetite: entenda como eles são usados no tratamento da obesidade

Quando usados de forma correta e sob orientação médica, esses medicamentos podem ajudar na saúde de quem está com obesidade

Volta à tona mais uma vez um assunto polêmico e antigo sobre o uso de moderadores de apetite (anorexígenos) no tratamento da obesidade, retirados das prateleiras das farmácias pela ANVISA no Brasil e agora, nova lei no senado federal volta a permitir sua comercialização. Gostaria de, antes de concluir o tema, que o leitor acompanhasse três casos diferentes de personagens fictícios, e no final do artigo, concluir qual deles realmente necessitaria de ajuda de tratamento para perder peso. 

Caso 1

Na primeira personagem coloquei o nome de Maria. Ela sempre foi uma criança muito vaidosa e sempre que possível perguntava para as pessoas que conhecia se achavam que ela estava gorda. Sempre escutava a mesma resposta: "lógico que não, Maria, você parece até mais para magra!". Porém Maria achava que não, dizia que quando se via no espelho se achava "uma baleia". Já na vida adulta, Maria passou a fazer "dietas mágicas" ainda na busca de "perder peso", embora continuasse escutando de todas as amigas que ela estava com um corpo lindo e não precisaria emagrecer nada.
Descontente com o próprio corpo, Maria passou a marcar consulta com médicos que pudessem prescrever para ela medicamentos que lhe ajudasse a emagrecer e escutava sempre a mesma resposta: você não tem indicação de tomar medicamentos para perda de peso, pois está com o peso adequado. Infelizmente Maria não aceitava esta afirmativa e passou a adquirir o hábito de se automedicar com inibidores de apetite, pois conseguia-os com o balconista da farmácia (dando um dinheirinho extra por fora), com a amiga obesa que fazia uso dos mesmos, com profissionais de saúde pouco éticos (que são exceção mais infelizmente existem, como em qualquer profissão) que prescreviam mediante pagamento da consulta e até mesmo pela internet, já que no país onde Maria morava a fiscalização das autoridades competentes sobre a comercialização dos anorexígenos pela web era falha. Maria criou o "hábito" de tomar medicamentos para "emagrecer", embora não precisasse deles e ainda por cima tinha efeitos desagradáveis com o uso contínuo, como insônia, agitação, boca seca e irritabilidade. 

Caso 2

A segunda personagem chamará Ana. Desde a infância, ela gostava de praticar esportes e também tinha uma alimentação saudável, hábitos adquiridos pela orientação dos seus pais que eram preocupados com a saúde da filha e que, aliás, também se cuidavam e tinham peso adequado. Sempre teve um peso estável e nunca brigava com a balança. Continuou sempre ativa durante toda sua adolescência e sempre com a facilidade de se alimentar bem, já que sua mãe zelosa sempre enchia a geladeira de escolhas saudáveis e a comida na mesa era sempre pontual e de fácil acesso. E assim foi até a vida adulta. 
Mas, após se formar na faculdade e começar a trabalhar, Ana passou a não ter mais "tempo" para praticar atividade física e se tornou sedentária. Também não tinha mais como manter aquela alimentação saudável e prática com a qual estava acostumada, a comida saudável na mesa sempre na hora certa. Passou a não ter mais regra para comer e, sempre sobrecarregada com a carga de trabalho e sem tempo, comia qualquer tranqueira à sua volta e sua ansiedade, desencadeada pela cobrança diária das metas a serem batidas impostas pelo seu chefe, parecia contribuir para comer sempre mais, pois era uma forma de recompensar tamanho estresse já que ninguém pode negar que "comer" é um prazer de livre e fácil acesso. Após alguns anos com estes hábitos, sedentária e comendo errado, Ana ganhou 20 quilos à mais na balança. 
Influenciada por uma amiga com personalidade imediatista, iniciou uso de medicamento anorexígeno para conseguir emagrecer, mas tinha alguns efeitos colaterais que a incomodavam, como boca seca, irritabilidade e insônia. Não tolerando os efeitos colaterais da medicação escutou de sua mãe: "Ana, por que você não volta com os hábitos saudáveis de antigamente para voltar a ter um peso adequado?". Ana então compreendeu que se não priorizasse sua saúde em detrimento aos hábitos inadequados, jamais emagreceria. Se matriculou na academia e passou a comer adequadamente, como sempre fizera antigamente e depois de vários meses estava novamente com seu peso saudável, e não voltou a engordar, pois manteve os hábitos adequados de forma contínua. Não precisou mais recorrer aos medicamentos para emagrecer. 

Caso 3

O terceiro personagem coloquei o nome de João. Veja sua saga: João já nasceu gordinho. Filho de pais obesos, seu pediatra era o primeiro a alertar seus pais que João estava com o peso sempre acima do esperado para sua idade e sua altura e que deveria ter uma alimentação vigiada e ser estimulado a praticar esportes. Dono de uma "fome" imensurável, João tinha uma dificuldade enorme em comer menos e sempre comia bem mais que seus amiguinhos da escola, que o chamavam de "comilão". Já na adolescência, e sempre acima do peso, escutava dos médicos que se não perdesse peso poderia correr riscos de doenças cardiovasculares e diabetes quando adulto. Consciente dos riscos, João passou a praticar esportes com frequência, mas percebia o quanto tinha dificuldade de perder alguns quilos, mesmo com a manutenção da atividade física. Seu maior vilão continuava a ser sua fome "descontrolada" que o dominava com tamanha força que recuperava o peso perdido com extrema facilidade. 
Já adulto, quando João fazia exames de sangue e media sua pressão arterial, ficava assustado com as previsões catastróficas ditas pelos médicos: "João, se continuar com seu peso excessivo, você vai ficar diabético e ter complicações como pressão alta, infarto agudo do miocárdio, AVC e até mesmo maior chance de alguns tipos de câncer", alertavam os médicos. João então assustado tentava sempre conseguir perder peso, mas seu metabolismo parecia lhe boicotar e sua maldita "fome excessiva" era sempre sua maior inimiga. Perdia peso com dificuldade e ganhava com facilidade. Já com oscilações na sua pressão arterial, colesterol alterado e quase diabético, João corria riscos reais na sua saúde, à curto, médio e longo prazo. 
Resolveu então buscar ajuda médica e logo escutou do primeiro especialista que os novos conhecimentos científicos haviam descoberto que algumas pessoas nascem com alteração de genes que os tornam "hiperfágicos", ou seja, possuem uma fome excessiva e não conseguem comer volumes menores e também mutações de genes podem tornar nosso organismo "pouco gastador de energia" e ficar com um metabolismo "lento". João então compreendeu porque seu corpo funcionava daquela maneira. Seu médico explicou que no nosso cérebro existe uma área que dá o comando para que a gente se alimente, chamado ?centro da fome? e era justo ali o seu problema e provavelmente poderia ter também um metabolismo mais "econômico". Explicou que os medicamentos chamados de "anorexígenos" foram pesquisados justamente para atuar na diminuição dos estímulos oriundos deste centro, diminuindo a fome excessiva e facilitando a perda de peso, desde que os hábitos adequados como atividade física frequente e alimentação balanceada sejam persistentes por "toda a vida", e não apenas pontual no início do tratamento. Seu médico também lhe disse que estes medicamentos podem causar alguns efeitos colaterais que tendem a ser passageiros na maioria dos casos, mas para algumas pessoas estes efeitos colaterais eram mais intensos e justificaria a descontinuidade do seu uso. Bastava então João saber em qual dos grupos ele estaria. 
Iniciou então o uso de um dos medicamentos anorexígenos, na dose correta e com supervisão rigorosa do seu médico especialista e com grande experiência na prescrição desse tipo de remédio. Na primeira semana sentiu a boca ficar um pouco seca e se sentiu um pouco agitado, tendo ficado com o sono um pouco prejudicado. Já na segunda semana de uso, sempre sendo monitorado pelo seu médico, estes sintomas desagradáveis foram cedendo e já a partir da terceira semana estava bem adaptado à medicação, não sentindo mais os sintomas do inicio do tratamento. Já na balança, João ficava cada vez mais contente, pois com uma fome mais controlada e o metabolismo otimizado, mantendo as atividades físicas de maneira frequente e alimentação adequada diariamente , o ponteiro não parava de baixar. Com a perda de peso e hábitos saudáveis, João viu sua pressão arterial ficar controlada, seus exames laboratoriais se normalizarem e sua previsão de ficar diabético e ter complicações cardiovasculares irem por água abaixo. Satisfeito com os resultados, seu médico informou que sempre que for necessário João será medicado se voltar a ganhar peso. 

Conclusão

Expostos os três casos acima, acredito que os leitores concordariam que apenas o João tinha indicação real em usar medicação para perder peso, pois seus riscos na saúde eram bem maiores e reais do que um "possível" efeito colateral ocasionado pela medicação, que no caso do João nem persistiu. É o que todo médico deve analisar quando opta pela prescrição de um medicamento, ou seja, analisar seus benefícios em relação aos seus riscos e se os benefícios forem sem dúvida maiores, o medicamento deverá ser prescrito, caso contrário, deve ser evitado. Já Ana, além de não tolerar a medicação não precisava realmente do remédio e sim retornar aos seus hábitos adequados de vida, já que sua genética era favorável. Já Maria nem deveria "passar perto" da medicação anorexígena, pois além de não ter indicação do uso, também tinha distúrbio da imagem corporal e deveria ser abordada de outra maneira, com psicoterapia de apoio. Mas, acredite, antes da proibição dos anorexígenos, seu uso era totalmente vulgarizado e indiscriminado, o que contribuía com o aumento do número de pessoas com "efeitos colaterais" e também gerando "lucro" no mercado "negro" paralelo da venda de anorexígenos, mesmo sem receita médica, infelizmente tão comum no nosso país. 
Ao olhar da medicina, a obesidade, como no caso do João, é interpretada como uma doença crônica degenerativa: crônica por não ter "cura" e sim "controle" e degenerativa, pois se não for tratada levará a complicações médicas inevitáveis, assim como é o caso da hipertensão arterial, diabetes Mellitus, doenças reumáticas, insuficiência coronariana, Alzheimer, câncer entre outras. Por este motivo João foi medicado, para que não desencadeasse uma doença degenerativa. Já pensou você leitor, que tem pressão alta, diabetes, insuficiência coronariana tivesse seus medicamentos de uso contínuo retirado das prateleiras das farmácias? 
A obesidade no Brasil vem crescendo assustadoramente, embora acredito que nem todos que estão acima do peso são iguais ao caso do João, e bastaria uma mudança de hábitos para voltar ao peso adequado. Mais quantos pacientes como João estarão nestas estatísticas? Cabe à classe médica saber avaliar caso a caso e definir de maneira adequada quem realmente precisa ser medicado e, se assim for necessário, dispor de medicamentos específicos para o tratamento. Por isso a ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia), a SBE (Sociedade Brasileira de Endocrinologia) e a ABESO (Associação Brasileira para Estudo da Obesidade) são favoráveis à prescrição dos medicamentos antiobesidade, desde que haja uma fiscalização rigorosa sobre o uso e a venda dos mesmos e punindo os maus profissionais que prescrevem de maneira inadequada e irresponsável, não respeitando as indicações e as contraindicações, como deve ser feito quando se prescreve qualquer medicação para qualquer doença. 
Que o leitor tire suas conclusões. 
Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/17933-moderadores-e-inibidores-de-apetite-entenda-como-eles-sao-usados-no-tratamento-da-obesidade?utm_source=news_mv&utm_medium=saude&utm_campaign=9733122
Escrito por:
Nutrologia / ESPECIALISTA MINHA VIDA
foto especialista
Imagem: Google imagens

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Saúde mental e as mudanças de humor

Mudanças de humor acontecem com todas as pessoas, às vezes por motivos diversos, pode-se dizer que acordamos com o pé esquerdo ou em um dia de chuva é possível que a melancolia tome conta. Situações como essas são consideradas normais quando acontecem esporadicamente e não fogem do controle.
Em alguns casos, o humor imprevisível passa a prejudicar as relações sociais e esse é um forte sinal de alerta. Nas mulheres as variações são mais constantes, por conta das altas variações hormonais. Mas ainda assim, as mulheres devem ficar atentas.
Alterações drásticas no humor, que variam entre picos de euforia e depressão profunda, muitas vezes, no mesmo dia, podem ser sintomas de transtorno bipolar, que se torna motivo de sofrimento, inclusive para as para as pessoas que convivem com o portador da patologia.
No caso do transtorno bipolar, o diagnóstico muitas vezes leva anos e é muito difícil. Nos momentos de euforia, o indivíduo perde o controle de suas atitudes e pode, por exemplo, criar dívidas, consequência da compulsão por compras que acontece nessas fases. Já na fase depressiva, o sentimento de tristeza profunda pode levar aos pensamentos suicidas, um risco para a vida.
avaliação e o diagnóstico deve ser realizado por profissional capacitado para diagnosticar a patologia e conduzir o tratamento que inclui medicamentos e terapia, instrumentos terapêuticos estes que visam devolver ao indivíduo a vida normal.

FonteBem-Estar (QUARTA (23/07/2014) - 1º BLOCO)
  http://www.ibacbrasil.com/noticias/enfermagem/saude-mental-e-as-mudancas-de-humor?utm_source=Lista+Geral&utm_campaign=77eba9ebb6-24092014_news_Lista_Geral9_24_2014&utm_medium=email&utm_term=0_7251bf01a7-77eba9ebb6-45983085#sthash.UjDTL7GB.dpuf
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Depressão infantil e seu delicado diagnóstico

Algumas vezes, por diversos motivos, é normal que algumas pessoas se sintam tristes e fiquem assim por alguns dias. Mas em outros casos, a tristeza perdura e se combina a vários sintomas que levam ao diagnóstico de depressão. Em um adulto, que sabe se expressar, o tratamento pode vir mais rápido e ser mais assertivo, mas ao contrário, porém para as crianças que sofrem de depressão esse diagnóstico passa a ser um desafio.
Segundo o site do Dr. Dráuzio Varella, frequentemente a criança não reconhece que está deprimida, dessa forma cabe aos pais e ao médico  atenção a alguns sintomas, que consistem em:
·         Medo de se separar dos pais ou daquele cuida dela;
·         Quando a criança fica quieta ou parada demais, deixando de brincar e de explorar o universo ao seu redor;
·         Alterações no sono com excesso de pesadelos, choro e medo na hora de dormir;
·         Ansiedade de separação ao iniciar a fase escolar;
·         Redução na alimentação e aumento na seletividade de alimentos;
·         Para a criança é mais comum reclamar de dores físicas, já que ela não sabe expressar angústia e ansiedade. De acordo com a médica, entrevistada por Dr. Draúzio, reclamações de dores na cabeça ou dores na barriga podem ser sinais de alerta.

A depressão infantil é grave e deve ser tratada tão logo seja descoberta, pois a criança deprimida quando não tratada adequadamente tem uma propensão maior de ter dificuldades de enfrentamento mediante problemas futuros e se torna mais susceptível a certos perigos. Pais deprimidos também devem ficar atentos aos filhos, já que os filhos nestes casos correm um risco maior de apresentar a patologia.
 http://www.ibacbrasil.com/noticias/enfermagem/depressao-infantil-e-seu-delicado-diagnostico?utm_source=Lista+Geral&utm_campaign=77eba9ebb6-24092014_news_Lista_Geral9_24_2014&utm_medium=email&utm_term=0_7251bf01a7-77eba9ebb6-45983085#sthash.X5jW4GPY.dpuf
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Video - Cuidados Mediatos e Imediatos ao Recem Nascido






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No video descreve todos os primeiros cuidados a serem tomados ao RN, inclui escala de Apgar, aplicação de nitrato de prata, aplicação de vitamina K, identificação do RN, amamentação, cuidados com o coto umbilical, e muito mais, vale a pena conferir.

Fonte: You Tube
Imagem: Google Imagens

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Folder dicas de emergência - HEMORRAGIAS


Fonte: Revista Emergência

Video - Dicas de Segurança: queimaduras na cozinha - CBMES

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O Corpo de Bombeiros, por meio da 5ª Seção do Estado Maior, desenvolveu uma série de vídeos com Dicas de Segurança. O objetivo é orientar a sociedade sobre a importância da prevenção de acidentes domésticos, que atingem principalmente as crianças.

De linguagem simples e direta esses vídeos foram produzidos com recursos próprios e com a colaboração dos militares da equipe. 


fonte:http://youtu.be/KsD6gZa0BeM

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Guia prático de primeiros socorros




Apesar de haver treinamentos básicos de primeiros socorros para ensinar pessoas leigas a tomar atitudes primordiais no salvamento de vidas, pouca gente realmente se preocupa em fazer. Mas de acordo com o coordenador geral do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Guarapuava, Franco Bittencourt, se dermos atenção a algumas dicas, é possível contribuir de fato em um atendimento a vítimas. "Nós orientamos, primeiramente, que em casos de trauma, a pessoa acione o sistema e não mexa na vítima. Porém, com um pouco de conhecimento, é possível ajudar no momento em que a equipe ainda está a caminho. Socorrer um ferido pode fazer uma grande diferença entre a vida e a morte dele", disse.

Inicialmente, é preciso se aproximar da vítima, observar alguns detalhes importantes e passar, por telefone, o máximo de informações possíveis sobre a pessoa e o acidente, como o que aconteceu, se a vítima está respirando e se está consciente. "Se uma população é bem treinada, a gente consegue adiantar um passo a passo do atendimento e a sobrevida do paciente aumenta muito. Principalmente em casos de parada cardiorrespiratória", afirmou o coordenador geral do Samu.

Segundo ele, quando o Samu é acionado, o tempo de chegada é de aproximadamente cinco minutos e se nesse tempo a pessoa que solicitou o atendimento estiver massageando a vítima, fazendo a primeira compressão cardíaca, a porcentagem de retorno e sobrevida dessa vítima aumenta muito. "Identificado o quadro de parada cardíaca, se inicia a massagem de compressão cardíaca externa, que é basicamente comprimir o centro do tórax da vítima. Em um paciente adulto considerado acima de 8 anos, se faz com as duas mãos e soltando o peso do seu tórax, comprimindo até 5 cm de profundidade com o ritmo de aproximadamente cem vezes por minuto", explicou Franco.

Um detalhe importante é que essa massagem cardíaca não deve ser interrompida, ou seja, desde o momento em que a equipe foi acionada até o momento em que chega ao local, é preciso continuar com a compressão, sem interromper. "Existem vários protocolos, mas o protocolo para um leigo, básico, o que se pede é que essa pessoa se aproxime da vítima, verifique se ela responde de forma verbal ou dolorosa, caso contrário, acione o sistema e comece a massagem cardíaca externa sem interromper. Quanto menos interrupção, maior a chance dessa vítima sobreviver", disse.

Procedimentos para salvar uma vidaDe maneira geral, a primeira providência é chamar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), discando 192, para casos de desmaios, convulsões, luxações e fraturas, intoxicações, cortes ou perfurações. Os Bombeiros também podem ser chamados, discando 193, principalmente quando se tratar de soterramentos.

Em caso de atropelamento ou trauma
Em casos de trauma podem haver complicações. Em casos de paciente politraumatizado, que foi atropelado, onde a vítima pode ter fraturas não tão estáveis, se o leigo for mexer nessa vítima, muitas vezes pode complicar muito mais do que ajudar, segundo Franco. Por isso, se a vítima acaba de sofrer um trauma e ela está consciente, mas tem um trauma visível, ou uma fratura, é recomendável que se preserve o local e se isole a vítima

"Orientamos que se mantenha a calma da própria vítima até a chagada de uma equipe especializada. A não ser que nos casos clínicos ou casos de trauma seguido de parada cardiorrespiratória. Aí a intervenção de um leigo seria necessária. O procedimento mínimo seria a massagem cardíaca", afirmou. Isso porque, se a pessoa não responde de forma verbal ou dolorosa, já é considerada em quadro de parada cardiorrespiratória e devemos iniciar a massagem para que não se perca tempo.

Em caso de corte
Isto está mais relacionado à hemorragia. Geralmente, a população que tem uma noção de primeiros socorros consegue fazer o primeiro atendimento. A contenção de hemorragia é a compressão no local com um tecido, com gazes. "É indicada a compressão local e manter até a chegada da equipe. Lógico que, com tudo isso, entra a segurança de quem está atendendo, não pode também expor um leigo a se contaminar com o sangue tentando salvar uma vítima. Mas, se tiver condição de proteger as mãos com o auxílio de um pano e comprimir o local de sangramento, é um procedimento fácil que se consegue fazer", disse o coordenador do Samu.

Em situação de queimadura
"O que a gente orienta é sempre afastar o agente causador, não colocar nada em cima dessa queimadura. Tem muita crendice em cima disso, as pessoas colocam borra de café, pasta de dente, então qualquer coisa que venha a ser colocada em cima de uma ferida de queimadura vai trazer um prejuízo de infecção secundária", avisou Franco.

Segundo ele, se possível, a pessoa deve reduzir a temperatura do local, ou com água limpa, compressas ou panos limpos que possam proteger aquele local até o atendimento secundário.

Pode-se colocar água em temperatura ambiente desde que essa água seja limpa. Tudo o que possa vir a contaminar aquele local não é aconselhável. "Entre cobrir aquele ferimento com um pano que está sujo e não cobrir é melhor deixar descoberto", disse.

Além disso, quando se tem alguma queimadura por cima de roupa, é aconselhável não retirar. Isso deve ser feito intrahospitalar.

Em situação de afogamento por asfixiaGeralmente acontece com crianças, que se afogam com bala ou corpo estranho. Segundo o coordenador do Samu, é orientado que se faça a seguinte manobra: "Para o adulto, cinco compressões rigorosas acima do umbigo do paciente fazendo com que a via aérea, no caso a boca e o nariz, fiquem mais baixos para tentar expelir o objeto".

No caso de criança, deve-se posicioná-la com a via aérea mais baixa em relação ao corpo, fazendo cinco tapotagens na região do tórax posterior, ou seja, cinco tapinhas nas costas fazendo com que a via aérea fique mais baixa.

fonte: Diário de Guarapuava 
http://www.revistaemergencia.com.br/noticias/geral/guia_pratico_de_primeiros_socorros/AQyAAAjy/7065

imagem: google imagens

Falta de macas traz caos ao atendimento de emergência




Os serviços públicos de socorro são o tema da reportagem especial desta noite. Ambulâncias modernas, equipes treinadas, tudo pronto, mas falta uma coisa fundamental: a maca. E essa falha grave afeta diversas cidades brasileiras. Os atendimentos urgentes são situações de vida ou morte, onde nada pode dar errado. Mas muitas vezes dá.





Gleice Kelly tem 20 anos. No fim de junho, sofreu uma forte crise de asma.
"A menina tem problema de asma e ela tomou um remédio. Ela é alérgica ao remédio e não sabia", diz um familiar.
A família pediu ajuda para o Samu, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
"A menina está aqui morrendo, já desmaiou duas vezes!", declara um familiar.
E esperou.
"Uma hora a gente está esperando ela aqui para ser atendida, rapaz. Eu não quero desistir, não, eu quero que vocês mandem um carro!", reclama o familiar.
Enquanto ela espera por socorro, a menos de quinze minutos de distância, equipes do Samu também esperam as suas macas.
Socorrista: Estamos aguardando aqui o médico atender o paciente e fazer a reposição da maca.Enfermeira: Essa maca não foi encontrada, copiado? A viatura continua ainda sem maca.Central do Samu: Positivo.
As macas das ambulâncias estão sendo improvisadas como leitos hospitalares comuns. Sem a maca, que é o equipamento mais básico de atendimento, a central do Samu é obrigada a pedir uma equipe que está longe, na estrada.
Central do Samu: Paciente asmática, apresentando crise aguda. Socorrista: Central, por gentileza avise que a gente vai demorar pelo menos um pouquinho.Central do Samu: Positivo, positivo, já foi feito o contato com o solicitante informando-o.
Fantástico: Você ligou de novo para ambulância?Mulher: Liguei.Fantástico: E ele falaram o quê?Mulher: Que já está no caminho.
Finalmente, o socorro chega, mas só duas horas depois da primeira ligação.
O que ocorreu com a Gleice Kelly não é um caso isolado. Acontece todos os dias em várias cidades do país. As macas do Samu, que deveriam ser usadas apenas durante os atendimentos de emergência, acabam retidas dentro de hospitais públicos superlotados. E, os socorristas são obrigados a esperar.
Com uma microcâmera, entramos no Hospital de Urgência de Sergipe, em Aracaju, o principal do estado. Lá dentro, superlotação. Pacientes aguardam em cima das macas do Samu.
"A retenção da maca impede o correto funcionamento da ambulância. Então, isso não é permitido, isso não é admitido", afirma Fausto Pereira dos Santos, secretário de Atenção à Saúde do Ministério de Saúde.
O Samu foi criado em 2004 pelo Governo Federal para prestar socorro em casos de emergência. Mais de 70% dos brasileiros têm acesso ao serviço, por meio do telefone gratuito 192.
O Ministério da Saúde define as regras para o seu funcionamento. E, dependendo do lugar, são as prefeituras ou os governos estaduais que fazem a coordenação no dia a dia.
"O Samu faz o primeiro atendimento e leva o paciente para o hospital mais adequado para aquela condição. E deve imediatamente retornar ao seu ponto de origem para fazer um novo atendimento", diz o secretário de Atenção à Saúde do Ministério de Saúde.
Não é o que acontece em Aracaju. Do lado de fora do hospital de urgência, as equipes estão paradas. Sem saber que estavam sendo gravados, os socorristas contaram os bastidores do atendimento na cidade.
Fantástico: Há quanto tempo a sua maca tá parada aqui?Socorrista: Rapaz, a minha já tem uns 40 minutos. Mas eu tenho colegas aqui que já está há no mínimo aqui três, quatro horas.
Fantástico: A sua maca tá desde que horas aqui?Socorrista: Uma hora da tarde.Fantástico: Agora são quase sete.Socorrista: Isso.
Fantástico: Mais de cinco horas parada a maca, é normal?Socorrista: Normal, normalíssimo.
Fantástico: Das viaturas que estão paradas sem maca, quantas aqui?Socorrista: Cinco aqui na porta e duas lá na frente. Sete viaturas.Fantástico: Paradas?Socorrista: É. Por falta de maca.
Ao todo, a cidade de Aracaju, com 570 mil habitantes, tem 12 ambulâncias do Samu.
Fantástico: E se acontece uma ocorrência agora?Socorrista: O que que a gente vai fazer?
Os atendentes do Samu não podem nem voltar para a base. Têm que esperar na porta do hospital.
"Se a gente se deparar com um acidente no meio do caminho. Como é que a gente vai pegar a vítima sem a maca?", questiona um socorrista.
No rádio, as reclamações são constantes. 
Socorrista: Estamos aqui agora na saga da procura de macas.Socorrista: Como sempre nossa maca está presa na área de trauma.Socorrista: A viatura continua ainda sem maca.Socorrista: Aguardando maca aqui, estamos presos também.
O problema existe faz tempo. Há um ano, na cidade de Salgado, a 60 quilômetros de Aracaju, o marido de dona Ana Maria teve um infarto. O socorro foi chamado, mas não chegou a tempo.
"Não tem o carro vai fazer o quê? Quando chegou já estava morto", conta a viúva Ana Maria Ribeiro.
Arnaldo estava na ambulância que foi para a casa de dona Ana Maria, mas ele não é da cidade.
"A viatura do município de Salgado, que deveria atender, estava retida, sua maca, no Hospital de Urgência em Aracaju", afirma Arnaldo Chagas Jr., socorrista do Samu.
A equipe de Arnaldo é do município de Lagarto, a 30 quilômetros de distância, e, para atrasar ainda mais, já estava atendendo um paciente.
"Demoramos algo em torno de uma hora e dez para poder conseguir chegar a esse atendimento. Infelizmente, o paciente já estava em óbito", diz o socorrista.
"Na grande maioria das vezes ou quase na totalidade das vezes, é de responsabilidade da administração do hospital", afirma Fausto Pereira dos Santos, secretário de Atenção à Saúde do Ministério de Saúde.
Em Sergipe, o governo estadual é responsável tanto pelo Samu, quanto pelo Hospital de Urgências. Para a representante da Secretaria de Saúde, a retenção de macas acontece, porque pacientes que poderiam ir para unidades de atendimento mais simples superlotam o hospital de urgências.
"O paciente clínico pode e deve ser atendido na unidade de pronto atendimento", diz Luciana Prudente, da Secretaria de Saúde de Sergipe.
Segundo ela, o hospital tenta devolver as macas o mais rapidamente possível. "A gente tem como política nossa o foco na liberação rápida dessas viaturas", afirma.
Em Campina Grande, na Paraíba, o Fantástico encontrou a mesma situação.
Fantástico: Não tem maca para levar ela?Enfermeira: Sem maca, sem cadeira, sem nada.
Hospital superlotado e macas de emergência usadas como leitos. Enquanto isso, no lado de fora.
"Teve dias de a gente chegar aqui por volta de meia noite, sair daqui dez horas da manhã, onze horas, meio dia. Já várias, várias vezes", afirma Silvia Santa Cruz, enfermeira do Samu. 
A equipe flagrou uma ambulância que ficou uma hora parada sem maca. Ao mesmo tempo, na BR-230, um motoqueiro também esperava.
"Quando chegamos aqui, o pessoal disse que tinha mais de uma hora e meia que tinham ligado lá para o Samu. Disseram que não tinha ambulância", diz o sargento Clementino, da Polícia Militar.
"Esse acidente foi aqui ainda estava claro, sabia? A gente chamou a Samu, mas a Samu não veio, não. Disse que não tinha ambulância lá, não", afirma Rose Silva, testemunha do acidente.
O carro que finalmente chega é o mesmo que o Fantástico flagrou há pouco parado, esperando maca na porta do hospital.
"Acabou de ser liberada nesse momento a maca. Cada vez mais que o Samu leva um paciente para o trauma, fica uma maca presa", diz o socorrista Edson Nunes.
No começo de julho, a retenção de macas levou à morte de um senhor em Campina Grande.
"Perdi meu pai. Eu não gosto nem de pensar. Eu me humilhando, entendeu? E só escutando, só escutando, escutando e nada. Pedindo ambulância", conta Francisco Rodrigues Filho, filho da vítima.
O drama dessa família começou quando o pai de Francisco teve um infarto em casa.  A primeira a ligar para o Samu foi a nora.
Nora: Ele está sentindo muitas dores.Central do Samu: Senhora, olha. No momento eu estou sem nenhuma ambulância. Sem UTI móvel, sem unidade básica. Eu tenho algumas com maca presa no Hospital de Traumas e as outras estão em ocorrência.
A família esperou três horas e desistiu.
"Coloquei meu pai em cima de uma camionete para trazer para o hospital. Quando eu cheguei aqui, cinco ambulâncias da Samu que eu vi. Todas sem maca", conta o filho da vítima.
O Seu Francisco foi trazido para o hospital, que, além de Campina Grande, atende a mais de 270 municípios de quatro estados diferentes. É o único hospital de referência da região.
Fantástico: O que vocês estão fazendo aqui?Socorrista: Aguardando a maca, liberação.Fantástico: Há quanto tempo?Socorrista: Há mais de uma hora.
"Ao invés de estar ali socorrendo, você está aqui na porta do hospital, no lado de fora, esperando para prestar um atendimento que a gente sabe que a gente podia estar lá, resolvendo o problema da população, e não pode", afirma a socorrista.
Em Campina Grande, o Samu é coordenado pelo município.
Fantástico: Você tem, atendendo a população de Campina Grande, quantas ambulâncias?Hermano Barbosa de Lima (coordenador médico do Samu de Campina Grande): Dez ambulâncias.Fantástico: E você já chegou a ficar com quantas paradas por falta de maca?Hermano Barbosa de Lima: Dez ambulâncias paradas. Para cada unidade, nós temos uma reserva. Quando o serviço fica 100% inviável, é porque, além das dez macas reservas, ficaram também as dez macas oficiais da unidade retidas no hospital.Fantástico: Ou seja, você já chegou a ter 20 macas retidas dentro do Hospital de Traumas?Hermano Barbosa de Lima: Rotineiramente.Fantástico: Vocês já entraram em contato com o hospital para falar sobre esse problema?Hermano Barbosa de Lima: Sim. Além disso, uma vez a maca ficando presa, a equipe que se encontra presa sai do hospital, vai para a delegacia, faz um Boletim de Ocorrência para documentar.
O Hospital de Traumas é de responsabilidade do governo da Paraíba. O secretário diz que as macas ficam presas, porque o Samu manda pacientes para lá que poderiam ir para unidades mais simples e não avisa os médicos.
"Na medida em que você tem uma ambulância direcionada a qualquer serviço sem ter a regulação médica, sem preparar o hospital, obviamente que essa ambulância, ela terá que esperar a liberação da maca. Essa responsabilidade não pode ser do hospital, ela não deve ser do hospital. É como se você tivesse preparado para receber cinco pessoas na sua casa para almoçar e chegar 50", afirma o secretário de Saúde da Paraíba, Waldson de Sousa.
"Eles acham que a gente sempre coloca o paciente lá, o que não é uma verdade. Nós trabalhamos aqui com uma grade de referência hospitalar. A gente tenta poupar a todo momento, colocar paciente que pode ficar em outro hospital ao invés de colocar lá no trauma", afirma o coordenador do Samu de Campina Grande, Hermano Barbosa de Lima.  
No Sudeste do país, em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, a mais de dois mil quilômetros de distância de Campina Grande, Viviane também perdeu a mãe por falta de maca.
Dona Maria Terezinha morreu no terminal de ônibus, a dois minutos do hospital mais próximo. "Pelo telefone, eu consegui escutar a minha mãe chorando, gritando: Ai que dor! Que dor!", disse Viviane Cristina Santos, filha da vítima.
Para o jurista Sérgio Guerra, da FGV-RJ, quem não recebe atendimento de urgência por falta de macas, pode entrar na Justiça. "A pessoa deve, nesses casos, registrar tudo que aconteceu durante aquele episódio para que tudo isso seja levado posteriormente ao Judiciário", explica.
Foi o que a Jandira, que viu tudo, fez. Ela gravou imagens quando viu a dona Maria Terezinha passando mal.
"E ela pedia: `Pelo amor de Deus, gente! Socorro, socorro!` E nisso, foi aglomerando gente falando: `Cadê o socorro? Cadê o socorro?`", conta a cobradora de ônibus Jandira da Silva.
O secretário de saúde da cidade, Marcelo Cusátis confirma que não havia ambulâncias para atender dona Maria Teresinha naquele momento. "Teve uma superlotação hospitalar na cidade. Macas ficaram retidas, sete ambulâncias, paradas, e acabou demorando um pouquinho mais que o comum o atendimento", afirmou.
Os hospitais são a Santa Casa e o Luzia de Pinho Melo, que é administrado pelo governo estadual.
"Não há retenção de macas. O que acontece é, como o Samu é um serviço de urgência, ele traz o paciente a qualquer momento, a qualquer hora, não quer dizer que a qualquer momento nós temos vagas. Então, o paciente tem que aguardar uma vaga naquele momento para ser atendido. Em média, é uma espera de 30, 40, até uma hora", afirma o diretor do Hospital Luzia Pinho Melo, Luiz Carlos Viana Barbosa.
Em nota, a Santa Casa disse que não retém ambulâncias do Samu e que tem o objetivo de não ter nenhum paciente no hospital em macas.
Em São Paulo, capital, um paciente fez imagens de macas usadas como leitos nos corredores do Hospital Vereador José Storopoli, na Zona Norte, de responsabilidade da prefeitura. Do lado de fora, socorristas afirmaram que a retenção de macas é frequente.
Socorrista: Normalmente eles prendem maca.Fantástico: Quantas macas estão presas lá dentro agora?Socorrista: De reserva são onze.Fantástico: Tem onze macas lá dentro?Socorrista: Que a gente leva de reserva. Oficial a gente não sabe.
Enquanto acompanhávamos a rotina do hospital, sete ambulâncias estavam estacionadas esperando maca. Uma delas passou oito horas parada. Eram 18h e a ambulância que chegou às 10h15 continuava em frente ao hospital esperando a maca ser liberada.
Enquanto essas viaturas esperavam, Augusto ligava para o Samu pedindo socorro para o primo, José, de 51 anos.
Central do Samu: Samu da cidade de São Paulo, a ligação é gravada.Augusto: Meu primo, recentemente, fez um tratamento pro câncer e ele está desmaiando agora.
Vinte e cinco minutos depois, uma nova chamada.
Augusto: Eu acabei de ligar, só que tá demorando a viatura. Não tá conseguindo respirar, tá desmaiando.Central do Samu: Estou pedindo uma brevidade, uma urgência no seu chamado, ok, senhor?
Desesperado com a demora, o primo, Adriano dos Santos, foi a pé até um posto de saúde próximo. "Tinham duas ambulâncias. Uma estava com um caso fatal também que era uma mulher e tinha outra lá que estava sem maca. Eu pedi ajuda, ele falou que não podia sair de lá porque estava sem maca, não tinha como transportar", conta.
Uma hora e dez minutos depois da primeira chamada, a ambulância do Samu chegou.
Em nota, a Secretaria municipal de Saúde de São Paulo informou que o primeiro chamado sobre o caso de José foi classificado como não urgente e que, assim que a emergência foi detectada, uma viatura do Samu chegou em dez minutos.
A secretaria também disse que orienta os hospitais para não reterem macas e que está trabalhando na criação de mais leitos.
José dos Santos Neto morreu no hospital.
"Quando eu vi que ele deu um suspiro assim, acho que ele deu um último suspiro e não respirou mais, aí eu peguei, saí daqui e fui pra janela, estava quase, estava, não sabia mais o que fazer", lembra o primo da vítima Augusto Fernandes.
Gleice Kelly, a jovem com a forte crise de asma que você viu no começo desta reportagem, teve sorte: ela sobreviveu. "Me entubaram no oxigênio e ali começaram a fazer as minhas medicações. E ali me salvaram. n Eu pensei realmente que eu não ia mais sobreviver naquela noite", conta a cabelereira Gleice Kelly.
Fantástico: A quem você culpa pela morte do seu pai?Francisco Rodrigues Filho: Negligencia médica. Por falta de Samu. No caso, uma maca. Falta de maca.
"E quando eu voltar agora pra outra ocorrência, quando eu voltar, ela fica presa de novo. Não tem onde a gente colocar os pacientes", diz uma socorrista.


Fonte: Fantástico http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/08/falta-de-macas-traz-caos-ao-atendimento-de-emergencia-pelo-pais.html

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