Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sábado, 19 de abril de 2014

Chega vacina contra a herpes zoster, o popular cobreiro

Chega em abril a vacina contra herpes zoster ou cobreiro. Ela existe desde 2006 e reduz pela metade o risco de ter a doença

O lançamento de vacinas para adultos ou a sua introdução em países onde não estava disponível é uma tendência da indústria farmacêutica. Em abril, chegará ao Brasil a única vacina disponível contra a herpes zoster, a Zostavax, licenciada pela Merck nos Estados Unidos em 2006 (há outra da indústria GSK em fase adiantada de pesquisa). Até agora, quem quisesse tomar a tal vacina precisava recorrer a um importador – e pagar os olhos da cara – ou obter uma receita e se vacinar em alguma clínica americana.

A herpes zoster é uma infecção causada pelo mesmo vírus da catapora. No Brasil, essa infecção de pele é conhecida popularmente como cobreiro. Dito assim, já ouviu falar? Na falta de dados nacionais, e tomando emprestadas as estimativas do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), dá para ver que é um problema dos grandes. A instituição americana calcula que um a cada três americanos acima de 60 anos terá ao menos um episódio da doença. É o equivalente a um milhão de pessoas por ano.

Qualquer indivíduo que teve catapora ou contato com o seu causador, o vírus varicela zoster, pode um dia ter herpes zoster. Ela é conseqüência do ressurgimento desse microorganismo. O danado fica de tocaia no corpo em estado latente por anos, esperando apenas um vacilo, um momento de enfraquecimento do sistema imunológico para se manifestar. É por isso acomete com mais freqüência pessoas acima dos 60 anos, quando há um enfraquecimento esperado do sistema imune associado ao envelhecimento.

“Diferentemente da catapora, que produz uma erupção generalizada no corpo, a herpes-zoster causa o surgimento de vesículas na pele de um único lado do corpo ou rosto”, explica o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcellos, em São Paulo. Em geral, a duração desses episódios varia entre duas e quatro semanas.

O principal sintoma é a dor, que chega a ser intensa. E o que é pior – o CDC calcula que uma a cada cinco pessoas com herpes zoster continue sentindo essas dores fortes (que seguem o trajeto do nervo) por um longo período depois que a erupção foi embora. É o que se chama de neuralgia pós-herpética.

A zoster, mais um nome da doença, também pode provocar febre, coceira, formigamento, dor de cabeça, calafrios e dor de estômago. Muitos deles também só aparecem de um lado do corpo.

Essa característica da doença – atacar um lado só do corpo -- é valorizada quando os pacientes com cobreiro procuram curandeiros e benzedeiras, algo pra lá de comum em qualquer canto do País. O costume é rezar e traçar uma linha imaginária com a mão para dividir o corpo do indigitado, vaticinando que a doença não passará para o outro lado.

A Zostavax, que desembarca no País no começo do mês que vem, é feita com amostras do vírus atenuado. Dada em uma única dose, ela pode reduzir a ocorrência da herpes zoster em 50%. Também baixa as chances de sofrer a neuralgia pós-herpética em 67%, conforme o CDC.

A vacinação contra a herpes zoster é opcional e não fará parte do calendário público. Os especialistas acreditam que o preço do imunizante seguirá o padrão americano. “Nos Estados Unidos, essa vacina custa ao redor U$ 200 dólares. Portanto, é acessível apenas a quem tem poder aquisitivo”, diz Ciro de Quadros, vice-presidente do Albert B. Sabin Vaccine Institute, em Washington. Aos 74 anos, o especialista não tem planos de se vacinar. Já o virologista Celso Granato, professor da Universidade Federal de São Paulo, afirma que irá tomar o imunizante assim que completar 60 anos. “Ela protege”, diz.

Quem deve receber a vacina

- Não existe uma idade máxima para tomar a vacina contra a herpes zoster. Porém os estudos apontam que ela é mais eficaz em pessoas na faixa dos 60-69 anos, embora tenha oferecido alguma proteção para pessoas com idade mais avançada.

- Quem tem ou teve herpes zoster pode se beneficiar da vacinação para prevenir futuras ocorrências da doença, conforme o CDC. Porém é necessário ter certeza de que as erupções desapareceram antes de se vacinar.

- Segundo o infectologista e imunologista Esper Kallás, há estudos em andamento para avaliar se o uso da vacina pode beneficiar pessoas com HIV, doença que fundamentalmente ataca as células do sistema imune. “É necessário esperar as conclusões desses trabalhos para indicar a vacina”, diz Kallás. Ele acredita que muito provavelmente essa vacina passará a ser recomendada às pessoas com HIV que tenham uma boa contagem de CD4, um tipo especial de glóbulos brancos do sangue que desempenham um papel importante e central no sistema imunitário do corpo humano.

A vacina é também uma boa indicação para pessoas que passarão por tratamentos que reduzem a imunidade. “É recomendada para quem fará quimio ou radioterapia ou irá tomar remédios à base de corticosteróides por longo prazo”, diz o infectologista Timerman. 

Quem não deve receber a vacina

- De acordo com o CDC, devem evitar essa vacina pessoas que já tiveram reação grave ou com risco de vida provocada por gelatina, ao antibiótico neomicina ou qualquer outro componente do imunizante contra herpes zoster. Os estudos sugerem que o efeito dessa vacina persiste, em média, por seis anos. tempo. Há pesquisas em andamento para determinar sua duração.

- Também não devem tomá-la pessoas em tratamento com medicamentos que afetem o sistema imunitário, como os esteróides, ou que estejam em terapia contra o câncer submetendo-se a sessões de radio ou quimioterapia.

- Deve ser evitada por mulheres grávidas ou que pretendem engravidar. A recomendação é não engravidar até pelo menos quatro semanas após ter recebido a vacina da herpes zoster.
fonte:http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/353739_CHEGA+VACINA+CONTRA+A+HERPES+ZOSTER+O+POPULAR+COBREIRO+

Curso de Atualização em Saúde do Idoso

Evento presencial supera expectativas e mostra aumento de interesse no assunto
foto_idosoNessa quarta-feira, dia 9, mais mil pessoas participaram do evento presencial de abertura do Curso de Atualização em Saúde do Idoso. Desenvolvido por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e a Faculdade de Medicina da USP (Disciplinas de Geriatria e de Telemedicina), o curso também surpreendeu pelo número de inscritos: 3492.
O curso, que é parte do Programa de Atualização Profissional em Serviço, visa qualificar médicos e profissionais de saúde da atenção básica para realizarem um trabalho de atenção integral à Saúde do Idoso. Empregando plataformas tecnológicas educacionais, com recursos desenvolvidos pela Disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia da FMUSP, o curso é a distância, permitindo maior flexibilidade nos estudos. Com enfoque no aprendizado contextualizado, o curso tem a estruturação dos conteúdos orientada em objetivos e competências, bem como nos benefícios sociais que podem gerar.
A adesão ao evento presencial surpreendeu os organizadores. Os participantes, da capital e de várias cidades do interior de São Paulo, lotaram o Grande Auditório do Centro de Convenções Rebouças, sendo necessário disponibilizar outro auditório para receber a todos. Há um crescente aumento de interesse em relação ao assunto, demonstrado pelo aumento das inscrições nessa segunda edição do curso. Na primeira edição, cerca de 800 pessoas participaram. O módulo 1 do curso teve início nessa sexta-feira, dia 11 de abril.

fonte: http://nuvemdasaude.org.br/portal/curso-de-atualizacao-em-saude-do-idoso/

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O capacete certo para você

A lei que prevê a obrigatoriedade do uso do capacete para motociclistas e garupas é uma das mais difundidas entre a população. Porém, isso não impede que muitos pilotos ainda transitem com modelos totalmente inadequados ou fora das especificações – como a falta de adesivos refletivos ou o selo de qualidade do Inmetro.

Mais do que estar dentro da lei é muito importante utilizar um equipamento adequado, capaz de garantir o máximo de conforto e segurança. Nas lojas especializadas, são mais de 580 modelos certificados pelo Inmetro, com preços que variam de R$ 50 a R$ 2 mil. A seguir, saiba como escolher o capacete perfeito!

MODELO

- Integrais: Considerados um dos tipos mais seguros, pois são fechados e protegem toda a cabeça. Pesam entre 1 e 1,5 kg.
- Todo-terreno: Utilizados em trilhas, pois oferecem proteção contra lama, pedras e poeira. Contam com um sistema de ventilação especial na região da boca e pesam cerca de 1,5 kg.
- Híbridos: Possuem a parte do queixo móvel, podendo ser deslocada para cima. Geralmente, são utilizados em situações de viagem, pois são mais práticos. Mais pesados, os capacetes desse modelo têm até 1,75 kg. Antes de comprar, verifique a qualidade dos encaixes.
- Abertos: Mais leves e arejados, pesam apenas 1 quilo. É preciso cuidado com o modelo, pois expõem grande parte do rosto.

FAÇA SUA CABEÇA!

- O capacete deve ser compatível com o estilo da sua moto e ao uso que você faz dela.
- Assim como uma roupa, existem vários tamanhos e numerações de capacetes. O modelo ideal deve se encaixar bem na sua cabeça e ficar justo o suficiente para não se mover com a força do vento – tudo isso sem incomodá-la, claro!
- Usuárias de motos esportivas devem optar por modelos mais apertados.
- Lembre-se: cores claras e chamativas deixam você mais visível aos outros motoristas. O capacete também deve ter adesivos reflexivos na parte traseira e nas laterais.

MANUTENÇÃO

- A validade de um capacete é de três anos – tenha ele sido usado ou não.
- Evite deixá-lo exposto ao sol e prefira tinta de alta qualidade, que protege contra os raios ultravioleta.
- Não encaixe o capacete no espelho retrovisor. Isso deteriora sua parte interna.
- Limpe o acessório com pano macio, água e sabão neutro. Deixe secar à sombra.
- Para não riscar a viseira, passe sabão neutro com a mão e enxágue com água.
- Bateu o capacete? Então, aposente-o! É impossível determinar o dano sofrido pela espuma expandida – um dos principais elementos de proteção.

TESTE-DRIVE

- Na posição de condução da moto, verifique se a parte acima da viseira não compromete sua visibilidade.
- A viseira não deve encostar no seu nariz ou lábios.
- A espuma precisa ajustar-se bem às orelhas.
- Mantenha o capacete na cabeça por alguns minutos, retire-o e olhe-se no espelho. Se o rosto tiver alguma mancha vermelha, tente outro modelo.
- O capacete não pode balançar ao movimentar a cabeça.
- As entradas e saídas de ar devem ser suficientes para evitar que a viseira fique embaçada.
fonte: http://mdemulher.abril.com.br/familia/especial/de-carona-com-elas/motos/o-capacete-certo-para-voce/


Capacete: cuide dele e da sua segurança!

Ok, você já está careca de saber que o capacete é item de proteção obrigatório e fundamental para passear tranquilo por aí. O que quase ninguém conta é sobre como cuidar do seu melhor amigo antes e depois dos passeios. Temos ótimas notícias: conservação do capacete não é um bicho de sete cabeças.
Conversamos com o especialista em segurança veicular Celso Arruda sobre tudo que não pode passar batido nos cuidados com seu capacete.
Viseira em dia
A viseira precisa estar sempre translúcida. Embaçou e não sai a sujeira? Hora de trocar. Para fazer a manutenção desse item, Arruda: “a composição química do material de confecção da viseira é especificada pelo fabricante, que recomenda o tipo de produto de limpeza compatível com ela”. Fique sempre atenta!
O cristalizador pode ser um aliado da sua visibilidade. Por ser impermeabilizante, ele faz com que a água da chuva seja dissipada facilmente com o vento. “Você vai aplicá-lo apenas do lado externo e, depois, passar um pano limpo e seco”, ensina a vendedora Diana Brito, de São Paulo.
Na chuva, um grande desafio é a viseira embaçada. Isso acontece quando a temperatura de dentro do capacete é diferente da de fora. “Existem desenhos de viseiras que reduzem o embaçamento, que está ligado ao ar quente expelido pelo condutor”, conta o professor. Também para evitar esse problema, se jogue nos produtos antiembaçantes e siga as instruções de uso da embalagem.
Hora da limpeza geral
Dar aquele trato na espuma interna do capacete é fundamental para evitar odores. A forma de higienização varia de acordo com cada modelo. Se a forração do seu equipamento for removível, você pode lavar da forma mais neutra possível. Celso aconselha que a lavagem seja feita apenas com água ou, então, com sabão de coco. O indicado é fazer isso uma vez por semana, mas, se você sai de moto todo dia, pode aumentar o número de lavagens.
Se o forro interno do seu capacete for fixo, aposte no desodorante específico para capacete. O spray vai neutralizar odores e impedir que as bactérias se proliferem. “Se você for sair com a moto cedo, por exemplo, o ideal é passar o desodorante na noite anterior e deixá-lo secando”, explica o especialista.
Para limpar o lado externo do capacete, produtos de limpeza convencionais  resolvem o problema. Passar um pano com álcool é simples e eficaz. Polir o casco com cera também pode ser uma boa.
Capacete confiável
Nunca esqueça: os capacetes precisam ter um selo do Inmetro para serem comercializados. A validade deles também vem especificada no acessório e varia em função da data de fabricação. Arruda alerta que, caso você sofra alguma queda com o equipamento, por precaução, ele deve ser trocado. E deixa outra dica de ouro: não largue o capacete pendurado no retrovisor por muito tempo, já que esse hábito pode arruinar a forração interna dele. Combinado?
FONTE: Celso Arruda, professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e especialista em segurança veicular.
http://mdemulher.abril.com.br/familia/especial/de-carona-com-elas/motos/guia-do-capacete-cuide-dele-e-da-sua-seguranca/

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Veja os efeitos do oxi no corpo



O Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal  prepara um estudo para entender melhor as características de uma nova droga que chegou ao país em 2011: o oxi. Os resultados só devem ser divulgados no início de junho, mas por enquanto os médicos e químicos já sabem algumas coisas. Por exemplo: a droga é uma versão potente e perigosa da cocaína.
As primeiras apreensões aconteceram no Acre, mas o tóxico já chegou ao Rio Grande do Sule passou por São Paulo.
A droga é um derivado da cocaína em forma de pedra, para ser fumado -- como o crack. O psicofarmacologista Elisaldo Carlini explica que é preciso adicionar um solvente e uma substância de caráter básico (o contrário de ácido, neste sentido) à pasta base para fazer tanto o crack quanto o oxi.
A diferença entre as duas drogas está no quê exatamente é utilizado. No crack: éter, acetona e bicarbonato de sódio. No oxi, até onde se sabe, gasolina, querosene e cal virgem.
“Os compostos usados no crack são menos agressivos”, resume Carlini, que é professor titular de pós-graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid).
Os ingredientes mais tóxicos usados na fabricação do oxi são também mais baratos.
“O dependente químico nem sempre tem escolha”, argumenta a especialista em dependência química Ana Cristina Fulini, coordenadora terapêutica da clínica Maia Prime.
Ela diz que, muitas vezes, o usuário aceita qualquer produto, e que o oxi normalmente é vendido mais para o fim da madrugada. Depois de consumir várias pedras de crack, os clientes ficam na “fissura” e compram o produto. Uma noite inteira de crack não só aumenta a necessidade do uso de mais drogas, como também acaba com o dinheiro dos dependentes. “Não duvido que alguém acabe escolhendo o oxi pelo preço”, afirma Fulini.
G1 conversou também com a médica psiquiátrica Marta Jezierski, diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que explicou o que a droga faz no organismo. 
oxi (Foto: oxi)
Como se pode perceber, alguns dos problemas são causados pelas substâncias adicionadas, e é por isso que o oxi é considerado mais tóxico e perigoso que o crack.
“Tanto a cal quanto o combustível são irritantes, não servem para o consumo humano. Eles descem assando tudo”, diz Jezierski.
Fulini, que trabalha com a reabilitação de usuários, destaca a dificuldade de superar tais problemas. “Quando a gente fala de crack e oxi, a questão não é só a morte, mas o tanto que a pessoa fica debilitada”, ressalta a especialista, que diz que muitos de seus pacientes desenvolveram problemas psicológicos.
É mais forte?
Até por se tratar de uma droga muito nova na maior parte do país, o oxi ainda gera relatos contraditórios. Fulini se baseia no que disseram alguns pacientes de sua clínica e acredita que o oxi tem efeito mais forte e mais rápido que o crack.
“Estão aparecendo usuários de crack que consumiram uma pedra diferente, oleada”, ela conta. “Alguns usuários relatam que o efeito é mais rápido, outros falam que deixa um gosto muito ruim na boca”, prossegue a especialista.
Por outro lado, Carlini, do Cebrid, não vê na composição química motivo para que o oxi tenha um efeito diferente em relação ao crack, e faz uma comparação. Segundo ele, há traficantes que adicionam fezes de animais à maconha, pela semelhança visual. “Às vezes, a pessoa fuma as fezes e chega a sentir o efeito da maconha, porque está condicionada”, explica o psicofarmacologista, buscando uma explicação psicológica.
fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/veja-os-efeitos-do-oxi-no-corpo-humano.html

Problemas ligados ao uso do álcool

Como se define o consumo de álcool?

Perceba as diferenças entre o consumo e a dependência do álcool.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica os consumos de álcool em:
  • Consumo de risco;
  • Consumo nocivo;
  • Dependência.
Consumo de risco -  é um padrão de consumo que pode vir a implicar dano físico ou mental se esse consumo persistir.
Consumo nocivo -  é um padrão de consumo que causa danos à saúde, quer físicos quer mentais. Todavia não satisfaz os critérios de dependência.
Dependência -  é um padrão de consumo constituído por um conjunto de aspectos clínicos e comportamentais que podem desenvolver-se após repetido uso de álcool, desejo intenso de consumir bebidas alcoólicas, descontrolo sobre o seu uso, continuação dos consumos apesar das consequências, uma grande importância dada aos consumos em desfavor de outras actividades e obrigações, aumento da tolerância ao álcool (necessidade de quantidades crescentes da substância para atingir o efeito desejado ou uma diminuição acentuada do efeito com a utilização da mesma quantidade) e sintomas de privação quando o consumo é descontinuado.

Quais as consequências destes tipos de consumos?

O consumo de álcool contribui mais do que qualquer outro factor de risco para a ocorrência de acidentes domésticos, laborais e de condução, violência, abusos e negligência infantil, conflitos familiares, incapacidade prematura e morte. Relaciona-se com o surgimento e/ou desenvolvimento de numerosos problemas ou patologias agudas e crónicas de carácter físico, psicológico e social, constituindo, por isso, um importante problema de saúde pública.
Os hábitos de consumo diferem sensivelmente entre homens e mulheres, mas os homens consomem mais. No entanto, a idade de início do consumo é cada vez mais precoce e assiste-se ao aumento do consumo nos jovens e nas mulheres. 
Muitos factores contribuem para o desenvolvimento dos problemas relacionados com o álcool como sejam o desconhecimento dos limites aceitáveis quando se consome e dos riscos associados ao consumo excessivo.
Um dos benefícios de ser feita a detecção precoce é o facto de os indivíduos que não são dependentes do álcool poderem parar ou reduzir os seus consumos de álcool com adequada intervenção, a qual deverá ser feita pelo seu médico assistente.

Verdade ou mentira?

O álcool não aquece – o álcool faz com que o sangue se desloque do interior do organismo para a superfície da pele, provocando sensação de calor. Mas este movimento do sangue provoca uma perda de calor interno, já que o sangue se encontra a uma temperatura que ronda os 37º e que é quase sempre superior à temperatura ambiente. Quando o sangue regressa ao coração há necessidade de o organismo despender energia no restabelecimento da sua temperatura.
O álcool não mata a sede – a sensação de sede significa necessidade de água no organismo. As bebidas alcoólicas não satisfazem esta falta, provocando, ainda, a perda através da urina, da água que existe no organismo, o que vai aumentar a carência de água, e, portanto a sede.
O álcool não dá força – o álcool tem um efeito estimulante e anestesiante, que disfarça o cansaço provocado pelo trabalho físico ou intelectual intenso, dando a ilusão de voltarem as forças. Mas depois o cansaço é a dobrar, porque o organismo vai gastar ainda mais energias para "queimar" o álcool no fígado.
O álcool não ajuda a digestão e não abre o apetite – o álcool faz com que os movimentos do estômago sejam muito mais rápidos e os alimentos passem precocemente para o intestino sem estarem devidamente digeridos, dando a sensação de estômago vazio. O resultado é a falta de apetite e o aparecimento de gastrites e de úlceras.
O álcool não é um alimento – o álcool não tem valor nutritivo porque produz calorias inúteis para os músculos e não serve para o funcionamento das células. Contrariamente aos verdadeiros alimentos, ele não ajuda na edificação, construção e reconstrução do organismo.
O álcool não é um medicamento – é exactamente o contrário porque provoca apenas excitação e anestesia passageiras que podem esconder, durante algum tempo, dores ou sensação de mal-estar, acabando por ter consequências ainda mais graves.
O álcool não facilita as relações sociais – o álcool em quantidades moderadas tem um efeito desinibidor que parece facilitar a convivência. Mas trata-se de uma ilusão, porque nem sempre é possível controlar os consumos nesse ponto e porque a relação com os outros se torna pouco profunda e artificial.

Será que bebo demais?

Para muitas pessoas, beber um copo de uma bebida alcoólica pode constituir um momento social em que os riscos desse consumo vão depender da quantidade e da frequência com que se bebe e de algumas condições individuais, nomeadamente, o seu estado de saúde.
Por outro lado, existem algumas situações, como a condução de veículos, em que o consumo de álcool pode ser muito perigoso para o próprio e para os outros.
O que é a unidade de bebida padrão?
Com a finalidade de quantificar o consumo de álcool foi criado o conceito de bebida padrão. Consiste numa forma simplificada de calcular a quantidade de álcool consumida, diária ou semanalmente.
Embora as bebidas alcoólicas tenham diferentes graduações, os copos habitualmente mais usados para as diferentes bebidas têm quantidade idêntica de álcool, o que corresponde a uma unidade bebida padrão com cerca de 10 a 12 gramas de álcool puro. Este facto permite fazer a quantificação por unidades de bebidas ingeridas, o que facilita os cálculos do total de bebidas consumidas diária ou semanalmente.
Em Portugal, a correspondência é aproximadamente a que se apresenta no quadro seguinte:

CervejaVinhoAperitivoAguardente
Capacidade do copo3 dl1,65 dl0,5 dl0,5 dl
Conteúdo de álcool puro12 g12 a 13 g10 a 12 g14 a 16 g
Álcool e Problemas ligados ao álcool em Portugal. Maria Lucilia Mercês de Mello et al.- DGS 2001

A OMS considera que não se devem fazer consumos que ultrapassem 20 gramas de álcool (2 unidades/dia) e de preferência estar pelo menos dois dias por semana sem beber qualquer bebida alcoólica.

Mas não deve beber rigorosamente nada:

  • Se estiver grávida ou a amamentar;
  • Se conduzir ou trabalhar com uma máquina;
  • Se tomar medicamentos;
  • Em situação de doença;
  • Em situação de dependência alcoólica;
  • Se tiver menos de 18 anos de idade.
As mulheres grávidas não devem ingerir bebidas alcoólicas porque o álcool será absorvido pelo organismo do bebé através do sistema circulatório, o que, na prática, significa que o bebé absorve o que a mãe bebe. Se a mulher grávida beber muito ou beber frequentemente, o bebé em gestação está permanentemente sob a influência do álcool. O mesmo acontece com as mulheres que amamentam.
Quais são as consequências da ingestão de álcool para o feto?
Os hábitos, o grau de dependência e a tolerância da mulher grávida face ao álcool são importantes para determinar os efeitos sobre o bebé.
As consequências podem ser muito graves, pois o álcool pode impedir o normal desenvolvimento do feto, quer retardando o seu crescimento, quer provocando lesões cerebrais e malformações físicas ou orgânicas.
Além disso, os bebés podem nascer com a Síndroma de Alcoólico Fetal (SAF), isto é, subdesenvolvidos e com peso abaixo do normal.
Em casos mais graves, nascem com malformações físicas e orgânicas, sofrem de perturbações do comportamento (hiperactividade, descoordenação motora, dificuldades de aprendizagem e de linguagem), desenvolvimento emocional retardado e atraso mental.
Estes sintomas podem ser ligeiros, mas também podem ser extremamente graves e prolongarem-se até à idade adulta, sobretudo no que respeita às doenças mentais e do comportamento.

Devo reduzir os meus consumos ou parar totalmente de beber?

Muitas pessoas que bebem demais devem reduzir, mas outras têm mesmo que deixar de beber.
É muito importante que deixe completamente de beber, se, por exemplo:
  1. Tem tremores, geralmente de manhã;
  2. Tem problemas de saúde, como doenças do fígado ou do coração;
  3. Tem perdas de memória e não se recorda do que aconteceu num determinado período.
Caso detecte qualquer destas situações, deverá deixar de beber completamente. Se tiver dificuldade em fazê-lo, deverá procurar acompanhamento médico.
Um plano por etapas pode ajudar a modificar os seus hábitos de beber.

Como se afere a taxa de alcoolémia?

Pela medição da quantidade de álcool existente no sangue em determinado momento. A taxa de 0,5 gramas por litro de sangue (prevista no Código da Estrada) atinge-se com dois ou três copos de cerveja.

Note-se, porém, que há vários factores que influenciam a taxa de alcoolémia, pelo que a quantidade de álcool ingerida não tem o mesmo efeito em todas as pessoas. Ser mulher, ter baixo peso, estar doente ou fatigado e beber fora da refeição são factores que aumentam a taxa de alcoolémia.

fonte: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/ministeriosaude/estilos+de+vida/alcoolismo.htm