Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Atendimento a múltiplas vítimas desafia raciocínio clínico do profissional

Atendimento a múltiplas vítimas desafia raciocínio clínico do profissional - Matéria site COREN SP.
O socorro a múltiplas vítimas desafia não apenas o senso de proporção do profissional de saúde, mas também seu raciocínio clínico. Desenvolvido nos Estados Unidos na década de 80, e usado desde então mundialmente em socorro a vítimas de tsunamis, terremotos e guerras, o sistema de triagem START (Simple Triage and Rapid Treatment) é especialmente efetivo no atendimento a catástrofes, por se concentrar no número de pessoas.
De acordo com Marcelo Carvalho da Conceição, enfermeiro especializando em gestão de desastres e docente com atuação ligada a urgência e emergência, “você não pensa no paciente mais grave, você pensa na comunidade. Em um atendimento normal, alocamos todos os recursos no paciente mais grave. Esta dinâmica muda no atendimento a desastres. Você precisa aplicar seus recursos para salvar o maior número possível de vidas”.
START
O objetivo do START é concentrar os recursos de forma seletiva em vítimas que precisem de socorro com maior chance de sobrevida. No local são realizados somente os procedimentos de emergência indispensáveis para a manutenção da vida, de forma rápida, de modo estabilizar o quadro clínico da vítima e então encaminhá-la a um hospital, onde serão realizados os procedimentos definitivos, completando o socorro.
A classificação é feita em quatro cores (veja o quadro) e os parâmetros de classificação são simples, exatamente para rápida avaliação.
A primeira equipe que chega ao local da tragédia realiza uma rápida avaliação da situação e a comunica à central de regulação do SAMU. Às vezes esta avaliação, que é puramente visual, se mostra equivocada.
Treinamento
Uma catástrofe, ou acidente de massa, é dimensionada não pelo número absoluto de vítimas, mas pela relação entre número de vítimas e a capacidade de atendimento do município ou região. De acordo com Marcelo, “se acontece um acidente com dez pessoas em São Paulo, que tem 115 viaturas do Samu, não é acidente de massa, porque há uma grande capacidade de atendimento; se esse mesmo acidente acontecesse em uma cidade do interior com apenas uma ambulância, seria um desastre de massa, e seria preciso fazer triagem”.
Muitos profissionais de pronto socorro e mesmo de atendimento hospitalar não têm experiência neste procedimento, tanto no local do desastre como na recepção de vítimas no hospital.

Marcelo aconselha que o profissional que trabalha com urgência e emergência procure um curso de especialização. “O Ministério da Saúde diz que você deve receber treinamento antes de ir para a rua, mas a realidade do Brasil é outra. Em alguns casos, os profissionais mais qualificados são aqueles que tiveram mais treinamento e que o procuraram por conta própria”.
Ele aponta os cursos: PHTLS (Atendimento Pré-Hospitalar ao Traumatizado)para técnicos e auxiliares; o ATCN (Suporte Avançado no Trauma para enfemeiros) para enfermeiros; e o ATLS (Suporte Avançado de Vida no Trauma) dirigido a médicos.
Grandes eventos
A capacidade de atender múltiplas vítimas será essencial para o Brasil nos próximos anos. Grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 exigirão equipes de saúde prontas para atender emergências de grande porte. Marcelo lembra que uma briga de torcidas pode rapidamente virar um acidente de massa, assim como a queda de uma arquibancada. “Uma briga de torcida pode ter facilmente 150, 200 vítimas”, afirma ele. “Você planeja tudo para que dê certo, mas tem que estar pronto para o caso de não dar certo. Será que o nosso metrô está pronto, será que todas as cidades sede têm treinamento para um bom atendimento deste porte?”.
A ação do governo ainda é tímida neste sentido. “O nosso Conselho e a AMB vão promover treinamento durante o fórum internacional deste ano. Que eu saiba nenhuma outra organização se movimenta neste sentido. Mas suspeito que teremos logo ação do governo, porque vamos receber grandes públicos concentrados em pequenos espaços”, diz ele, “hoje é um material disponível no Brasil, diferente de alguns anos atrás”.
Os parâmetros de avaliação do sistema START:

Legenda: Cor preta: vítima inviável. A vítima apresenta parada cardiorrespiratória; Vermelha: vítima viável emergencial para atendimento imediato; Amarela: vítima viável urgente para atendimento em até 1h; Verde: vítima viável estável para atendimento em 3h ou mais. A vítima dispensa atendimento antes de ser encaminhada ao hospital.
1.Respiração
A. Vias Aéreas
Se a vítima não respirar, posicione suas vias áreas (pode ser um caso de simples de obstrução)
NÃO RESOLVE -> É uma vítima inviável -> Preta.
RESOLVE -> Continua a avaliação.
B. Movimentos respiratórios
Maior que 30 -> Vermelha
Menor que 30 -> Continua a avaliação.
OBS: Crianças tem frequência respiratória maior.
2. Perfusão
A. Verificação de perfusão capilar
Verifica-se a pressão na extremidade de um dos dedos da mão.
Enchimento em mais de 2 segundos (enchimento lento) -> Vermelho
Enchimento em menos de 2 segundos (enchimento rápido) -> Continua a avaliação.
3. Nivel neurológico
A. Lucidez
Verifica-se rapidamente se a vítima responde ao nome, a perguntas simples, se ela apresenta diálogo conexo. Nestas situações, a vítima pode estar apenas desorientada. A avaliação não é criteriosa como em uma emergência comum, quando o enfermeiro avalia orientação no tempo e espaço, amnésia, etc.
Não responde com nexo -> Vermelha
Responde com nexo ->Amarela.
4. Deambulação
A. Consegue andar -> Verde. A vítima dispensa atendimento antes de ser encaminhada ao hospital.
Todos os detalhes são preenchidos em cartão específico do procedimento de triagem.


fonte: http://inter.coren-sp.gov.br/node/6328

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Saiba mais sobre a Asma


Asma

Introdução

A asma é caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas inferiores, que tem seu início na infância, geralmente de origem desconhecida, porém, em estudos, é demonstrado grande porcentagem genética, sendo comum em pessoas de família com número considerável de asmáticos.

Crise Asmática

A crise asmática é estimulada por diversos fatores que variam de uma pessoa para outra, além da inflamação crônica das vias aéreas, também ocorre o estímulo a formação de microvasos, levando a formação de edema, além do estímulo a produção de secreção, de aspecto espessa, que leva a obstrução por tampão mucoso.
O processo de inflamação crônica da asma leva a várias alterações da estrutura dos brônquios, onde há lesão na área de superfície que entra em contato com o ar, que facilita a exposição aos microorganismos, como vírus e bactérias. Ao passar do tempo a inflamação crônica leva a fibrose das vias aéreas, tendo alteração das mesmas, que proporciona prejuízos para o funcionamento pulmonar a longo prazo. Outra alteração que temos que nos atentar é a hiperresponsividade nervosa aos fatores estimulantes.

Principais Características da Crise Asmática

• Sibilos (chiado no peito);
• Tosse seca ou produtiva, com dificuldade de expectoração;
• Estridor;
• Dispnéia (falta de ar);
• Taquipneia (respiração acelerada);
• Cansaço;
• Sensação de dor ou aperto na região do tórax.

Para realizar o diagnóstico da crise asmática é observado os sintomas já citados, em conjunto com a presença de um fator precipitante, que pode ser uma substancia, ou condições ambientais, que desencadeiam as reações e características da crise asmática.

Fatores Precipitantes da crise asmática:

• Poeira;
• Mofo;
• Pelos de animais;
• Pólen;
• Fármacos (exemplo dipirona, benzetacil, AAS..);
• Alguns corantes;
• Poluição (fumaça de carro ou de cigarro);
• Exercício – geralmente ocorre no término do exercício, e comumente em locais onde a temperatura é baixa;
• Estresse emocional;
• Substâncias tóxicas;
• Infecções respiratórias.

A crise asmática pode ser leve e sem nenhuma intervenção medicamentosa ela pode passar espontaneamente, porém pode piorar progressivamente, se iniciando com tosse e chiado no peito, dor no peito, desconforto respiratório intenso,sibilos (chiado no peito) altos, respiração ofegante, com movimentos nas narinas, cansaço devido ao uso da musculatura do pescoço e peito, para ajudar na respiração. Algum tempo após o inicio dos sintomas, o individuo começa apresentar cianose de lábios e extremidades (lábios, unhas arroxeadas), que é sinal da conseqüência do déficit respiratório, onde há diminuição do nível de oxigênio.

Atendimento Básico de Urgência

È de grande importância que os sintomas da crise asmática sejam conhecidos, devido a uma crise anterior, pois na grande maioria dos casos o individuo já passou por esse quadro anteriormente, e devido essa informação irá identificar a gravidade da crise, até mesmo para identificar se há necessidade de procurar auxílio médico.
Se o individuo é asmático crônico, provavelmente terá medicamentos já prescritos pelo médico, com bombinhas de aerossol e espaçadores. Porém se já foi administrado os medicamentos prescritos pelo médico em caso de crise e a pessoa não teve melhora, deve ser procurado auxílio médico, procure o pronto atendimento mais próximo, e nunca se esqueça dos números de emergência, SAMU 192, ou Corpo de Bombeiros 193.

Prevenção do Episódio de Crise Asmática

O objetivo principal da prevenção é que a pessoa que tem asma crônica tenha uma vida normal, sem sintomas, sem limitações no seu dia a dia, seguindo sempre o tratamento e livre das crises agudas.

Algumas dicas para que as pessoas que tem asma crônica podem seguir para ter uma vida normal:

• Sempre arejar os ambientes da casa, abrindo as janelas para que possa ter renovação do ar ambiente;
• Remover tapetes, carpetes e cortinas;
• Colocar capa no colchão e travesseiro;
• Anualmente tomar vacina contra o vírus influenza (gripe) anualmente;
• Evitar alimentos, substancias, medicamentos ou contato com pelo de animal que desencadeie a crise;
• Limpar a casa regularmente, de preferência com pano úmido;
• Evitar realizar exercícios em dias muito frios;
• Evitar contato com cheiros fortes e irritantes como fumaça de cigarro, perfumes, produtos de limpeza;

São algumas medidas que quando adotadas ajudam a melhorar o padrão de vida da pessoa que tem asma crônica, além de promover educação no sentido de respeitar os limites de exposição aos fatores desencadeantes da crise asmática.

DICA

Sendo identificada a crise asmática, primeiramente fique calmo, se estiver fazendo tratamento administre as medicações prescritas pelo médico em caso de crise aguda (exemplo bombinha), se os sintomas não cessarem após o uso dos medicamentos usados em caso de crise, prescritos pelo médico, acione o serviço de emergência disponível no local que estiver, lembre-se sempre SAMU disque 192 ou Corpo de Bombeiros 193.

Referência:
Livro - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: MANUAL DE CONDUTAS PRÁTICAS, encontre esse livro e muito mais no site da editora Aguia Dourada: http://www.editoraaguiadourada.com.br/index2.php

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Saiba quais os segredos para se alcançar a longevidade


Dados do IBGE mostram que a população idosa brasileira aumentou nos últimos dez anos. O Censo de 2010 compara que em 1999 o número de idosos a partir de 60 anos de idade era de 14,8 milhões e, dez anos depois, esse valor aumentou para 21,7 milhões.
Além disso, outros dados ainda revelam que a população de pessoas com mais de 70 anos em 1999 era de 6,4 milhões, diferente da quantidade encontrada dez anos depois em que esse número passou para 9,7 milhões de idosos.
Com todos esses dados, só nos resta fazer uma simples pergunta: Por que o Brasil está mais “maduro”? Qual o segredo para a longevidade?
A resposta é simples. Uma dica começa pela alimentação saudável. Uma dieta balanceada, sem abuso de alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcares e sódio pode evitar diversas doenças como hipertensão, infarto, derrames, obesidade, diabetes e câncer.
O cuidado com a alimentação também exige a inclusão de alimentos-chave que são amigos da longevidade, como as oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, avelãs e pistache) que reduzem o risco de doenças cardíacas (25% a 39% na redução desses males se forem consumidos cinco vezes por semana).
Consumir chá-verde todos os dias também é um forte aliado para se ter uma longa vida. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Cingapura, o consumo dessa bebida prolonga a expectativa de vida dos idosos, além de ser um poderoso aliado da memória. O estudo mostrou que 65% da população idosa que estava habituada a consumir chá-verde, mantiveram a capacidade cognitiva inalterada, incluindo memória de atenção.
Praticar exercícios físicos regularmente também é um santo remédio. Especialistas da Universidade de Estocolmo, na Suécia, afirmam que um homem obeso apresenta o dobro de chances de morrer, se comparado com uma pessoa que não apresente sobrepeso, ou seja, a obesidade é capaz de reduzir em 10% a longevidade para cada ponto acima do Índice de Massa Corpórea (IMC).
Outra dica é ter uma boa qualidade de sono. Os idosos costumam dormir menos, se comparados com os jovens, porém, é muito importante que eles tenham qualidade no sono e isso estará naturalmente relacionado ao envelhecimento saudável.
“‘Envelhecer com qualidade’ este é o lema do mundo em que vivemos. São necessários hábitos saudáveis desde a juventude. O apoio da família é primordial, pois é uma adaptação a todos. Afinal de contas, como o velho ditado popular relata ‘Quem planta, colhe’. Fica uma pergunta a todos os nossos leitores: Você está preparado para envelhecer?”, declara a enfermeira e tutora do Portal Educação, Adriana Miranda.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Portal Educação

Sal em excesso pode causar cálculo renal


O sal em excesso no organismo pode ser um grande vilão para as pedras nos rins, principalmente, quando associado ao pouco consumo de líquidos. De acordo com o urologista, Eduardo Mastalir, o desenvolvimento do cálculo renal se dá devido à quantidade de cálcio, por isso, o melhor é evitar o uso do mineral.
Entretanto, não é preciso deixar de ingerir leite para conter o problema, já que o cálcio pode prevenir casos de osteoporose. “Calcula-se que 1% a 5% da população tem cálculo renal e os casos mais comuns são em adultos jovens, na faixa etária de 30 a 40 anos”, diz o urologista. A incidência da doença ocorre mais nos períodos de primavera e verão, em razão do calor que causa maior desidratação e tanto homens quanto mulheres são propensos a sofrer com as pedras nos rins.
Normalmente, aqueles que sofrem com as pedras nos rins também têm alteração de ácido úrico, cálcio ou sódio na urina. Quando os sintomas de dor intensa, cólica renal e, em alguns casos, dor nas costas, o paciente deve ir ao médico imediatamente para realizar exames. O médico explica que 90% dos casos de cálculo renal são resolvidos com tratamentos pouco evasivos e de recuperação rápida.
“A mudança dos hábitos de vida é um dos principais passos para prevenção de doenças renais, principalmente os cálculos renais. A ingestão de água e o consumo excessivo de sal contribuem para o desenvolvimento da doença”, explica o enfermeiro Alisson Daniel, tutor do Portal Educação. O enfermeiro salienta ainda que beber bastante líquido ao longo do dia ajuda a manter a urina com uma cor clara e evita os pacientes sofrerem com as dores do cálculo renal.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Portal Educação

sábado, 10 de setembro de 2011

Trabalhadores do SAMU estão expostos à violência


As atividades de Enfermagem no APH (Atendimento Pré-Hospitalar) foram regulamentadas pe­lo Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo, por meio da de­­cisão 001, de 22 de março de 2001, resolvendo que "o Atendimento Pré-Hos­pitalar de Suporte Básico e de Su­por­te Avançado de Vida, em termos de pro­cedimentos de Enfermagem previstos em lei seja, incondicionalmente, pres­tado por Enfermeiros, ­Técnicos de Enfermagem ou Auxiliares de Enfermagem, observados os dispositivos constantes na Lei nº 7.498/86 e Decreto-lei nº 94.406/87".
Pela Portaria nº 2.048 do Ministério da Saúde são definidas as funções do enfer­mei­ro, o perfil deste profissional, bem co­­mo de toda a equipe que deve atuar nes­te serviço. A Portaria determina que os enfermeiros de APH sejam responsá­veis pelo atendimento de Enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente no local do evento e durante o transporte. Cabe também ao enfermeiro prestar serviços administrativos e operacionais em sistemas de atendimento pré-hospitalar, supervisionar e avaliar as ações de Enfermagem da equipe no atendimento pré-hospitalar móvel, dentre outras funções específicas.
Os trabalhadores da área da Saúde estão expostos a inúmeros riscos em suas ati­vidades. De acordo com o autor Marcelo Firpo de Souza Porto, os riscos po­dem estar presentes sob diversas formas, em particular nas substâncias químicas, em agentes físicos, mecânicos e biológi­cos, na inadequação ergonômica dos pos­­tos de trabalho, ou, ainda, em ­função das características da organização do trabalho e das práticas de gerenciamento das empresas, como organizações autoritárias, tarefas monótonas e repetitivas.
Segundo o autor Júlio César da Silva Soares, os riscos químicos são substâncias que podem penetrar no organismo pelas vias respiratórias, como aerossóis (poeiras, névoas, neblinas e fumo), gases e vapores. Também fazem parte deste grupo os produtos químicos desencadeadores de explosões e incêndios. Dentre os riscos químicos relacionados a trabalhadores da área da Saúde destacam-se aqueles de exposição a medicamentos por inalação, absorção e ingestão de go­tículas, ou durante a quebra e/ou re­constituição de ampolas, pois as substâncias presentes nas medicações podem gerar contaminações químicas, causando efeitos carcinogênicos, teratogênicos, sis­têmicos (tais como os neurotóxicos), irritantes, asfixiantes, anestésicos, alergi­zantes, entre outros males.
Ainda segundo Soares, os riscos ­físicos são diversas formas de energia que po­dem estar expostas aos trabalhadores, tais como: ruído, calor, frio, umidade, pres­sões, radiações ionizantes e não io­ni­zantes e vibrações como o infrassom e o ultrassom.
Os profissionais da área da Saúde estão em constante risco biológico, ou seja, ex­postos a infecções durante sua ativida­de ocupacional. A necessidade de proteção contra um risco biológico é defini­da pela fonte do material, pela natureza da operação a ser realizada, bem como pelas condições de realização. As vias de transmissão que podem ocorrer no ser­viço pré-hospitalar são as seguintes: san­gue, líquidos orgânicos, bacilos e ar con­dicionado, conforme César Augusto Soares Nitschke et al.
Ainda segundo Nitschke, os trabalha­do­res de APH estão sujeitos também a riscos mecânicos ou de ­acidentes, dentre eles destacam-se: falhas mecânicas da ambulância, deslocamento da ambulância no trânsito, espaço interno res­trito e mobiliário, gravidade do atendimento, utilização de equipamentos biomédicos, instalação elétrica da ambu­lância ou equipamentos eletrônicos. O trabalho em ambulâncias apresenta a ne­cessidade do rápido deslocamento pelas vias públi­cas, em que ela avança mais rapidamente que o fluxo normal do trânsito. Desta forma, há o risco de acidente de trânsito, envolvendo riscos de lesões e morte.
Este estudo nasceu da minha observa­ção e percepção a partir de um trabalho vo­luntário que realizei no SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Viamão/RS. Observei que os trabalhadores têm muitas necessidades, entre elas, destaca-se a segurança, sendo que os riscos aos quais estes trabalha­dores se expõem são inúmeros. O estudo relata os riscos ocupacionais aos quais os trabalhadores de um SAMU es­tão expostos. Assim, espero contribuir com essa área de investigação e, sobretu­do, pensar e criar condições para melho­rar o trabalho nesta área.
Daniela Vidal Rocha Lorenz, enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Conceição, e Zoraide Immich Wagner, enfermeira da Unidade do Trauma do Hospital de Pronto-Socorro e professora da Unisinos

Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom
Fonte: Revista Emergência

CCR RodoNorte abre curso para contratação de socorristas


Oportunidade aberta para quem quer atuar salvando vidas nas estradas paranaenses. A concessionária CCR RodoNorte abriu inscrições até 16 de setembro para seu curso de admissão de novos colaboradores no Atendimento Pré-Hospitalar (APH). São 22 vagas para um banco de profissionais que, em caso de aprovação, poderão ser chamados a trabalhar em uma das bases da concessionária de rodovias.Os 22 selecionados farão o curso de 5 a 16 de outubro, em período integral, em Ponta Grossa. "Os candidatos terão aulas em três turnos, com instrução e prática dos mais diversos atendimentos que podem ser necessários nas rodovias. É um treinamento de imersão, que dura 11 dias, no qual o aluno é avaliado o tempo todo", aponta o cirurgião e instrutor em Trauma e Atendimento Pré-Hospitalar da CCR RodoNorte, Dalton Scarpin.
Os aprovados serão chamados à medida em que a empresa necessitar de novos socorristas, resgatistas e técnicos de enfermagem. Mais de 100 profissionais que passaram pelo curso já foram convocados nos últimos 11 anos.
Os candidatos interessados devem cadastrar seu currículo no site www.rodonorte.com.br, em "Trabalhe Conosco", até o dia 16 de setembro. Os requisitos são Carteira de Habilitação D (desejável, para pilotar ambulância), formação em técnico de enfermagem e curso de socorrista (instituição oficial). Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (42) 3220-2832 / 3220-2823.

Foto: CCR RodoNorte
Fonte: Ascom CCR RodoNorte
http://www.revistaemergencia.com.br/site/content/noticias/noticia_detalhe.php?pagina=1&id=J9jjAcja

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A postura inadequada e os problemas osteomusculares



Estudo desenvolvido na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) aponta que 64,3% de um grupo de funcionários de uma empresa de papel e celulose do Estado de São Paulo apresentou sintomas osteomusculares, ou seja, dor nos ombros, pescoço e também na região lombar. "As dores podem ou não evoluir para doenças mais graves, por isso realizar este tipo de levantamento indica as áreas de produção em que é necessário se pensar programas de prevenção e de reabilitação", explica a enfermeira do trabalho Thaís de Freitas Pedrini, autora do estudo que teve a orientação da professora Neusa Maria Costa Alexandre.
A enfermeira, com especialização em ergonomia, colheu depoimentos, através de quatro questionários validados cientificamente, em um grupo de 140 profissionais da área de acabamento na empresa. Os voluntários faziam parte de um setor, cujo índice de afastamentos era significativo e a atividade realizada envolvia posturas inadequadas, abaixar-se frequentemente, carregamento de peso e trabalho estático.
No grupo sintomático, a intensidade da dor ficou entre leve e moderada. No entanto, observou-se que houve correlação significativa entre intensidade de dor e incapacidade, quer dizer, quanto maior a dor, menor capacidade de desenvolver as atividades. "Todas as questões levantadas indicam para o próximo passo que seria a elaboração de propostas que melhorem as condições de trabalho e contemplem a reabilitação desses trabalhadores", destaca.
Thaís Pedrini enfatiza que, atualmente, a questão da saúde ocupacional tem se constituído um desafio para as indústrias brasileiras, pois um trabalhador debilitado requer tratamentos, muitas vezes demorados. Neste sentido, ela defende uma ação proativa nas empresas para reduzir ou, até mesmo, eliminar os impactos negativos e os custos com assistência médica. Segundo a autora do estudo, um programa de ergonomia seria a forma mais adequada de se solucionar muitos dos problemas e a realização de um mapeamento junto aos trabalhadores consiste em um primeiro passo.
Um programa de ergonomia requer análises detalhadas e pode envolver medidas administrativas, pausa no trabalho e, até mesmo, troca de maquinário, ou seja, custos elevados para o empresário. "Mesmo os programas de ginástica laboral adotados por muitas empresas não devem ser considerados como suficientes. Este tipo de iniciativa é importante e consegue reduzir riscos, mas não basta. É necessário que se analise de forma global e se chegue à solução do problema para favorecer a saúde do trabalhador", defende.

fonte: Jornal da Unicamp, http://www.protecao.com.br/site/content/noticias/noticia_detalhe.php?pagina=1&id=JajjAAja

LER/DORT: o que é, como tratar e como prevenir


A sigla LER significa lesões por esforços repetitivos, sendo também denominada como distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho - DORT. São doenças caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que atingem várias categorias profissionais.
Geralmente são causadas por movimentos reincidentes e contínuos com consequente sobrecarga dos nervos, músculos e tendões. O esforço excessivo, má postura, stress, condições desfavoráveis de trabalho também contribuem para o aparecimento da LER.
Vale mencionar que as doenças relacionadas ao trabalho têm implicações legais que atingem a vida do cidadão. O seu reconhecimento é regido por normas e legislações específicas a fim de garantir a saúde e os direitos dos trabalhadores.
Assim, os chamados "direitos da personalidade" protegem a integridade física da pessoa (artigos 5º, da CF/88 e 11 a 21 do CC/2002), assim como asseguram medidas que reduzam os riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança (artigos 7º, XXII, da CF/88, 157 da CLT e NR-17 do MTE).
Neste sentido, se o trabalhador perceber sinais de LER deve procurar um médico e paralisar imediatamente as suas atividades. Outro passo importante é dar atenção à ergonomia, melhorando as suas condições de trabalho.
Todavia, reconhecida por perícia a doença ocupacional, bem como comprovado o nexo de causalidade (ligação) e a conduta culposa da empresa (caso não adote medidas eficazes para preservar a saúde do empregado), caberá ao trabalhador ingressar com uma Reclamação Trabalhista pleiteando uma indenização por danos materiais e, dependendo da situação, morais.
Nesta indenização será analisado se a doença realmente foi oriunda das atividades realizadas na empresa, se ocorreu redução ou incapacidade para o trabalho, se a moléstia tem cura e se houve alguma espécie de constrangimento ou humilhação passível de danos morais.
Inclusive, caso fique demonstrado que o trabalhador não tenha mais condições de trabalho, poderá ser arbitrada pelo Poder Judiciário uma pensão mensal, suficiente para manter a subsistência do empregado.
Em razão disso, as empresas devem manter um programa visando reduzir os riscos inerentes às atividades laborais e investir em ações preventivas, tais como: ergonomia, aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs), contratação de profissionais de segurança do trabalho e adoção de medidas de cautela pertinentes a sua área de atuação.

fonte: http://www.protecao.com.br/site/content/noticias/noticia_detalhe.php?id=J9yAAQyA&utm_campaign=Prote%25E7%25E3o%2BNewsletter%2BEd.%2B34%252F11&utm_medium=email&utm_source=clients

Processos seletivos da UNICAMP têm inscrições até o dia 12 de setembro


Até o dia 12/9, a UNICAMP recebe inscrições para preenchimento de 59 vagas em diversas Unidades/Órgãos dos campi de Campinas, Limeira e Piracicaba.

Há dois processos seletivos para enfermeiros. Nos dois, o salário inicial é de R$ 3.656,82. Os editais de abertura com as condições para inscrição estão disponíveis no site da UNICAMP em http://www.siarh.unicamp.br/concurso/InscricoesAbertas.jsf

O valor das inscrições é de R$ 53,00.

I Congresso Brasileiro de Regulação Médica e I Encontro Regional de Atendimento Pré-Hospitalar SAMU 192 Fortaleza


I Congresso Brasileiro de Regulação Médica
Regulação Médica: Um Desafio no Pré-hospitalar
I Encontro Regional de Atendimento Pré-Hospitalar
Temas de Atualização em Atendimento Pré-Hospitalar
SAMU 192 Fortaleza
NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS

1. PÚBLICO ALVO
•Médicos
•Profissionais da Enfermagem
•Pesquisadores e estudantes
•Gestores
2. INSCRIÇÕES

O período de inscrições dos trabalhos será do dia 01 a 30 de setembro de 2011.
As inscrições dos trabalhos se realizarão através do envio, em forma de anexo, da ficha de inscrição, com todos os campos preenchidos, e com o resumo do trabalho para o seguinte endereço eletrônico:

•congresso@samu.fortaleza.ce.gov.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
Não serão aceitas inscrições de trabalhos sem os resumos e vice-versa e nem fora do prazo estabelecido.

Temas de Atualização em Atendimento Pré-hospitalar

ESTÁ CONFIRMADO UMA TURMA DE PHTLS COM 20 VAGAS DURANTE O ENCONTRO REGIONAL DO SAMU FORTALEZA ( congresso@samu.fortaleza.ce.gov.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. /Dr. Daniel Souza Lima [ souzadl@hotmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ])

11 a 13 de novembro de 2011

Dia 11 de novembro (sexta-feira)
Auditório Pontes Neto
Mini-curso 01: Suporte Básico de Vida- adulto (RCP +OVACE)
Dr. Nélson Simas
08h00-12h00

Duas turmas de 70 pessoas

•Aula teórica
•3 estações práticas: RCP adulto
•1 estação prática: OVACE + PLS

Auditório Haroldo Juaçaba
Palestras 01 e 02
14h00-16h00: Não me processe! – Responsabilidade Civil e Penal no Pré-Hospitalar – Dr. Edmilson Barros.
16h00-18h00: O Primeiro em Cena: AIPT e Manejo de Vias Aéreas – Dr. Gilson Melo.

Auditório Pontes Neto
Mini-curso 02: Suporte Básico de Vida- Pediátrico (RCP +OVACE)
Dr. Breitner Chaves
14h00-18h00

Duas turmas de 70 pessoas

•Aula teórica
•2 estações práticas: RCP infantil
•2 estações práticas: RCP lactente + OVACE lactente
Dia 12 de novembro (sábado)

Auditório Haroldo Juaçaba
Palestras 03 e 04
08h00-10h00: SBV e SAV: O que é necessário para salvar? – Dr. Denis Colares.
10h00-12h00: Sem sangue: Controle da Hemorragia e Terapêutica do Choque – Dr. Francisco Romulo Lira.

Auditório Pontes Neto
Mini-curso 03: Imobilização apendicular e axial
Enfermeiro Francisco Mendes e PERC
08h00-12h00

Duas turmas de 70 pessoas

•Aula teórica
•1 estação prática: KED/PL
•1 estação prática: imobilização apendicular
•1 estação prática: retirada de capacete/colocação de colar cervical

Auditório Haroldo Juaçaba

Palestras 05 e 06

14h00-16h00: Trauma: Quando imobilizar? – Dr. Denis Colares.

16h00-18h00: TCE e TRM: Condutas no pré-hospitalar – Dr. Adson Freitas de Lucena


Auditório Pontes Neto

Mini-curso 04: Suporte Avançado de Vida

Dr. Daniel Souza

14h00-18h00

Duas turmas de 70 pessoas

•Aula teórica
•1 estação prática: FV/TV
•1 estação prática: AESP/Assistolia
•1 estação prática: IOT

Dia 13 de novembro (domingo)

Auditório Haroldo Juaçaba

Palestras 05 e 06

14h00-16h00: Trauma Torácico e procedimentos no Pré-hospitalar – Dr. Eduardo Henrique.

16h00-18h00: Trauma Abdominal: presunção de gravidade no Pré-hospitalar – Dr. Felipe Soares

Mais informações acesse o site:

http://www.samu.fortaleza.ce.gov.br/