Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Exames no coração podem ser feitos em ambulâncias do SAMU 192


As ambulâncias da rede pública vão usar um equipamento capaz de fazer o exame de imediato no paciente. O diagnóstico é feito por um cardiologista em SP e o resultado sai em cinco minutos.
Metade das mortes por infarto ocorre nas primeiras duas horas depois do ataque e a cada trinta minutos de demora no atendimento o risco aumenta em 7%.

Um chamado de emergência.
Na casa do paciente, a equipe do Samu desembarca com o tele eletrocardiógrafo, um equipamento digital que permite um diagnóstico rápido e preciso.
Em dez segundos, o sistema capta e grava a frequencia cardíaca do paciente. O exame é transmitido em sinais sonoros, por celular ou pela internet, para o Hospital do Coração, em São Paulo.
Lá a equipe médica analisa o material, faz o diagnóstico e devolve as orientações, o que deve ser feito para salvar a vida do paciente. Tudo em cinco minutos.
“A grande vantagem dele seria o diagnóstico precoce do infarto e em outras situações não fatais que pode auxiliar no diagnóstico de arritmia, onde o médico da ambulância terá uma segunda opinião desse médico da central de informação de telemedicina”, explica Rodrigo Caselli, gerente do SAMU/DF.
Entretanto o equipamento não vai estar em todas as ambulâncias do Samu. Vai ser repassado apenas às que tem médico. Hoje são 326 no país inteiro. Para receber o kit os estados terão que aderir ao programa e se comprometer com o treinamento das equipes.
Por enquanto o serviço está disponível em 37 cidades de nove estados e do Distrito Federal. “Até o final desse ano 450 ambulâncias de suporte avançado contarão com esse equipamento em todos os estados brasileiros, essa é a meta. Ganha-se muito em tempo e ganhando-se em tempo se reduz a probabilidade de complicações, de sequelas e de agravamento do quadro”, esclarece José Gomes Temporão, ministro da Saúde.

FONTE: http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1466969-16022,00-EXAMES+NO+CORACAO+PODEM+SER+FEITOS+EM+AMBULANCIAS.html

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Campanha de vacinação começa em março


O Ministério da Saúde pretende vacinar 62 milhões de pessoas contra a influenza A (H1N1) - gripe suína, a partir de março. As vacinas serão distribuídas de acordo com o número de pessoas dos grupos de risco em cada município. A campanha de vacinação começa em 8 março e vai até o 7 de maio. Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a ideia é priorizar os profissionais de saúde, índios, gestantes, jovens entre 20 e 29 anos, doentes crônicos e idosos com doenças crônicas. Para isso serão disponibilizados 83 milhões de doses da vacina. A Secretaria de Saúde de Sorocaba informou que aguarda as orientações do Ministério para definir como será a ação local.
Conforme o ministro, as secretarias de Saúde de cada cidade vão definir os locais de vacinação e a campanha será feita em quatro etapas. A primeira será de 8 a 19 de março voltada à imunização dos trabalhadores dos serviços de saúde e à população indígena. A segunda, de 22 de março a 2 de abril, será destinada às crianças de 6 meses a 2 anos de idade e doentes crônicos, portadores de doenças como diabetes. A partir dessa etapa, as grávidas também poderão receber a dose. A terceira etapa vai ocorrer de 5 a 23 de abril, quando serão vacinados jovens de 20 e 29 anos. A última, de 24 de abril a 7 de maio, será para idosos com doenças crônicas.
A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é para que sejam vacinados quatro grupos de risco. Mas de acordo com o ministério, a inclusão do grupo de crianças entre meses e 2 anos e de jovens entre 20 e 29 anos ocorreu porque houve alto número de casos de gripe suína e de mortes em decorrência da doença, nessas faixas etárias.
Estamos seguros de que estamos protegendo os grupos mais frágeis e aqueles que têm o risco maior de adoecer e de morrer. Ela é uma estratégia muito segura. Nós recomendamos sociedade de imunologia que adote o mesmo protocolo na rede de clínicas privadas. A ideia é que o setor privado e o governo implementem a mesma estratégia, explicou Temporão. Ele procurou alertar a população para que continue com as ações de higienização como lavar frequentemente as mãos, usar lenço descartável, cobrir nariz e boca quanto tossir e evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca.


Distribuição de antivirais
O Ministério anunciou também que estarão disponíveis 21,9 milhões de medicamentos antivirais - com o princípio ativo chamado oseltamivir, o mesmo do Tamiflu. Eles estarão disponíveis em postos de saúde, hospitais definidos pelas secretárias estaduais de Saúde e unidades do programa Aqui tem Farmácia Popular a preços subsidiados. O governo bancará 90% do valor do medicamento e o paciente, 10%. A venda, porém, só será feita mediante a apresentação de receita médica, com validade de cinco dias, que ficará retida. A atitude foi tomada para evitar a automedicação a venda indiscriminada do medicamento e a corrida às farmácias por parte da população.


Laboratórios


O número de laboratórios para diagnóstico da doença também será ampliado: de sete para 14. Aqueles que já faziam o diagnóstico eram o Instituto Adolfo Lutz (SP), o Instituto Evandro Chagas (PA) e a Fundação Oswaldo Cruz (RJ), que são os laboratórios de referência. Além deles, também realizavam diagnóstico os laboratórios Centrais de Saúde em Minas Gerais, no Paraná, Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Agora, estão sendo estruturados para fazer o diagnóstico os laboratórios Centrais de Saúde no Amazonas, Amapá, Ceará, Distrito Federal, Goiás, na Bahia e em Pernambuco.
Serão feitos investimentos de R$ 270 milhões em equipamentos para unidades de terapia intensiva e mais R$ 255 milhões para incentivo e reforço da atenção básica (assistência ambulatorial e hospitalar especializada). O ministério adquiriu medicamentos para o tratamento da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2009, foram registrados, no Brasil, 39.679 casos graves da influenza A (H1N1) e 1.705 mortes por causa da doença. No mundo, foram registrados casos da doença em 209 países, com 14.142 mortes.


fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=38&id=260158

Palestra - Atendimento de Enfermagem em Urgencia Cardiologica 2008.pdf


http://www.4shared.com/get/50264891/fc26958a/Palestra_-_Atendimento_de_Enfe.html

Livro Bizu de Enfermagem

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ambulância de Suporte Básico de Vida - SAMU 192


Veículo destinado ao transporte inter-hospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido que, no entanto, não apresente potencial necessidade de intervenção médica no local ou durante o transporte .
Um dos níveis de resposta do serviço de APH, a um pedido de atendimento urgente.
O envio da ambulância de SBV é decisão do médico regulador.
A equipe de suporte básico de vida é constituída por um técnico de enfermagem e o motorista-socorrista.

Competências
Os profissionais de enfermagem da equipe de SBV deverão estar habilitados a realizar ações de suporte da vida, previstas na Lei do Exercício Profissional. admitindo-se que, sob delegação / supervisão direta ou à distância do enfermeiro e quando devidamente capacitados, exe cutem prescrição médica por telemedicina através da orientação do médico regulador do SAMU, no âmbito de sua qualificação profissional.
Assim sendo a equipe de SBV deve ser capaz de: Reconhecer sinais precoces de disfunção respiratória; Aferir FC, PA, P,T, glicemia e saturação de O2;
Iniciar medidas de manutenção da vida; Manejar equipamentos de suporte ventilatório;
Realizar prescrição médica sob supervisão do enfermeiro, dominar técnicas de administração de medicamentos Reconhecer sinais precoces de doenças circulatórias agudas Realizar monitorização cardíaca e eletrocardiográfica Ser capaz de avaliar o politraumatizado grave Estar habilitado a auxiliar o trabalho de parto normal
Reconhecer e manejar adequadamente o TCE, TRM, queimados, traumas na gestante e na criança, entre outros traumas.
Ter conhecimento e habilidade para realizar ações de salvamento aquático, terrestre e em altura, com produtos perigosos.

Fases do Atendimento de SBV

Recebimento, identificação e localização do pedido de atendimento de urgência pelo TARM(Técnico auxiliar de regulação médica); Avaliação pelo médico regulador do risco do evento; Decisão de enviar uma equipe de suporte básico de vida ao local.

O Atendimento no local:

Realizar a avaliação inicial do paciente, reportar via rádio ao médico regulador A equipe de suporte básico deve repassar via rádio para o regulador todas as informações obtidas, para subsidiar a decisão médica sobre intervenções possíveis de serem realizadas para estabilização e indicação do serviço de saúde mais adequado à resolução do problema seguindo a grade hierarquizada e regionalizada.
Transporte ao serviço de saúde indicado pelo médico regulador. Passagem do caso à equipe do serviço receptor. Encerramento do caso junto à Central-SAMU.

Equipes de saúde do Brasil devem ficar no Haiti até o fim do ano

Haiti - Com a destruição do sistema de saúde do Haiti por causa do terremoto que arrasou o país, as equipes brasileiras terão de ficar, pelo menos, até o final do ano no país caribenho para ajudar na reconstrução, segundo estimativa do coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Clesio Castro, à Agência Brasil.
No dia 21 de janeiro, o ministério comunicou o plano de cooperação para reestruturar a rede de saúde dos haitianos que prevê a construção de dez unidades de pronto-atendimento (UPAs), envio de 50 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e de equipes do Programa Saúde da Família, totalizando desembolso de R$ 135 milhões, que serão liberados por medida provisória.
Em um primeiro momento, a prioridade é socorrer os feridos no tremor. Estima-se que existam no mínimo 200 mil. Cada UPA tem capacidade de atender 450 pacientes por dia. As unidades são equipadas, por exemplo, com consultórios de pediatria, ortopedia, laboratório clínico, salas de raio-x, gesso, sutura e nebulização. A montagem será feita pelos militares no Haiti a partir de placas pré-fabricadas no Brasil. As ambulâncias terão aparelhos de terapia intensiva.
O coordenador Clesio Castro disse que o auxílio brasileiro não resume-se aos atendimentos de emergência, mas colaborar no controle de doenças e normalização do atendimento médico aos haitianos, como a realização de partos e dar continuidade a tratamentos interrompidos pelo caos causado pelo terremoto.
“Não é apenas atender as vítimas do terremoto, mas estabelecer condições de atender toda a população haitiana. A gente não tem uma noção precisa, mas até o final de 2010, o Brasil terá que ser muito atuante para ajudar o Haiti a reconstruir o sistema de saúde”, disse o coordenador à Agência Brasil.
As equipes do Saúde da Família – formada por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem (um de cada) e até seis agentes comunitários – serão responsáveis pelos cuidados básicos à população.
Uma média de 30 profissionais deverá ser mobilizada por mês para execução do plano. Os 13 primeiros especialistas devem embarcar para o Haiti no dia 29 deste mês. São servidores de hospitais federais do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul e ficarão por nove meses em um porta-aviões italiano que será transformado em hospital.
O ministério informa que o cadastro de voluntários já tem mais de 3.500 profissionais. Castro explica que um grupo maior ainda não foi recrutado por questões de segurança e falta de infra-estrutura de trabalho no Haiti.


fonte: http://www.revistaemergencia.com.br/novo/template/noticias.asp?setor=2&codNoticia=6101

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Estresse pode causar câncer


Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos, publicado no site da revista Nature, afirma que o estresse pode emitir sinais que fazem com que células desenvolvam tumores.
O grupo liderado por Tian Xu, professor e vice-presidente do conselho de genética de Yale, descreve uma nova maneira pela qual o câncer age no organismo. De acordo com o estudo, as mutações que causam o câncer podem atuar em conjunto para promover o desenvolvimento de tumores mesmo quando localizados em diferentes células em um mesmo tecido. A tese vai de encontro à defendida pela maioria dos cientistas, que defendem que uma célula precisa de mais de uma mutação para que os tumores se desenvolvam.
Para chegar a essa conclusão, o grupo trabalhou com Drosophila melanogaster (conhecidas popularmente como moscas da fruta) para analisar as atividades de dois genes conhecidos pelo envolvimento no desenvolvimento de tumores. O primeiro é o RAS, que aparece em 30% dos cânceres. O outro é o gene scribble (“rascunho”), que contribui para o desenvolvimento de tumores quando sofre mutação.
Segundo os resultados, uma célula com apenas a mutação RAS é capaz de se desenvolver em um tumor maligno se auxiliada por uma célula próxima que contenha um gene scribble defeituoso.
Os pesquisadores também observaram que condições estressantes, como uma ferida, por exemplo, podem disparar o desenvolvimento do câncer. O mecanismo por trás desse fenômeno, segundo os pesquisadores, é um processo de sinalização conhecido como JNK, que é ativado por condições de estresse.
“Diversas condições podem disparar esse processo de sinalização, seja o estresse físico ou emocional, infecções ou inflamações”, afirma Xu.
O estudo, segundo ele, deve apontar novas formas de prevenção e tratamento do câncer.

fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI116952-15257,00.html

Músculos artificiais restauram capacidade de piscar


Músculos elétricos

Cirurgiões da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, utilizaram músculos artificiais para restaurar a capacidade de piscar em pacientes com paralisia facial.
A pesquisa poderá beneficiar milhares de pessoas que já não são capazes de fechar as suas pálpebras devido a acidentes vasculares cerebrais, lesões nervosas ou cirurgias faciais.
A nova técnica, que utiliza uma combinação de eletrodos de carbono e polímeros à base de silicone, poderá ser usada para desenvolver músculos sintéticos para controlar outras partes do corpo. A pesquisa foi descrita em um artigo publicado na revista médica Archives of Facial Plastic Surgery.
"Esta é a primeira vez que se utiliza músculos artificiais em um sistema biológico", afirma Travis Tollefson, que é cirurgião plástico. "Mas há muitas ideias e conceitos onde essa tecnologia poderá desempenhar um papel importante."

Recuperação de movimentos faciais

O objetivo do estudo de Tollefson e seu colega Craig Senders é desenvolver o protocolo e o dispositivo para a implantação em humanos de músculos artificiais eletroativos (EPAM: Electroactive polymer artificial Muscle), executando um procedimento que restabeleça de forma duradoura o piscar dos olhos, tanto para proteger o olho quanto para melhorar a aparência física.
Os músculos artificias EPAM representam uma tecnologia emergente com potencial para ser utilizada na reabilitação de pacientes com paralisia facial. Os polímeros eletroativos funcionam como os músculos humanos, expandindo e contraindo dependendo da tensão elétrica que é aplicada sobre eles.
Para as pessoas com outros tipos de paralisia, a utilização de músculos artificiais poderá significar um dia a possibilidade da recuperação da capacidade de sorrir ou de controlar a incontinência urinária, por exemplo.
A reanimação de rostos é um primeiro passo natural no desenvolvimento dos músculos sintéticos para o controle de outras partes do corpo, segundo o pesquisador Craig Senders. "Os músculos faciais necessitam de relativamente pouca força, muito menos do que a necessária para mover os dedos ou flexionar um braço," justifica Senders

A importância de piscar

Piscar é uma parte essencial na manutenção de um olho saudável. A pálpebra mantém limpa a superfície do olho e espalha as lágrimas sobre a córnea. Sem esta lubrificação, o olho sofre um sério risco de desenvolver úlceras corneanas que podem eventualmente levar à cegueira.
Piscar o olho é um ato involuntário e controlado por um nervo craniano. Na maioria dos pacientes com paralisia permanente na pálpebra, esse nervo foi danificado durante um acidente, um ataque cardíaco ou uma cirurgia de remoção de tumor facial.
Muitos deles não têm outros nervos funcionais nas proximidades que possam ser redirecionados para fechar a pálpebra. Outros pacientes nasceram com a síndrome de Mobius, caracterizada por subdesenvolvimento dos nervos faciais - esses pacientes não têm qualquer expressão e não podem piscar os olhos e nem mesmo sorrir.

Tratamentos da paralisia da pálpebra

A paralisia da pálpebra é atualmente tratada de dois modos. Um deles consiste na transferência de um músculo da perna para o rosto. Contudo, esta opção requer de seis a 10 horas de cirurgia, cria uma segunda cicatriz e por isso não é um método recomendado para pessoas idosas ou para doentes frágeis.
A outra alternativa envolve a sutura de um pequeno peso de ouro no interior da pálpebra. O peso fecha o olho com a ajuda da gravidade.
Apesar de ser um tratamento bem-sucedido em mais de 90 por cento dos pacientes, o piscar resultante é mais lento do que o normal e não pode ser sincronizado com o outro olho. Alguns pacientes também têm dificuldade em manter a pálpebra fechada quando se deitam para dormir. Nos Estados Unidos, estima-se entre 3 mil e 5 mil o número de pacientes que são submetidos a esta cirurgia por ano.

Estilingue elétrico

Agora, Senders e Tollefson utilizaram um método alternativo inovador para a reabilitação do piscar de olhos na paralisia facial permanente. Eles usaram um "cabo de reboque", uma espécie de estilingue, para tracionar a pálpebra.
Os cirurgiões inseriram o estilingue feito de músculo facial ou de tecido implantável ao redor do olho. Pequenos parafusos de titânio prendem o mecanismo muscular nos pequenos ossos ao redor dos olhos.
O estilingue foi conectado a um músculo artificial, por sua vez ligado a uma bateria. Tanto o músculo artificial quanto a bateria foram inseridos na fossa, uma cavidade natural na têmpora, o que disfarça sua presença.
Senders e Tollefson verificaram que a força necessária para fechar e abrir o olho pode ser feita com folga pelo músculo artificial eletroativo.
Por meio de um controle eletrônico, será possível criar piscadas artificiais em perfeita sincronia com o outro olho. Um sistema similar poderá, no futuro, dar às crianças que nascem com síndrome de Mobius a capacidade de sorrir.

Como são feitos os músculos artificiais

Os músculos artificiais usados pelos pesquisadores foram desenvolvidos por engenheiros da SRI Internacional, de Palo Alto, Califórnia, na década de 1990.
Em seu interior há um pedaço de acrílico flexível ou silicone, dispostos em camadas com uma espécie de grafite. Quando uma corrente elétrica é aplicada, as atrações eletrostáticas fazem com que as camadas externas tendam a se juntar, comprimindo o centro macio. Esse movimento expande o músculo artificial.
O músculo se contrai quando a eletricidade é interrompida, achatando o formato do estilingue, fazendo o olho piscar. Quando a eletricidade é reativada, o músculo relaxa e o centro macio volta para sua forma original.
"A intensidade da força e do movimento que o músculo artificial gera é muito parecida com a do músculo natural," disse Tollefson. Uma bateria implantada, parecida com as utilizadas em implantes cocleares, é suficiente para acionar o músculo artificial.
Nos pacientes que têm uma pálpebra normal, um sensor ao redor da pálpebra normal poderá detectar o impulso natural de piscar e acionar o músculo artificial ao mesmo tempo. Entre os pacientes sem nenhum controle das pálpebras, um marcapassos eletrônico semelhante aos usados para regular os batimentos cardíacos poderá fazer os olhos piscarem em um ritmo constante, podendo ser desligado por uma chave magnética.
Os pesquisadores agora estão aprimorando a técnica em cadáveres e em animais. Eles estimam que a tecnologia estará disponível para os pacientes nos próximos cinco anos.


fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=musculos-artificiais-restauram-capacidade-piscar&id=4912

Médico do Samu de Jaú vai ao Haiti


Grupo de quatro jauenses que passava férias no Caribe retornou anteontem da viagem. Eles ficaram hospedados em hotel na costa leste da República Dominicana e, apesar de não sentirem diretamente os efeitos do terremoto que destruiu o Haiti na semana passada, testemunharam a preocupação e solidariedade dos caribenhos após o sismo que pode ter matado mais de 200 mil pessoas, segundo informações do governo local.
Os casais Adrielle Daiane Boaventura Rosa e Flávio Lopes, e seu irmão Fauser e Natália Parisi Di Tiglio Rosa saíram de Jaú no dia 10 de janeiro com destino a Punta Cana, cidade com 12 mil habitantes, que é um dos principais roteiros turísticos da ilha Hispaniola, compartilhada por República Dominicana e Haiti.
O terremoto aconteceu às 19h53 (horário de Brasília) do dia 12 de janeiro, e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. Ainda não há dado preciso sobre o número de mortos. Até ontem, cerca de 70 mil corpos foram enterrados em valas comuns. De acordo com o governo federal, 18 brasileiros morreram no País – 16 militares e dois civis, a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa.
“No resort em que ficamos não sentimos nada de anormal, pois estávamos distantes 300 quilômetros da capital Santo Domingo, onde, pelo que soubemos, houve um abalo, mas muito pequeno perto do ocorrido no Haiti. Nos passeios que fizemos e nos lugares que passamos notamos vários tipos de ações solidárias, no hotel e no aeroporto havia um local destinado a doações”, diz Adrielle, que, nos dias que sucederam à tragédia, presenciou o clima de consternação geral nas ruas.

Resgate

O médico José Eduardo Passos, 34 anos, embarcaria ontem para Porto Príncipe, capital do Haiti. Ele ajudará no resgate às vítimas pelo grupo de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU). A previsão inicial é de que ele fique no país entre 15 e 20 dias, mas o período de estadia é incerto, bem como o local onde ele ficará instalado.
Passos é natural de Lins e atua no Samu de Bauru, onde mora, e de Jaú, para onde vem às quartas-feiras. No serviço de urgência em Jaú, atua como resgatista e ministra palestras sobre o sistema organizacional das operações – o que compete ao motorista, enfermeiro e médico que vão prestar socorro.
“Para nós é uma felicidade muito grande ter um profissional com o gabarito do médico José Eduardo Passos. Nós entendemos que a formação profissional do Samu também é uma ferramenta de trabalho, e o Passos auxilia e muito nessa formação”, explica o coordenador do Samu de Jaú, Paulo de Tarso Nuñes Chiode.
A professora aposentada Diva Sogolin Passos, 69 anos, mãe do médico José Eduardo Passos, diz que está “orgulhosa” do trabalho do filho. “É a vida dele, ele não pensa em dinheiro, pensa apenas em salvar vidas. Ele está muito feliz de poder ajudar aquele povo sofrido”, afirma a professora. O Comércio tentou contato com o médico do Samu de Jaú, mas ontem ele estava em Brasília acertando os últimos detalhes para o embarque.

fonte: http://www.comerciodojahu.com.br/novo/Local/MEDICO+DO+SAMU+DE+JAU+VAI+AO+HAITI.html

Chega a 500 o número de voluntários da área de saúde para trabalhar no Haiti


Cerca de 500 profissionais da área de saúde já se dispuseram a trabalhar como voluntários no atendimento às vítimas do terremoto no Haiti, ocorrido há sete dias. Eles são do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), dos hospitais federais do Rio de Janeiro e do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.
De acordo com o Ministério da Saúde, as primeiras equipes, de 50 a 100 profissionais, devem embarcar para Porto Príncipe, capital haitiana, nos próximos dias. Cada grupo deve ficar no país caribenho por, no máximo, 15 dias.
Os interessados em trabalhar como voluntário no Haiti devem enviar nome completo e dados sobre a formação profissionais e local onde trabalha para o endereço eletrônico missaodeajudahaiti@saude.gov.br.
É interessante o profissional informar se tem experiência em desastres e qual o tempo disponível para ficar fora do país.
Segundo o Ministério da Saúde, o cadastro vai ser analisado pelo Gabinete de Crise e os voluntários vão ser chamados seguindo as demandas dos haitianos.


http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/01/18/mundo,i=167415/CHEGA+A+500+O+NUMERO+DE+VOLUNTARIOS+DA+AREA+DE+SAUDE+PARA+TRABALHAR+NO+HAITI.shtml

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

HCor monta rede de telemedicina ligada ao SAMU em todo Brasil


Dentre os projetos de melhoria de qualidade assistencial, o HCor (Hospital do Coração) irá montar uma Rede de Telemedicina ligada ao SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em todo o Brasil. Esta Rede irá beneficiar um grande número de municípios e tem por objetivo fornecer uma segunda opinião por parte de cardiologistas altamente capacitados da equipe do HCor na interpretação de eletrocardiogramas realizados pela equipe do SAMU. Além disso, os cardiologistas do HCor irão sugerir condutas baseadas em evidências para os pacientes. Toda a tecnologia necessária para a constituição desta Rede será implementada pelo HCor.
Nesse sentido, esta Rede tem o potencial para auxiliar na rápida detecção de doenças cardíacas graves, agilizando e qualificando o atendimento do SAMU. Os benefícios desta Rede certamente serão traduzidos pelo aumento de sobrevida e melhora de qualidade de vida das pessoas atendidas por este sistema no País, além de uma segurança adicional aos profissionais do SAMU na tomada de decisão. Vale destacar que o SAMU (192) conta com 144 Serviços de Atendimento Móvel de Urgência no Brasil. Ao todo, 1.163 municípios são atendidos pelo SAMU, num total de 100.166.195 milhões de pessoas.
Destacam-se também o projeto de coração artificial, em parceria com o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, a área de cardiologia fetal, que servirá como referência para gestores públicos, os estudos multicêntricos e suas gamas de pesquisas como a da pílula para reduzir pressão e colesterol, bem como um curso de formação de técnico de enfermagem, com vistas a posterior constituição de um curso superior de enfermagem com a Unipalmares, uma universidade brasileira comprometida com a Inclusão Social e Igualdade Racial.
Para executar seus projetos de filantropia, além da vasta experiência de seus profissionais da área assistencial, de gestão e de ensino e pesquisa, o HCor constituiu há cerca de 1 ano o Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração (IEP - HCor). Com esta gama de projetos, o Hospital pretende contribuir de forma integral para o desenvolvimento institucional do SUS, ou seja, envolvendo as áreas de assistência, ensino, pesquisa e qualificação da gestão.

fonte: http://www.revistaemergencia.com.br/novo/template/noticias.asp?setor=2&codNoticia=6017&__akacao=218630&__akcnt=d2d054e3&__akvkey=ebae&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Emergência%20News%20Ed.%2002/10

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Câncer de pele deve ser prevenido desde a infância


Tomar sol, além de deixar a pele com tom bronzeado, também faz muito bem à saúde. Isso porque ajuda o organismo a absorver vitamina D, ótima aliada no combate a doenças como raquitismo e osteoporose e na prevenção de alguns tipos de câncer, entre eles o de mama, ovário, colo do útero e próstata.
No entanto, o astro-rei também pode prejudicar o seu bem-estar, já que a exposição excessiva aos raios solares UVA e UVB pode causar câncer de pele. Este, aliás, é o tipo de câncer com maior incidência no Brasil: o Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê quase 120 mil diagnósticos para 2010. Mas sua prevenção é possível, e ainda mais eficaz se realizada desde a infância.
Segundo Berenice Capra, dermatologista e coordenadora regional da 11ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele no Rio Grande do Sul, os efeitos do sol vão sendo acumulados ao longo da vida de uma pessoa. “É muito importante que a prevenção se inicie ainda na infância, para, assim, diminuir a chance do desenvolvimento da doença na vida adulta, já que, na infância e adolescência, tomamos cerca de 85% da radiação solar a que estaremos expostos ao longo da vida”, explica.
Não só com a chegada do verão, mas no dia a dia, alguns cuidados são essenciais. É preciso evitar a exposição ao sol das 10h às 16h (das 11h às 17h no horário de verão) e utilizar sempre filtros solares com Fator de Proteção Solar (FPS) 15 ou maior. Usar chapéus, guarda-sol e óculos escuros também são cuidados básicos recomendados pelo Inca. E cuidado com o mormaço, que queima a pele mesmo sem que você perceba.
Para quem não recebeu os cuidados ideais desde a infância, “vale a pena começar imediatamente”, recomenda Berenice. “O câncer de pele também mata quando seu diagnóstico é tardio. É necessário que se adote como hábito diário os métodos simples de prevenção e, em alguns casos, procurar um dermatologista”, finaliza.

fonte: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=193543

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Novas descobertas sobre as doenças autoimunes


O que a ciência tem revelado sobre males como lúpus e esclerose múltipla


Diante de incertezas e acasos, o ser humano tenta encontrar uma explicação para fatos à primeira vista inexplicáveis. E um deles é a existência de doenças autoimunes. Os cientistas ainda tateiam em busca de motivos pelos quais nossas próprias defesas passariam a encarar o organismo como um adversário em um campo de batalha. A herança genética, é quase certo, tem parcela de culpa nesse desatino do sistema imunológico. Até aí, não há mesmo o que fazer. O curioso é que muita gente, apesar da predisposição, passa a vida toda sem experimentar essa reação masoquista dos guardiões do corpo. “Isso é o maior sinal de que fatores ambientais atuariam como estopins importantes para a autoagressão”, opina o reumatologista Luis Eduardo Andrade, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Pesquisadores dos quatro cantos do globo querem decifrar quais seriam esses gatilhos. Um grupo do National Institute of Environmental Health Sciences, nos Estados Unidos, investigou o impacto dos raios ultravioleta do sol nos autoataques do corpo. Eles analisaram 380 pacientes diagnosticados com uma doença autoimune que acomete a pele, a dermatomiosite. Colheram amostras de sangue e verificaram a presença de um anticorpo específico, associado à exposição excessiva ao sol. “Confirmamos que a radiação altera o DNA das células cutâneas, o que aumenta, sobretudo nas mulheres, o risco de o organismo enxergá-las como estranhas, desencadeando o problema”, revela Frederick Miller, o autor do estudo.
Outra descoberta vem da Universidade da Califórnia, também nos Estados Unidos. Ali, os investigadores alteraram ratos, retirando de seus macrófagos — integrantes do sistema imune — uma proteína chamada TLR4. Depois, alimentaram os animais com uma dieta gordurosa, até que atingissem a faixa do sobrepeso. Ao contrário das cobaias normais, as modificadas não apresentaram inflamações nem resistência à insulina — reações esperadas quando se engorda demais. Ou seja, seria a tal proteína que ativaria a resposta imune à gordura. “Esse resultado é instigante, mas precisamos de mais estudos”, diz a reumatologista Maria Helena Kiss, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Recentemente na Suíça, na última reunião da Liga Europeia contra o Reumatismo — mal também causado pelas defesas do corpo —, os especialistas identificaram outras faíscas que fariam o sistema imunológico pegar fogo. “Parece que o cigarro e o consumo excessivo de café são capazes de tirá-lo do prumo”, revela a reumatologista Evelyn Goldenberg, da Unifesp. O estresse, as infecções sucessivas e até as pílulas anticoncepcionais completam a lista de suspeitos.
Quanto mais cedo forem detectados o reumatismo e outras encrencas autoimunes, menores os riscos de complicação grave. “Febre, sensação de fadiga, manchas avermelhadas na pele e dor nas articulações nunca devem ser subestimados”, avisa Maria Helena Kiss. Infelizmente, ainda não existe uma cura definitiva para esses males. O que se consegue, com os recursos modernos, é minimizar seus estragos e proporcionar maior bem-estar. Conheça, a seguir, o que é possível fazer nas principais enfermidades provocadas pelo sistema imunológico.
Lúpus eritematoso sistêmico
Entre todos os problemas autoimunes, é a disfunção mais temida porque, não raro, atinge órgãos vitais, como os rins, os pulmões, o cérebro e o coração, além da pele. “Acreditamos que a alta exposição aos raios ultravioleta e o uso de contraceptivos orais tornem o indivíduo mais suscetível ao lúpus”, avisa a imunologista Myrtes Toledo Barros, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso, protetor solar nunca é demais. E por isso também mulheres com histórico familiar da doença devem fazer uso de anticoncepcionais de baixa dosagem.
A opção mais branda para contornar o lúpus são os anti-inflamatórios. Para as crises mais intensas, são prescritos corticoides, que, embora sejam mais eficazes contra a inflamação, provocam efeitos colaterais como obesidade e diabete. “Quando necessário, apelamos para drogas como o metrotexato e a cloroquina, que modulam a resposta imunológica, e para os imunossupressores, que, como o próprio nome sugere, reduzem a atividade do sistema de defesa”, explica Myrtes Barros. A questão é que esses últimos medicamentos baixam a guarda do organismo, deixando-o à mercê de infecções oportunistas. Quando nada disso resolve, ainda é possível lançar mão de uma classe de remédios classificados como anticorpos monoclonais. “Eles agem em alvos específicos, reduzindo reações indesejáveis. No caso do lúpus, o objetivo é bloquear o TNF-alfa, substância inflamatória produzida pelas células imunes”, ensina Luis Eduardo Andrade.
Artrite reumatoide
Essa doença inflamatória crônica geralmente acomete as cartilagens e ossos das pequenas e médias articulações, como mãos e punhos. “Mais raramente, pode prejudicar outros órgãos, como os pulmões”, alerta Evelyn Goldenberg. Outra forte razão para não negligenciar o problema acaba de ser discutida na Liga Europeia contra o Reumatismo. “Quando não controlada, a inflamação pode afetar as artérias, aumentando o risco de doença cardiovascular”, conta Evelyn.
Além dos anti-inflamatórios, dos corticoides e dos imunossupressores, os médicos têm observado excelentes resultados com as drogas biológicas influxumabe e etarnecept, que impedem a ação nociva do TNF-alfa nas articulações.
Tireoidite de hashimoto
Aqui o alvo é a tireoide, glândula responsável por produzir hormônios fundamentais para o bom funcionamento do organismo. “No caso, os linfócitos produzem anticorpos contra as células tireoidianas e as destroem aos poucos”, explica o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo. “A vítima, então, começa a enfrentar ressecamento da pele e dos cabelos, depressão, fadiga, ganho de peso, constipação intestinal e, no caso das mulheres, alterações do ciclo menstrual”, continua.
Hoje, o foco do tratamento não é conter a agressão à tireoide. “O principal é fazer a reposição do hormônio levotiroxina, que ela deixa de produzir naturalmente”, diz Pedrinola.
Diabete tipo 1
Ele ocorre quando os anticorpos se voltam contra as chamadas células beta do pâncreas, as responsáveis por fabricar insulina, aquele hormônio que converte açúcar em energia.
“Sede e urina excessivas, mal-estar geral, perda de peso e fadiga são algumas manifestações do problema”, lista Filippo Pedrinola. A única saída é a reposição de insulina sintética.
“No futuro, a esperança é o implante de células do pâncreas no fígado do paciente, método que ainda está em fase experimental”, antecipa.
Psoríase
As vítimas dessa doença são as proteínas das células da epiderme e da derme — duas camadas mais superficiais da pele. “A lesão se manifesta em forma de manchas vermelhas e descamativas, que normalmente acometem as áreas articulares, como joelho e cotovelo, e o couro cabeludo. Para amenizar o incômodo, o metrotexato, os corticoides tópicos e imunossupressores costumam ser bastante utilizados. Os bloqueadores de TNF-alfa também são uma opção interessante, já que essa substância inflamatória é característica da doença. “Curiosamente, ao contrário do lúpus, o sol costuma ser benéfico no quadro de psoríase”, afirma Maria Helena Kiss.
Doença celíaca
“Em vez de mirar em um tecido do corpo, aqui o sistema imunológico descontrolado reage contra a gliadina, uma proteína presente no trigo, no centeio e na cevada”, descreve Myrtes Barros. Ou seja, basta comer um pãozinho para que a intolerância dê as caras, levando a diarreia, vômito, mal-estar e, consequentemente, a anemia e lesão da mucosa intestinal. O jeito é eliminar os causadores da reação do cardápio e optar por derivados de milho e mandioca. Boa notícia: vacinas e medicamentos para controlar a sensibilidade no intestino estão sendo testados no exterior.

Lúpus eritematoso sistêmico
Entre todos os problemas autoimunes, é a disfunção mais temida porque, não raro, atinge órgãos vitais, como os rins, os pulmões, o cérebro e o coração, além da pele. “Acreditamos que a alta exposição aos raios ultravioleta e o uso de contraceptivos orais tornem o indivíduo mais suscetível ao lúpus”, avisa a imunologista Myrtes Toledo Barros, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso, protetor solar nunca é demais. E por isso também mulheres com histórico familiar da doença devem fazer uso de anticoncepcionais de baixa dosagem.

A opção mais branda para contornar o lúpus são os anti-inflamatórios. Para as crises mais intensas, são prescritos corticoides, que, embora sejam mais eficazes contra a inflamação, provocam efeitos colaterais como obesidade e diabete. “Quando necessário, apelamos para drogas como o metrotexato e a cloroquina, que modulam a resposta imunológica, e para os imunossupressores, que, como o próprio nome sugere, reduzem a atividade do sistema de defesa”, explica Myrtes Barros. A questão é que esses últimos medicamentos baixam a guarda do organismo, deixando-o à mercê de infecções oportunistas. Quando nada disso resolve, ainda é possível lançar mão de uma classe de remédios classificados como anticorpos monoclonais. “Eles agem em alvos específicos, reduzindo reações indesejáveis. No caso do lúpus, o objetivo é bloquear o TNF-alfa, substância inflamatória produzida pelas células imunes”, ensina Luis Eduardo Andrade.

Artrite reumatoide
Essa doença inflamatória crônica geralmente acomete as cartilagens e ossos das pequenas e médias articulações, como mãos e punhos. “Mais raramente, pode prejudicar outros órgãos, como os pulmões”, alerta Evelyn Goldenberg. Outra forte razão para não negligenciar o problema acaba de ser discutida na Liga Europeia contra o Reumatismo. “Quando não controlada, a inflamação pode afetar as artérias, aumentando o risco de doença cardiovascular”, conta Evelyn.

Além dos anti-inflamatórios, dos corticoides e dos imunossupressores, os médicos têm observado excelentes resultados com as drogas biológicas influxumabe e etarnecept, que impedem a ação nociva do TNF-alfa nas articulações.

Tireoidite de hashimoto
Aqui o alvo é a tireoide, glândula responsável por produzir hormônios fundamentais para o bom funcionamento do organismo. “No caso, os linfócitos produzem anticorpos contra as células tireoidianas e as destroem aos poucos”, explica o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo. “A vítima, então, começa a enfrentar ressecamento da pele e dos cabelos, depressão, fadiga, ganho de peso, constipação intestinal e, no caso das mulheres, alterações do ciclo menstrual”, continua.

Hoje, o foco do tratamento não é conter a agressão à tireoide. “O principal é fazer a reposição do hormônio levotiroxina, que ela deixa de produzir naturalmente”, diz Pedrinola.

Diabete tipo 1
Ele ocorre quando os anticorpos se voltam contra as chamadas células beta do pâncreas, as responsáveis por fabricar insulina, aquele hormônio que converte açúcar em energia.

“Sede e urina excessivas, mal-estar geral, perda de peso e fadiga são algumas manifestações do problema”, lista Filippo Pedrinola. A única saída é a reposição de insulina sintética.

“No futuro, a esperança é o implante de células do pâncreas no fígado do paciente, método que ainda está em fase experimental”, antecipa.

Psoríase
As vítimas dessa doença são as proteínas das células da epiderme e da derme — duas camadas mais superficiais da pele. “A lesão se manifesta em forma de manchas vermelhas e descamativas, que normalmente acometem as áreas articulares, como joelho e cotovelo, e o couro cabeludo. Para amenizar o incômodo, o metrotexato, os corticoides tópicos e imunossupressores costumam ser bastante utilizados. Os bloqueadores de TNF-alfa também são uma opção interessante, já que essa substância inflamatória é característica da doença. “Curiosamente, ao contrário do lúpus, o sol costuma ser benéfico no quadro de psoríase”, afirma Maria Helena Kiss.

Doença celíaca
“Em vez de mirar em um tecido do corpo, aqui o sistema imunológico descontrolado reage contra a gliadina, uma proteína presente no trigo, no centeio e na cevada”, descreve Myrtes Barros. Ou seja, basta comer um pãozinho para que a intolerância dê as caras, levando a diarreia, vômito, mal-estar e, consequentemente, a anemia e lesão da mucosa intestinal. O jeito é eliminar os causadores da reação do cardápio e optar por derivados de milho e mandioca. Boa notícia: vacinas e medicamentos para controlar a sensibilidade no intestino estão sendo testados no exterior.


fonte: http://saude.abril.com.br/edicoes/0319/medicina/conteudo_524396.shtml?pag=2

Tire suas dúvidas sobre HPV - Papilomavírus Humano


O QUE É O HPV?

O papilomavírus humano não é apenas um vírus, mas uma família inteira deles – são aproximadamente 150 tipos. Algumas versões, que não necessariamente são transmitidas sexualmente, causam verrugas na palma das mãos e na planta dos pés. “Outras levam a uma lesão precursora de câncer na região genital”, diz o dermatologista Hélio Miot, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. E são esses últimos tipinhos, com predileção pelas partes baixas, os mais preocupantes. “Hoje o HPV é a principal doença viral transmitida pelo sexo. E ele está envolvido em praticamente todos os casos desse tumor”, afirma Luisa Lina Villa, diretora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo. Se isso parece não ter nada a ver com você, saiba que oito entre dez mulheres sexualmente ativas contraem pelo menos um tipo do papiloma ao longo da vida.


Além do útero
Os tipos mais perigosos, chamados de alto risco, podem estar relacionados, em menor freqüência,
a tumores de ânus, pênis, vulva, boca e até faringe


FORMAS DE CONTÁGIO

O contato sexual é a maneira mais comum de contágio. E bastante atenção: inclua aí preliminares e sexo oral. Basta o reles atrito com a mucosa infectada, da mão, da boca ou dos genitais, para o vírus fazer mais uma vítima. “Entre uma e três relações sexuais sem penetração é o suficiente para se contaminar”, alerta Luisa Lina Villa. Repetindo: sem penetração. Toalhas, roupas e superfícies como a tábua do vaso sanitário também favorecem a transmissão do vírus. Mas a contaminação por objetos, embora possível, é raríssima.


PREVENÇÃO

Algumas medidas são indispensáveis para fugir da cilada do HPV: evitar ter vários parceiros e usar camisinha. Ela só não garante 100% de proteção porque não cobre toda a superfície de contágio.
Mas, para os especialistas, de longe a arma mais eficiente contra o HPV é a vacinação, hoje recomendada para uma faixa mais ampla de idade, que vai de meninas de 9 a mulheres de 45 anos . São três doses – cada uma custa em torno de 400 reais – e o ideal seria que elas fossem tomadas antes mesmo da iniciação sexual, quando ainda não houve contato com o vírus. A eficácia da vacina é alta: 95% de sucesso no combate aos principais causadores de câncer e, no caso da quadrivalente, proteção também contra os que mais provocam verruga genital. “Estudos já mostram os benefícios da vacinação em pessoas com mais de 26 anos e até em homens”, revela Thomas Broker, presidente da Sociedade Internacional de Papilomavírus. Ou seja, é muito provável que, em breve, ela também seja aplicada nesses públicos.


Exames que podem ser feitos para detectar o HPV

Tomar a vacina não exclui a necessidade de manter-se fiel aos procedimentos rotineiros de prevenção e detecção do vírus. Veja quais são eles:


Papanicolau
Com uma espátula, o médico colhe material do colo do útero e coloca em uma lâmina. Aí, é feita uma análise em microscópio. Não dá para identificar o vírus, mas é possível verificar se há alterações nas células.


Colposcopia
O colposcópio é um aparelho capaz de ampliar 20 vezes a imagem da vagina, da vulva, do colo do útero e do ânus. Para flagrar lesões, um líquido reagente é pincelado na mucosa. No caso dos homens, o exame correspondente é a peniscopia.


Biópsia
Quando os métodos anteriores acusam alguma alteração, retira-se uma pequena amostra do tecido suspeito. Mais uma vez, ela será analisada em microscópio.


Captura híbrida
O material do colo do útero é coletado com o auxílio de uma pequena escova, que, depois, é mergulhada em um líquido desenvolvido para conservar as células. Essa técnica acusa a presença do HPV mesmo se não houver sintomas e determina se o micro-organismo é de alto ou de baixo risco.


Novas técnicas
Já estão disponíveis procedimentos que denunciam os subtipos do HPV por meio da análise do seu DNA, apesar de poucos laboratórios oferecerem o serviço. A grande novidade no que diz respeito ao diagnóstico, no entanto, é um teste desenvolvido pelo cientista norueguês Frank Karlsen, especialista em biologia molecular e virologia. Ele consegue mostrar, entre as mulheres infectadas por vírus de alto risco, quais estão mais sujeitas ao desenvolvimento do câncer de colo do útero. “É quase certo que elas terão câncer se o exame der positivo”, disse o médico a SAÚDE!.

Fonte: Nelson Gaburo Júnior, chefe do Laboratório de Biologia Molecular do Diagnósticos da América

TRATAMENTO

Entre as opções de tratamento estão laser, substâncias químicas, bisturi elétrico, cremes e pomadas cicatrizantes. E quem já cuidou de uma lesão por HPV sabe que é preciso paciência para dar fim ao problema. As verrugas, por exemplo, são tremendamente persistentes. Agora, se você acabou de descobrir que está entre as vítimas do vírus não deve se desespere. “Hoje existe o domínio total sobre o diagnóstico e o tratamento do HPV”, garante o ginecologista Rogério Ramires, do Femme Laboratório da Mulher, em São Paulo. Segundo o médico, tão importante quanto tratar a lesão é avaliar aspectos emocionais e imunológicos da paciente. Quer dizer: estresse, má alimentação e poucas horas de sono são grandes empecilhos para quem está em tratamento. O cigarro, não custa lembrar, deixa as defesas do corpo mais fracas, permitindo que o vírus fique firme e forte no organismo por mais tempo.

HPV nos Homens

Apesar de causar maior estrago nas mulheres, essa família de vírus desaforados não tem preferência sexual. “Nos homens, a contaminação por HPV também é frequente”, conta a epidemiologista Maria do Carmo Costa, do Instituto Nacional do Câncer. Só que, para eles, a higiene é um tanto mais fácil — sem falar que qualquer ferida, por uma questão anatômica, logo salta aos olhos e pode ser tratada depressa.
Entre casais
Como o HPV sabe ser discreto – pode permanecer incubado por um ano e às vezes por período indeterminado –, quando ele aproveita uma brecha do sistema imune para se manifestar fica difícil identificar a ocasião em que foi contraído. Daí, apontar o dedo para o parceiro é a primeira reação. “Já vi casais de separarem por isso”, diz a ginecologista Helena Junqueira, do Hospital Santa Joana, em São Paulo.
Segundo Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, é essencial que exista um diálogo sincero, sem essa de um culpar o outro. “O importante é que ambos façam o tratamento adequado e ponto”, enfatiza.

TIRANDO DÚVIDAS

Qual é a diferença entre HPV e herpes genital?
“Papilomavírus humano (HPV) e herpes (HSV) são vírus diferentes, responsáveis por doenças diferentes, sem relação entre eles, a não ser pelo fato de serem vírus”, afirma Sérgio Mancini Nicolau, ginecologista da Universidade Federal de São Paulo.


Posso transmitir o vírus mesmo sem lesões visíveis a olho nu?
Sim. Pode transmitir e pode pegar de outra pessoa nessa situação. Mesmo latente, ou seja, sem manifestação visível, o HPV tem poder de contaminar.


Alguns tipos de HPV provocam coceira e corrimento?
A infecção por HPV costuma ser assintomática. Os sintomas citados são inespecíficos e podem estar relacionados a outros agentes causais, especialmente os corrimentos, que costumam ter outra origem.


Contraceptivo oral é fator de risco para o câncer do colo do útero?
O contraceptivo hormonal, assim como o fumo, pode ser considerado um co-fator, que, associado ao papilomavírus humano, pode aumentar o risco de desenvolver o câncer do colo do útero.

Grávidas podem tomar a vacina?
Por enquanto, não. Ela até pode ser liberada para gestantes em breve. “Mas, como ainda não foram concluídos estudos sobre sua segurança em casos assim, ela é temporariamente contraindicada”, explica Gabriel Oselka, diretor da Clínica Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitária e em Imunizações (Cedipi).


E quem já passou da idade indicada para a vacinação, pode tomar?
Pode. Aliás, vale notar que a vacina, antes recomendada apenas para jovens de até 26 anos, agora já é indicada para mulheres até 45 anos -- o que faz tremendo sentido, já que costumam ser sexualmente ativas e, portanto, correm risco. O que pode acontecer com o passar do tempo é o seguinte: a mulher, talvez, já tenha contraído um dos tipos do vírus que a vacina contempla. Daí, claro, mesmo que tome a vacina contra quatro tipos de HPV, a famosa quadrivalente, a proteção não será total. Ainda assim, se não foi infectada por todos, valerá muito a pena.


Por quanto tempo o imunizante garante proteção?
Por cerca de 8 anos e meio, mas esse prazo ainda não é definitivo. A vacina é recente e não deu tempo para estabelecer a validade, que pode ser maior.

FONTE: http://saude.abril.com.br/especiais/hpv/o-que-e.shtml

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

ALTERAÇÕES PSICO-MOTORAS

DISTÚRBIOS DA CONSCIÊNCIA E DO COMPORTAMENTO
• Consciência – lucidez e orientação no tempo e no espaço.
• Comportamento – conduta de acordo com o padrão da sociedade local.
• Síncope - inconsciência até 3’ ??
- é a perda da consciência completa e breve, levando a um estado de morte aparente, porém com a característica da retomada de consciência espontânea.
• Coma – inconsciência por mais de 3’ ??
- geralmente as vítimas apresentam apenas as funções vegetativas, mas que podem ainda assim estarem reduzidas.

No atendimento de emergência, a classificação da inconsciência como síncope ou coma não é prioridade. O socorrista atende da mesma forma, ou seja, os procedimentos são referentes a uma pessoa inconsciente!


CAUSAS DE ALTERAÇÕES DA CONSCIÊNCIA
. Hipoglicemia . Diminuição do % de glicose circulante (ocorre em qualquer pessoa)
- a administração de açucar por via oral e o procedimento clássico, contanto que a vítima esteja consciente. Nos casos de inconsciência, o açucar poderá ser posto na mucosa sublingual, sem haver deglutição.

. Hiperglicemia . O aumento do %de glicose circulante (ocorre somente em diabeticos)
- a conduta e a administracao de insulina. Nos casos de inconsciência onde não temos diagnóstico de hipo ou hiperglicemia, e colocado açucar sublingual. Se a víitima reagir satisfatoriamente, temos a confirmação de hipoglicemia. Em caso contrário, confirmamos hiperglicemia. Portanto, se houver dúvida quanto ao diagnóstico, no caso de diabéticos e inconscientes, a administracao de açúcar sublingual e o procedimento indicado.

. Convulsão . na crise convulsiva pode ocorrer diminuicao de aporte sanguineo cerebral com todos os resultados ja conhecidos.

ATENÇÃO
Na convulsão, a vítima não enrola nem engole a língua e a saliva não é contagiosa. A crise convulsiva é dividida em duas fases distintas:

1 - Fase tônico-clônica - duração de 40” a 1’, onde a principal preocupação é evitarmos outras lesões, principalmente T.C.E., realizando a contenção da cabeça e assim evitando choques com o solo.

2 - Fase de relaxamento - não tem duração pré-determinada. É onde a vítima corre risco, pois estando geralmente em decúbito dorsal, sofre a ação da gravidade, ocasionando queda da língua e provocando asfixia. Tomamos
cuidados com a permeabilidade das vias aéreas, e a colocamos lateralizada, para escoamento das secreções da boca.

Posição de recuperação (deitado em decúbito lateral do lado esquerdo)
Observações
1 – Essa posição é adotada nas emergências clínicas, principalmente nas pessoas inconscientes. Devem ser posicionadas preferencialmente para o lado esquerdo. É a posição ideal para os casos de pessoas que não recuperaram a consciência na fase de relaxamento da convulsão.

2 – Três motivos pelos quais o lado esquerdo é preferencial na Posição de recuperação.
- Curvatura da Aorta (Facilita o escoamento sanguíneo pelo aórtico)
- Fundo do estômago (Mantém o conteúdo gástrico no fundo do estômago)
- Veia cava inferior (Evita compressão da veia cava inferior)


fonte: http://www.cdof.com.br/socorros1.htm

LESÕES TRAUMÁTICAS



CLASSIFICAÇÃO: FERIMENTOS / ENTORSES / LUXAÇÕES / FRATURAS

1 -FERIMENTOS
PERFURANTES
- mecanismo de ação: ocorre por pressão.
- características: geralmente apresenta orifício pequeno, o que dificulta a antisepsia e a avaliação da extensão da lesão.
Agentes causadores: a grande maioria é de objetos pontiagudos como pregos, tachinhas, furadores de gelo, etc, que podem ser encontrados fixados no local da lesão, porém, não obrigatoriamente necessitam possuir pontas. No
entanto não podem apresentar lâminas.

CORTANTE
- mecanismo de ação: ocorre por deslizamento.
- características: apresenta bordos regulares, o que em princípio facilita a cicatrização e a sutura. Podem possuir profundidade e extensão variáveis.
- agentes causadores: qualquer objeto que apresente lâmina, como faca, navalha, caco de vidro, etc...

CONTUSÃO
podem apresentar-se como: “hematomas” / “equimoses” ou escoriações”
- mecanismo de ação: ocorrem por trauma.
- características: nos casos dos “hematomas” e das “equimoses”, são os ferimentos que não rompem a integridade da pele. Quando ocorre a ruptura da pele são chamadas de “escoriações”. Os hematomas e as equimoses são identificados por manchas arroxeadas, sendo que as “equimoses” são mais difusas e os “hematomas” mais

Considera-se que todas as manchas azuladas e / ou arroxeadas no corpo são denominadas equimoses, mas onde puder haver coleta de sangue, será classificado como “hematoma”.
As “escoriações” são superficiais, sangram pouco, porém apresentam-se extremamente dolorosas.

ENTORSES
perda momentânea de contato das superfícies articulares – podem apresentar 3 graus. Ocorrem apenas em articulações.
Os graus de classificação das entorses são referentes à extensão da ruptura dos ligamentos, sendo conferido o 1º grau para nível microscópico, 2º grau para nível parcial e 3º grau para ruptura total.

LUXAÇÕES
perda definitiva de contato das superfícies articulares. Ocorrem apenas em articulações.

FRATURAS - SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE ÓSSEA -

· FECHADAS - OCORRE APENAS A LESÃO ÓSSEA, SEM ROMPIMENTO DA INTEGRIDADE DA PELE.
- Procedimentos nas fraturas fechadas: evitar movimentação / checar pulsos distais (só em membros) / estabilizar / imobilizar.

· ABERTAS (COM OU SEM EXPOSIÇÃO ÓSSEA) - NESSES CASOS, ALÉM DA LESÃO ÓSSEA, OCORRE TAMBÉM A RUPTURA DA PELE, PORÉM A ESPÍCULA ÓSSEA PODE ESTAR EXTERIORIZADA OU SIMPLESMENTE TER CAUSADO A ABERTURA NA PELE E RETORNADO PARA O INTERIOR.
- Sempre que ocorrer uma fratura aberta, seja com exposição ou não, a prioridade será a hemostasia.
- Procedimentos nas fraturas abertas sem exposição: evitar movimentação / hemostasia / checar pulsos distais (só em membros) / cobrir o ferimento / estabilizar / imobilizar.

- Procedimentos nas fraturas abertas com exposição: evitar movimentação / hemostasia / checar pulsos distais (só em membros) / cobrir o osso exposto / estabilizar / imobilizar.

Pulsos distais nos membros superiores: gradial e ulnar
Pulsos distais nos membros inferiores: pedioso e tibial posterior

Cuidados básicos com os ferimentos abertos
¨ antes de qualquer atitude, proteja-se. Se a ferida apresenta sangramento, pare a hemorragia
¨ agora, lave o ferimento com agua e sabao neutro ou preferencialmente, soro fisológico
¨ cubra a ferida com gaze esterilizada.
¨ não use pomadas, nem qualquer outro produto que possa causar reação alérgica

APLICAÇÃO DE GELO
Em todos os casos de lesÃo aberta, a antitetÂnica é obrigatório! Uso do gelo. Nas lesões fechadas o gelo não pode ser usado diretamente sobre a pele, nem em ferimentos abertos, mucosas, globo ocular e genitália.
Deve ser aplicado no local da lesao fechada, envolvido em saco plastico, por 20', com intervalos de 20' tambem, sendo repetida a aplicação por três vezes.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

ASPECTOS LEGAIS DO SOCORRISMO


OMISSÃO DE SOCORRO (ART. 135º DO CÓDIGO PENAL.)
Todo cidadão é obrigado a prestar auxílio a quem esteja necessitando, tendo
três formas para fazê-lo:
atender, auxiliar quem esteja atendendo ou solicitar auxílio.
Exceções da lei (em relação a atender e/ou auxiliar): menores de 16 anos, maiores de 65, gestantes a partir do terceiro mês, deficientes visuais, mentais e físicos (incapacitados).
Telefones de emergência:
CB: 193
SAMU: 192
PM: 190
“ A principal causa-morte pré-hospitalar é a falta de atendimento. A segunda é o socorro inadequado.”


ETAPAS BÁSICAS DO SOCORRISMO
Toda vez que um socorrista realizar um atendimento, ele levará em consideração dois fatores iniciais:
1 - Está consciente ou não? Vítima consciente já demonstra estar viva.
2 – É evento clínico ou traumático? Em princípio, os eventos clínicos nos permitem maior liberdade de manipulação das vítimas.

Análise da cena
• cuidados com a segurança do profissional (prioridade)
• observação
• sinalização

Análise da cena - Abordagem da vítima
• verificação da responsividade – pode ser realizada a distância. Procuramos
perceber as manifestações da vítima.
• checagem dos sinais vitais – só pode ser realizada em contato com a vítima.

Abordagem da vítima
Se for na maca, colocamos ambas as mãos nos ombros do vítima e falamos com ele. Se for no chão, apoiamos um joelho e colocamos ambas as mãos nos ombros da vítima.
Sinais - são os indicativos que obtemos sem auxílio da vítima.
Sintomas - são os indicativos que obtemos com auxílio da vítima.

fonte: http://www.cdof.com.br/socorros1.htm

TÉCNICAS DE TRANSPORTES


Transporte so passa a ser prioridade quando:
1 . não há mais nada a fazer no local.
2 . quando dele depender a vida da vítima.
3 . quando o local oferecer risco a vítima ou ao socorrista.
. Metodos de transporte poderão ser com: 1, 2, 3 ou mais executantes . Não há técnicas de transporte com mais de 3 pessoas, pois o que ocorrerá será aumento de colaboradores, mas o método continuará sendo o mesmo.
Porém, no ambiente hospitalar, raramente fazemos transporte e sim remoções entre leitos, salas ou setores, e mesmo assim, em cadeiras de rodas ou macas.
. A escolha do método de transporte dependerá:
1 . da gravidade da lesão.
2 . do nº de pessoas disponíveis.
3 . do local do evento
. Antes de iniciarmos o transporte, temos que verificar: peso, posição e lesões da vítima / percurso / local onde se encontra / ajuda disponível.
Essas observações acima são particularmente verdadeiras nas ocorrências pré-hospitalares.
. Toda vítima que apresentar lesão de coluna tem que ser transportado em decúbito dorsal, sobre superficie plana e rígida (prancha), ou em último caso, em bandeja de braços . Não é admissível pensarmos em transportar
pessoas com TRM utilizando material que permita flexibilidade, desestabilizando a coluna.
fonte: http://www.cdof.com.br/socorros1.htm

Matéria "Incentivando a redução de sinistros"


Revista Proteção
Conselho Nacional da Previdência aprova metodologia de flexibilização das alíquotas para pagamento de Seguro Acidente do Trabalho
O CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social) aprovou uma nova metodologia de cálculo que vai permitir a flexibilização das alíquotas pagas pelas empresas a título do SAT (Seguro Acidente do Trabalho).
A aprovação veio com a Resolução 1236, de 28 de abril último, que traz os critérios que serão levados em consideração para aferir a realidade de cada empresa. Ou seja, atualmente, as empresas pagam alíquotas de 1%, 2% ou 3% sobre a folha de pagamento, de acordo com o grau de risco, e com o ramo de atividade econômica. Mas neste processo, elas serão avaliadas individualmente na comparação com outras da mesma atividade econômica.
Um dos destaques desta metodologia aprovada é que ela tomará como base a CID (Classificação Internacional de Doenças) e não as CATs (Comunicações de Acidente). "Isto porque é notoriamente sabido que a CAT não reflete a realidade da empresa, pois ela é sub-notificada, sobretudo, em relação às doenças profissionais. Já com a CID, nós pegamos todos os benefícios por incapacidade, auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, independentemente se foi caracterizado como do trabalho ou não.
Além das pensões por morte decorrentes dos acidentes de trabalho, pois quando há óbito, o dado é confiável", explica o diretor do RGPS (Regime Geral de Previdência Social), Geraldo Arruda. Mas este processo vai ser implantado por etapas, segundo Geraldo.
Após a aprovação desta metodologia, a etapa seguinte é a Revisão do Anexo-5 do Decreto 3048/99 do Regulamento da Previdência Social que caracteriza as atividades econômicas em função dos riscos leve, médio, ou grave. "Vamos fazer um reenquadramento porque o atual foi feito sem uma base cientifica. E é exatamente com a CID que vamos realizá-lo. Ou seja, com ela, os diferentes segmentos serão analisados e readequados conforme a prevalência, a incidência dos benefícios por incapacidade", revela Geraldo.
Na seqüência, será feita uma avaliação individual por empresas dentro do seu segmento econômico. Para isto, será adotado o FAP (Fator Acidentário Previdenciário) que multiplica ou divide a alíquota da empresa, em função do código da atividade econômica em que ela se encontra. Tal fator flutuará em um intervalo de 0,5 a 2, levando em consideração os coeficientes de gravidade, freqüência e custo dos acidentes. O que significa que uma empresa que estiver em determinado código terá um agravamento de 100%, ou redução de 50% em relação à alíquota do segmento. "Por exemplo, se a construção civil estiver no risco 3, eu vou pegar todas as empresas de construção civil e vou comparar uma com a outra, atribuindo àquela que tiver o pior índice, um agravamento, e a que apresentar o melhor índice, um beneficio. Neste caso, é feita uma avaliação individual das empresas deste ramo, onde cada uma terá uma alíquota diferenciada, conforme a sua realidade, mas que em função do risco 3, vai variar entre os índices de 1,5 a 6 para todo o segmento", explica. Segundo Geraldo, com este processo, é a primeira vez que se terá no Brasil uma nova atribuição não só para a categoria econômica, como uma atribuição por empresa. "O que dá um controle mais justo, pois vamos majorar as alíquotas das empresas exatamente em função de quem adoece mais ou menos", avalia.
ACOMPANHAMENTO
Para o representante da CNI no Grupo de Trabalho de Flexibilização das Alíquotas do SAT, Mauro Daffre, o método é bom, a princípio, porque defende o conceito de que empresas que acidentam mais pagam mais, e empresas que acidentam menos pagam menos. "Entretanto, só depois do Decreto, é que saberemos o que aconteceu com estes reenquadramentos. Mas a indústria foi bastante firme em dizer que quer acompanhar este processo. Por isto, me parece que sem estas próximas etapas, qualquer análise profunda sobre o assunto é prematura", analisa.
Mas Daffre ressalta ser fundamental que todas as indústrias, de todos os setores fiquem atentas com esta dança de atividades que virá com o Decreto, "porque o compromisso que firmamos no CNPS é que se mantenha um canal de comunicação para aperfeiçoamento, se for o caso".
Outra questão que merece atenção, segundo Daffre é que esta nova metodologia não se torne uma jogada exclusiva de aumento de arrecadação. "Mas que traga o princípio maior que defendemos que é a prevenção de acidentes", explica.
Geraldo diz que é esta linha que segue a metodologia. "É um beneficio econômico tributário que a previdência está dando no sentido de melhorar os ambientes, proteger o trabalhador e beneficiar empresas que realmente se preocupam com a prevenção", reflete. Segundo Geraldo, deverá ser feito ainda uma adequação de todos os sistemas informatizados para a realização deste processo automaticamente, livrando as empresas de burocracias.
A implantação de todas estas etapas segundo ele, deve ocorrer até o final deste ano, ou no mais tardar, até o inicio de 2005. "Mas daremos um prazo não só para o INSS adequar os seus sistemas, como para as empresas prepararem-se para esta nova realidade", avisa. A publicação do Decreto ocorre em final de junho ou inicio deste mês.

Vantagens do telefone único de emergências


Em 11 de fevereiro foi comemorado o Dia Europeu do 112. O número único para emergências na Europa é semelhante ao sistema 911 americano, onde uma central concentra os atendimentos das chamadas que necessitam da atuação dos serviços como a polícia, bombeiros e profissionais de saúde. Obrigatório a partir de 1991, o número está sendo implantado em todos os cantos do continente. Na Catalunha, comunidade autônoma da Espanha, o sistema foi implantado pelo médico Agustí Ruiz Caballero, que para isto estudou o funcionamento do sistema em outros países europeus que já o adotaram, levantando os pontos fortes e também os que ainda precisam ser adequados. Entre os pontos importantes observados, segundo Agustí, está a agilidade dos atendimentos que o sistema proporciona, ao mesmo tempo em que revela que é preciso melhorar a gestão das emergências. Sobre esta implantação na Catalunha e uma visão geral do 112 na Europa, o médico conversou com Emergência durante o Congresso Panamericano de Trauma, em Campinas/SP, realizado pela SBAIT.
Como foi a implantação do 112 na Catalunha? Funciona a integração dos órgãos de Emergência?Os sistemas não estão integrados. O que está sendo integrado é o telefone único para emergências. O sistema majoritário na Catalunha seria o que corresponde ao Samu no Brasil, mas os bombeiros também têm seu próprio serviço de emergência, apesar de pequeno. Esta é uma influência do sistema francês, onde predominam os bombeiros no APH. Agora, integramos tudo num telefone único de emergências que já existe em toda a Espanha e na Europa, o 112. Esta é a grande diferença, pois podemos discutir sobre modelos diferentes, serviços públicos ou privados, mas não podemos permitir que uma emergência não seja coordenada corretamente. O Estado tem que dar resposta ao cidadão. Para isto, é preciso uma estrutura mínima de coordenação de emergências. Por ter preparado o projeto e instaurado o 112 na Catalunha, tenho viajado muito para ver as experiências de outros países e conhecido muitos modelos públicos e privados, mas não posso dizer qual é o que funciona melhor. Posso citar um caso concreto como o de Munique, por exemplo. O 112 de Munique coordena 17 empresas privadas de ambulâncias diferentes, que têm seus próprios segurados, mas quem manda nas ambulâncias é o 112. Se o doente não tem dinheiro ou não é segurado, não tem importância, alguém paga depois. Há convênio entre todas as ambulâncias. Mas quem coordena, define e manda é o 112. Este é um serviço que usa os recursos privados em situação de emergência. Portanto, está claro que a tendência dos países mais desenvolvidos é otimizar os recursos, pois não tem sentido duplicar esforços, nem ter telefones de emergência diferentes exatamente com a mesma função. Ter um número para os bombeiros e um número para o Samu é absurdo.

Quando o 112 foi instituído na Catalunha?
O 112 foi acordado pela Comunidade Européia em 1991. Em 1997, a Espanha fez um Decreto onde obrigava a implantação pelos estados. Então, todas as comunidades autônomas da Espanha, equivalentes no Brasil aos estados, hoje têm o 112 implantado.

Como era a situação dos atendimentos antes do 112?
Era um caos. Ocorria uma emergência e não chegava ninguém. Depois chegavam todos ao mesmo tempo. Portanto, era um absurdo. Uma má utilização dos recursos públicos e privados. Desde 1997, todas as comunidades autônomas têm que ter o 112, mas a princípio, podiam conviver com os telefones antigos. Por um tempo os telefones conviviam, mas agora há comunidades onde só há o 112. E eu fui o protagonista disso. Na implantação do 112, o primeiro número que morreu foi o dos bombeiros, 085. O que eu fiz? Mudei todos os caminhões de bombeiros para 112. Assim como toda a comunicação e propaganda externa dos bombeiros ficou 112. Mas não podíamos acabar com o 085, porque muita gente conhecia este número. Portanto, um convivia com o outro. Este foi o caminho até chegar num momento em que os telefonemas para o 085 eram mínimos. Estatisticamente não tinha sentido permanecer com ele e acabamos cortando. Mas isto está sendo feito em todas as comunidades autônomas da Espanha.

Quais as maiores vantagens do 112?
Agora você pode ir a qualquer país da Europa e telefonar para o 112 que tem resposta direta. Se eu, como europeu, vou para os Estados Unidos e não lembro o telefone de emergência de lá, eu marco o 112 no meu aparelho que cairá na central 911. Mas, temos dois modelos diferentes de gestão das emergências. Um que mantém um call center que recebe as chamadas, classifica-as e encaminha a outros centros de coordenação que gestionam seus recursos. O outro que, ao receber as chamadas, já gestiona os recursos. Estes dois modelos convivem na Europa. Eu sou um claro defensor da gestão integrada de emergência. Eu acho que a emergência tem que ser regionalizada, mas todos os corpos operativos daquela região específica da chamada têm que estar juntos na mesma sala, com o mesmo sistema de informática e os mesmos procedimentos. Então, não é só a integração do número, mas dos corpos operativos envolvidos na coordenação da emergência também é muito importante. Estamos, por exemplo, conectando a central de emergências de bombeiros e de atendimento médico para ficarem juntas, fisicamente falando. Em Madri, estão mais avançados do que nós. Lá o 112 já tem em suas salas, a polícia, bombeiros e atendimento médico juntos. Em outras regiões também. Esta mudança representou uma melhora radical na eficácia e eficiência dos atendimentos de emergência.
Qual o maior problema de uma central de emergências unificada?
É muito cara, por isto, às vezes, os governos ficam aflitos e vetam esta integração. Se fossem empresas privadas, o cálculo seria muito fácil. São feitos investimentos em comunicações e equipamentos, e se amortizam estes investimentos em quatro ou cinco anos. Uma central de emergência é um equipamento que se amortiza em um ano. Só a redução dos tempos perdidos no atendimento das emergências é impressionante. O custo das chamadas telefônicas entre as corporações para tentar se coordenar é brutal. Ninguém enxerga isto. Ninguém calcula quanto se gasta para os bombeiros chamarem o Samu ou o Samu chamar os bombeiros. Além disto, muitas vidas são perdidas por falta de coordenação.
Quais estão sendo as principais resistências para este projeto?
Resistências basicamente corporativas e de interesses econômicos. Existe uma frase padrão dos defensores dos telefones de emergência independentes. Uma delas é que não se pode ter um telefone que sirva para todos, porque o tipo de assistência que se dá a um atendimento médico é diferente ao que pode dar um bombeiro num caso de incêndio. Mentira. Há uma máxima das centrais de emergência que diz: quem chama, de onde chama e o que acontece. São estas as três perguntas e, a partir destas informações, tudo é feito por cooperação. Além disto, é preciso ter uma pessoa com formação prévia mínima nos três âmbitos da emergência: segurança, atendimento médico e bombeiros. Isto é mais que suficiente.
Diferentes órgãos de Emergência usam o mesmo software nas centrais?
Falo de informação unificada e o software tem que ser unificado. Isto não quer dizer que o desenvolvimento do software tenha que ser igual. Mas existe um único software base e dele se pode fazer módulos específicos, dependendo do tipo de serviço. Por exemplo, módulo de bombeiros, módulo atendimento médico, módulo policial, mas os dados do atendido são os mesmos. E isto está funcionando agora em Madri e Barcelona.
A Catalunha desenvolve os próprios softwares?
DDeixamos de desenvolver softwares próprios. Há softwares no mercado muito bons para emer¬gência. Os softwares novos estão concentrados, a maior parte, na Europa, pois foi quem cresceu mais neste âmbito. Temos softwares que permitem coisas impensáveis. Por exemplo, neste momento, estamos com o software que permite a localização de telefonemas de celular. Quando a pessoa telefona para o 112, aparece o nome dela, o endereço e um mapa apontando o lugar onde está o sinal do telefone. É integração da telefonia no aplicativo informático. E podemos integrar neste sistema todas as tecnologias como rádio, fax, internet, entre outros. Então, um alto diretor de emergência pode ter acesso à informação da central de emergênias em tempo real. E o que significa isto? Ganhar tempo. E esta é a perspectiva de vida do paciente.
Existem outras tecnologias usadas pelos serviços de emergência da Catalunha?
Agora, estamos trabalhando para integrar o histórico clínico dos pacientes dentro dos aplicativos de informática. Isto vai servir para os centros de saúde, para os hospitais, por exemplo, saberem mais sobre um doente. Também temos um projeto para o acesso dos surdos-mudos aos serviços de emergência através do MSN e outros sistemas. A outra tecnologia que está sendo implantada também é a inserção de um sensor de temperatura, de impacto e energia cinética dentro dos carros que alerta o serviço de emergência, priorizando um carro que se envolve num acidente grave. Não pararia de citar as tecnologias, pois são muitas.
Como é a questão dos trotes na Catalunha e quais são as punições?
É muito grave. 95% das chamadas do serviço de emergência são de trotes ou erros. Estamos discutindo na Espanha uma mudança na legislação, pois há países que são mais restritivos e punitivos nisto. Por exemplo, em Porto Rico são seis meses de prisão por uma ligação destas, pois é considerado um delito grave. Já na Espanha é uma falta administrativa, o que nada significa. Então, estamos mudando isto.
O SAMU na Catalunha é inspirado no modelo francês? Como funciona?
O modelo de resposta médica na emergência está muito ligado a questões econômicas e a quantidade de médicos disponíveis. Num país onde há muitos médicos ou onde o trabalho dos médicos não é muito valorizado há conflito por que querem ocupar a emergência médica. Num país onde os médicos são mais valorizados, como Estados Unidos, não há médicos no pré-hospitalar, porque o estado não pode pagar para que eles atuem na rua nem os mesmos querem iso. Portanto, há uma questão econômica e uma de mercado de trabalho, que condicionam. Na Espanha, anteriormente, se optou pelo modelo francês do Samu de inserir os médicos em todos os serviços, pois na oportunidade não havia trabalho para todos os médicos. Havia médicos demais. Agora, estamos com crise de médicos. Ninguém reivindica mais todo trabalho para os médicos. Hoje os profissionais mais importantes na emergência médica são os enfermeiros e os técnicos de Emergência. Esta é a realidade. Há um modelo irreal que é o francês de “medicalização” da emergência. Agora, vivemos a “desmedicalização” da emergência. Todos gostariam de ter perto de sua casa uma ambulância com médico, com enfermeiro e com técnico de Emergência, mas isto é inviável economicamente. Então, o que acontece? Se existe uma boa central de coordenação de emergência, pode-se ter um modelo misto. Você mobiliza um primeiro recurso que está mais perto do acidente e, seja qual for, tem que ter pessoas formadas no âmbito médico também. Isto faz com que a informação que elas forneçam seja determinante para deslocar, ou não, outros profissionais ao local. Mas aqui há outro problema: Os enfermeiros têm capacidade legal para fazer intervenções? Sim e não. E mais um problema. Nós utilizamos as centrais de emergência para dar ordens médicas porque fica tudo gravado e é prova judicial. Eu, como médico da central, posso dar autorização ao enfermeiro a fazer um ato médico. Então isto é a realidade, estamos caminhando nesta linha.
Existe conflito entre os bombeiros e SAMU?
Esta é uma questão importante se temos que centralizar todos os serviços nos corpos de bombeiros ou devemos ter estruturas separadas. Eu sugiro que se observe o que fizeram os países mais desenvolvidos que por anos vivenciaram isto e hoje não querem mudar. Os países do Norte da Europa, todos, têm emergências médicas de volta para os bombeiros. Porque a prevenção aumenta, o trabalho dos bombeiros baixa e, se queremos otimizar recursos, habilitamos os bombeiros para determinadas técnicas para podermos ser mais eficientes, além de pouparmos dinheiro público e melhorarmos a emergência. É preciso apenas colocar médicos na estrutura dos bombeiros para garantir um sistema de atendimento de forma correta. O sistema Samu o que significa? É preciso contratar motoristas, veículos, prédios, telefones, equipamentos e sistemas de comunicação à parte. E isto poderia ser compartilhado tranquilamente. É uma questão de eficiência empresarial também. A verdade é que o tempo de trabalho efetivo real de um bombeiro num incidente é muito pequeno. O tumor maligno que há nos serviços de emergência é a inatividade. Este é um problema grave. Isto é terrível, porque as pessoas perdem a vontade de trabalhar. Num serviço de emergência saudável os profissionais devem ter muita atividade, portanto tem sentido compartilhar as atividades de APH e bombeiros, evitando o colapso. Esta guerra existe, mas vai acabar quando as questões econômica e laboral forem modificadas. Acredito que o futuro vai ser a unificação, transformando os bombeiros em profissionais de emergência.
Como foi sua experiência no terremoto da Turquia?
Uma coisa importante que eu notei quando existe uma expedição de colaboração em tarefas de resgate em um país: o altruísmo não supre a profissionalização. Ter muita vontade de ajudar, não quer dizer que se ajude mesmo. A Turquia estava cheia de pessoas voluntárias sem capacidade profissional, prática e física para ajudar, se convertendo num problema logístico grave. Os governos que estão no meio de uma catástrofe precisam de equipes profissionais muito especializadas autônomas e autossuficientes. Portanto, quando qualquer um chega num país para ajudar, tem que levar roupa, comida, água, levar tudo. Por quê? Porque tem que sobreviver sozinho lá. Por outro lado, eu comprovei, por exemplo, que a resposta do pessoal médico da Turquia foi impressionante. Todos os médicos que estavam inativos foram para o local do acidente. Mas qual o grande defeito ao mesmo tempo? O pessoal de resposta às emergências era do intra-hospitalar, sem experiência no pré-hospitalar. Outra mensagem: a profissionalização e formação específica do pessoal neste tipo de evento, principalmente através de simulados, é muito importante. Isto é a diferença de uma resposta qualificada e profissional a uma resposta muito bonita, mas nada eficaz.


Fonte: Revista Emergência, Edição 14 - 18/12/2009