Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Avaliação neurológica



Deve determinar-se o nível da lesão. Se o doente está consciente, fazer perguntas relevantes sobre a sensação, e pedir-lhe que faça pequenos movimentos para avaliar a função motora, nos membros superiores e inferiores.
Em seguida resumem-se os sinais chave para a determinação do nível da lesão:


Resposta motora

• Diafragma intacto C3, C4, C5
• Elevação dos ombros C4
• Bíceps ( flexão do cotovelo ) C5
• Extensão do punho C6
• Extenção do cotovelo C7
• Flexão do punho C7
• Abdução dos dedos C8
• Respiração profunda T1-T12
• Flexão da anca L2
• Extensão do joelho L3-L4
• Flexão dorsal do pé L5-S1
• Flexão plantar do pé S1-S2


Resposta senstiva

• Face anterior da coxa L2
• Face anterior do joelho L3
• Face antero-lateral do tornozelo L4
• Dorso do primeiro e segundo dedos L5
• Face lateral do pé S1
• Face posterior da perna S2
• Sensação peri-anal (períneo) S2-S5

Se não há função sensorial nem motora com uma lesão medular completa, as possibilidades de recuperação são mínimas.

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Traumatismo Vertebral


A incidência de lesão neurológica no politraumatizado é mais alta do que geralmente se pensa. As mais frequentes são as lesões dos nervos dos dedos, plexo axilar e medula.
A principal prioridade é fazer a avaliação primária segundo o esquema ABCDE:
• A - manutenção da patência das vias aéreas com atenção especial à coluna cervical.
• B - controle ou suporte respiratório.
• C- controle circulatório com monitorização da tensão arterial.
• D – observação do grau de disfunção do sistema nervoso (déficit neurológico e nível de consciência)
• E- exposição do doente para a identificação de lesões cutâneas ou dano nas extremidades.
A exploração do doente com trauma vertebral deve ser feita com o doente em posição neutra (i.e. sem flexão, rotação ou extensão) sem nenhum movimento da sua coluna. O doente deve:
• Ser movido em bloco como uma estrutura rígida (apresentado numa das sessões práticas.
• Imobilizado adequadamente (imobilização em alinhamento, colar cervical e sacos de areia de ambos os lados da cabeça para fixá-la).Isto será apresentado em sessão prática.
• Transportado em posição neutra.

Quando se suspeita de uma lesão vertebral (que pode estar associada a lesão medular),
deve-se procurar:
• Dor à palpação.
• Deformidades, assim como “ressalto” sobre a coluna.
• Edema

O quadro clínico indicativo de lesão cervical inclui:
• Dificuldade respiratória (respiração diafragmática – procurar a presença de respiração paradoxal)
• Paralisia flácida, com ausência de reflexos (verificar reflexo do esfínter anal).
• Hipotensão com bradicardia (sem hipovolémia).

Rx da coluna cervical (se possível): Para além da exploração radiológica inicial, todos os doentes com suspeita clínica de traumatismo cervical devem fazer Rx AP e lateral da coluna cervical, que deve incluir a articulação atlanto-axilar. Devem visulizar-se as sete vértebras cervicais em ambas projecções.


Atencão: Nunca se deve transportar um doente com suspeita de lesão cervical
na posição sentada ou em decúbito ventral. Assegure-se que o doente está
estabilizado antes da transferência.

Avaliação secundária do paciente


A avaliação secundária só é efectuada quando se estabiliza o ABC do doente.

Se ocorre qualquer deterioração durante esta fase então ela deve ser interrompida e
faz-se outra avaliação primária. Devem registar-se todos os procedimentos efectuados.

É realizado o exame com as pontas dos dedos:

Exame da cabeça

• anomalias do couro cabeludo e oculares
• ouvido externo e membrana timpânica
• lesões dos tecidos moles periorbitários

Exame do pescoço

• feridas penetrantes
• enfisema subcutâneo
• desvio da traqueia
• aparência das veias do pescoço


Exame neurológico

• avaliação da função cerebral usando a Escala de Coma de Glasgow
• atividade motora medular
• sensações e reflexos

Exame do tórax

• clavículas e todas as costelas
• murmúrio vesicular e sons cardíacos
• monitorização do ECG (se disponível)


Pélvis e membros

• fraturas
• pulsos periféricos
• cortes, escoriações e outras lesões menores

OBS: Nas vítimas com traumatismo craniano --> suspeitar de lesão da coluna
cervical até prova em contrário