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Um abraço e fiquem com Deus
Thais

sábado, 26 de setembro de 2009

Tratamento Pré-hospitalar do Traumatismo Abdominal


No trauma abdominal, a hemorragia constitui prioridade de tratamento, por ser cau-
sa de morte nas primeiras horas. Nenhum tratamento instituído na fase pré-hospitalar do atendimento vai conter a hemorragia de órgãos e estruturas abdominais. Em algumas vítimas, essa hemorragia é mais lenta e dá certa estabilidade inicial, mas, se não controlada, agrava as condições da vítima. Devemos nos preocupar em transportá-la o mais rapidamente possível ao hospital de referência, sem demora com medidas muitas vezes ineficazes, como acesso venoso e infusão de soro. O soro infundido na vítima sem prévio controle da hemorragia muitas vezes aumenta a perda de sangue. As medidas de acesso venoso e infusão de soro não devem retardar o encaminhamento da vítima, mas são úteis em casos de transporte a longa distância, que ultrapassem 10 minutos, e quando não retardem o atendimento definitivo.
Medidas a serem tomadas pelos socorristas para minimizar os danos do estado
de choque em decorrência do trauma abdominal:
● Desobstruir as vias aéreas permitindo boa ventilação.
● Ministrar oxigênio a 12 ou 15 litros por minuto.
● Elevar os membros inferiores (posição de choque).
● Aquecer a vítima evitando a hipotermia, que agrava o estado de choque.
● Controlar hemorragias externas de ferimentos ou imobilizar fraturas de
ossos longos, como fêmur e úmero, da maneira mais rápida possível, sem
retardar o transporte, para minimizar perdas adicionais de sangue.
● A calça antichoque, se disponível e com autorização do médico regulador e
supervisão do médico de intervencionista, pode, em algumas situações,
minimizar o estado de choque.

Em caso de evisceração (saída de vísceras por ferimentos abdominais), limpa
essas vísceras de detritos grosseiros com soro fisiológico e cobri-Ias com plástico esterili
zado próprio para esse fim ou com compressas úmidas a fim de isolá-las do meio ambien
te. Em hipótese alguma, tentar reintroduzir as vísceras no abdômen, porque o sangra
mento se agrava ou propicia o extravasamento de fezes.
Em casos de objetos que penetrem no abdômen, como pedaços de ferro, madeira
ou outros, nunca retirá-los. Corte-os, se necessário, e proteja-os para que não se movam
durante o transporte. Esses corpos estranhos só podem ser retirados em centro cirúrgico,
onde haja condições de controlar o sangramento.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Amigdalite


Conceito

Amigdalas: são massas de tecido esponjoso linfóide, localizadas posteriormente e bilateral a garganta, tem como função proteção, ajudando na prevenção de infecções, além de serem responsáveis pela produção de anticorpos.

Amigdalite
Processo inflamatório localizado na mucosa que reveste a orofaringe e as amigdalas palatinas.
Podem ser de origem bacteriana ou viral. Se bacteriana, geralmente é causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, sendo o tipo mais perigoso das infecções de garganta, ocasionando hipertermia e podem formar abcessos.

Contágio - O risco de contágio é elevado e geralmente por contato com os fluidos nasais ou da garganta de uma pessoa infectada. Assim, tanto a tosse como os espirros podem veicular partículas de secreções infectadas que são diretamente inaladas por quem estiver no seu trajeto.
Também os copos, talheres, e outros objetos que tiverem contato com as mucosas orais ou nasais dos doentes podem conter bactérias ou vírus.

Duração - O período de incubação, tempo que decorre entre o contágio e o aparecimento da doença é em média de sete dias nas amigdalites bacterianas por estreptococos.
Nos casos de amigdalites virusais esse período é muito variável, dependendo do tipo de vírus, e pode ir de horas até semanas.
O regresso das amígdalas e gânglios, ao seu aspecto e tamanho normal pode demorar semanas.


Sinais e Sintomas

-Dor de garganta que pode variar de leve a severa;
-Dor de ouvido;
-Dificuldade e dor para engolir;
-Calafrios e hipertermia;
-Cefaléia;
-Hálito alterado;
-Mudanças no paladar e olfato;
-Mialgia;
-Dor abdominal;
-Vômitos;
-Astenia;
-Aumento dos linfonodos cervicais;
-Abscesso amigdaliano ou retrofaringeo;
-Placas purulentas na garganta.

Complicações
Se não tratada, pode trazer complicações secundárias como febre reumática, surdez, problemas nos rins e coração. Pode levar a casos graves como septicemia e choque bacteriano.
Tratamento


Amigdalite viral
Sintomático
-Analgésicos
-Antitérmicos
-Hidratação
-Anestésicos antes da alimentação

Amigdalite bacteriana

1ª Opção
Penicilina benzatina < 25kg: 600.000U/ IM; dose única
>25 kg: 1200.000U/IM; dose única

Amoxicilina 40 a 50 mg/kg/dia, VO, 8/8 horas durante 10 dias
Penicilina V < 12 anos 400.000U/ dose, VO, 12/12 hrs, por 10 dias
> 12 anos 800.000U/dose, VO, 12/12 hrs, por 10 dias

Nos alérgicos á penicilina
Utilizado macrolídeos
Eritromicina 30 a 50 mg/kg/dia VO 6/6 ou 8/8 hrs por 10 dias

Azitromicina < 15 anos 10mg/kg/dia VO, dose única, por 5 dias
> 15 anos 500mg/dia, VO, dose única, por 5 dias


Claritromicina 15mg/kg/dia, VO 12/12 hrs por 10 dias


Indicações de Adenoamigdalectomia

-Obstrução respiratória alta importante, por aumento das adenóides ou das amigdalas com desconforto respiratório (apnéia do sono) acompanhada de hipoventilação pulmonar.
-Interferência na deglutição
-Suspeita de malignidade – aumento unilateral de amigdala

Cuidados de Enfermagem

Auxiliar na alimentação
Oferecer alimentos macios, como sopas, bebidas mornas, e chás
Realizar higiene da cavidade oral
Colocar anestésicos na cavidade oral antes da alimentação
Verificar sinais vitais, em especial a temperatura
Realizar medicação conforme prescrição médica

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

INFORMAÇÕES SOBRE O SAMU 192-SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA


O que é o SAMU?

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência.

Quando chamar o SAMU?

Nesses casos, deve-se chama o SAMU, através do telefone 192 (ligação gratuita):

* Na ocorrência de problemas cardio-respiratórios
* Em casos de Intoxicação exógena
* Em caso de queimaduras graves
* Na ocorrência de maus tratos
* Em trabalhos de parto onde haja risco de morte da mãe ou do feto
* Em casos de tentativas de suicídio
* Em crises hipertensivas
* Quando houver acidentes/trauma com vítimas
* Em casos de afogamentos
* Em casos de choque elétrico
* Em acidentes com produtos perigosos
* Na transferência inter-hospitalar de doentes com risco de morte

Comitê Gestor Nacional

O Comitê tem como missão analisar os indicadores do Samu/192 e fazer o mapeamento detalhado da urgência no Brasil. Os dados subsidiarão ações intersetoriais e permitirão correções necessárias que garantam a perfeita adequação da Política Nacional de Atenção às Urgências. Com o Comitê, o Brasil terá, pela primeira vez, um Plano de Atenção a Desastres, instrumento que definirá as ações estratégicas em saúde para casos de grandes catástrofes com múltiplas vítimas, como enchentes, deslizamentos de terra, acidentes com materiais químicos e até nucleares.
A atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) no Brasil é acompanhada pelo Comitê Gestor Nacional de Atenção às Urgências. Esse comitê assessora gestores e instituições diretamente envolvidas na estruturação e na organização da atenção às urgências no País. O órgão é formado por representantes dos ministérios da Saúde, da Defesa, dos Transportes, das Cidades e da Justiça, e de membros de entidades e órgãos ligados à saúde e à Segurança Pública, como a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Federal.

Informações Úteis

O sucesso do SAMU depende não apenas do esforço do governo federal, mas de toda a sociedade brasileira. Por isso, o serviço depende de uma gestão unificada com os governos Estaduais e Municipais e seus respectivos conselhos e secretarias de saúde.

MAIS INFORMAÇÕES ACESSE O SITE:
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=456

O que é UPA 24 Horas?


As Unidades de Pronto Atendimento - UPA 24h são estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e as portas de urgência hospitalares, onde em conjunto com estas compõe uma rede organizada de Atenção às Urgências. Objetivando alcançar a maior abrangência possível nos territórios, além das UPA's, uma outra unidade está sendo contemplada neste momento - a Sala de Estabilização - que poderá ser alocada em municípios e regiões com pequeno porte populacional.
UPA 24h Mais agilidade e eficiência na Saúde.
Na primeira etapa já foram investidos pelo Ministério da Saúde R$ 188.850.000,00 na construção imediata de 123 Unidades de Pronto Atendimento - UPA 24h em todo território nacional. Até o final de 2010 estão previstas mais 377 unidades, totalizando 500 novas Unidades de Pronto Atendimento - UPA 24h em todo país, além de centenas de Salas de Estabilização (SE), cujo levantamento em curso apontará as prioridades. Simultaneamente, estão sendo acolhidos os projetos para reforma e adaptação de área física, objetivando o aproveitamento das unidades preexistentes. As unidades (UPA e SE) cujos projetos forem aprovados pelo Ministério da Saúde, sejam novas ou preexistentes, farão jus também a receber 50% do custeio.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O que é Fratura Óssea?


Fratura:
É toda solução de continuidade súbita e violenta de um osso. A fratura pode ser fechada quando não houver rompimento da pele, ou aberta (fratura exposta) quando a pele sofre solução de continuidade no local da lesão óssea. As fraturas são mais comuns ao nível dos membros, podendo ser únicas ou múltiplas. Na primeira infância, é freqüente a fratura da clavícula. Como causas de fraturas citam-se, principalmente, as quedas e os atropelamentos. Localizações principais: fratura dos membros, as mais comuns, tornando-se mais graves e de delicado tratamento quanto mais próximas do tronco; fratura da bacia, em geral grave, acompanhando-se de choque e podendo acarretar lesões da bexiga e do reto, com hemorragia interna; fratura do crânio, das mais graves, por afetar o encéfalo, protegido por aquele; as lesões cerebrais seriam responsáveis pelo choque, paralisia dos membros, coma e morte do paciente. A fratura do crânio é uma ocorrência mais comum nas grandes cidades, devido aos acidentes automobilísticos, e apresenta maior índice de mortalidade em relação às demais. O primeiro socorro precisa vir através de aparelho respiratório, pois os pacientes podem sucumbir por asfixia. Deve-se lateralizar a cabeça, limpar-lhe a boca com o dedo protegido por um lenço e vigiar a respiração. Não se deve esquecer que o choque pode também ocorrer, merecendo os devidos cuidados; fratura da coluna: ocorre, em geral, nas quedas, atropelamentos e nos mergulhos em local raso, sendo tanto mais grave o prognóstico quanto mais alta a fratura; suspeita-se desta fratura, quando o paciente, depois de acidentado, apresenta-se com os membros inferiores paralisados e dormentes; as fraturas do pescoço são quase sempre fatais. Faz-se necessário um cuidado especial no sentido de não praticar manobras que possam agravar a lesão da medula; coloca-se o paciente estendido no solo em posição horizontal, com o ventre para cima; o choque também pode ocorrer numa fratura dessas. Obs: Jamais alinhe uma fratura.

DEA Desfibrilador Externo Automatico


-Desfibrilador Externo Automatico de Acesso Publico com onda bifasica retilenea de baixa energia para choque que reduz a exposição do miocardio aos altos picos de corrente;
-Permite ser configurado para sequencia de 3 choques com energias escalonaveis ou 3 choques fixos;
-Possuir interface grafica com o operador com sequencia indicada atraves de leds, mostrando todos os passos da ressuscitação;
-Utiliza comandos de voz em portugues para guiar o socorrista durante a sequencia de ressuscitação que pode incluir desfibrilação e/ou ressuscitação cardiopulmonar (RCP);
-Possui tela de cristal liquido para exibição de mensagens de texto, numeros de choques, tempo decorrido e profundidade da RCP. Pode ainda ser configurado para exibir ou não o traçado de ECG;
-Atraves dos eletrodos, monitora o ritmo cardiaco da vitima, analisa o ritmo e determina se o mesmo é tratavel ou não por choque. Quando necessario, a energia da desfibrilação tambem é fornecida atraves desses mesmos eletrodos;
-Permite o uso do eletrodo CPR-D Padz, que inclui um sensor que detecta a frequencia e a profundidade das compressões toracicas durante a RCP. Com este eletrodo o equipamento ira estimular o socorrista atraves de comandos de voz a realizar uma RCP eficaz com uma frequencia de 100 compressões por minuto (CPM) e uma profundidade de compreensão de 3,8 a 5,1cm para pacientes adultos, conforme preconizado pela AHA/ERC;
- A tampa da unidade funciona como um SPSVA (PASS): apoia o pescoço e os ombros da vitima em uma posição que auxilia a abertura das vias aereas;
-Possui memoria interna para armazenamento dos traçados de ECG pré e pós-choque, sequência de choques, etc;
-Permite a transferência dos dados armazenados na memória interna para um computador tipo PC através de porta IrDA (infravermelha). O software para PC em português que permite armazenar, visualizar e imprimir os eventos, pode ser baixado gratuitamente da Internet através do site http://www.zoll.com;
- Utiliza pilhas de lítio facilmente encontradas no mercado, de forma a não depender do fornecedor do equipamento para reposição das pilhas, agilizando com que o equipamento seja recolocado em uso;
- Executa autotestes periódicos para garantir sua disponibilidade contínua.

Opcionalmente este equipamento pode ser adquirido com configuração adicional para armazenamento do som ambiente no momento do atendimento.

Acompanha (quando configurado para uso público):
10 (dez) pilhas de lítio tipo CR123A;
1 (um) eletrodo CPR-D padz (com sensor para RCP);
1 (uma) bolsa para transporte;
1 (um) manual do administrador;
1 (um) manual de operação.