Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sábado, 15 de agosto de 2009

ANEURISMA CEREBRAL



Um aneurisma cerebral é uma doença na qual um vaso sanguíneo encontra-se anormalmente dilatado no cérebro. A dilatação é causada por uma fraqueza da parede de uma artéria ou veia do cérebro.
O aneurisma cerebral é considerado perigoso pois, ao romper-se dentro da calota craniana, estrutura inelástica por natureza, produz um aumento da pressão intracraniana, o que faz com que as estruturas do cérebro responsáveis pela respiração sejam comprimidas, ocasionando a morte por parada respiratória.
O aneurisma cerebral pode ser congênito ou adquirido.
Causas
Os aneurismas podem resultar de defeitos congênitos, condições pré-existentes como pressão sanguínea alta e aterosclerose (o desenvolvimento de depósitos gordurosos nas artérias) ou trauma físico na cabeça. Os aneurismas cerebrais ocorrem mais comumente em adultos do que em crianças, mas podem ocorrer em qualquer idade. São um pouco mais comum em mulheres do que em homens.
Localizações
Uma localização comum dos aneurismas cerebrais é nas artérias da base do cérebro, conhecidas como Polígono de Willis. Aproximadamente 85% dos aneurismas cerebrais se desenvolvem na porção anterior do círculo de Willis, envolvendo as artérias carótidas internas e seus ramos maiores que vascularizam as porções anterior e média do cérebro. Os locais mais comuns incluem a artéria comunicante anterior (30-35%), a bifurcação da carótida interna e artéria comunicante posterior (30-35%), a bifurcação da artéria cerebral média (20%), a bifurcação da artéria basilar e as outras artérias que fazem a circulação posterior (5%).
Sintomas
Um pequeno aneurisma, em fase inicial não produz sintomas. Ao aumentar, o indivíduo pode ter sintomas como dor de cabeça, sensibilidade a luz, náusea, vômito e perda de consciência.
A ruptura do aneurisma é perigosa e geralmente causa sangramento dentro do cérebro podendo causar morte. Está situação é um dos tipos de derrame cerebral.
A morte pode ocorrer se houver o comprometimento de áreas vitais como as de controle da respiração ou da pressão arterial.
Tratamento de urgência
O tratamento deve ser rápido e é cirúrgico, sendo complicada devido às dificuldades no acesso ao local sem lesar mais o cérebro, e como manter íntegra a circulação sanguínea da parte antes irrigada por esta artéria. Dependendo do local deste aneurisma no cérebro, a cirurgia pode ser mais ou menos arriscada. É tratada pelo neurocirurgião.
Existem duas formas básicas de tratamento: por microcirurgia e por via endovascular.
Quando o aneurisma é descoberto, antes de ocorrer rupturas, uma cirurgia chamada microcoil thrombosis pode ser realizada .
O processo do balão de embolização só é recomendado em pacientes em que cirurgia pode ser muito arriscada.
[editar] Escala
Durante um quadro de ruptura de aneurisma, os sintomas permitem alguma previsibilidade de evolução.
1º Grau: Dor de cabeça leve e leve sensibilidade à luz. Chance de Sobrevivência 80%
2º Grau: Forte dor de cabeça, forte sensibilidade a luz, pequena preguiça. Chance de Sobrevivência 60%
3º Grau: Forte dor de cabeça, forte sensibilidade à luz, preguiça forte. Chance de Sobrevivência 50%
4º Grau: Começo de estado vegetal. Chance de Sobrevivência 20%
5º Grau: Coma Profundo, moribundo. Chance de Sobrevivência 10%
[editar] Tratamento Microcirúrgico
É realizada uma craniotomia e, no aneurisma são colocados clipes para aneurisma cerebral, que proporcionam a oclusão do mesmo a fim de evitar que o aneurisma rompa ou que surja um resangramento.
São clipes fabricados em titânio e cobalto que servem para ocluir aneurismas cerebrais.
Para a abertura e colocação dos mesmos são necessários aplicadores/pinças. Os clipes permanentes permanecem toda a vida implantados no paciente, enquanto os temporários (transitórios) visam apenas auxiliar o procedimento cirúrgico, devendo ser retirados após alguns minutos.
Existem diversos modelos e tamanhos, todos em acordo com posicionamento e localização do aneurisma no paciente.
Os clipes de titânio apresentam uma maior compatibilidade magnética, até 11 Teslas; enquanto os de cobalto podem ser submetidos com segurança a exames em até 2 Teslas. Os clipes de titânio propiciam ainda um melhor estudo de imagem, devido a baixa presença de ferro em sua composição.
É vedada a reutilização dos mesmos, visto sofrerem perda da força de fechamento após a primeira abertura, preceito este encontrado na Norma ISO 9713:2002.
Outro fator importante é que cada modelo de clipe deve ser utilizado com o aplicador
Tratamento Intra-arterial
É colocada uma mola de platina numa artéria da virilha; levada até o cérebro, essa mola se encaixa na bolha e impede o fluxo de sangue naquela região. Mais moderna e menos agressiva, essa técnica é usada em cerca de 40% das cirurgias atualmente. Na França o número de pacientes tratados por este método chega à 90% da população. Ainda assim, o método tradicional nunca será abandonado, pois o médico deve sempre avaliar qual o melhor tratamento dependendo da situação do paciente e localização do aneurisma.
Fatores de risco
Hipertensão arterial - elevação da pressão arterial
Dislipidemias - alteração do colesterol e triglicerídeos do sangue
Doenças do colágeno - inflamações envolvendo tecido conjuntivo

HIPERTENSÃO ARTERIAL MAIS CONHECIDA COMO PRESSÃO ALTA


Definição:

A hipertensão arterial é o aumento desproporcionado dos níveis da pressão em relação, principalmente, à idade. A pressão arterial normal num adulto alcança um valor máximo de 140 mmHg (milímetros de mercúrio) e mínimo de 90 mmHg. Valores maiores indicam hipertensão (pressão alta).
A incidência de pressão alta é observada em relação a:
Idade e Sexo: A pressão alta é mais comum nos homens do que nas mulheres, e em pessoas de idade mais avançada do que nos jovens.
Genética: Pessoas com antecedentes familiares de hipertensão têm maior predisposição a sofrer da mesma.
Estresse.
Excesso de peso (obesidade).
Causas

As causas que provocam a pressão alta são muitas e variadas. Na maioria dos casos, a causa é desconhecida ou não está bem definida. Entre as causas conhecidas estão as doenças dos rins, das glândulas (endócrinas), do sistema nervoso, o abuso de certos medicamentos e a gravidez.
Sintomas

Na primeira fase a hipertensão arterial não apresenta sintomas, mas, à medida que os anos vão passando, eles começam a aparecer. Os mais comuns são: dor de cabeça, falta de ar, enjôos, visão turva que pode estar acompanhada de zumbidos, debilidade, sangramento pelo nariz, palpitações e até desmaios.
A importância da pressão alta não está nos sintomas, mas nas graves complicações que podem provocar um enfarte agudo de miocárdio, ou um derrame cerebral e até a morte de forma instantânea.
Tratamento e prevenção

A melhor forma de prevenir a doença é mediante um controle periódico (tirar a pressão), não abusar das comidas com sal, caminhar e evitar o fumo e o café, que aumentam a pressão arterial. Em resumo, tentar modificar o estilo de vida.
Os tratamentos são destinados a manter a pressão arterial dentro dos limites normais, por um lado insistindo nas formas acima descritas de prevenção, e por outro, mediante medicamentos que, por diferentes ações, mantêm a pressão dentro dos limites normais. Os fármacos mais receitados são os diuréticos, os betabloqueadores e os vasodilatadores.
Como ocorre a pressão arterial máxima e mínima?
A intensidade da pressão arterial é estabelecida no chamado centro circulatório situado numa parte do cérebro e adapta-se a cada situação através de mensagens enviadas aos centros nervosos. A pressão arterial ajusta-se através de alterações na intensidade e freqüência do ritmo cardíaco (pulsações) e no diâmetro dos vasos circulatórios.
Este último efeito ocorre através de músculos finíssimos situados nas paredes dos vasos sanguíneos.
A pressão arterial altera-se ciclicamente no curso da atividade cardíaca.
Atinge o seu valor máximo (pressão sangüínea sistólica), durante a “expulsão” do sangue (sístole) e o seu mínimo (pressão arterial diastólica), quando o coração termina o “período de repouso” (diástole).
Para evitar certas doenças, estes valores devem manter-se entre limites normais específicos.
Quais são os valores considerados normais?
A pressão arterial é considerada elevada se em repouso a pressão diastólica for superior a 90 mm/Hg e/ou a pressão arterial sistólica for superior a 140 mm/Hg.
Se este for o caso você deve procurar imediatamente um médico.
O prolongamento destes níveis de pressão arterial podem fazer perigar a sua saúde, pois causam o progressivo deterioramento dos vasos sangüíneos do organismo.
Deve também consultar o seu médico se os valores da pressão arterial sistólica estiverem entre 140 mm/Hg e 160 mm/Hg, e/ou os valores da pressão diastólica estiverem entre 90mm/Hg e 95 mm/Hg. Deverá também proceder regularmente a medições de auto-controle.
Se os valores forem demasiados baixos, isto é, se a pressão sistólica for inferior a 105 mm/Hg e/ou a diastólica inferior a 60 mm/Hg, deverá também fazer uma visita ao médico cardiologista.

TEM DÚVIDAS SOBRE ALERGIA RESPIRATÓRIA.. ALGUMAS DÚVIDAS E SUAS RESPOSTAS


Pode ter cortina e tapete em casa?
Não pode. Mas essa restrição vale apenas para os alérgicos a ácaros, mofo e outras substâncias que se acumulam com facilidade dentro de casa. Isso porque cortinas, persianas e tapetes, principalmente os mais grossos, são uma moradia perfeita para essas partículas irritantes. Então, dê preferência a pisos laminados, que podem ser facilmente higienizados com um pano úmido. E, se insistir em ter uma cortina, prefira as de tecido leve. E não se esqueça de lavá-la uma vez por semana pelo menos.

Pode usar umidificador à vontade?
Não pode. Assim como um ambiente seco irrita o nariz dos alérgicos, a umidade excessiva também é nociva -- os fungos adoram ambientes úmidos. E eles, além de capazes de desencadear uma crise alérgica, servem de alimento para os ácaros. Por isso, em dias secos, prefira umedecer a mucosa com soro fisiológico. Beber bastante líquido é outra forma de combater a secura, assim como colocar panelas com água morna na sala ou no quarto.

Pode lavar a roupa de cama só uma vez por semana?
Pode, mas esse é o mínimo recomendado. Se possível, lave-a duas vezes a cada sete dias. Assim você evita o acúmulo de pele morta - um dos alimentos preferidos dos ácaros - nos lençóis. É que esses bichinhos vão tomando conta do seu lugar de descanso e aí não faltarão espirros, coceiras e, conseqüentemente, noites mal-dormidas. Outro truque para driblar a alergia é, logo após acordar, juntar toda a roupa de cama com cuidado e sacudi-la fora de casa. Se possível, coloque-a sob o sol para torrar todos os alérgenos.

Pode usar qualquer tipo de roupa de cama e cobertor?
Não pode. Quem tem alergia deve tomar cuidado especial com os cobertores de lã, pois acolhem as mais diversas partículas, entre elas as que desencadeiam crises alérgicas. Prefira lençóis e edredons de algodão que, aliás, fazem suar menos do que os de tecido sintético. E, com menos suor, há menos descamação, o que significa pouca comida para você já sabe quem. Os especialistas também recomendam capas protetoras anti-ácaro.

Pode ter roupa de lã?
Não pode. Como já dissemos, esse tecido é uma residência e tanto para ácaros, fungos e por aí vai. Mas se não tiver jeito, pelo menos lave o conjunto freqüentemente e nunca, mas nunca mesmo, tire aquele casaco que ficou meses no guarda-roupa para logo em seguida vesti-lo. Isso porque nesse tempo todo ele acumulou partículas suficientes para gerar uma crise, que pode até ter conseqüências mais graves.

Pode ter bichos como gato e cachorro em casa?
Não pode. Quem é alérgico deve restringir seu contato com os animais de estimação, tanto os que têm pêlos quanto os que têm penas. É verdade que começam a surgir estudos apontando que, se o pet é introduzido aos poucos desde a infância, ele pode até ser tolerado, mas isso ainda não tem uma forte comprovação científica.

Pode ter brinquedo de pelúcia?
Pode. Mas tem que tomar muito cuidado com a higiene. É recomendado colocar esses bichinhos dentro de um saco plástico para só tirá-los na hora da diversão. E, antes de ensacá-lo de novo, o ideal seria fazer uma nova lavagem. O que não pode de jeito nenhum é utilizar o ursinho de pelúcia como peça decorativa, porque ele, assim como a lã, ficará infestado de partículas alérgenas.

Pode praticar qualquer esporte?
Pode - até porque correr, nadar, caminhar e jogar futebol são atividades que desenvolvem a capacidade pulmonar. Porém, uma consulta ao médico é importante antes dos exercícios. Isso porque só ele será capaz de avaliar os riscos para o alérgico e, a partir daí, mostrar estratégias para evitar ou até combater uma possível crise. Em casos específicos, os especialistas indicam medicamentos para serem tomados antes da prática esportiva.

Pode usar corticóide por conta própria?
Não pode. Esse hormônio é um importante aliado para combater crises mais fortes, além de ser utilizado para diminuir as inflamações crônicas de uma alergia mesmo quando ela não dá as caras. Mas, apesar dos seus benefícios, os corticóides só devem ser usados com prescrição médica. Caso contrário, você corre o risco de encontrar mais encrencas do que soluções.

Pode recorrer à inalação para atenuar uma crise alérgica grave?
Pode. Os inaladores servem para relaxar os pulmões, impedindo que a pessoa deixe de respirar. Mas que fique claro: a inalação deve ser feita com substâncias broncodilatadoras recomendadas pelo médico. Afinal de contas, são elas que de fato colocam os brônquios de volta nos trilhos.

Infecção urinária: perguntas e respostas


O que é infecção urinária?
Ela é caracterizada pela a presença de micro-organismos na urina. O líquido que enche a bexiga é estéril – ou seja, livre de bactérias. Mas, quando esses bichinhos se multiplicam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar no canal da urina até chegar à bexiga, desencadeiam uma infecção. “Em 85 % dos casos, o problema é provocado pela bactéria Escherichia coli, que integra a flora intestinal”, ressalta Fernando Almeida, professor de urologia da Universidade Federal de São Paulo.

Existem tipos diferentes?
Sim. O mais comum é a infecção na bexiga, a famosa cistite. Mas os micro-organismos também podem atacar os rins, o que é chamado de pielonefrite.

Quais são os sintomas?
“Os clássicos são dor e ardor na hora de urinar”, afirma Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Pode haver também um aumento da frequência de idas ao banheiro, sensação de bexiga cheia, sangramento ou um simples mal-estar acompanhado de febre.

A doença é transmissível?
“Definitivamente, não”, assegura Fernando Almeida. Mas é mais comum que ela dê as caras depois de relações sexuais, porque o pH da região fica alterado. Entre mulheres que variam muito de parceiro, a incidência é comprovadamente maior.

Por que esse tipo de infecção é mais frequente em mulheres?
Elas têm o canal da uretra mais curto e, por isso, é mais fácil as bactérias chegarem aonde não devem. Além disso, elas costumam ter o péssimo hábito de segurar a urina por mais tempo que os homens – um prato cheio para as bactérias se proliferarem.

Por que algumas pessoas têm o problema com mais frequência?
Isso envolve fatores hereditários e imunológicos. A atenção com a higiene é essencial, mas a infecção pode aparecer mesmo em quem toma todo o cuidado do mundo.

Por que as grávidas ficam mais sujeitas a esse tipo de infecção?
Estima-se que de 15% a 20% das gestantes terão ao menos uma vez esse tipo de infecção. Isso acontece porque, durante esse período, o aumento da circulação sanguínea na região pélvica faz a umidade vaginal aumentar, facilitando a passagem das bactérias do ânus para a uretra.

Os homens estão livres da doença?
Não é bem assim. É verdade que esse é um problema tipicamente feminino, mas a infecção também acomete a ala masculina.

Ela é mais frequente em pessoas idosas?
Sim. “A resistência diminui com a idade e, no caso das mulheres, há uma queda de hormônios que deixam a região pélvica mais sensível”, diz Eduardo Zlotnik.

Existe alguma forma de prevenir?
Segundo Zlotnik, a recomendação é beber muita água para que as idas ao banheiro não fiquem muito espaçadas. “Assim você vai limpando o trato urinário”, explica. Urinar depois das relações sexuais e evitar banhos de imersão também ajudam.

O LADO SAUDÁVEL DA CERVEJA



Ela é uma das bebidas mais consumidas no planeta e, entre nós, se tornou uma verdadeira paixão nacional. Escura ou clara: não importa a coloração. O fato é que seus goles podem ser pra lá de benéficos, como revela um estudo fresquíssimo
Muita gente deve ter espumado de alegria, sobretudo os apreciadores de uma loira gelada — e são muitos! Cientistas da Universidade de Granada e do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha liberaram o consumo de cerveja para atletas. E isso está longe de ser aquele tipo de conversa jogada fora na mesa de um botequim. Os pesquisadores espanhóis recrutaram 16 homens saudáveis, com idade entre 20 e 30 anos. Todos praticavam atividade física regularmente e a silhueta de nenhum deles denunciava a protuberância de uma barriga de chope.
Essa moçada teve de suar a camisa durante 60 minutos correndo em uma esteira sob uma temperatura ambiente de 35 °C. A suadeira rolou solta em duas ocasiões, com um intervalo de três semanas entre cada uma delas. Concluída uma das provas, os participantes mataram a sede com água na quantidade desejada. Numa outra, se reidrataram basicamente com 660 mililitros de cerveja, quase o equivalente a uma garrafa grande no Brasil. Antes, logo após e cerca de duas horas depois do exercício, o time hispânico analisou uma série de parâmetros, como o nível de hidratação, que poderiam ser influenciados pelo álcool da bebida — ora, sabe-se que essa substância faz o corpo eliminar líquidos.
E não é que a breja, apelido carinhoso que os paulistanos deram à opção mais pedida em dez entre dez bares brasileiros, desceu redondo? Os cientistas constataram que ela foi capaz de restabelecer as perdas hídricas de maneira tão eficiente quanto a água e sem nenhum prejuízo aparente. Em outras palavras, a cervejinha é uma boa maneira de hidratar o organismo após o exercício físico. “Uma lata de 356 mililitros contém 326 de água”, justifica Antonio Carlos L. Campos, professor de nutrição da Universidade Federal do Paraná. Mas é preciso ressaltar, e os estudiosos espanhóis fizeram questão disso, que o consumo deve ser moderado. “A recomendação diária seria de duas a três latas para os homens e de uma a duas para as mulheres”, contabiliza Juan Ramon Barbany Cairo, professor de fisiologia do exercício da Universidade de Barcelona, que participou do simpósio Cerveja, Esporte e Saúde, no qual foi apresentado o trabalho espanhol.

Mas nem todo mundo engole essa história de cerveja liberada. É o caso de José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva. “Ela não traz nenhum benefício para atletas ou praticantes de atividade física”, sentencia. “Para exercícios com duração acima de uma hora, é importante a reposição de água, carboidratos e eletrólitos, substâncias encontradas em bebidas isotônicas.” E, para atividades de intensidade moderada a alta, com até 60 minutos de duração, o especialista não titubeia em recomendar aquela fórmula conhecida de todos: H2O. Querelas à parte, o que se sabe é que a cerveja não é só água, não. “Ela é altamente nutritiva”, diz Antonio Carlos L. Campos. “Além de ser fonte de energia e proteínas, é rica em vitamina B, sais minerais e antioxidantes.”

Por falar nisso, a bebida está repleta de flavonoides, poderosos agentes antirradicais livres, moléculas danosas acusadas de semear doenças diversas. Essa substância está por trás da boa fama que o vinho ganhou nos últimos anos, especialmente no quesito prevenção de males cardiovasculares.

“Numa dieta rica em carne branca, frutas e verduras, os benefícios da cerveja são semelhantes aos do vinho”, diz o espanhol Cairo. E vitaminada é um adjetivo que lhe cai bem. A bebida é um manancial de folato, a outra alcunha do ácido fólico, nutriente capaz de prevenir tumores no cólon, na bexiga e nos pulmões, além de afastar a anemia. Tamanho atributo nutricional se justifica: é que o lúpulo e o malte, ingredientes da fórmula dessa preferência nacional, contêm doses generosas de folato. Há um senão: o álcool poderia dificultar a absorção da vitamina. Quanto, ainda não se sabe. Mas, para não estragar a festa, o melhor é fazer um brinde à sua saúde!

DOR DE CABEÇA


A dor de cabeça (cefaléia, no jargão médico) pode representar a manifestação de vários problemas e não constitui uma doença em si mesma. Os tipos mais comuns são a Tensional, a Enxaqueca e a Cefaléia Secundária (p.ex.: causada por sinusite, resfriados, crise hipertensiva, etc).
A Cefaléia Tensional é causada pela contração da musculatura do pescoço e ombros, em geral devido estresse, fadiga e outras causas. As Enxaquecas são causadas por alterações nos vasos sangüíneos da cabeça. Muitas pessoas rotulam qualquer dor de cabeça como sendo “enxaqueca”, mas isto, na maioria dos casos, está incorreto. O ideal é que toda crise de dor seja avaliada por um médico.
Qual a gravidade de uma dor de cabeça?
Assim como outros tipos de dor, as cefaléias podem servir como sinais de alerta de distúrbios mais sérios. Isto é particularmente verdadeiro nos casos de dores causadas por tração ou inflamação. As cefaléias de tração podem ocorrer quando partes da cabeça sensíveis à dor são puxadas, esticadas ou deslocadas – p.ex.: aumento da tensão dos músculos oculares para compensar deficiências visuais, tumores cerebrais, derrame, traumas cranianos, etc. As cefaléias causadas por inflamação incluem aquelas relacionadas às meningites, arterites e doenças dos seios da face, coluna vertebral, pescoço, ouvidos e dentes.
Como deve ser feito o diagnóstico da dor de cabeça?
A maioria dos especialistas concorda que uma boa entrevista é capaz de produzir informações suficientes para um diagnóstico preciso da causa da dor de cabeça. Muitos casos de cefaléia possuem outros sintomas associados que facilitam o diagnóstico. As perguntas mais comuns são:
1. Com que freqüência você sente dores de cabeça?
2. Onde exatamente dói?
3. Quanto tempo duram as crises?
4. Quando elas começaram pela primeira vez?
5. Como é o seu sono?
6. Como anda sua vida pessoal e em família?
7. Já sofreu traumas ou pancadas ou cirurgias na cabeça?
8. Faz acompanhamento médico ou uso regular de alguma medicação devido algum problema de saúde?
Nos casos de dúvida, o médico pode solicitar exames de sangue para detectar a presença de alterações da tireóide, anemia ou infecções. Radiografias, Tomografias Computadorizadas e exames de Ressonância Nuclear Magnética do crânio podem auxiliar na detecção da causa de algumas cefaléias (p.ex.: aquelas causadas por tumores cerebrais), mas apenas raramente são necessárias. Uma vez que problemas visuais são uma causa comum de cefaléi, a avaliação por um Oftalmologista é sempre recomendável.
Alguns pacientes necessitam de um Eletroencéfalograma (EEG), para avaliar a atividade cerebral. O EEG é capaz de indicar alterações no funcionamento cerebral, mas não determinam exatamente o que está causando a dor de cabeça.

Leptospirose


A leptospirose é uma doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans. É uma zoonose (doença de animais) que ocorre no mundo inteiro, exceto nas regiões polares. Em seres humanos, ocorre em pessoas de todas as idades e em ambos os sexos. Na maioria (90%) dos casos de leptospirose a evolução é benigna

Transmissão
A leptospirose é primariamente uma zoonose. Acomete roedores e outros mamíferos silvestres e é um problema veterinário relevante, atingindo animais domésticos (cães, gatos) e outros de importância econômica (bois, cavalos, porcos, cabras, ovelhas). Esses animais, mesmo quando vacinados, podem tornar-se portadores assintomáticos e eliminar a L. interrogans junto com a urina.
O rato de esgoto (Rattus novergicus) é o principal responsável pela infecção humana, em razão de existir em grande número e da proximidade com seres humanos. A L. interrogans multiplica-se nos rins desses animais sem causar danos, e é eliminada pela urina, às vezes por toda a vida do animal. A L. interrogans eliminada junto com a urina de animais sobrevive no solo úmido ou na água, que tenham pH neutro ou alcalino. Não sobrevive em águas com alto teor salino.
A L. interrogans penetra através da pele e de mucosas (olhos, nariz, boca) ou através da ingestão de água e alimentos contaminados. A presença de pequenos ferimentos na pele facilita a penetração, que pode ocorrer também através da pele íntegra, quando a exposição é prolongada. Os seres humanos são infectados casual e transitoriamente, e não tem importância como transmissor da doença. A transmissão de uma pessoa para outra é muito pouco provável

Manifestações
A maioria das pessoas infectadas pela Leptospira interrogans desenvolve manifestações discretas ou não apresenta sintomas da doença. As manifestações da leptospirose, quando ocorrem, em geral aparecem entre 2 e 30 dias após a infecção (período de incubação médio de dez dias).
As manifestações iniciais são febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça constante e acentuada, dor muscular intensa, cansaço e calafrios. Dor abdominal, náuseas, vômitos e diarréia são freqüentes, podendo levar à desidratação. É comum que os olhos fiquem acentuadamente avermelhados (hiperemia conjuntival) e alguns doentes podem apresentar tosse e faringite. Após dois ou três dias de aparente melhora, os sintomas podem ressurgir, ainda que menos intensamente. Nesta fase é comum o aparecimento manchas avermelhadas no corpo (exantema) e pode ocorrer meningite, que em geral tem boa evolução. A maioria das pessoas melhora em quatro a sete dias
Tratamento
O tratamento da pessoa com leptospirose é feito fundamentalmente com hidratação. Não deve ser utilizado medicamentes para dor ou para febre que contenham ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Melhoral® etc.), que podem aumentar o risco de sangramentos. Os antiinflamatórios (Voltaren®, Profenid® etc) também não devem ser utilizados pelo risco de efeitos colaterais, como hemorragia digestiva e reações alérgicas. Quando o diagnóstico é feito até o quarto dia de doença, devem ser empregados antibióticos (doxiciclina, penicilinas), uma vez que reduzem as chances de evolução para a forma grave. As pessoas com leptospirose sem icterícia podem ser tratadas no domicílio. As que desenvolvem meningite ou icterícia devem ser internadas. As formas graves da doença necessitam de tratamento intensivo e medidas terapêuticas como diálise peritonial para tratamento da insuficiência renal.

Atitudes Simples Para o Dia a Dia



Quer acordar bem e passar o dia com o mesmo ânimo até a noite? Então veja aqui algumas dicas que poderão beneficiar sua rotina.

• Ao acordar, não saia da cama repentinamente. Dê um tempo para o seu corpo despertar;
• Antes de sair da cama, espreguice bem, alongando o corpo para todos os lados;
• Preste atenção na sua respiração, sinta o ar entrando e saindo dos pulmões;
• Ouça uma música de sua preferência e dance-a;
• Priorize o café da manhã, ao invés de gastar esse tempo com outras coisas. Inclua iogurte, frutas e cereais ao pão com café;
• Cumprimente as pessoas com um cordial “bom dia”, mesmo que você não tenha acordado de bom humor;
• Tome um banho morno, que é o ideal;
• Pratique atividades físicas, pois elas relaxam e melhoram o sono;
• Adote uma massagem nos pés, como por exemplo, andar descalço na grama ainda úmida com o orvalho da noite.

PRESSÃO BAIXA


Sinônimos: Hipotensão arterial, Choque, Hipotensão postural

O que é?
Pressão arterial baixa pode significar ou não uma doença, um sinal indicativo de uma doença de maior ou menor gravidade. Nos casos de doenças mais graves, a queda da pressão é uma das manifestações de enfermidades que costumam estar acompanhadas de outros sinais e sintomas que dominam o quadro clínico.
Podemos dizer que a grande maioria das pessoas que se queixa, atribuindo seus sintomas à queda da pressão arterial, são pessoas sadias, que não estão doentes, pelo menos fisicamente. Quem pode dizer se a pessoa apresenta alguma doença que provoca a baixa da pressão é o médico.
Ter a pressão arterial baixa é uma das queixas mais freqüentes e, na grande maioria dos casos, é um sinal de boa saúde. Os médicos afirmam isso por saberem que os portadores de pressão arterial baixa costumam ser saudáveis e que, provavelmente, terão vida longa.
Níveis
Em se tratando de pessoas adultas, considera-se como pressão arterial baixa, quando os níveis da máxima estão abaixo de 90 mm Hg (ou 9 cm de Hg). Existem pessoas sadias que apresentam níveis até mais baixos e que, nem por isso, apresentam sintomas. Por sua vez, há pessoas com uma pressão arterial habitualmente alta que, quando apresentam algum problema de saúde, esta pressão poderá cair para níveis inferiores aos que estão habituados. Por exemplo: alguém que apresente uma pressão arterial máxima de 110 mm, quando o seu habitual é de 180 m HG Hg, poderá sentir, nesta situação, manifestações decorrentes da queda dos níveis de pressão habituais. Nestes casos, um médico deverá avaliar e orientar o tratamento.

Quando nos preocupar?
Em algumas situações de doenças mais graves, podem ocorrer quedas de pressão significativas que provocam manifestações, inclusive a morte.
A situação de pressão baixa mais grave é denominada de choque, que acontece quando a pressão do sangue nas artérias é insuficiente para manter a irrigação dos tecidos. É o que pode acontecer em:
hemorragias externas
reações alérgicas a medicamentos
picadas de insetos
envenenamentos
traumatismos
desidratação
sangramentos internos
queimaduras extensas e profundas
intoxicações severas
doenças da glândula supra-renal
algumas doenças do coração, agudas ou crônicas
moléstias agudas dos pulmões, tanto dos seus vasos quanto em infecções severas

São situações clínicas graves e alarmantes, acompanhadas de outros sintomas, tais como: dores, suores abundantes, aceleração dos batimentos cardíacos, perdas de consciência, parada do funcionamento dos rins, etc
A grande maioria dos casos de diminuição da pressão arterial não tem maior significado clínico, embora possam ser desagradáveis para os acometidos e apresentem algumas conseqüências, de uma maneira geral, menos graves.

Outra Causa para a Queda de Pressão

Uma das causas mais freqüentes de diminuição da pressão arterial é denominada de hipotensão postural, que acontece quando as pessoas, ao mudarem subitamente a posição do corpo, sentem tonturas ou a visão turva, sensação que passa em alguns segundos. É o que ocorre quando alguém, depois de estar durante muito tempo agachado, ao levantar-se subitamente, sente-te tonto e a visão embaralhada, chegando a oscilar o corpo ou mesmo a cair. Todavia, isso nem sempre significa doença, e acontece principalmente em pessoas não condicionadas fisicamente.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL


Nome Popular:
Derrame cerebral.
O que é?

O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral; começa abruptamente, sendo o deficit neurológico máximo no seu início podendo progredir ao longo do tempo. O termo ataque isquêmico transitório (AIT) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).
Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias:
O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos.

No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais.

Fatores de risco:
Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.

Como saber se uma pessoa está tendo um AVC?

Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo: isquêmico? hemorrágico? Sua localização, idade, fatores adjacentes.

Fraqueza:
O início agudo de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma pequena e específica área. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais:
A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva:
A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.
Linguagem e fala (afasia):
É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões:
Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Tratamento
O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência, devendo ser tratado em ambiente hospitalar.

INFORMAÇÕES SOBRE A GRIPE SUÍNA



O que é a gripe suína ?
A gripe suína é uma doença causada pelo vírus influenza A, seu subtipo mais comum é conhecido como H1N1. A contaminação inicial se deu através de uma mutação que possibilitou que o vírus contaminasse pessoas em contato com porcos infectados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preocupa-se com as novas mutações, que deram ao vírus a capacidade de se transmitir de pessoa para pessoa. Todos os casos recentes constatados no México procedem do contágio humano, segundo o Ministério Mexicano da Saúde. Tais acontecimentos levaram a OMS a declarar que a doença é uma "emergência na saúde pública internacional", e acaba de se tornar uma pandemia. A maior preocupação se deve ao fato de que muitas das vítimas são pessoas jovens e saudáveis.

É importante ressaltar que a transmissão não ocorre através do consumo de carne de porco, já que as temperaturas de cozimento da carne são fatais para o vírus.

O diagnóstico é feito através do uso dos kits enviados ao Brasil pela OMS, que podem detectar uma infecção em até 72 horas. Sem o uso do kit, o diagnóstico é feito em laboratório e demora 15 dias.

Sintomas
Os sintomas da gripe suína são similares aos de outros tipos de gripe:
Febre superior a 38ºC, com aparição repentina
Dor de cabeça intensa
Tosse
Falta de apetite
Dores musculares e nas articulações
Irritação dos olhos e fluxo nasal
Vômitos e diarréia

Tratamento
A OMS e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomendam o tratamento com os remédios Tamiflu (nome genérico Oseltamivir), produzido no Brasil pela Roche, ou o Relenza (nome genérico Zanamivir), produzido pela GlaxoSmithKline, porém não é vendido nas farmácias brasileiras. Ambos já foram utilizados no combate à gripe aviária.

Prevenção
De acordo com a OMS, as recomendações para prevenir a infecção pelo vírus são:
Evite contato próximo com pessoas que não parecem bem e apresentem febre e tosse.
Lave as mãos frequentemente com sabão e água.
Mantenha hábitos saudáveis, incluindo sono adequado, alimentação nutritiva e exercícios físicos.
Tente evitar o contato com pessoas doentes, sabe-se que a gripe se espalha principalmente de pessoa para pessoa através da tosse ou espirro. Se houver uma pessoa doente em sua casa:
Tente providenciar um quarto separado para a pessoa. Se não for possível, mantenha o paciente a pelo menos 1 metro de distância das outras pessoas.
Cubra a boca e o nariz quando estiver cuidando da pessoa doente.
Lave as mãos com sabão e água após cada contato com a pessoa doente.
Melhore o fluxo de ar no local onde a pessoa doente estiver. Use as portas e janelas para se aproveitar do vento.
Mantenha o ambiente limpo, sempre tendo produtos de limpeza disponíveis para uso.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

EXPO EMERGÊNCIA 2009


A terceira edição da EXPO EMERGÊNCIA - Feira de Resgate, Atendimento Pré-Hospitalar, Combate a Incêndios e Emergência Químicas acontecerá de 26 à 28 de agosto de 2009, em São Paulo/SP.

Trata-se de um evento inovador que teve a sua primeira edição em 2007, em São Paulo/SP, paralelamente à EXPO PROTEÇÃO - Feira Internacional de Saúde e Segurança no Trabalho. Este é o primeiro evento brasileiro a reunir num único grande evento todo o setor de resgate, emergência, proteção contra incêndio e atendimento pré-hospitalar.

A EXPO EMERGÊNCIA - é um projeto inovador e se transformou no ponto de encontro de profissionais, empresas e instituições que atuam neste segmento que vem crescendo nos últimos anos. A EXPO EMERGÊNCIA em suas duas edições - em 2007 em São Paulo e em 2008 no Rio de Janeiro - reuniu profissionais de resgate e emergência, atendimento pré-hospitalar, bombeiros militares e civis, membros da defesa civil, integrantes dos PAMs e profissionais especializados em emergências químicas.

Em abril de 2008 aconteceu a segunda edição da Expo Emergência, paralelamente à PrevenRio 2008, no Rio Cidade Nova Convention Convention Center, o mais moderno centro de eventos da Cidade Maravilhosa e localizado no coração do Rio

A EXPO EMERGÊNCIA, projeto inovador da Revista Emergência, é uma grande oportunidade para estar perto de milhares de profissionais desta área.

MAIS INFORMAÇÕES ACESSE O SITE: http://www.protecaoeventos.com.br/eventos/eventos/secoes.asp?codevento=53&idioma=1

terça-feira, 11 de agosto de 2009

CONHEÇA A HISTÓRIA DA ESTRELA DA VIDA


Reconhecido pela profissão médica como símbolo da Emergência Médica, seu uso é encorajado tanto pela Associação Médica Americana como pelo Conselho Consultivo do Departamento de Saúde, Educação e Bem Estar.
Vemos constantemente a “Estrela da Vida”, seja em ambulâncias ou uniformes. No entanto, quantos percebem o que este símbolo representa e como surgiu? Não muitos, ao julgar pelo levantamento aleatório que conduzi após perceber que eu mesma não fazia idéia.
Desenhado por Leo R. Schwartz, Chefe do Departamento do Serviço de Emergência Médica (SEM) da Administração Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário (NHTSA), a “Estrela da Vida” foi criada após a Cruz Vermelha Nacional Americana ter reclamado, em 1973, do uso comum de uma cruz Omaha alaranjada sobre um fundo quadrado branco reflexivo que claramente imitava o símbolo da Cruz Vermelha. A NHTSA investigou e considerou a objeção justificada.
O novo desenho, a cruz de seis barras, foi adaptada do Símbolo de Identificação Médica da Associação Médica Americana e foi certificada como marca registrada em 1 de fevereiro de 1977 pelo Comissário de Patentes e Marcas Registradas em nome da Administração Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário. A marca registrada permanecerá em vigor durante vinte anos a partir desta.
Cada uma das barras da azul “Estrela da Vida” representa a função em seis sistemas do SEM.
A cobra e o bastão de Asclepius que, de acordo com a mitologia grega, foi filho de Apolo (deus da luz, verdade e profecia). Supostamente, Asclepius aprendeu a arte da cura do centauro Cheron; mas, Zeus - rei dos deuses, temia que devido aos conhecimentos de Asclepius, todos os homens poderiam tornar-se imortais, para que isso não ocorresse, Zeus matou Asclepius com um raio. Posteriormente, Asclepius foi venerado como um deus e o povo dormia nos seus templos, pois era dito que por meio de remédios receitados ele curava os doentes durante seus sonhos.
Asclepius era geralmente representado em pé, com manto comprido, segurando um bastão com uma serpente enrolada no mesmo. Desde então o bastão veio a representar o único símbolo da medicina. No Caduceu, usado pelo médicos e pelo Corpo Médico Militar, o bastão é alado e tem duas serpentes entrelaçadas. Mesmo que isto não tenha nenhuma relevância médica na origem, representa a vara mágica do deus grego, representa a vara mágica do deus grego Hermes, mensageiro dos deuses.
A Bíblia, em Números 21:9, refere-se a uma serpente num bastão: “Portanto, Moisés fez uma serpente de bronze e montou-a num poste e, quando qualquer pessoa mordida por uma cobra olhava para a serpente de bronze, recuperava-se”.

Quem pode usar o símbolo “Estrela da Vida”?

A NHTSA tem direitos exclusivos para monitorar seus uso em todo os Estados Unidos. Seu uso nos veículos de tratamento médico assegura que tais veículos atendem às normas do Departamento de Transporte dos E.U.A. e garante que o pessoal de tratamento médico de emergência que o usa foi treinado para atender essas normas. Seu uso nas placas e mapas rodoviários indica o local ou acesso aos serviços qualificados de tratamento de emergência. Não é permitido nenhum outro uso do símbolo, exceto conforme relacionado abaixo.

1. Como meio de identificação para equipamentos e suprimentos médicos para instalação e uso em Veículo-Ambulância de Tratamento Médico de Emergência.
2. Para indicar o local de serviços médicos qualificados e acesso a tais instalações.
3. Nos emblemas usados nos ombros somente por pessoal que tenha satisfatoriamente concluído cursos de treinamento DOT ou equivalentes aprovados e por pessoas que por título e função administram, supervisionam diretamente ou participam no todo ou em parte de programas SEM nacionais, estaduais ou comunitários.
4. Em itens pessoais do SEM - emblemas, insígnias e fivelas.
5. Livros, panfletos, manuais, relatórios ou outro material impresso que tenha aplicação direta no SEM.
6. O símbolo “Estrela da Vida” por ser usado por pessoal administrativo , diretores de projeto e equipe conselhos e grupos consultivos.

Caso sejam usados emblemas nos ombros, deverão ser uma simples azul, “Estrela da Vida” sobre fundo branco quadrado ou redondo. A função, letras ou palavras de identificação deverão ser impressas em barras a afixadas separadamente ao longo da parte inferior. As bordas do emblema básico e das barras de função deverão ser bordadas.
ORIGEM DO DESENHO

O Departamento de Transportes Americano (DOT) considerando ser importante adoptar um símbolo que clara e distintamente identificasse os cuidados a prestar no âmbito da emergência médica dentro do leque total de serviços do Sistema de Cuidados de Saúde, começou por adoptar uma cruz cor de laranja em fundo branco. Entendeu, porém, a Cruz Vermelha Internacional e através da sua congénere americana que tal símbolo, pela muita semelhança com o seu, ia contra uma das resoluções da Convenção de Genebra de 12 de Agosto de 1949, que permitia o uso em tempo de paz do símbolo da Cruz Vermelha “como medida excepcional”, apenas em ambulâncias. Correspondendo a este reparo e concordando com a necessidade de preservar o símbolo da Cruz Vermelha, o DOT achou preferível adoptar a partir de 23 de Setembro de 1973 um outro símbolo.

Assim nasceu a “Estrela da Vida”, hoje já identificada por toda a classe médica no mundo como símbolo da Emergência Médica e, cujo uso, foi adoptado por todos aqueles que se dedicam a esta actividade.

A “Estrela da Vida” desenhada por Leo R. Schwart, funcionário do DOT, foi adaptada do símbolo de identificação do pessoal médico da Associação Médica Americana, considerando as explicações que serão dadas mais adiante.

No Congresso do Emergency Medical Services, realizado em Maio de 1975 em Munique, na Alemanha, os delegados dos diversos países representados deliberaram, por unanimidade, recomendar aos Governos que um símbolo internacionalmente aceite fosse adoptado para designar todo o equipamento e veículos que funcionassem para os Serviços de Emergência Médica, bem como os respectivos departamentos hospitalares. Como exemplo foi proposto a “Estrela da Vida”.

Posteriormente, no Congresso Medical Services, realizado em Baltimore, nos Estados Unidos da América, em Maio de 1976, esta proposta foi ratificada. Portugal aderiu assim ao símbolo “Estrela da Vida”, tendo o Serviço Nacional de Ambulâncias (SNA) pedido para o efeito, em 1977, o registo para o direito de uso privativo daquele símbolo pelos Serviços de Emergência Médica portugueses, segundo normas estabelecidas.

SIGNIFICADO DO SÍMBOLO

A “Estrela da Vida” é composta de seis faixas tendo localizado no seu centro, ao alto, um bastão com uma serpente enrolada.

Porquê seis faixas e não um outro número qualquer? Pois bem, ela tem seis faixas e não mais nem menos, porque outras tantas são as fases que constituem um ciclo completo de acções em termos de Emergência Médica. Com efeito, enunciando-as de cima para baixo e segundo o movimento dos ponteiros do relógio.
PROPRIEDADE DO SÍMBOLO

O símbolo azul “Estrela da Vida” foi adoptado como “Marca Registada”, de acordo com o pedido do Departamento da Secretaria de Transportes Ameri­cana, datado de 26 de Setembro de 1972 e dirigido ao Serviço de Marcas e Patentes. O Director das Marcas e Patentes registou o símbolo “Estrela da Vida” em nome da National Highway and Traffic Safety Administration (NHTSA), de que o DOT é um dos serviços, em 1 de Fevereiro de 1977, segundo a Lei de Marcas de 1946 dos Estados Unidos da América.

Em Fevereiro de 1977 o Director de Marcas e Patentes enviou ao Presidente da NHTSA o certificado de registo n.º 1.058.022, considerando o símbolo “Estrela da Vida” como “Marca Registada”. O registo proporcionou ao Presidente da NHTSA exclusiva e le­gal autoridade para controlar o uso do símbolo “Estrela da Vida” através de todo o território dos Estados Unidos da América.

“Marca Registada” é uma marca usada em relação aos artigos ou serviços de uma ou mais pessoas para além do próprio proprietário da marca, a fim de certificar a origem regional ou outra, de material, processo de manufactura, qualidade, exactidão, ou outras características de tais bens ou serviços, ou que o trabalho ou labor dos bens ou serviços foi executado pelos membros de uma união, associação ou outro qualquer tipo de organização.

Portugal, através do Serviço Nacional de Ambulâncias, solicitou em 3 de Março de 1977 o registo do símbolo “Estrela da Vida” para uso exclusivo da emergência médica ao Instituto Nacional da Propriedade Indus­trial (INPI), com base na autorização do Governo expressa pelo então Ministro da Defesa Nacional. Sobre o pedido de registo recaiu, em 16 de Fevereiro de 1981 o despacho favorável do Director do referido Instituto.

Deste modo, a partir daquela data, o símbolo “Estrela da Vida” encontra-se registado no Serviço de Marcas do INPI sob o no 3911, a favor do Serviço Nacional de Ambulâncias (1) que detém consequentemente direito ao seu uso exclusivo e protecção absoluta por parte do Serviço de Marcas, a todos os níveis.

(1) Ao abrigo do n01 do Artigo 590 do Decreto-Lei 234/81 de 3 de Agosto, tal registo transitou a fa­vor do Instituto Nacional de Emergência Médica.

Declaração

“O Governo Português, pelo Ministério da Defesa Nacional, autoriza o Serviço Nacional de Ambulâncias a usar em privativo em todas as suas ambulâncias, correspondência e, ainda, noutros locais, o emblema conforme exemplar abaixo colado.” (Ministério da Defesa Nacional)

NORMAS PARA UTILIZAÇÃO DA ESTRELA DA VIDA

A “Estrela da Vida” será usada não só em veículos inseridos no Sistema de Emergência Médica indicando-se assim estarem de acordo com as normas do NEM, como por diverso pessoal para certificar a sua preparação adequada e, ainda, em mapas e sinais de estrada para indicar a localização ou o acesso a serviços de cuidados médicos de emergência qualificados. O seu uso não autorizado pelo NEM será passível de procedimento legal, segundo as normas em vigor no território português.

Como qualquer “Marca Registada”, a “Estrela da Vida” deve ser sempre acompanhada dum R maiúsculo circundado por um círculo, isto é, do sinal ®. Este sinal deve aparecer sempre ligado à “Estrela da Vida” em todas as suas aplicações, entre a 3a e 4a faixas. Nos casos em que a aplicação conste apenas da “Estrela da Vida” sem qualquer superfície adjacente ou área de cercadura (por exemplo, um emblema de lapela) o ® aparecerá no reverso da estrela

O NEM concederá autorização para o uso da “Estrela da Vida”, sempre por escrito, nos seguintes casos:

1. Para identificar os veículos inseridos no Sistema de Emergência Médica desde que se encontrem de acordo com os critérios adoptados pelo NEM;

2. Para identificar o equipamento e material instalado e de uso nos veículos identificados no número an­terior;

3. Para indicar a localização de serviços médicos de emergência;

4. Para indicar o acesso a serviços médicos de emergência;

5. Como divisas a serem utilizadas somente por pessoal que tenha completado e sido aprovado nos cursos de formação técnica do NEM. As divisas serão uma “Estrela da Vida” em azul sobre um quadrado branco ou num fundo redondo, ou ainda num fundo em forma de escudete. As letras ou palavras identificadoras da função devem ser bordadas sobre barras, presas separadamente ao fardamento;

6. Em artigos pessoais do Sistema de Emergência Médica, tais como braçadeiras, emblemas de lapela, placas, fivelas, placas identificadoras, etc., aprovados e distribuídos pelo NEM;

7. Em material impresso da responsabilidade do NEM, tais como livros, desdobráveis, cabeçalhos de cartas, planos, manuais, relatórios, publicações, etc.;

8. Os veículos mencionados em 1 só poderão usar o símbolo “Estrela da Vida” desde que possam garantir que a sua tripulação se encontre devidamente habilitada como se indica no número 5.
Retirada informações do site: http://www.bombeirosemergencia.com.br/estreladavida.htm

IMPLANTAÇÃO DAS MOTOLÂNCIAS NA REDE SAMU 192


A necessidade de uma resposta operacional rápida, eficaz esegura por parte do SAMU 192, vai ao encontro de necessidades cada vezmais prementes no atendimento às situações de urgência e emergência.Há um paradoxo a ser transposto pelos serviços de urgência no quediz respeito à resposta imediata ao chamado. Nas cidades com bom nível dedesenvolvimento há uma boa malha viária, sendo que, no entanto, comfreqüência, há deterioração das condições de tráfego. Por outro lado, nascidades pouco desenvolvidas e mais afastadas dos grandes centros, acirculação é facilitada pelo tráfego, muitas vezes, quase inexistente, mas poroutro lado, a malha viária é precária, o que dificulta o acesso a áreaslimítrofes e zonas rurais. Desta forma, seja qual for à combinação, o temporesposta tende a ficar prejudicado devido à lentidão do trânsito ou mesmo àcarência de infra-estrutura viária. Cada vez mais, em função do perfil epidemiológico das ocorrências,as emergências pré-hospitalares demandam um tempo de resposta menor,pois as situações tempo-dependentes costumam ser as mais críticas e asresponsáveis pelo maior número de seqüelas e comprometimentos. Emdiversas partes do mundo, estudos mostram a redução da morbi-mortalidade tanto em eventos decorrentes de trauma quanto de causasclínicas, em decorrência do atendimento pré-hospitalar com menor tempo-resposta. Nesta condição, menores são as seqüelas, menores ascomplicações, menor o tempo de internação e menor o custo total dotratamento. Também costumam ser menores o tempo de reabilitação e ocusto desta etapa.
Assim, a Motolância se insere num contexto em que se busca aexcelência do atendimento, pois seu tempo resposta é menor. É umasolução para locomoção mesmo em condições de tráfego ruim nas grandescidades e também para o difícil acesso em áreas remotas. Inicialmente a utilização da Motolância será mista, ou seja, tanto paraatendimento rápido às ocorrências clínicas quanto às traumáticas, a fim dereduzir o tempo resposta principalmente nas patologias cuja magnitude dasseqüelas é tempo-dependente.A motocicleta escolhida é do tipo trail, de 250 cc, por possuiradequado torque para a maior parte das situações que requerem aintervenção do SAMU 192, sem a obrigatoriedade de desenvolver grandevelocidade. A potência do modelo escolhido permite alcançar velocidadesseguras, compatíveis com uma condução ágil, a ponto de permitir a chegadada Motolância, em média, cerca de 3 a 5 minutos antes da ambulância.No entanto, na Rede SAMU 192, mais importante do que chegar rápido éfazê-lo com segurança, de forma a garantir ao usuário o necessárioatendimento, sem que outras vítimas sejam geradas por ocorrência dopercurso, principalmente por imprudência, o que viria a descaracterizar oserviço.