Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Acidente Vascular Cerebral / "Derrame"

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O AVC é a doença que mais mata os brasileiros e é a principal causa mundial de sequelas que levam à incapacidades. Estima-se ao longo da vida, 1 em cada 6 pessoas terá um AVC. Apesar de ser uma doença muito conhecida pelo público como ‘‘derrame’’ e a maioria das pessoas já viu ou conheceu alguém que teve um AVC, poucas pessoas sabem reconhecer os sintomas do AVC, e muitos não sabem a quem recorrer em situações como estas. 
O AVC isquêmico é causado pela obstrução, ou entupimento, de uma artéria ou vaso cerebral, o que em poucas horas pode levar à morte de parte do cérebro. Quando parte do cérebro morre temos as sequelas, como por exemplo a perda de movimentos, de sensibilidade e da capacidade de falar ou compreender. Assim, o tratamento do AVC consiste em desobstruir o vaso que está ocluído, o que é feito pela injeção endovenosa do r-tPA, também chamado de alteplase. Além da alteplase, atualmente está indicada para casos graves de AVC,  a desobstrução do vaso cerebral por via endovascular, também conhecida por cateterismo. Este tratamento é realizado por cateterismo neurológico em conjunto com a injeção da alteplase, e consiste na passagem de um cateter pelo vaso sanguíneo e da sua desobstrução utilizando um tipo de stent, chamado stentriever. Com o stentriever as chances de restaurar o fluxo sanguíneo cerebral aumentam muito e portanto os pacientes têm maiores chances de recuperação.

Como reconhecer um AVC?
• O AVC causa sintomas de início súbito, ou abrupto e não sintomas que vêm ocorrendo há vários anos!
• O AVC geralmente não causa somente dor!
• Os principais sintomas do AVC estão ilustrados abaixo (manual do Minstério da Saúde para atendimento ao AVC).

Sintomas menos comuns relacionados ao AVC, mas que podem ocorrer:
• Confusão mental ou desorientação
• Perda de equilíbrio ou de coordenação motora
• Perda de visão

Ligue URGENTE para o SAMU 192 ou para o serviço de ambulância de seu plano de saúde.

Quais são os tipos de AVC?

AVC Isquêmico   
Quando ocorre a obstrução do fluxo sanguíneo de um vaso cerebral o que leva a morte de parte do cérebro em poucas horas. Este é o tipo mais comum de AVC (80% dos casos)

AVC Hemorrágico (20% dos casos)
Quando ocorre a ruptura de um vaso cerebral com extravazamento de sangue para o interior do cérebro (hemorragia intracerebral), para o sistema ventricular (hemorragia intraventricular) e/ou espaço subaracnóideo (hemorragia subaracnóide).

Quais são os fatores de risco mais comuns para o AVC
Os grande maioria dos casos de AVC são causados pelos fatores de risco abaixo:  
• Hipertensão arterial
• Tabagismo
• Diabetes
• Colesterol alterado
• Idade avançada
• Histórico genético ou familiar
• Sedentarismo
• Obesidade
• Uso de drogas ilícitas
• Alcoolismo 
• Doenças reumatológicas
• Doenças hematológicas
• Doenças cardiológicas (aumento cardíaco, arritmias, doenças valvares, entre outras)

Como diminuir o risco de se ter um AVC
• Os únicos fatores de risco citados acima que não podemos evitar é a idade avançada e o histórico genético, para todos os outros fatores de risco podemos atuar com prevenção e tratamento medicamentoso, e assim reduzir as chances de ter um AVC.

http://interventi.com.br/noticias_show.php?id=17
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sábado, 27 de agosto de 2016

Aprenda os Sinais e Manobras Realizados no Abdome



1) Sinal de Murphy: é positivo quando há parada brusca da   inspiração durante a compressão do ponto cístico; indica   colecistite aguda.

2) Sinal de Blumberg: Manobra da descompressão súbita! Dor à   descompressão abdominal; indica irritação peritoneal.

3) Sinal de Cullen: equimose periumbilical por hemorragia   peritoneal (pancreatite aguda grave).

4) Sinal de Grey Turner: equimose nos flancos (mesmas causas de   Cullen).

5) Sinal de Jobert: desaparecimento da macicez e aparecimento   de timpanismo na região de projeção do fígado. É observado no   pneumoperitôneo (perfuração de vísceras ocas, p. ex., estômago).

6) Sinal do Obturador: dor durante a rotação interna da coxa   fletida; indica apendicite.

7) Sinal de Giordano: dor à punho percussão na região lombar;   indica acometimento renal (positivo em litíase, pielonefrite aguda).

8) Sinal do piparote: é positivo quando há ascite de GRANDE   volume. Pede-se que o paciente coloque sua mão na linha   mediana do abdome e realiza-se a percussão na lateral.

9) Sinal da macicez móvel: decúbitos laterais e percussão (som   maciço X timpânico); ascite de médio volume.

10) Sinal de Rovsing: dor na fossa ilíaca direita à palpação da   fossa ilíaca esquerda; indica apendicite.

11) Sinal de Gersuny: crepitação produzida ao descomprimir o   abdome, indicando fecaloma.

12) Sinal de Torres-Homem: percussão dígito-digital intensamente   dolorosa, localizada e circunscrita. Característico de abscesso   hepático.  

13) Sinal de Lenander (diferença entre a temperatura axilar e   retal)

14) Sinal de Lapinsky (do psoas): dor à compressão do ceco   contra a parede posterior do abdome, enquanto o doente eleva o   membro inferior direito estendido.
15) Manobra de Glenard (choca-se a parede abdominal contra   algo cheio de líquido. Positivo quando você percebe o som do   objeto batendo sobre algo líquido.

16) Reflexo cutâneo abdominal (cócegas): estimulação superficial   do reto abdominal (com uma pena ou o próprio dedo). Positivo   quando se observa movimentação da linha média em direção ao   estímulo.

17) Sinal de Courvosier: vesícula palpável sem a presença de dor.  

Obs:   Posição de Schuster: paciente em decúbito lateral direito   flexionando o membro inferior esquerdo e com o membro superior   esquerdo posicionado atrás da cabeça.

Obs:   Circulação colateral tipo cava (superior e inferior)   Circulação colateral tipo porta (cabeça de medusa)


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Acidentes com animais peçonhentos






Animais peçonhentos são aqueles que introduzem na pessoa substâncias tóxicas. Como exemplo, cobras venenosas, aranhas e escorpiões.

Se possível quando houver acidente com algum desses animais, capturar ou identificar o animal que picou a vítima, mas não fique perdendo tempo com a captura, pois deve levar a pessoa o mais rápido possível para o atendimento médico, se tiver alguma dúvida se o animal tem ou não veneno, tratar como se o animal fosse peçonhento.

Reconhecimento: 

 Relato da vitima;
 Pequenas marcas causadas pela picada;
 Dor local intensa;
 Inchaço, hematoma e bolhas no local;
 Queda das pálpebras (cara de bêbado);
 Alterações de cor e volume da urina;
 Distúrbios visuais;
 Dificuldade respiratória;
 Parada respiratória;
 Náuseas e vômitos;
 Convulsões;
 Torpor e inconsciência;
 Choque anafilático;
 Se for possível, o socorrista poderá identificar e capturar o animal agressor, desde que esse procedimento não demande muito tempo;
 Se não conseguir identificar trate como se o animal fosse venenoso

Conduta:

 1- Mantenha a vitima em repouso absoluto;
2- Lave a ferida com água e sabão;
 3- Não se deve amarrar ou fazer torniquete;
4- Não cortar o local da ferida;
5- Não sugar o local da ferida;
6- Não colocar nenhum produto sobre a ferida;
7- De bastante liquido para a vítima beber;
8- Remova os anéis, braceletes e outros itens que estejam na extremidade afetada;
9- Prevenir e/ou tratar o estado de choque;
10-Transporte urgente para o hospital mais próximo ou, caso exista, para o hospital de referencia para esse tipo de atendimento.

Observação: nos acidentes por animais peçonhentos o socorrista não deve perder tempo no local. O transporte da vitima devera ser feito o mais rápido possível a fim de se iniciar o tratamento com soro especifico.

Referências:

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/acidentes-por-animais-peconhentos

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/manu_peconhentos.pdf

Imagem: Google Imagens

Medicamentos Utilizados em UBS, ESF, UPA, SAMU

Medicamentos Utilizados na Atenção Primária à Saúde e ESF

Adrenalina, Água destilada, Aminofilina, Amiodarona, Atropina, Brometo de Ipratrópio, Cloreto de potássio, Cloreto de sódio, Deslanosídeo, Dexametasona, Diazepam, Diclofenaco de Sódio, Dipirona, Dobutamina, Dopamina, Epinefrina, Escopolamina (hioscina), Fenitoína, Fenobarbital, Furosemida, Glicose, Haloperidol, Hidantoína, Hidrocortisona, Insulina, Isossorbida, Lidocaína, Meperidina, Midazolan, Ringer Lactato, Soro Glico-Fisiologico, Soro Glicosado.

Unidades Não-Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências

Estas unidades, que devem funcionar nas 24 horas do dia, devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade

Medicamentos Abaixo a lista de medicamentos que devem estar disponíveis na unidade de urgência, contemplando medicamentos usados na primeira abordagem dos pacientes graves e também sintomáticos, antibióticos e anticonvulsivantes, uma vez que alguns pacientes poderão permanecer nestas unidades por um período de até 24 horas ou, excepcionalmente, por mais tempo se houver dificuldade para internação hospitalar:

 Adrenalina, Água destilada, Aminofilina, Amiodarona, Amitriptilina, Ampicilina, Atropina, Bicarbonato de sódio, Biperideno, Brometo de Ipratrópio, Bupivacaína, Captopril, Carbamazepina, Carvão ativado, Cefalexina, Cefalotina, Cetoprofeno, Clister Glicerinado, Clordiazepóxido, Cloridrato de Clonidina, Cloridrato de Hidralazina, Cloreto de potássio, Cloreto de sódio, Clorpromazina, Clorafenicol, Codeína, Complexo B injetável, Deslanosídeo, Dexametasona, Diazepam, Diclofenaco de sódio, Digoxina, Dipirona, Enalapril, Escopolamina (hioscina), Fenitoína, Fenobarbital, Fenoterol Bromidrato, Flumazenil, Furosemida, Gentamicina, Glicose isotônica, Glicose hipertônica, Gluconato de Cálcio, Haloperidol, Hidrocortisona, Insulina, Isossorbida, Lidocaína, Manitol, Meperidina, Metildopa, Metilergometrina, Metilprednisolona, Metoclopramida, Metropolol, Midazolan, Nifedipina, Nistatina, Nitroprussiato de sódio, Óleo mineral, Omeprazol, Oxacilina, Paracetamol, Penicilina, Prometazina, Propranolol, Ranitidina, Ringer Lactato, Sais para reidratação oral, Salbutamol, Soro glico-fisiologico, Soro Fisiológico, Soro Glicosado, Sulfadiazina prata, Sulfametoxazol + trimetoprim, Sulfato de magnésio, Tiamina (Vit. B1), Tramadol, Tobramicina Colírio, Verapamil, Vitamina K.

Medicamentos das Ambulâncias SAMU 192

Medicamentos obrigatórios que deverão constar nos veículos de suporte avançado, seja nos veículos terrestres, aquáticos e nas aeronaves ou naves de transporte médico (Classes D, E e F):
 - Lidocaína sem vasoconstritor; adrenalina, epinefrina, atropina; dopamina; aminofilina; dobutamina; hidrocortisona; glicose 50%; - Soros: glicosado 5%; fisiológico 0,9%; ringer lactato; - Psicotrópicos: hidantoína; meperidina; diazepan; midazolan; - Medicamentos para analgesia e anestesia: fentanil, ketalar, quelecin; - Outros: água destilada; metoclopramida; dipirona; hioscina; dinitrato de isossorbitol; furosemide; amiodarona; lanatosideo C.


Referências:

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria 2048/2002.
www.anvisa.gov.br
 www.portaleducação.com.br/farmacia