Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Enfermeiros em Urgência e Emergência

Pessoal, peço a todos que acompanham o Enfermeiros em Urgência e Emergência que contribuam com voto, estamos participando do PRÊMIO TOP BLOG 2015, todas as vezes que o blog participou ganhamos selo de TOP 100, que significa os 100 blogs mais votados, peço a todos essa contribuição o seu voto, esse é um incentivo a continuar com esse trabalho que desde 2007 que foi o nascimento do blog continue a levar informações para todos. 
Obrigado

Para votar clique no link abaixo e vá até o local de votação, ou clique no selo ao lado, ou ainda clique na imagem abaixo:


http://www.topblog.com.br/candidatos/#projeto/90005

Anatomia e Fisiologia do Sistema Cardiovascular1

Desafio Concurseiros da Enfermagem - Cálculo de Medicação!





Desafio Concurseiros da Enfermagem - Cálculo de Medicação!
Questão: Foi prescrita uma solução contendo 960ml de Soro Glicofisiológico, 2 ampolas de KCl 20% (10ml cada) e 2 ampolas de NaCl 20% (10ml cada). Da solução foi administrado 500ml. Quanto foi administrado de soluto em gramas?
a) 49g
b) 43,43g
c) 32,23g
d) 23,43g
e) 19,19g

Teste seu conhecimento - Universidade Estadual de Londrina COPS-UEL

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Intoxicação Exógena



“...todas as substâncias são venenos, não existe nenhuma que não seja.
A dose correta diferencia um remédio de um veneno”.
Paracelso 1443-1541

Conceito
É a consequência clínica e/ou bioquímica da exposição aguda a substâncias químicas encontradas no ambiente

Ambiente: Ar, água, alimentos, plantas, etc

Isoladas: medicamentos, produtos de uso Industrial, pesticidas,(trabalhadores), domiciliar (produtos de limpeza e higiene) etc

Formas de Intoxicação

Ingerido - Ex.: medicamentos, substâncias químicas industriais, derivados de petróleo, agrotóxicos, raticidas, formicidas, plantas, alimentos contaminados (toxinas).
Inalado - gases e poeiras tóxicas. Ex.: monóxido de carbono, amônia, agrotóxicos,  cola de sapateiro, acetona, benzina, éter, GLP (gás de cozinha), etc
Absorvido - inseticidas, agrotóxicos e outras substâncias químicas que penetrem no organismo pela pele ou mucosas.
Injetado - toxinas de diversas fontes, como aranhas, escorpiões, ou drogas injetadas com seringa e agulha

Intoxicações mais comuns
Materiais de limpeza, higiene e beleza
Drogas Lícitas  Medicamentos – uso de rotina
Pesticidas e Raticidas
Diversos tipos de drogas ex: cocaína
Tintas, cola,  óleo para motor, etc
Plantas            

Sinais e Sintomas mais comuns
Queimaduras ou manchas ao redor da boca;
● Odores característicos
● Respiração anormal
● Sudorese, salivação e lacrimejamento;
● Alterações pupilares
● Pulso
● Pele (pálida, "vermelha", ou cianótica);
● Alterações da consciência;
● Convulsões;
● Choque;
● Distensão abdominal;
● Vômitos;
● Cefaléia
● Dor abdominal;
● Queimação nos olhos e mucosas;
● Dificuldade para engolir.


Em qualquer tipo de intoxicação exógena é necessário que procure atendimento médico, não provoque vômito, não dê leite ou outra substancia.

Previna as intoxicações, nunca deixe em fácil alcance das crianças produtos de limpeza, higiene, beleza, raticidas, pesticidas ou medicamentos, cuidado com as medicações dos idosos, eles podem se confundir e tomar mais do que a dose recomendada pelo médico.
Se atente as pessoas que são potenciais para suicídio, ajude-as no tratamento e afaste qualquer tipo de substancia que possa ser utilizada para o suicídio.
Cuidado no manuseio com pesticidas e raticidas 
Trabalhadores que utilizam pesticidas na lavoura, utilizem equipamento de proteção individual, se atente na manipulação dessas substancias 
Cuidado na cozinha ao manipular os alimentos e não contaminá-los
Cuidado demais sempre é bom, vamos ficar atentos para não passar por essa situação

Fontes: 
SCHVARTSMAN, C., SCHVARTSMAN, S. Intoxicações exógenas agudas. J pediatria. Rio de Janeiro 1999; 75 (Supl.2): S244-S250.

http://www.defesacivil.pr.gov.br/arquivos/File/primeiros_socorros_2/cap_23_intoxicacoes_exogenas.pdf

http://www.saude.ba.gov.br/pdf/Apostila_CIAVE_Ago_2009_A4.pdf

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_atencao_saude_trab_exp_agrotoxicos.pdf

Imagem: Google imagens

Autoria: Thais P. Travaglia
http://enfermagemurgenciaemergencia.blogspot.com.br/

Cinemática do trauma





Vídeo de uma campanha contra pessoas que ingerem bebidas alcoolicas e após vão dirigir, mostra cinemática do trauma, atendimento pré hospitlar, é muito legal o video vale a pena assistir



TAC Campaign - Everybody Hurts

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Perguntas e respostas sobre Oxigenoterapia




1 - A quem está indicada a oxigenoterapia domiciliar prolongada?
A oxigenoterapia domiciliar prolongada (ODP) está indicada para todos os pacientes com doença pulmonar crônica e hipoxemia crônica, uma vez que está demonstrado que seu uso crônico aumenta a sobrevida e melhora da qualidade de vida.
Muitos preferem chamar de oxigenoterapia contínua ou prolongada, pois a palavra domiciliar pode dar a entender que a oxigenoterapia é para ser usada somente enquanto o paciente está em casa, o que, em função da disponibilidade de equipamentos portáteis, não é verdade.
2 - Quais as doenças que têm indicação de oxigenoterapia domiciliar prolongada?
A DPOC com hipoxemia é doença em que a oxigenoterapia foi melhor estudada, constituindo sua principal indicação. Entretanto, várias outras condições que cursam com hipoxemia crônica beneficiam-se deste tratamento:
  • doenças pleurais extensas;
  • ressecções pulmonares;
  • sequelas pleuropulmonares da tuberculose;
  • doenças neuromusculares;
  • deformidades da caixa torácica (cifoescoliose);
  • tromboembolia pulmonar crônica;
  • pneumoconiose;
  • asma perene;
  • doenças pulmonares difusas (ex. fibrose pulmonar idiopática);
  • outras.
3 - Como é a ação do oxigênio na correção da dispneia?
A hipoxemia aumenta a estimulação dos quimioreceptores no corpo carotídeo e leva ao aumento da frequência respiratória e, consequentemente, da sensação de dispneia. Pode-se observar um aumento na sensação de dispneia na realização de atividade física, já que os pacientes hipoxêmicos precocemente mudam o substrato energético e acumulam ácido lático, com consequente aumento da frequência respiratória e dispneia. Em ambas as situações a administração de oxigênio, evitando a queda da sua concentração no sangue, alivia substancialmente a dispneia.
Quando a causa da hipoxemia é uma doença obstrutiva, como a DPOC, outros fatores estão envolvidos. Estes pacientes têm diminuição da retração elástica e, quando a frequência respiratória aumenta, não há tempo suficiente para expiração do volume corrente, com consequente aumento do volume pulmonar que causa desconforto respiratório. Outra consequência da hiperinsuflação pulmonar é a diminuição da capacidade inspiratória, que diminui a capacidade de aumentar suficientemente o volume corrente para suprir os músculos com adequada oxigenação. A má oxigenação muscular aumenta o estímulo do centro respiratório, fechando o ciclo vicioso da hipoxemia-dispneia.
4 - Qual a importância da hipoxemia no desenvolvimento do cor pulmonale?
A circulação pulmonar é um circuito de grande distensibilidade e baixa resistência, sendo capaz de acomodar o mesmo fluxo sanguíneo que a circulação sistêmica, com uma pressão média, aproximadamente, cinco vezes menor. Os mecanismos envolvidos no aumento da resistência vascular pulmonar são vasomotores e/ou anatômicos. A hipóxia alveolar aguda ou crônica é um estímulo potente para vasoconstrição pulmonar e é o fator mais importante na fisiopatologia do cor pulmonale crônico. A hipóxia pode resultar da ventilação inadequada de alvéolos bem perfundidos ou da diminuição difusa da ventilação alveolar. Em conjunto com os estímulos vasomotores, as alterações anatômicas também concorrem para hipertensão pulmonar. A camada íntima das artérias submetidas a regime de hipóxia crônica sofre acúmulo de células musculares lisas, que leva ao seu espessamento.
A hipóxia arterial sistêmica potencializa os efeitos locais da hipóxia alveolar, através de reflexos neurais simpáticos. Outros fatores como acidose (pH<7 a="" acidose="" agem="" agravam="" atrav="" aumento="" coexistir="" cr="" culo="" da="" de="" decorre="" doen="" e="" edema="" efeito="" esquerdo="" exerce="" fal="" forma="" frequentemente="" hip="" hipercapnia="" hipoxemia="" independente="" indiretamente="" induz.="" levar="" maneira="" ncia="" nea="" nica.="" o="" os="" p="" pioram="" pode="" policitemia="" pulmonar.="" que="" respirat="" rgica="" ria="" rios="" s="" sangu="" se="" secund="" seu="" sin="" sintomas="" uma="" ventr="" viscosidade="" xia.="" xia="">
A utilização suplementar de oxigênio produz benefícios fisiológicos, diminuindo os sintomas e aumentando a expectativa de vida. A correção da hipoxemia diminui a dispneia aos esforços e melhora o desempenho das atividades da vida diária. A utilização de pelo menos 15 horas/dia de oxigênio já provou que leva a melhora na qualidade de vida e aumenta a sobrevida de pacientes com DPOC e cor pulmonale.
5 - Como a oxigenoterapia pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes?
Diante de todos os benefícios relatados com o uso do oxigênio para os pacientes que apresentam hipoxemia, pode-se constatar, de forma indireta, melhora na qualidade de vida relacionada ao estado de saúde desses indivíduos. O aumento na tolerância ao exercício é um importante marcador para melhora na qualidade de vida. Um estudo que avaliou a capacidade física de pacientes com DPOC, que, em momentos diferentes, utilizavam oxigênio ou ar comprimido, mostrou que o uso do oxigênio líquido portátil aumentava a distância caminhada, o que, sem dúvida, reflete na melhor realização das atividades comuns do dia a dia, promovendo uma reintegração social do paciente com conseqüente melhora na qualidade de vida.
Outro fator importante para melhora indireta na qualidade de vida dos pacientes é a diminuição no número de internações que é observada nos que recebem oxigenoterapia domiciliar prolongada. De forma direta também já se constatou melhora da qualidade de vida, medida pelo CRQ (Chronic Respiratory Questionnaire), de pacientes com DPOC que faziam uso de oxigênio ambulatorial por 12 semanas, comparados com outro grupo de características semelhantes que utilizava ar comprimido. Estes pacientes obtiveram melhora nos quatro domínios do questionário CRQ.
Contudo, todos os benefícios acima seguem uma fase inicial de adaptação à oxigenoterapia, a qual, comumente, é constrangedora tanto para o paciente quanto para a família. A qualidade de vida de pacientes com DPOC com baixo poder aquisitivo sob oxigenoterapia de longa duração é significativamente pior que a dos pacientes sem hipoxemia. Isto é explicado tanto pelo estádio da doença, mais graves no primeiro caso, quanto pelo transtorno causado pelos aparelhos e acessórios necessários para a realização da oxigenoterapia, prejudicando a saída de casa, habitualmente pelo uso de cilindros e não por equipamento portáteis. Estes dados enfatizam a necessidade de critérios adequados para a prescrição de ODP e do perfeito acompanhamento por parte da equipe multiprofissional na fase inicial de adaptação.
6 - Quais os efeitos da hipoxemia na cognição e na vida diária de pacientes idosos?
O processo de envelhecimento é acompanhado pelo declínio das capacidades física e cognitiva dos idosos, de acordo com suas características de vida, o que faz com que alguns hábitos ou vícios possam gerar sobreposição de fatores naturais, como a idade e o próprio envelhecimento, com deficiências adquiridas como a hipóxia devido a alguma doença pulmonar crônica.
Distúrbios neuropsíquicos são frequentes em pacientes com hipoxemia crônica, sendo que o padrão frequentemente observado é semelhante ao do indivíduo idoso, com dificuldade para concentração, perda da memória e redução na habilidade de abstração. A hipoxemia piora durante o sono e particularmente durante a fase de movimentos rápidos dos olhos em portadores de DPOC grave. Estudos têm demonstrado que existe relação positiva entre o grau de hipoxemia e a presença desses distúrbios; tais estudos demonstram, também, que há melhora da função neuropsíquica após o primeiro mês de oxigenoterapia e que há reversibilidade das alterações eletroencefalográficas da hipoxemia crônica após 15 a 20 horas/dia de oxigenoterapia domiciliar prolongada.
A baixa escolaridade também já foi relacionada como um fator importante em associação com a hipoxemia, levando a uma perda mais efetiva da função cognitiva nesses pacientes. A hipoxemia associada à idade avançada, à baixa escolaridade e a existência de doenças cardiovasculares são as explicações mais aceitas quanto à origem dos distúrbios de cognição em pacientes portadores de DPOC.
7 - Ocorre melhora das trocas gasosas com o uso contínuo de oxigenoterapia domiciliar no paciente com DPOC grave?
Sim, ocorre melhoria na PaO2 com o paciente, mesmo respirando ar ambiente, a partir do terceiro mês de uso de oxigenoterapia domiciliar.
Existiam dúvidas sobre se as variações na PaO2 depois do uso contínuo de oxigênio se devem a flutuações fisiológicas ou a seus efeitos benéficos e se questionavam quais mecanismos estavam implicados nisto. Um estudo em 24 pacientes com DPOC avaliados antes e depois de oxigenoterapia domiciliar prolongada demonstrou estabilização da PaO2 e PaCO2durante a evolução da doença com o tratamento, contrastando com uma progressiva piora das mesmas variáveis antes da terapia com oxigênio. A diminuição dos volumes pulmonares com a evolução natural da doença diminuiu sensivelmente, mas, obviamente, não se estacionou.
Existem duas hipóteses para explicar a melhora na PaO2 depois da estabilização da doença em indivíduos que recebem oxigenoterapia domiciliar:
  • A primeira é que o uso continuo de oxigênio possa reverter as alterações estruturais nos pequenos vasos pulmonares e "remodelar" a árvore vascular pulmonar com a consequente melhora da vasoconstrição e diminuição da hipertensão arterial pulmonar;
  • A segunda hipótese está relacionada ao transporte e ao conteúdo arterial do oxigênio no sangue. A diminuição da resistência vascular pulmonar melhora o desempenho do ventrículo direito e o débito cardíaco, com melhora do conteúdo arterial de oxigênio, do transporte de oxigênio e, consequentemente, da PaO2.
8 - De um modo geral, existe necessidade de algum controle na oxigenoterapia domiciliar prolongada?
Sim, existe a necessidade de um controle rígido com relação à indicação, uso e manutenção da oxigenoterapia domiciliar prolongada por ser um procedimento médico-social de alto custo, instituindo-se as medidas restritivas para coibir seu uso impróprio e abusivo. Dentro destas medidas estão a padronização de suas indicações e o registro inicial para o controle periódico dos pacientes.
9 - Quais são os objetivos da oxigenoterapia domiciliar prolongada?
O objetivo primordial da administração de oxigênio é a melhorar da sobrevida dos pacientes. Neste sentido, a correção ou a prevenção da hipoxemia tem grande importância, devendo ser acompanhada da manutenção da hemoglobina, do débito cardíaco e da perfusão tissular adequados, parâmetros associados ao transporte de oxigênio no sangue. A correção de outras condições clínicas encontradas nesse grupo de pacientes, como broncoespasmo, infecções broncopulmonares e insuficiência cardíaca congestiva, também contribuem para a correção da hipóxia tissular.
Estes procedimentos podem reverter a policitemia, melhorar as funções neuropsíquica e cardíaca, a resistência ao exercício, facilitando as atividades da vida diária, com ganho de peso e melhora do estado global de saúde.
10 - Qual é o estudo americano que deu base para o uso da oxigenoterapia domiciliar prolongada em pacientes com DPOC?
A oxigenoterapia domiciliar prolongada (ODP) está praticamente baseada em dois estudos internacionalmente conhecidos, um americano e outro britânico. O estudo americano NOTT (Nocturnal Oxygen Therapy Trial) foi realizado em seis centros nos Estados Unidos em pacientes com DPOC e PaO2 menor ou igual a 55 mmHg ou PaO2 menor ou igual a 59 mmHg associada a sinais de insuficiência cardíaca direita. Os pacientes foram divididos e randomizados para dois grupos: oxigenoterapia noturna por 12 horas/dia (n=102) ou oxigenoterapia contínua por 24 h/dia (n=101). O tempo de oxigenoterapia nos dois grupos foi controlado por um marcador de tempo e o grupo de oxigenoterapia contínua utilizou, em média, 17,7 horas/dia de oxigênio, enquanto o grupo de oxigenoterapia noturna 12 horas/dia. Ambos os grupos recebiam oxigênio com baixo fluxo, entre 1 e 4 L/min. A administração era feita por concentrador, oxigênio líquido ou gasoso. A idade, sexo, volume expiratório forçado no 1º segundo (VEF1) e pressão parcial de oxigênio arterial (PaO2) entre os dois grupos eram semelhantes. Após 26 meses de seguimento, foi demonstrado que a taxa de mortalidade no grupo sob oxigenoterapia contínua era quase a metade da do grupo sob oxigenoterapia apenas noturna.
Em um outro estudo derivado dos pacientes do NOTT, foram avaliadas as medidas hemodinâmicas invasivas pré-tratamento e após seis meses de seguimento de 46 pacientes. Demonstrou-se que não houve diferença entre os dois grupos quanto à melhora na pressão de átrio direito, pressão capilar pulmonar, índice cardíaco e índice de trabalho sistólico de ventrículo direito. Porém, o grupo sob oxigenoterapia contínua apresentou diminuição na resistência vascular pulmonar e na pressão da artéria pulmonar. A redução na pressão na artéria pulmonar também já foi observada em outros dois estudos prospectivos. Porém, foi demonstrado que apesar de poder ocorrer redução inicial da pressão da artéria pulmonar com a ODP, o acompanhamento por dois anos mostrou que a resistência vascular pulmonar retorna ao nível inicial com a piora progressiva da função pulmonar e da PaO2.
11 - Qual a importância do estudo britânico para o uso da oxigenoterapia domiciliar prolongada (ODP) em pacientes com DPOC?
O estudo britânico do Medical Research Council (MRC) foi realizado em três centros com 87 pacientes, todos com menos de 70 anos de idade, portadores de DPOC, com sinais de insuficiência ventricular direita e hipercápnicos. Os pacientes eram randomizados em dois grupos: oxigenoterapia por pelo menos 15 horas/dia e outro grupo sem oxigenoterapia (controle).
O estudo foi randomizado, mas não foi cego. A oxigenoterapia era fornecida por cateter nasal com fluxo mínimo de 2 L/min. Os dois grupos eram semelhantes tanto clinicamente quanto na função pulmonar e nos exames laboratoriais. Para o grupo sob oxigenoterapia foram randomizados 42 pacientes e 19 morreram nos cinco anos de seguimento, comparados com 30 dos 45 do grupo controle. Os pacientes envolvidos neste estudo tinham PaO2 entre 40 e 60 mmHg e mais de um episódio documentado de insuficiência cardíaca direita com edema de tornozelos. Os resultados demonstraram que houve melhora na sobrevida em cinco anos para o grupo sob oxigenoterapia de 15 horas/dia.
12 - Algum outro estudo foi importante para demonstrar a viabilidade da oxigenoterapia domiciliar prolongada em pacientes com DPOC?
Dois outros estudos avaliaram pacientes com DPOC e hipoxemia leve (PaO2 entre 56 e 69 mmHg), os quais foram randomizados em dois grupos: oxigenoterapia prolongada e grupo controle. Ambos os grupos recebiam o tratamento habitual com broncodilatadores e diuréticos, se necessário. Ao final do seguimento dos dois estudos não foi encontrado diferença significante na mortalidade entre os dois grupos. A conclusão destes estudos é que a oxigenoterapia domiciliar prolongada não melhora a sobrevida em pacientes com DPOC com estes níveis de hipoxemia.
13 - Quanto tempo após a retirada do oxigênio os sintomas decorrentes da hipoxemia voltam a aparecer?
A retirada aguda do oxigênio em pacientes com DPOC em oxigenoterapia domiciliar prolongada produz elevação da pressão na artéria pulmonar e da resistência vascular pulmonar, aumento do trabalho ventricular direito e, em alguns pacientes, aumento do consumo de oxigênio. Estas alterações se instalam plenamente, na maioria dos pacientes, entre 2 e 3 horas depois da suspensão do oxigênio.
14 - Em que parâmetros se baseiam a indicação para oxigenoterapia domiciliar prolongada em DPOC?
A indicação de oxigenoterapia domiciliar prolongada (ODP) baseia-se em parâmetros clínicos e de gasometria arterial. Frequentemente, os pacientes portadores de DPOC apresentam exacerbação e, nesta fase, há piora da relação ventilação/perfusão e consequente redução da PaO2, sendo necessária suplementação com oxigênio. Naqueles pacientes que necessitem oxigenoterapia prolongada durante uma fase de exacerbação, deve-se realizar nova avaliação clínica e gasométrica após 60 a 90 dias, visto que a hipoxemia pode ser transitória nessas circunstâncias.
As indicações atuais para ODP são:
  • Pacientes hipoxêmicos com PaO2=55 mmHg ou saturação de oxigênio =88 % em repouso;
  • Pacientes com PaO2 entre 56 e 59mmHg ou saturação de oxigênio de 89% na presença de qualquer dos seguintes:
    • Sinais clínicos de cor pulmonale (edema de membros inferiores, turgência jugular);
    • Onda P pulmonale no ECG (onda P maior que 3 mm nas derivações DII, DIII ou aVF);
    • Policitemia (hematócrito acima de 56%).
15 - O que é titulação de oxigênio e como deve ser realizada?
Titular o oxigênio é encontrar a concentração adequada de sua suplementação para o paciente realizar as suas atividades da vida diária. Os fluxos de oxigênio necessários devem ser titulados individualmente com o oxímetro. A titulação deve ser realizada em repouso e em atividades da vida diária, como caminhar dentro de casa, durante simulação de banho, arrumar a cama, andar depressa e subir escadas. Outras atividades que o paciente realize cotidianamente também devem ser simuladas durante o procedimento. O fluxo necessário será o suficiente para manter a SpO2 maior ou igual a 90%.
Um dado importante do ponto de vista prático é que os fluxômetros habitualmente não são acurados, apresentando grande variabilidade, embora geralmente fornecendo valores acima do que os marcados. Sendo assim, toda vez que houver troca do equipamento, deve-se novamente titular o fluxo de oxigênio necessário.
16 - Quanto tempo depois do inicio da oxigenoterapia domiciliar prolongada o paciente deve ser reavaliado?
Depois de 2 a 3 meses deve ser realizada uma reavaliação total do paciente para comparar a PaO2 encontrada com a inicial. A medida da PaO2 se mantém como o "padrão ouro" para comprovar a necessidade de oxigenoterapia domiciliar prolongada contínua. Deve-se fazer uma reavaliação anual da prescrição ou sempre que seja necessário, como, por exemplo, após exacerbações ou melhorias.
17 - Deve-se ofertar oxigênio a pacientes hipoxêmicos durante o exercício?
O uso de oxigênio durante o exercício pode aumentar a tolerância ao mesmo e reduzir a dispneia nos pacientes que apresentam grande dessaturação arterial de oxigênio durante a atividade física. Os pacientes com DPOC e outras doenças pulmonares crônicas devem sempre ser estimulados a não permanecer sedentários, apesar de suas limitações para o exercício.
A hipoxemia tende a piorar durante o exercício. Alguns trabalhos têm demonstrado que o O2 suplementar durante os esforços previne o aumento transitório da pressão da artéria pulmonar e da resistência vascular pulmonar que pode ocorrer durante o exercício. O benefício imediato do oxigênio durante os exercícios é reduzir a sensação de dispneia e melhorar a tolerância aos esforços com baixas cargas de trabalho submáximo, principalmente por diminuir a ventilação minuto. Apesar de ainda não haver estudos definitivos sobre o impacto da oxigenoterapia durante o exercício, ela deve ser prescrita nesta condição.
18 - Deve-se ofertar oxigênio suplementar aos pacientes que dessaturam durante a noite?
Existe a possibilidade de se ofertar oxigênio aos pacientes que apresentem as seguintes situações:
  • PaO2<55 mmhg="" ou="" sao="" sub="">2
<88 durante="" li="" o="" sono="">
  • SaO2<85 cognitivo="" com="" como="" de="" definidos="" dificuldades="" fadiga="" hipoxemia="" ins="" li="" nia.="" no="" ou="" processo="" sinais="" sintomas="">
  • Os pacientes com hipoxemia diurna estão sujeitos a piorar durante o sono. Se não há nenhuma anomalia do centro respiratório durante o sono, a administração de oxigênio noturno poderá corrigir a hipoxemia. Recomenda-se o aumento de um litro de oxigênio à titulação realizada em repouso e com o paciente desperto. Obviamente, quando está disponível, a medição da oximetria noturna contínua ajuda na prescrição da dose de O2 mais precisa.
    Deve-se entretanto estar atento à presença concomitante de apneia obstrutiva do sono, pois ela pode ter participação na gênese da hipoxemia noturna e não será corrigida pela oxigenoterapia. Havendo suspeita clínica, está indicada a realização de polissonografia e, comprovada a presença de apneia obstrutiva, deve-se instituir seu tratamento específico, na maioria das vezes com CPAP (ver tema apneia do sono).
    19 - Quando a oxigenoterapia domiciliar prolongada pode ser suspensa?
    Nas doenças crônicas deve-se avisar o paciente que, muito provavelmente, ele irá fazer uso de oxigênio o resto da vida. Entretanto em alguns casos pode haver melhora da PaO2 com a oxigenoterapia domiciliar prolongada, a qual pode vir a ser suspensa, após um período mínimo de 6 meses, se o paciente estiver clinicamente estável e fora dos níveis de hipoxemia que indicam a suplementação de O2.
    20 - Quais pacientes deveriam realizar exame de triagem para oxigenoterapia domiciliar prolongada?
    Os indivíduos portadores de DPOC com VEF1 menor que 40% do previsto e/ou aqueles que apresentem sinais clínicos de insuficiência cardíaca direita, como edema de membros inferiores e turgência jugular, devem realizar gasometria arterial para avaliar indicação de oxigenoterapia domiciliar prolongada. A realização de oximetria de pulso pode ser útil. Os pacientes que apresentarem SpO2 menor que 92% devem ser selecionados para realizar gasometria arterial, uma vez que a oximetria de pulso tem uma margem de erro de mais ou menos 2% e não fornece valores de PaCO2. Os mesmos critérios de oximetria devem ser usados nas outras doenças pulmonares crônicas para indicação de gasometria arterial de triagem.
    21 - Quais os mecanismos de ação da oxigenoterapia domiciliar prolongada?
    Apesar de que os estudos mostrarem que a ODP aumenta a sobrevida dos pacientes com DPOC hipoxêmicos, o mecanismo de como isto ocorre ainda não está bem esclarecido. Parece estar comprometida uma alteração hemodinâmica pulmonar, pois com o uso de oxigênio há diminuição da pressão das artérias pulmonares com a consequente diminuição do trabalho cardíaco e melhor utilização do oxigênio pelos tecidos.
    22 - Existe algum perigo em se administrar oxigênio contínuo a pacientes com DPOC grave?
    Alguns médicos receiam administrar oxigênio a pacientes com DPOC grave. Eles acreditam que os pacientes que já se apresentam hipercápnicos estão com depressão do centro respiratório e que a administração de oxigênio vai retirar o único estímulo que eles têm, que é a hipoxemia, estimulando os corpos carotídeos. Entretanto já se sabe que a retenção de gás carbônico nesses indivíduos é conseqüência ou da falha mecânica da caixa torácica ou do desequilíbrio da ventilação/perfusão, e não de depressão do centro respiratório.
    Em realidade, estes pacientes têm o estímulo respiratório 2 a 4 vezes maior do que o de uma pessoa sem DPOC, conforme comprovado por estudos de avaliação do estímulo neuro-muscular. Em outras palavras, em vez de deprimido, o centro respiratório está sob maior estimulação do que em um indivíduo normal, fazendo com que os músculos respiratórios estejam trabalhando com maior intensidade. O maior trabalho respiratório é baseado no esforço que os músculos têm que realizar para vencer a resistência brônquica que os pacientes com DPOC apresentam. Estudos realizados mostram claramente que quanto menor o VEF1, maior o esforço respiratório, conforme medido pelo método da pressão de oclusão.
    De qualquer modo, se houver este temor, pode-se iniciar a correção da hipoxemia crônica com baixos fluxo de oxigênio e depois aumentá-lo se houver necessidade. Devemos lembrar que a diminuição da ventilação com oxigenoterapia ocorre praticamente só em pacientes que estão em exacerbação, raramente ocorrendo no paciente estável. Durante a exacerbação, se ocorrer hipoventilação alveolar, deve-se aplicar ar ventilação não invasiva.
    23 - Quais são os dados objetivos que demonstram a ação benéfica da oxigenoterapia domiciliar prolongada?
    Nos usuários de oxigenoterapia domiciliar contínua, nota-se o benefício por:
    • redução do hematócrito;
    • redução na diferença alvéolo-arterial de O2;
    • aumento da tolerância ao exercício;
    • redução da resistência vascular pulmonar;
    • redução da hospitalização.
    24 - Quais são as fontes de oxigênio para oxigenoterapia domiciliar prolongada?
    Existem três fontes para fornecimento de oxigênio domiciliar prolongado:
    • oxigênio gasoso comprimido em cilindros;
    • concentradores de oxigênio;
    • oxigênio líquido.
    25 - Quais as vantagens e desvantagens do oxigênio em cilindro?
    De um modo geral, nos países em que ainda se está iniciando a oxigenoterapia domiciliar, a forma de apresentação mais utilizada é a de gás comprimido sob pressão em cilindros.
    Os cilindros que armazenam o oxigênio sob alta pressão são pesados, grandes e de difícil transporte e necessitam de reposição frequente. Eles são providos de válvulas reguladoras de pressão e fluxômetros que têm a função de ajustar a pressão e o fluxo de oxigênio fornecido. Seu armazenamento pode ser feito por longos períodos, sem perdas. Oxigênio em cilindros pode ser prescrito se o paciente tiver pouca mobilidade ou se estiver limitado ao leito e/ou domicílio. Os cilindros não devem sofrer quedas, havendo perigo de explosões; no entanto, quando usados adequadamente, são bastante seguros.
    Existem cilindros de alumínio ou aço, pequenos e mais leves que os tradicionais, que permitem seu uso portátil, sendo indicados aos pacientes parcialmente limitados e que saiam dos seus domicílios ocasionalmente. Eles não necessitam de auxílio de familiares ou cuidados para recarga, têm baixo custo operacional e podem ficar na posição horizontal. Os cilindros não devem ser carregados pela válvula, nem armazenados em áreas sem ventilação. Nos casos de uso de oxigênio portátil, o uso da válvula poupadora inspiratória pode ser muito útil na economia do oxigênio dos cilindros, aumentando, assim, a sua autonomia, sem necessidade de recargas constantes.
    É possível calcular a duração de um cilindro conhecendo-se seu volume e o fluxo empregado. No caso de oxigenoterapia domiciliar prolongada (24 horas/dia - 2 l/min de dia + 3l/min a noite), a troca de cilindros (tipo H=6.900 litros de oxigênio) deve ser feita a cada 2 dias e meio. As válvulas redutoras são importantes, pois reduzem a pressão do sistema a 50 psi. A revisão frequente dos fluxômetros assegura que o fluxo prescrito esteja sempre adequado.
    26 - Quais as vantagens e desvantagens da utilização do oxigênio líquido?
    A estocagem de oxigênio na fase líquida tem a função de aumentar a capacidade de armazenagem do produto. Ele pode ser armazenado em um reservatório matriz de até 50 litros de O2 líquido, mantido à temperatura de 186°C negativos. Acompanha o reservatório matriz uma mochila portátil, ideal para pacientes com mobilidade conservada e vida social ou profissional ativa, que pode fornecer fluxo de até 6 l/min. Sua principal vantagem é permitir a total mobilidade do paciente, dentro e fora do seu domicílio, por longos períodos - podem durar de 4 a 6 horas, dependendo do fluxo. Esta duração pode ser maior em caso de se acoplar algum método econômico de administração de oxigênio, como a válvula economizadora do gás.
    Para tornar mais fácil o transporte dos pequenos cilindros nas mochilas, existe hoje a versão de alumínio, que os torna ainda mais leves. Cada litro de O2 líquido se transforma em 840 litros de O2 em forma gasosa. Seu custo é maior do que o do concentrador, mas é mais barato que o do cilindro, conforme a necessidade de cargas mensais. É necessário cuidado nas recargas, pelo risco de ocorrer queimaduras pela temperatura baixa do oxigênio liquido.
    27 - Quais as vantagens e desvantagens da utilização do concentrador de oxigênio?
    Concentradores de oxigênio são equipamentos elétricos que aspiram o ar ambiente, passando-o por um filtro especial, separando o oxigênio dos outros gases. Esta é, no momento, a forma mais econômica de administrar oxigenoterapia domiciliar. Concentradores de oxigênio fornecem o gás com pureza de 95% a 97% e fluxos de até 6 l/min. O volume de oxigênio fornecido é ilimitado. São fáceis de manusear, ocupam pouco espaço e têm autonomia de funcionamento enquanto houver energia elétrica. Não são portáteis e podem ser muito ruidosos. Os custos de manutenção são baixos, porém, apesar de menos dispendiosos, elevam o consumo de energia elétrica, dependendo do número de horas diárias de uso. Podem ser alugados, sendo o valor do aluguel independente do fluxo ou do tempo utilizado. Os filtros externos devem ser lavados semanalmente, com água e sabão neutro, para que não haja acúmulo de poeira. Revisões semestrais dos concentradores, assim como a limpeza e troca de filtros internos, garantem o funcionamento dos seus componentes.
    É necessário um cilindro de oxigênio extra na falta de energia elétrica. Residências com problemas no fornecimento de energia elétrica limitam o uso desse equipamento. Seu tamanho e peso permitem que eles possam ser levados de um cômodo a outro e até em viagens. Existem modelos aperfeiçoados que podem ser desarticulados parcialmente, resultando em concentradores portáteis que podem ser operados com baterias de corrente contínua de 12V, e que se assemelham a uma maleta. Há também modelos que conseguem carregar de oxigênio pequenos cilindros portáteis, facilitando a locomoção, mas gastando muito mais energia elétrica.
    28 - O fluxo titulado de oxigênio varia conforme a fonte de sua administração?
    Sim, as doses de oxigênio são diferentes conforme a fonte de oxigênio utilizada, devendo-se, portanto, titular individualmente cada paciente e cada fonte. Por exemplo, se a dose indicada de 1 l/min de O2 tiver como fonte o cilindro, no concentrador o fluxo será em torno de 1,5 l/min ou mais.
    29 - Como podem ser classificados os sistemas de administração de oxigênio?
    Os sistemas de administração de O2 podem ser classificados em:
    • de baixo fluxo ou fluxo variável: cânula nasal, máscaras simples etc;
    • de alto fluxo ou fluxo fixo: máscara de Venturi.
    Nos sistemas de baixo fluxo, a fração inspirada de O2 (FIO2) está determinada por vários fatores: fluxo entregado de oxigênio, tamanho da reserva do equipamento, volume da máscara facial, tamanho do espaço morto anatômico (cavidade nasal e orofaringe). Nos sistemas de alto fluxo, a FIO2 administrada é precisa e constante, independentemente das alterações do padrão respiratório.
    30 - Como deve ser a utilização da cânula nasal?
    A cânula nasal necessita de um tubo flexível que transporta o oxigênio da fonte até o nariz do paciente. É o método mais comumente usado, sendo simples e de baixo custo. Não interfere nas atividades da vida diária do paciente, como falar, comer e tomar banho. Algumas cânulas podem passar despercebidas por serem discretas e transparentes. Pode ocorrer ressecamento e não é rara a ocorrência de sangramento da mucosa nasal, sendo necessária a umidificação em caso de uso de fluxos acima de 4 l/min. As cânulas nasais são indicadas para baixo fluxo de oxigênio ou fluxo variável. Protetores atrás da orelha podem evitar irritação pelo atrito do cateter.
    A cânula deve colocar-se de modo que suas extremidades não penetrem mais de 2,5 cm no interior das narinas. Pode aumentar-se a FIO2 até o fluxo máximo de 5 l/min, a partir do qual ele se modifica de forma importante e incomoda o paciente, podendo ressecar e sangrar a mucosa nasal.
    As frações inspiradas de oxigênio (FIO2) aproximadas de acordo com os fluxos aéreos estão expostas na tabela 1.
    31 - Quais os cuidados a serem tomados com o uso das máscaras para oxigenoterapia?
    As máscaras são frequentemente usadas para as pessoas que precisam de fluxo mais alto de oxigênio. Uma vez que não existem tamanhos ou modelos para todos os tipos de rosto, pode haver desperdício de oxigênio (dependendo do padrão respiratório, pode-se desperdiçar aproximadamente 2/3 do oxigênio administrado). Pode ainda causar úlceras de pressão na face ou orelhas, risco de aspiração, desconforto devido ao calor e sensação de claustrofobia. Também pode ocorrer irritação ocular pelo fluxo de gás que escapa pela porção superior da máscara. Os pacientes podem usar protetores entre a máscara e o rosto, caso haja irritação do local. Elas são indicadas para administração de alto fluxo ou fluxo fixo de oxigênio. As máscaras são de uso individual e devem sofrer desinfecção periódica, com água e sabão.
    32 - Ainda se utiliza cateter orofaríngeo? Como colocá-lo?
    O cateter orofaríngeo tem uso cada vez mais infrequente, devido ao incômodo que ele causa ao paciente. Para sua instalação, utiliza-se o método prático de medir a distância entre a narina e ou lóbulo da orelha, introduzindo-se uma porção equivalente do cateter pela narina, de modo que não se visualize a ponta do mesmo na orofaringe. Os números 8-10 são mais apropriados para as crianças, 10-12 para mulheres e 12 a 14 para homens. O cateter deve ser trocado de narina a cada 8-12 horas. A permeabilidade do cateter deve ser perfeita, pois em caso de obstrução de algum orifício, a corrente de oxigênio que sai pelos demais produzirá uma sensação de queimadura local.
    O cateter orofaríngeo oferece as vantagens de poder ser utilizado também em pacientes com rinite, com respiração predominantemente oral, e, quando é colocado na rinofaringe, evita que as crostas de muco obstruam os orifícios. Além disto, pode-se utilizar uma FIO2 menor, uma vez que na fase expiratória o oxigênio acumula-se nas vias aéreas superiores, sendo reaproveitado na próxima inspiração.
    33 - O que é o cateter transtraqueal?
    O cateter transtraqueal consiste na administração de O2 diretamente na traqueia, através de um pequeno cateter (1 a 2 mm de diâmetro interno) inserido percutaneamente através do primeiro anel traqueal. A maior vantagem deste método é a economia de O2 em aproximadamente 50% em repouso e 30% durante o exercício, devido ao armazenamento de oxigênio no espaço morto da via aérea superior e da traquéia, que ocorre ao final da expiração subsequente, além de que o oxigênio não se dilui com o ar ambiente antes de alcançar as vias aéreas. A FIO2 não varia com o padrão respiratório e é possível seu uso contínuo, sem interferir com as tarefas e atividades da vida diária. Esteticamente é o melhor método, pois o cateter fica introduzido no pescoço, podendo ser totalmente escondido ou camuflado.
    A oxigenoterapia pode iniciar-se 2 à 3 dias depois da introdução do cateter transtraqueal, sendo necessário um programa de educação e supervisão do paciente. É ideal para pacientes que requerem altos fluxos de oxigênio por cânula nasal ou que não desejam utilizar-la por irritação local ou motivos estéticos. Este método de administração produz excelentes resultados clínicos quando se compara com os demais, provavelmente porque o paciente recebe O2realmente por 24 horas. As desvantagens mínimas, podendo muito raramente produzir disfonia, eritema cutâneo, hemoptise, enfisema subcutâneo e formação de tampões de muco.
    34 - Quando usar a máscara de Venturi?
    A máscara de Venturi, ou máscara com sistema de entrada de ar, é um dispositivo de alto fluxo, no qual o oxigênio passa por um orifício de baixa pressão, causando aspiração do ar ambiente para o interior da máscara. Desta forma o paciente respira uma mescla precisa de ar ambiente e oxigênio. Pela máscara de Venturi se administram concentrações de oxigênio (24%, 28%, 31%, 35% e 40%) totalmente controladas. Sua grande desvantagem é não poder ser utilizada para oxigenoterapia domiciliar devido ao alto fluxo utilizado (mínimo 3 l/min).
    35 - Quais os métodos de economizar oxigênio?
    Sabe-se que apenas 17% do oxigênio administrado ao paciente pela cânula nasal participam das trocas gasosas e que os 83% restantes se perdem no ar por causa da relação inspiração/expiração de 1:3. Com o fim de diminuir o O2utilizado na oxigenoterapia e seu custo, principalmente nos cilindros portáteis, desenharam métodos de economizar O2.
    Uma opção é o uso do reservatório mecânico que limita a perda de O2 na expiração e provê uma reserva de oxigênio de 100% para o inicio da inspiração seguinte. O mesmo ocorre com o cateter transtraqueal, que faz das vias aéreas um reservatório anatômico natural de O2.
    Existem válvulas economizadoras de oxigênio inspiratório, cuja abertura e administração do gás ocorre somente no início da inspiração, quando a válvula se abre e libera o oxigênio para os pulmões. O objetivo da válvula economizadora inspiratória de O2 ou de demanda é liberar oxigênio só no inicio da inspiração, economizando mais de 50% de oxigênio. As válvulas de liberação de O2 por demanda utilizam sensores eletrônicos que são acionadas por temperatura ou por pressão negativa. Podem ser utilizadas com cânula nasal ou com cateter transtraqueal. Por liberar um menor fluxo de O2, não produz secura da mucosa nasal. Alguns pacientes requerem um tempo para acostumar-se ao pulso inspiratório, o qual freqüentemente cursa sem dificuldades.
    A máscara com reservatório consiste em uma máscara simples, com um acessório de reserva que permite a reutilização parcial de O2. O reservatório pode ser pequeno (20 ml) e ficar abaixo do nariz como um bigode, ou maior e ficar como um pendente no tórax. Na inspiração, o O2 passa da máscara para o reservatório que se encontra preenchido. Como se trata de um espaço morto, o gás carbônico (CO2) entra no reservatório, a não ser que ocorra vazamento de mais da metade do mesmo na inspiração. Desta forma, o O2 que pré-insufla o reservatório é a inspiração inalada no início da inspiração seguinte, levando a uma economia de 30 a 50%. A máscara debe ficar muito bem fixada entre ela e o rosto do paciente. A cânula de reservatório deve ser trocada a cada três semanas.
    36 - Qual o comprimento dos cateteres para uso nos pacientes?
    Extensões longas para as fontes de oxigênio em silicone e látex podem ser encontradas no comércio especializado, aumentando a autonomia do paciente. Apesar de haver registros afirmando que a distância entre o tubo conector da fonte de oxigênio e o paciente não deva ultrapassar 15 metros, não há dados científicos que comprovem que medidas mais longas desses acessórios levem à perda no fluxo de oxigênio fornecido pela fonte.
    37 - A oxigenoterapia pode trazer algum risco?
    Sim, existem riscos relacionados à oxigenoterapia domiciliar prolongada:
    • Risco de incêndio: na maior parte das vezes ocasionado pelo hábito de fumar durante o uso do oxigênio;
    • Riscos de explosão: ocorre por golpes ou quedas dos cilindros ou pela manipulação inadequada dos redutores de pressão;
    • Risco de trauma: ocasionado pelo cateter ou pela máscara;
    • Risco de queimadura: pela manipulação das fontes de oxigênio com cremes, graxas, óleos e outras substâncias que possam sofrer combustão;
    • Risco de ressecamento das mucosas: devido à umidificação inadequada;
    • Risco de manifestações citotóxicas do oxigênio: deve ser utilizado o menor fluxo de oxigênio necessário para manter a saturação adequada.
    Nunca devem ser usados lubrificantes oleosos para rachaduras dos lábios ou narinas, assim como cremes ou pomadas, pelo perigo de combustão quando em contato com o oxigênio. Equipamentos que fornecem oxigênio devem permanecer longe de fontes de calor.
    Para qualquer equipamento prescrito na administração de oxigenoterapia domiciliar prolongada, é necessário observar fatores limitantes tais como enfermidades psiquiátricas graves dos usuários, dificuldade de compreensão do paciente e seus familiares quanto aos riscos associados ao tratamento e em manter medidas de segurança adequadas, residências em locais de difícil acesso, persistência do tabagismo ou dificuldades econômicas extremas. O manual de todo equipamento deve ser lido atentamente antes do seu manuseio, assim como devem ser seguidas as orientações do fabricante/revendedor.
    38 - É obrigatório o uso de umidificação durante a oxigenoterapia?
    Apesar do oxigênio administrado na forma gasosa em cilindros ser seco, não é necessária a adição de vapor de água se o fluxo é igual ou menor que 4 l/min. Os umidificadores de borbulhamento provêm uma umidade relativa de 60% a 100%. A eficácia dos umidificadores pode ser alterada por alguns fatores:
    • área de contato entre gás e a água;
    • duração do contato entre o gás e a água;
    • temperatura do sistema.
    Os fluxos acima de 4 l/min produzem secura da mucosa nasal, da orofaringe, cefaléia, incômodo torácico e aumento da produção de muco. A água no interior dos umidificadores deve ser destilada e esterilizada e não deve ultrapassar o nível indicado no frasco para que, ao fazer o borbulhamento, a água não penetre no sistema de administração de oxigênio.
    39 - O oxigênio pode ser administrado em associação com equipamentos que mantêm pressão positiva nas vias aéreas?
    O uso de oxigênio associado a sistemas que geram pressão positiva nas vias aéreas é útil nas situações em que se tenha por objetivo corrigir o colapso alveolar e a hipoxemia, como é o caso da síndrome de apnéia do sono (SAOS), assim como na síndrome de sobreposição (SAOS associada à DPOC).
    O sistema de pressão positiva nas vias aéreas pode aplicar-se como pressão contínua nas vias aéreas durante a inspiração e a expiração (CPAP), ou mediante o método de duplo nível de pressão nas vias aéreas, que administra uma pressão na inspiração e outra menor na expiração (BiPAP).
    O principal problema com o CPAP é a incapacidade do sistema de administrar fluxos adequados e a freqüente dificuldade dos pacientes para tolerar a máscara. O CPAP, que tem um fluxo contínuo, tem por objeto também minimizar ao máximo possível o trabalho respiratório. O uso de qualquer destes sistemas implica no controle periódico da saturação de O2 e das variações de pressão do dispositivo, sendo aceitáveis variações até de 2 cmH2O.
    40 - Um paciente hipoxêmico pode viajar de avião?
    Pode, mas ele deverá ter algum conhecimento do que ocorre em uma cabina de avião e observar algumas regras.
    As cabinas dos aviões pressurizados mantêm a pressão interna equivalente à altitude de 2.400 metros, portanto, com um ambiente pobre de oxigênio. Nessa pressão atmosférica, uma pessoa saudável deve ter a PaO2 por volta de 70 mmHg. As viagens aéreas são seguras para pacientes com hipoxemia crônica, desde que aumentem, durante o vôo, de 1 a 2 litros a dose de oxigênio que usualmente utilizam em repouso. O ideal é manter a PaO2 durante o vôo acima de 50 mmHg. Os pacientes que, em nível do mar, mantenham a PaO2 maior do que 70 mmHg não requerem oxigênio suplementar durante o vôo, a não ser que exista alguma co-morbidade que possa prejudicar a liberação de oxigênio aos tecidos (anemia, insuficiência cardíaca ou outras).
    O ideal é que os pacientes hipoxêmicos sentem-se perto do banheiro, para que não andem muito; que não comam muito ou tomem muita bebida gaseificada, para que não apresentem distensão gástrica e prejudique a movimentação do diafragma.
    41 - O que é estresse oxidativo e como ele ocorre?
    O desequilíbrio entre os agentes oxidantes e antioxidantes em favor dos oxidantes é denominado estresse oxidativo e seu aumento está diretamente relacionado com a oxidação de proteínas do DNA e de lipídeos, os quais podem causar lesão pulmonar ou induzir outras respostas celulares, gerando mais agentes oxidantes.
    Habitualmente, as moléculas de oxigênio são reduzidas em água e em espécies reativas do metabolismo do oxigênio (ERTO), sendo elas o radical superóxido (O2-), o peróxido de hidrogênio (H2O2) e o radical hidroxila (OH-). Essas espécies reativas denominam-se oxidantes e causam lesão oxidativa em moléculas biológicas e membranas celulares. A citoxicidade determinada pelas ERTO constitui a via final da lesão tissular em várias situações patológicas. Há diversos processos que originam essas espécies reativas: a respiração mitocondrial, o processo inflamatório, a exposição a drogas e a radiação, dentre outros.
    Em contraposição, existem enzimas e moléculas que atuam como linha de defesa do organismo, os agentes antioxidantes: glutationa (GSH), catalase, superóxido dismutase (SOD), glutationa peroxidase (GPx), vitamina E, vitamina C, vitamina A e ácido úrico. A superóxido dismutase (SOD) catalisa a reação do superóxido (O2-) em peróxido de hidrogênio (H2O2) e molécula de oxigênio. A catalase e a GPx atuam na decomposição do peróxido de hidrogênio (H2O2).
    A suplementação de oxigênio (cateter a 2 l/min) em indivíduos sadios não hipoxêmicos em repouso por 30 minutos resulta no aumento de oxidantes no ar exalado, como reflexo do estresse oxidativo. Os mesmos achados foram observados em pacientes com DPOC. No entanto, este aumento do estresse oxidativo e da inflamação em ambos os grupos pode ser uma resposta adaptativa ao uso contínuo da oxigenoterapia domiciliar.
    A oferta de oxigênio se constitui em um substrato fundamental para o funcionamento celular e, em sua ausência, ocorre sem dúvida a destruição e morte celular. Contudo, o oxigênio é fator precursor para a formação de ERTO e 3% a 5% do oxigênio que chega às células é utilizado para sua formação. Assim, não deixa de ser lógico o raciocínio de que quanto mais oxigênio seja administrado ao paciente, mais estresse oxidativo poder-se-ia produzir. Contudo, a administração de oxigenoterapia em doses baixas ou em quantidade adequada não parece piorar o estresse oxidativo, mas sim proteger o paciente de outro fator extremamente deletério: a hipóxia tissular.


    42 - Leitura recomendada
    Chaouat A., Weitzenblum E, Kessler R et al. A randomized trial of nocturnal oxygen therapy in chronic obstructive pulmonary disease patients. Eur Respir J 1999;14:1002-8.
    Crockett AJ, Cranston JM, Moss JR, Alpers JH. A review of long-term oxygen therapy for chronic obstructive pulmonary disease. Respir Med 2001;95:437-43.
    Eaton T, Garrett JE, Young P et al. Ambulatory oxygen improves quality of life of COPD patients: a randomised controlled study. Eur Respir J 2002;20:306-12.
    Gorecka D, Gorzelak K, Sliwinski P et al. Effect of long-term oxygen therapy on survival in patients with chronic obstructive pulmonary disease with moderate hypoxaemia. Thorax 1997;52:674-9.
    Jardim J, Machado M, Zancanari G, Borges C, Silva C. Oxigenoterapia crónica en el paciente com EPOC, Diagnostico y manejo integral del paciente com EPOC - Enfermidad Pulmonar Obstrutiva Crónica, 2a  edición ed. Editora Panamericana, 2003, Bogotá.
    Nocturnal Oxygen Therapy Trial Group. Continuous or nocturnal oxygen therapy in hypoxemic chronic obstructive lung disease: a clinical trial. Ann Intern Med 1985;93:391-8.
    Report of the Medical Research Council Working Party. Long term domiciliary oxygen therapy in chronic hypoxic cor pulmonale complicating chronic bronchitis and emphysema. Lancet 1981;1:681-6.
    Roberts CM, Bugler JR, Melchor R et al. Value of pulse oximetry in screening for long-term oxygen therapy requirement.Eur Respir J 1993;6:559-62.
    Sant'Anna CA, Stelmach R, Zanetti Feltrin MI et al. Evaluation of health-related quality of life in low-income patients with COPD receiving long-term oxygen therapy. Chest 2003;123:136-41.
    Tarpy SP, BR Celli. Long-term oxygen therapy. N Engl J Med 1995;333:710-4.
    Timms RM, Khaja FU, Williams GW. Hemodynamic response to oxygen therapy in chronic obstructive pulmonary disease. Ann Intern Med 1985;102:29-36.
    Viegas C, Adde F, Paschoal I, Godoy I, Machado M. I Consenso Brasileiro de Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada / SBPT. J Pneumol 2000;26:341-350.

    Autor: José Roberto Jardim - CREMESP 17.819 

    • Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Reabilitação da UNIFESP.
    • Professor Livre-Docente da UNIFESP - Escola Paulista de Medicina.
    • Doutor em Pneumologia pela UNIFESP - Escola Paulista de Medicina.
    Fonte:http://www.pneumoatual.com.br/doencas/oxigenoterapia.html#
    Fonte imagem: google imagens

    sábado, 3 de outubro de 2015

    Endereços dos Centros de Assistência Toxicológicas - CEATOX

    Endereços dos Centros de Assistência Toxicológicas - CEATOX


    CEATOX BOTUCATU
    Endereço: Distrito Rubião Junior, s/n, Botucatu / SP - CEP: 18618-000
    Telefone: (0xx14) 3815-3048 Atendimento 24h
    E-mail: ceatox@ibb.unesp.br
    Site: http://www.ibb.unesp.br/#!/unidades-auxiliares/centro-de-assistencia-toxicologica---ceatox/


    CEATOX CAMPINAS
    Endereço: Cidade Universitária Zeferino Vaz - Hospital das Clínicas
    Barão Geraldo, Campinas / SP - CEP: 13083-888
    Telefone: (0xx19) 3521-6700 / 3521-7555 Atendimento 24h
    Fax:(0xx19) 3521-7573
    E-mail: cci@fcm.unicamp.br   Laboratório: labtox@fcm.unicamp.br  

     
    CEATOX PRESIDENTE PRUDENTE
    Endereço: Hospital Estadual Dr. Odilo Antunes Siqueira
    Av. Cel. José Soares Marcondes, 3758 - Jd. Bongiovani
    Presidente Prudente / SP - CEP: 19050-230
    Telefone: (0xx18) 3908-4422(adm.) atendimento 24h 0800 722-6001
    Fax: (0xx18) 3908-4422


    CEATOX RIBEIRÃO PRETO
    Endereço: Hospital da Fac. de Medicina de Ribeirão Preto/USP/Unidade Emergência
    Rua Bernardino de Campos, 1.000- bloco B - 2º andar
    Ribeirão Preto / SP - CEP: 14015-130
    Telefone: (0xx16) 3602 - 1190 / 1290 Atendimento 24h
    Laboratório de Toxicologia: (0xx16) 3602-1154 
    Fax: (0xx16) 3610-1375
    E-mail: citrp@hcrp.fmrp.usp.br  

     
    CEATOX SANTOS
    Endereço: Hospital Estadual Guilherme Álvaro
    Rua Oswaldo Cruz, 197 - sala 134, Santos / SP - CEP: 11045-904
    Telefone: (0xx13) 3222-2878 Atendimento 24h
    Fax: (0xx13) 3222-2654
    E-mail: cci@santos.sp.gov.br


    SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
    Endereço: Hospital José de Carvalho Florence
    Rua Saigiro Nakamura, 800 - Vila Industrial
    São José dos Campos / SP - CEP: 12220-280
    Telefone: (0xx12) 3901-3509 Atendimento 24h
    Tel. adm. e Fax: (0xx12) 3912-1232
    E-mail: nhehm@sjc.sp.gov.br


    CEATOX SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
    Endereço: Hospital de Base São José do Rio Preto
    Av. Brigadeiro Faria Lima, 5544 - São Pedro
    São José do Rio Preto / SP - CEP: 15090-000
    Telefone: (0xx17) 3201-5000 R. 1560  Atendimento 24h Direto – 3201-5175
    Fax: (0xx17) 3201-5000 R. 1560
    E-mail: ceatox@hospitaldebase.com.br

     
    CEATOX TAUBATÉ
    Endereço: Pronto Socorro Municipal/Policlínica
    R. Benedito Cursino dos Santos, 101 Taubaté / SP - CEP: 12030-070
    Telefone: (0xx12) 3632-6565 Atendimento 24h – Pronto Socorro Municipal de Taubaté
    Fax: (0xx12) 3632-6565

     


    TAUBATÉ
    Endereço: Pronto Socorro Municipal/Policlínica
    R. Benedito Cursino dos Santos, 101 Taubaté / SP - CEP: 12030-070
    Telefone: (0xx12) 3632-6565 Atendimento 24h
    Fax: (0xx12) 3632-6565
    E-mail: cristoglieni@ig.com.br
     


    SÃO PAULO
    CEATOX Hospital Jabaquara/ Prefeitura de São Paulo
    Endereço: Av. Francisco de Paula Quintanilha Ribeiro, 860, 4º andar,
    Jabaquara, São Paulo / SP - CEP: 04330-020
    Telefone: (0xx11) 5012-5311 / 0800-7713733 Atendimento 24h
    TEl./ Fax: (0xx11) 5012-2399 (administrativo)
    E-mail: smscci@prefeitura.sp.gov.br


    CEATOX Hospital das Clínicas USP
    Endereço: Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 647 - 3º andar
    São Paulo / SP - CEP: 05403-900
    Telefone: (0xx11) 2661-8571 / 0800 148110 Atendimento 24h
    E-mail: ceatox@icr.hcnet.usp.br


     
    COORDENAÇÃO ESTADUAL
    NÚCLEO DE TOXICOVIGILÂNCIA /Centro de Vigilância Sanitária /SES – SP
    Endereço: Av. Dr. Arnaldo, 351 - anexo III - 7º and. Cerqueira César
    São Paulo/SP - CEP: 01246-901
    Telefone: (0xx11) 3065-4640; 3065-4771 horário comercial
    Fax: 3065-4772
    E-mail: setox@cvs.saúde.sp.gov.br
    http://www.cvs.saude.sp.gov.br/toxicovigilancia


     
     
    Brasil
     
    Aracaju
    Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Sergipe
     Endereço: Hospital Governador João Alves Filho - anexo , Av. Tancredo Neves -
    49000-000 – Aracaju, SE, Brasil
    Telefone: (79) 3259-3645 / PABX do Hospital (79) 3216-2600 Ramal 2677
    e-mail: sescit@saude.se.gov.br


    Belém
    Centro de Informações Toxicológicas de Belém
    Endereço: Hospital Universitário João de Barros Barreto
    Rua dos Mundurucus, 4487 – Guamá - 66073-000 - Belém, PA – Brasil
    Telefone: (91) 3249-6370 / 3259-3748
    Fax: (91) 3259-3748;   e-mail: cithujbb@ufpa.br


    Belo Horizonte
    Serviço de Toxicologia de Minas Gerais
    Endereço: Hospital João XXIII, Av. Professor Alfredo Balena, 400 - 1º andar-Santa Efigênia
    30130-100 - Belo Horizonte, MG – Brasil
    Telefone: (31) 3224-4000 / (31) 3239-9390 só ligações locais
    e-mail: servitoxmg@hotmail.com.brciatbh@gmail.com


    Brasília
    Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Distrito Federal
    Endereço: LACEN-DF - SGAN – nº 601 norte - Trecho O/P
    70830-010 – Brasília, DF – Brasil
    Telefone: (61) 3225-6512 / 0800 6446774 – Nacional
    Fax: (61) 3225-6512;   e-mail: df.ciat@gmail.com


    Campina Grande
    Centro de Assistência Toxicológica de Campina Grande
    Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes
     Av. Floriano Peixoto, 1045 – Bairro Malvinas
    58100-001 - Campina Grande - PB – Brasil
    Telefone: (83) 3310-5853.
                
                                                                                                                                                                                                                                   
    Cascavel
    Centro de Assistência Toxicológica de Cascavel
    Endereço: Hospital Universitário do Oeste do Paraná – HUOP
    Av. Tancredo Neves, 3224 - Santo Onofre
    85806-470 – Cascavel, PR – Brasil
    Telefone: (45) 3321 - 5261 / 0800 6451148 - Regional
    Fax: (45) 3326-9385 ;  Site: www.unioeste.br/huop


    Cuiabá
    Centro de Informação Anti-Veneno de Cuiabá MT
    Endereço: Hospital Municipal e Pronto Socorro de Cuiabá
    Av. General Vale, 192 - Bairro Bandeirantes
    78010-100 - Cuiabá, MT – Brasil
    Telefone: (65) 3617-7850/ 36177800 ramal 7850
    e-mail: soniamaria_nabarret@yahoo.com.br ;  ciavecuiaba-mt@hotmail.com


    Curitiba
    Centro de Controle de Envenenamentos de Curitiba
    Endereço: Hospital de Clínicas da UFPR, Rua General Carneiro, 181
    80060-900 - Curitiba, PR – Brasil
    Telefone: (41) 3264-8290 / 3363-7820 / 0800 410148 – Nacional
    Fax: (41) 3264-8290 / 3263-7820
    e-mail: cce@sesa.pr.gov.br


    Florianópolis
    Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina
    Endereço: Universidade Federal de Santa Catarina - Hospital Universitário
    Bairro Trindade - Caixa postal: 5199
    Telefone:  0800 6435252 - Nacional
    88036-800 - Florianópolis, SC – Brasil; Fax: (48) 3721-9083


    Fortaleza
    Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Fortaleza
    Instituto Dr. José Frota
    Rua Barão do Rio Branco, 1816 – Centro- 60025 -061 - Fortaleza, CE – Brasil
    Telefone: (85) 3255-5050


    Goiânia
    Centro de Informação Toxicológica de Goiânia
    Endereço: Superintendência de Vigilância Sanitária
    Av. Anhanguera, 5195 - Setor Coimbra
    74043-001 - Goiânia, GO – Brasil
    Telefone: (62) 3201-4110 / 3201-4111 / 3201-4149 /0800 6464350 – 0800 722 6001 Nacional
    Fax: (62) 3201-4124
    Site: www.svisa.goias.gov.br;    e-mail: cit@visa.goias.gov.br


    João Pessoa
    Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Paraíba
    Endereço: Hospital Universitário Lauro Wanderley
    Cidade Universitária - Campus I
    58059-900 - João Pessoa, PB – Brasil
    Telefone: (83) 3224-6688; 3216-7007; 0800 722 6001;   Fax: (83) 3224-6688
    e-mail: ceatoxpb@yahoo.com.br




    Londrina
    Centro de informações toxicológicas de Londrina
    Endereço: Hospital Universitário de Londrina, Universidade Estadual de Londrina
    Av. Robert Kock, 60 - Vila Operária
    86038-350 - Londrina, PR – Brasil
    Telefone: (43) 3371-2244 ; Fax: (43) 3371-2422
    e-mail: cit.londrina@uel.br


    Manaus
    Centro de Informações Toxicológicas de Manaus
    Endereço: Hospital Universitário Getúlio Vargas
    Serviço de Farmácia do HUGV
    Av. Apurinã, 4 - Praça 14 de Janeiro
    69020-170 - Manaus, AM – Brasil
    Telefone: (92) 3305 - 4702/ 0800 722 - 6001
    Site: www.cit.ufam.edu.br;  e-mail: cit@ufam.edu.br


    Maringá
    Centro de Controle de Intoxicação de Maringá
    Endereço: Hospital Universitário Regional de Maringá
    Av. Mandacaru, 1590
    87080-000 - Maringá, PR – Brasil
    Telefone: (44) 3011 – 9127 / 0800 722 - 6001
    Fax: (44) 3011 - 9431
    Site: www.hum.uem.br;  e-mail: sec-cci@uem.br


    Natal
    Centro de Informação Toxicológica de Natal
    Endereço: Hospital Giselda Trigueiro
    Rua Cônego Montes, 110 – Quintas
    59035 - 000 Natal, RN – Brasil
    Telefone: (84) 3232-7969
    e-mail: cithgt@rn.gov.br

    Niterói
    Centro de Controle de Intoxicações de Niterói- CCIN                                        
    Endereço: Hospital Universitário Antônio Pedro - Universidade Federal Fluminense
    Rua Marques do Paraná, 303 – 2º andar - emergência
    24033-900 - Niterói, RJ – Brasil
    Telefone: (21) 2629 9253 / 2629 9251/  2629 9233
    Fax: (21) 2717 - 9783
    Site: www.uff.br/ccin;  e-mail: ccin@huap.uff.br

    Porto Alegre
    Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul
    Endereço: Rua Domingos Crescêncio, 132 - 8º andar – Santana
    90650-090 - Porto Alegre, RS – Brasil
    Telefone: (51) 2139-9200 até o 9299 / 0800 7213000 – Nacional
    Fax: (51) 2139-9201
    Site: www.cit.rs.gov.br
    e-mail: cit@fepps.rs.gov.br (direção), citdoc@fepps.rs.gov.br (núcleo de documentação),citnea@fepps.rs.gov.br (núcleo de estatística e avaliação)

    Recife
    Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco
    Praça Osvaldo Cruz, s/n  Boa Vista
    52010-040 - Recife, PE – Brasil
    fone : (81) 3181 – 6451 fax (81) 3181 –6166; 0800 7222 – 6001
    Email : ceatox@saude.pe.gov.br


    Salvador
    Centro de Informação Anti-Veneno de Salvador
    Endereço: Hospital Central Roberto Santos - anexo
    Rua Direta do Saboeiro, s/nº - Cabula
    41150-000 - Salvador, BA - Brasil
    Telefone: (71) 3387-4343 / 3387-3414 (diretoria) / 0800 2844343 – Nacional
    Fax: (71) 3387-3414
    Site: www.ciave.topcities.com
    e-mail: ciave.diretoria@saude.ba.gov.br / ciave.diret@yahoo.com.br


    Vitória
    Centro de Atendimento Toxicológico do Espírito Santo – TOXCEN
    Endereço: Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória
    Alameda Mary Ubirajara, 205 - Santa Lúcia
    29056 - 030 - Vitória, ES – Brasil
    Telefone: (27) 3636-7575 / 0800 283 9904 – Nacional
    Fax: (27) (27) 3137-7503
    Site: http://www.saude.es.gov.br/default.asp
    e-mail: toxcen@saude.es.gov.br

    Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas
    Endereço: FIOCRUZ
    Av. Brasil, 4365 - Prédio da Biblioteca de Manguinhos, 2º andar, sala 206  
    21045-360 – Rio de Janeiro, RJ – Brasil
    Tel.: (21) 3865-3247 / 3865 3246
    Fax: (21) 2260-9944
    Site: www.fiocruz.br/sinitox
    e-mail: sinitox@cict.fiocruz.br