Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Remoção da vítima com Colete de Extração - KED











Pretende-se com este filme demonstrar como proceder à extração de uma vítima com suspeita de lesão vertebro medular, mantendo a proteção, imobilização e estabilização da coluna vertebral.



Fonte: Youtube

Extração Rápida com 3 ou mais elementos









Pretende-se com este filme demonstrar como efetuar uma extração rápida de uma vítima cujo exame primário revela lesões críticas que colocam a sua vida em perigo.


Fonte: Youtube




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Enfermeiro no atendimento à vítima de acidente vascular encefálico hemorrágico



O acidente vascular encefálico (AVE) trata-se da redução ou interrupção do aporte sanguíneo cerebral. Sua etiopatologia pode estar relacionada a formação de um trombo ou êmbolo (no caso do tipo isquêmico) ou ao rompimento de um vaso do encéfalo, acarretando extravasamento de sangue no tecido nervoso (no caso do tipo hemorrágico). Ambos os tipos ocasionam disfunção cerebral, porém os mecanismos de lesão são diferenciados.


O tipo de AVE mais frequente é o isquêmico (80%), comparando-se ao hemorrágico (15%). Muito embora o acidente vascular encefálico isquêmico possua maior incidência do que o hemorrágico é justamente este ultimo que possui as maiores taxas de morbimortalidade1.


Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 15 milhões de pessoas apresentam acidentes vasculares encefálicos no mundo, sendo grande parte desses eventos de origem hemorrágica. A ocorrência de AVEH tem sido relatada principalmente entre pessoas do sexo masculino, de etnia negra, com idade média superior a 65 anos. Entre pessoas com histórico de hipertensão primária, os principais fatores de risco para o AVE são: a idade, a não adesão ao tratamento medicamentoso, o sedentarismo, hábitos alimentares ricos em gordura e a existência de outras doenças de base2-3.


O AVE isquêmico (AVEI) descreve o déficit neurológico resultante da insuficiência de suprimento sanguíneo cerebral, podendo ser temporário, no caso do episódio isquêmico transitório (EIT) ou permanente. Já o acidente vascular encefálico do tipo hemorrágico (AVEH) compreende a hemorragia intracerebral/intraparenquimatosa, subdural ou epidural, em geral decorrente da ruptura de aneurismas saculares congênitos localizados nas artérias do círculo arterial cerebral (círculo/polígono de Willis) ou de vasos sanguíneos localizados no encéfalo, individualmente, por causas traumáticas ou hipertensivas.


A laceração da artéria meníngea média pode ocasionar um hematoma expansivo. Nesta situação, normalmente ocorre perda da consciência seguida de um intervalo lúcido, o que pode levar à família a impedir uma eventual transferência para uma unidade de saúde melhor estruturada para a realização de exames mais detalhados. A avaliação clínica no hospital deve ser imediata, cabendo ao enfermeiro atuante em atendimento pré-hospitalar o transporte imediato da vítima. Quando os mecanismos compensatórios falham, os sinais de herniação do tronco cerebral aparecem. É uma emergência extrema, pois o quadro pode se agravar em minutos.


Em linhas gerais, os sinais e sintomas do AVEH estão diretamente relacionados à topografia da lesão, sua extensão e localização exata. Porém, podem servir de guia para os enfermeiros a queixa de cefaleia súbita, intensa e atípica, de localização occipital unilateral ou generalizada, podendo ser acompanhada ou precedida de rigidez de nuca, náuseas, vômitos, lipotimia, distúrbios da visão, motores ou sensitivos, todos possivelmente causados por hemorragias cerebrovasculares. Outros sinais importantes deste quadro clínico são a hipertermia como resposta fisiológica ao acidente vascular e a hipertensão sustentada. Alguns pacientes podem permanecer alertas e lúcidos. Já outros podem apresentar-se mentalmente confusos, delirantes, com amnésia, sonolência ou em estado de coma. A perda de consciência logo no momento do acidente pode ser mau prognóstico. Quando o AVEH é oriundo de aneurisma rompido pode levar a morte súbita.

O enfermeiro tem sido o profissional indicado para avaliar e classificar o risco dos pacientes que procuram os serviços de urgência. A Portaria 2048 do Ministério da Saúde propõe a implantação nas unidades de atendimento de urgências o acolhimento e a “triagem classificatória de risco”. De acordo com esta Portaria, este processo deve ser realizado por profissional de saúde, de nível superior, com treinamento específico e que saiba utilizar protocolos pré-estabelecidos e visa avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes, colocando-os em ordem de prioridade para o atendimento4.


A Linha do Cuidado do acidente vascular cerebral, instituída pela Portaria do Ministério da Saúde/Gabinete Ministerial nº 665 de 12 de abril de 2012 e parte integrante da Rede de Atenção às Urgências e Emergências, defende a redefinição das estratégias que possam dar conta das necessidades específicas presentes no atendimento contextualizado no Sistema Único de Saúde (SUS), chama a atenção para caminhos para o alcance da excelência no acompanhamento dos Serviços de Emergência Pré-Hospitalar e Urgências; e, por fim, preconiza a definição das estruturas humana, física e logística do SUS, capazes de responder ao doente urgente e emergente nos sistemas extra hospitalar e intra hospitalar de urgência, criando um sistema de urgência único e integrado. Isto se justifica já que a definição de uma rede de referência para competências ou procedimentos específicos é uma forma de agilizar o atendimento à vítima4.


A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) à vitima de AVEH deve ter como eixo central as alterações físicas e cognitivas proporcionadas pelo acidente, bem como demais riscos correlatos à condição. O enfermeiro, ao verificar os sinais e os sintomas de AVEH, como afasia, disartria, cefaleia, tontura, alteração do nível de consciência, plegia e paresia, segue delineada pelo diagnóstico e pelas implementações de enfermagem que buscam a preservação e a recuperação de funções vitais afetadas.1-6


A abordagem inicial do paciente com AVEH passa pelo ABCD da reanimação, e pode ser dividida entre avaliação primária e secundária. Entre uma e outra é necessário avaliar a glicemia capilar, para detectar possíveis quadros de hipo ou hiperglicemia e corrigi-lo. De acordo com o Protocolo de Manchester, traduzido e validado no Brasil, o paciente é, em seguida, classificado em uma das cinco categorias: emergente (vermelho), muito urgente (laranja), urgente (amarelo), pouco urgente (verde) e não urgente (azul)4.


A avaliação primária do paciente na emergência é realizada pelo enfermeiro e deve enfocar a avaliação das vias aéreas, circulação, respiração e sinais vitais e exame neurológico7-8:

A – Assegurar permeabilidade de vias aéreas.
B – respiração (breathing): verificar a presença de murmúrios vesiculares.
C – circulação: obter acesso venoso periférico, realizar ausculta cardíaca
D – déficit ou capacidade neurológica: aplicar a Escala de Coma de Glasgow (ECG).


O AVE é uma emergência neurológica, na qual quanto mais tempo for perdido, pior a evolução clínica da vítima. Portanto um método simples e rápido é avaliação através da Escala de Coma de Glasgow, pois esta fornece as bases para uma avaliação neurológica segura e veloz. Escore Glasgow menor do que 14, combinado a um exame pupilar anormal pode indicar a presença de uma lesão cerebral potencialmente letal. Uma pontuação igual ou inferior a 8 indica a necessidade de intubação orotraqueal.1-6. Entre a realização de avaliação primária e secundária, recomenda-se fortemente o exame de glicemia capilar, para que seja possível a detecção e manejo precoces de quadros de hipo ou hiperglicemia após AVEH.


A avaliação secundária deverá ser realizada após a avaliação primária e estabilização. Seu objetivo é o de identificar (e prontamente corrigir) outros processos que possam ter passado despercebidos no exame inicial e que, por isso, podem complicar o quadro clínico.


A avaliação secundária compreende obter os sinais vitais; avaliar a vítima no sentido céfalo caudal; proceder ao exame das pupilas; avaliar a existência de rigidez de nuca; administrar medicamentos; solicitar um familiar ou cuidador para colaborar fornecendo informações durante a coleta do histórico de enfermagem (anamnese), caso a vítima não tenha condições de fazê-lo; avaliar a presença ou ausência das funções dos nervos cranianos, funções motora e sensitiva dos membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII); registrar queixas de cefaleia, náuseas e vômito; Classificar o paciente segundo o Protocolo de Manchester.


Ainda sobre a avaliação neurológica, as pupilas precisam ser avaliadas e as mesmas deverão estar arredondadas, isocóricas e fotorreagentes. Devem reagir à luz de maneira semelhante. O diâmetro pupilar varia entre 2 a 9 milímetros (mm), sendo 2 mm quando em miose máxima (punctiformes) e 9 mm em midríase máxima7-9.


Manter a oxigenação no mínimo a 95%, sem oxigênio suplementar. Caso isto seja inviável, deve-se fornecer aporte de acordo com o quadro clínico, permanecendo o alerta de possível piora do quadro. Outra recomendação é estabelecer acesso intravenoso o mais prontamente possível8.



CONCLUSÕES


Quando fora do ambiente hospitalar, o atendimento em emergência pré será iniciado, e analisar a sua eficácia, efetividade e eficiência possibilitará a tomada de decisões e sistematização das ações por meio de. O enfermeiro busca organização dos procedimentos e estabelecimento de metas que possam culminar em resultados clínicos satisfatórios. Logo, o enfermeiro que atua em emergência, seja pré ou intra, deverá estar atualizado e seu olhar precisa vislumbrar a prevenção de danos e a detecção de eventos adversos.


Este pequeno e resumido texto não pretende esgotar o assunto, mas fornecer os substratos teóricos mínimos à melhor qualificação da prática profissional do enfermeiro neste número.


REFERÊNCIAS

1. Chaves DBR, Costa AGS, Oliveira ARS, Silva VM, Araújo TL, Lopes MVO. Comunicação verbal prejudicada - investigação no período pós-acidente vascular encefálico. Rev Rene. 2013 Set-Out;14(5):877-55.


2. Rangel ESS, Belasco AGS, Diccini S. Qualidade de vida de pacientes com acidente vascular cerebral em reabilitação. Acta Paul Enferm. 2013 Dez;26(2):205-12.


3. Lima V, Caetano JA, Soares E, Santos ZMSA. Fatores de risco associados a hipertensão arterial sistêmica em vitimas de acidente vascular cerebral. RBPS. 2006 Jul-Set;19(3):148-54.


4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. Manual de rotinas para atenção ao AVC [internet]. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013. [acesso em 2014 Dez 28]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_rotinas_para_atencao_avc.pdf


5. Burton CR, Fisher A, Green TL. The organizational context of nursing care in stroke units: A case study approach. Int J Nurs Stud. 2009 Jan;46(1):85-94.


6. Lima MMN, Santos MLO, Guedes MVC. Cuidados clínicos de enfermagem para pacientes com acidente vascular cerebral em uso de trombolíticos. Rev Enferm UFPE On line. 2013 Nov;7(esp.):6624-31.


7. Smeltzer SC, Bare BG, Hinkle JL, Cheever KH. Brunner & Suddart: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011.


8. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. Manual de rotinas para atenção ao AVC [internet]. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013. [acesso em 2014 Dez 28]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_rotinas_para_atencao_avc.pdf


9. Lohr Júnior A. Conduta frente à criança com trauma craniano. J Pediatr. 2002 Jul-Ago; 78(supl.1):40-7.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO  
http://www.portaleducacao.com.br/enfermagem/artigos/59131/enfermeiro-no-atendimento-a-vitima-de-acidente-vascular-encefalico-hemorragico?utm_source=ALLINMAIL&utm_medium=email&utm_content=83426408&utm_campaign=top10_enf_06022015&utm_term=y.jm.lt92.yuw2bi.b.ecu.q.hd#!4#ixzz3SDVpmwkU



POR ÉRICK IGOR DOS SANTOS 

Saiba como identificar o câncer de pele



A pele e o maior órgão do nosso corpo e tem a função a proteção para as estruturas internas do organismo a penetração de agentes externos de qualquer natureza, e também impede a perda de água eletrólitos e outras substâncias do meio interno, manter a regulação da temperatura, a percepção de calor, frio, dor e tato e secreção sebácea. A pele tem três camadas, a epiderme, que é a camada mais externa, a derme e o tecido subcutâneo, mais profundo. Mas mesmo essa estrutura complexa e que protege o corpo, sofre com o câncer, que tem como principal causador envelhecimento precoce e a irradiação ultravioleta. Esses dois problemas estão relacionados a uma exposição exagerada ao sol. 
O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele, representando 70% dos casos. São mais comuns após os 40 anos, e atingem mais pessoas de pele clara. Ocorre mais em regiões do corpo que ficam mais expostas à luz solar. Seu surgimento está diretamente ligado à exposição solar acumulativa durante a vida. Apesar de não causar metástase, pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos. 
O carcinoma espinocelular é segundo tipo mais comum de câncer da pele, e representa 25% dos casos, pode se disseminar por meio de gânglios e provocar metástase. A localização mais frequente e no terço inferior da face, orelhas, couro cabeludo, antebraços, dorso das mãos, pernas, lábio inferior. Entre suas causas, esta à exposição prolongada ao sol, principalmente sem a proteção adequada, além do tabagismo, exposição a substâncias químicas com arsênio e alcatrão e alterações na imunidade. 
O melanoma é o tipo mais perigoso, com alto potencial de produzir metástase. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoce. Na maioria das vezes, melanomas aparecem em pessoas de pele clara, no tronco nos homens, ou, em membros inferiores nas mulheres - embora possam surgir em outras partes do corpo também. Apesar de mais comuns em pessoas de pele clara, negros e seus descendentes não estão livres da doença. Normalmente, inicia-se com uma pinta escura que cresce de tamanho. 
Anualmente são diagnosticados cerca de 120 mil novos casos de câncer de pele no Brasil. Desse total, cerca de 5% são melanomas, os principais responsáveis por mortes por câncer de pele, que representa 25% do total dos casos de câncer no Brasil. 
No consultório, o medico pode lançar mão de um aparelho chamado dermatoscopio, que vai fazer um aumento da lesão, o que ajuda no diagnostico de suspeita ou não. Na suspeita, a confirmação ou não do diagnóstico de câncer de pele é feito através de uma biópsia, a retirada de uma amostra de tecido que vai ser analisada ao microscópio. 
Mesmo que o diagnóstico no consultório seja o único capaz de identificar com precisão se uma mancha na pele é um câncer, podemos tomar algumas medidas para cuidar de nossa pele.Devemos nos examinar ao menos uma vez por mês, quando iremos procurar em nossa pele algo suspeito, em se achando devemos procurar um médico.

Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos, basta seguir a Regra do ABCD: todas as manchas que forem Assimétricas, tiverem Bordas irregulares, Cores que variam e Dimensões devem ser vistas com suspeitas.Mas o encontro de alterações suspeitas não significa de imediato que seja um câncer, mas sim que se deve procura orientação medica. 

fonte: http://www.minhavida.com.br/
Por: Dr. Claudio Mutti de Lima

Conheça os fatores de risco e previna-se contra o câncer de pele

Jovem medita enquanto toma sol na praia - Foto: Getty ImagesO perigo vai muito além do tom de pele; cabelo e olhos têm relação direta com a doença

O câncer da pele é o tipo de tumor mais incidente na população - cerca de 25% dos cânceres do corpo humano são de pele. Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para esta doença. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. "Tomar sol é algo cumulativo, que fica registrado para sempre no corpo", afirma a dermatologista Marcia Puceli, especializada em câncer de pele pela Unifesp. Por isso que a prevenção deve acontecer desde a infância e durar por toda a vida. 

Um estudo realizado com mais de duas mil pessoas no Reino Unido pela Instituição Nuffield Health alerta para um dado ainda mais preocupante: um terço das pessoas não consegue reconhecer os sintomas do câncer de pele. A pesquisa também comprovou que 49% dos participantes analisados acreditam que seu risco de desenvolver a doença é baixo ou inexistente.

Só lembrar a proteção nos dias de praia é um erro. Ir trabalhar, passear no parque, pegar ônibus, qualquer atividade fora de casa deve ser motivo você se prevenir contra os raios solares UVA e UVB - e o cuidado é ainda mais importante no caso de algumas pessoas mais sensíveis a doenças graves como melanoma e carcinoma. "Quem tem dificuldade para se bronzear, notou o surgimento de muitas pintas pelo corpo ou até mesmo nasceu com olhos azuis tem mais chance de ter câncer de pele, principalmente a partir dos 40 anos", afirma a dermatologista espanhola Isabel Longo, da European Association of Dermatologic Oncology. Os fatores de risco para câncer de pele são simples de identificar, os especialistas ajudam você a seguir.

Dificuldade para se bronzear

Ter pele bem bronzeada de sol costuma significar beleza e vitalidade (além de férias em algum lugar com belas praias). Mas existem riscos relacionados às horas de exposição ao sol e eles não podem ser descartados, principalmente se você tem a pele muito branca e ela fica vermelha em vez de amorenar. "Nesse caso, o risco de câncer de pele é alto por dois motivos: pela sensibilidade natural da pele e porque, como não consegue se bronzear facilmente, essa pessoa acaba ficando tempo demais exposta aos raios UVA e UVB", explica a dermatologista Marcia Puceli, especializada em câncer de pele. 

Pintas que se espalham por todo o corpo

Ainda que muita gente ache bonitinho ter algumas pintas espalhadas pelo corpo, a dermatologista faz questão de ressaltar que essas manchas não são normais. "Elas surgem ao longo da vida, por consequência da exposição ao sol e precisam ser avaliadas por um dermatologista." Controle o crescimento das pintas seguindo o ABCDE dos médicos: assimetria reconhecida (se ela não é redondinha), borda irregular, cores múltiplas, diâmetro maior que a ponta de um lápis e evolução (se coça, sangra ou cresce). Já se você possui muitas pintas, faça um acompanhamento com dermatologista para ter certeza de que não existe nenhum problema grave surgindo. Outro ponto importante é o sentido do crescimento. Quando a pinta fica saliente e ganha o aspecto de uma verruga, não há problemas. "Mas se ela crescer para os lados pode estar se multiplicando, e isso não deve acontecer em um adulto", diz a médica.

Olhos azuis e cabelos em tons claros

"Estudos mostram que pessoas com olhos azuis e cabelos ruivos ou loiros têm mais chance de desenvolver melanoma, o tipo mais raro e agressivo de câncer de pele", afirma a dermatologista Isabel Longo. Nesses casos, não importa a cor da pele: mesmo uma pessoa de pele morena e olhos azuis deve ir ao médico. Quem nasceu com o cabelo ruivo ou avermelhado precisa dar atenção redobrada às orientações médicas. "Essas pessoas possuem felmelanina, um composto que faz a pele oxidar mais e estar menos protegida aos riscos do sol", revela a especialista Márcia Puceli. 

As sardas não param de aparecer

O charme das sardas não pode servir como desculpa para você ignorá-las. "Pessoas com muitas sardas pelo rosto ou nos ombros precisam de acompanhamento médico e cuidados especiais na hora de tomar sol", diz a palestrante espanhola. Isso porque as sardas não passam de uma resposta da pele sensível ao abuso do sol, ou seja, quanto mais sardas, maior o risco de problemas relacionados ao sol. 

Histórico familiar de câncer de pele

Como é o caso de muitas doenças, o histórico familiar indica maior possibilidade de desenvolver câncer de pele. Mas fique atento para as diferenças: se alguém na sua família já teve carcinoma, não é necessário se assustar, mas avise o médico. O carcinoma, como as sardas, é resultado exagero na exposição solar. "O maior problema está no melanoma, que ainda tem um lado genético não muito bem compreendido pela medicina", afirma a dermatologista Márcia Puceli. As características que tornam uma pele mais sensível também podem ser herdadas. "Por isso é tão importante prestar atenção na maneira como cada pele reage ao sol - tanto a sua quanto a dos familiares". 

Antecedente pessoal não pode ser esquecido

Também é muito importante prestar atenção ao seu próprio histórico, além e conhecer sua herança genética. Como no caso familiar, o desenvolvimento do carcinoma indica um comportamento de risco - que deve ser controlado seguindo as instruções médicas. Reincidência é muito comum e só pode ser combatida se você estiver disposto a adotar hábitos como passar o protetor solar, caminhar pela sombra e evitar se expor ao sol nas faixas horárias de maior incidência solar (das 11h às 16h). 

Tomar sol demais

Mesmo quem não tem características como pele sensível e cabelo ruivo precisa tomar cuidado com o sol. "O risco nunca é nulo, principalmente para pessoas que adotam comportamentos de risco como tomar sol indiscriminadamente". Vale lembrar que a proteção solar não vem só do filtro; chapéus, óculos de sol e até as roupas podem ajudar a bloquear os raios solares, principalmente no cotidiano. Afinal, sol não está presente só na praia ou na piscina, mas faz parte do seu dia a dia. 
Fonte: http://www.minhavida.com.br/
POR CAMILLA ROLIM 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dicas para evitar afogamentos de crianças no verão

A morte de três crianças entre 4 anos e 11 anos em uma piscina na cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, acendeu o alerta para casos de afogamentos, principalmente, no verão. Segundo dados do Ministério da Saúde, essa é a primeira causa de morte de pequenos entre 1 ano e 4 anos e a segunda entre os de 5 anos a 9 anos, atrás apenas de acidentes de trânsito. Com campanhas no ar, organizações alertam para os cuidados que pais e responsáveis devem ter em casa, nas piscinas, em rios e no mar.

Um dos maiores especialistas em afogamento, o médico David Szpilman, da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático e do Hospital Municipal Miguel Couto, chama a atenção para as piscinas. A principal recomendação é para que os pais se mantenham a, no máximo, um braço de distância dos filhos pequenos. "A supervisão tem que ser 100% do tempo", frisou.

Quem tem piscina em casa deve instalar uma grade em volta, dois ralos para evitar sucção, além de ter um telefone bem próximo, para que seja possível pedir ajuda em emergências.

Com o aumento do número de guarda-vidas e de placas com orientações sobre as condições do mar, Szpilman avalia que o número de casos de afogamento nas praias caiu muito nos últimos anos. Hoje, segundo ele, o maior número de vítimas está entre aquelas que sabem nadar. Esta semana, cinco adolescentes de uma mesma família se afogaram em uma praia na cidade de São José de Ribamar, no Maranhão. Quatro deles foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros e foram encaminhados ao hospital municipal. Um dos jovens, de 18 anos, continua desaparecido.

De acordo com o especialista, os cuidados devem ser redobrados onde não há profissionais para o socorro imediato. É o caso de áreas naturais, como rios, cachoeiras, lagos e represas. "A partir dos 10 anos os afogamentos acontecem em águas naturais. A aparência do lugar pode ser de calma, de água tranquila, mas, na prática, pode revelar grandes perigos, como a correnteza e a profundidade, que não são visíveis", destacou o diretor médico da sociedade de salvamento.

Em casa, o pais também não podem descuidar. A caixa d`água e o vaso sanitário devem permanecer tampados e as banheiras, em hipótese nenhuma, devem ser deixadas cheias. A organização não governamental Criança Segura lembra que afogamentos podem acontecer em pequenas quantidades de água, de até dois dedos. Para alertar as famílias, especialistas da sociedade de salvamento fizeram vídeos com medidas que devem ser tomadas para evitar acidentes no mar ou em águas naturais, principalmente, no verão, época que concentra quase a metade dos afogamentos no ano.

Dicas de segurança:
PiscinaCrianças devem sempre ser supervisionadas por um adulto, quando próximo à água. Instale cercas de isolamento, com, no mínimo, 1,5 metro de altura ou dispositivos de segurança em todos os lados da piscina. No caso de piscina infantil, esvazie-a imediatamente após o uso. Ela deve ser guardada fora do alcance das crianças.

BanheiraUm simples descuido pode causar morte por afogamento, por isso, sempre supervisione uma criança tomando banho.

Área externa
Baldes, bacias, caixas d’água e cisternas: esvazie todos os baldes e embalagens, guarde-os virados para baixo e fora do alcance das crianças. Em caso de caixa d’água e cisternas, é preciso manter sempre com a tampa amarrada ao reservatório.

Fonte: Mapeamento da Ação Finalística Evitando Acidentes na Primeira Infância (2014)
Revista Emergência

Ministério da Saúde regulamenta uso de medicamento trombolítico Tenecteplase no Samu

 O Ministério da Saúde publicou na edição de hoje (19) do Diário Oficial da União portaria que regulamenta, no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o uso do medicamento trombolítico Tenecteplase, que pode diminuir o número de mortes por infarto.   

O medicamento poderá ser usado nas seguintes unidades móveis de suporte avançado:  Vida Terrestre, Unidade de Suporte Avançado de Vida: Equipe Embarcação, Veículo de Intervenção Rápida e na Equipe Aeromédico do Componente Móvel Samu.

Para ofertar o medicamento, o estado ou o município deverá cumprir requisitos como ter habilitação no Ministério da Saúde de, no mínimo, uma das unidades móveis de suporte avançado do Samu e pactuar a oferta na Comissão Intergestores Bipartite ou no Colegiado de Gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Estados ou municípios precisam ainda encaminhar documentos definidos na portaria à Coordenação-Geral da Força Nacional de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) para formalizar a habilitação.

Também está publicada no Diário Oficial da União portaria que aprova diretrizes gerais, amplia e incorpora procedimentos para a atenção especializada às pessoas com deficiência auditiva no SUS.

O texto define que o estabelecimento de saúde habilitado para esse tipo de serviço deve contar com responsável técnico, médico otorrinolaringologista, com título de especialista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial.

fonte: Revista Emergência

Procedimento de sondagem vesical não pode ser delegado, confirma Cofen

COFEN confirma que procedimento de sondagem vesical não pode ser delegado

Cofen reafirma resolução 450/2013 sobre o procedimento, de alta complexidade

A plenária do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) confirmou que o procedimento de sondagem vesical não pode ser delegado pelo enfermeiro aos técnicos de Enfermagem sob sua supervisão, em resposta a consulta feita pelo Coren – SP.
Para a Câmara Técnica de Legislação e Normas (CTLN) do Cofen, trata-se de um procedimento de alta complexidade, devendo ser mantido o entendimento atual acerca da resolução Cofen 450/2013, que normatiza a sondagem vesical no âmbito da Enfermagem, como privativa do Enfermeiro.
Fonte: Ascom - Cofen
http://www.cofen.gov.br/procedimento-de-sondagem-vesical-nao-pode-ser-delegado-confirma-cofen_28879.html