Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sexta-feira, 11 de julho de 2014

BORDERLINE E AS EMOÇÕES EXTREMAS

Ataques de ira, medo de rejeição, baixa autoestima e comportamentos à “flor da pele”, são algumas das características que identificam o portador de um transtorno de personalidade, conhecido como Borderline. De acordo com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, a maior incidência do transtorno acontece com as mulheres, que por natureza, são mais emotivas.
Este distúrbio faz com que o sistema límbico do cérebro, responsável pelas emoções, funcione demasiadamente acelerado, o que provoca as reações emocionais exageradas. Já nos homens “extremamente racionais”, é mais comum que o contrário seja identificado, caracterizando a falta de empatia e de sensibilidade com o sofrimento alheio, o que poder ser interpretado como psicopatia.
De acordo com o que Barbosa explica ao jornal O Globo, os pacientes Borderline apresentam uma espécie de “hiperatividade emocional”, reagindo mal a diversas situações em que se sintam rejeitados ou abandonados. Por isso é comum que esses pacientes apresentem dependência de relacionamento e até se automutilem.
A automutilação ativa a liberação de endorfina, o que traz uma sensação confortável e consegue sanar o vazio e angústia que o “border” sente continuamente.
O tratamento consiste na redução da atividade do sistema límbico, que inibe os ataques de raiva e os atos destrutivos. Terapia deve ser combinada ao tratamento medicamentoso, contribuindo para que a paciente viva com as emoções mais controladas.
Para aqueles que tiverem interesse no assunto, Ana Beatriz Barbosa escreveu um livro intitulado “Corações Descontrolados”, lançado pela editora Fontanar. No link da entrevista ao jornal o Globo, é possível encontrar mais detalhes sobre o tema.
Fonte: O Globo