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Romanos 8:28

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Exame de sangue pode detectar risco de Alzheimer

Testes realizados por cientistas americanos detectaram alterações nas taxas de gordura do corpo. Resultados apresentaram 90% de precisão.

Alzheimer é a demência mais frequente entre os idosos. Responsável pela degeneração progressiva e morte dos neurônios, a doença é conhecida por provocar a perda de memória progressiva e irreversível. Apesar de não ter cura, quanto antes for diagnosticada e se iniciar o tratamento, maiores são as chances de se retardar o desenvolvimento dos sintomas. 
De acordo com uma pesquisa realizada por cientistas americanos da Universidade de Georgetown, de Washington D.C, o aparecimento do Alzheimer poderá, em breve, ser detectado por meio de exames de sangue.  Os cientistas desenvolveram uma técnica que permite prever, a partir da análise de 10 tipos de gordura do nosso corpo, o risco de uma pessoa desenvolver os sintomas da doença em um prazo de três anos. Os testes foram feitos ao longo de cinco anos, com amostras de sangue de 525 idosos acima dos 70 anos.Os cientistas compararam, então, os resultados das amostras daqueles que, durante o período, desenvolveram o Alzheimer e daqueles que não desenvolveram. E encontraram diferenças importantes na análise dos lipídios, que levaram a resultados com cerca de 90% de precisão. 
Os resultados foram divulgados no domingo (9) pela revista científica Nature. Em entrevista à rede britânica BBC, professor de neurologia na Universidade de Georgetown Howard Federoff afirmou que a equipe iniciará, em breve, novos testes para confirmar a técnica."Há enorme necessidade de um exame como este. Mas temos de testar com um maior número de pessoas antes que possa ser utilizado na prática clínica." De acordo com o médico, ainda há lacunas importantes a serem esclarecidas pela pesquisa, como por exemplo, a relação entre o Alzheimer e alterações nas taxas de lipídios no sangue.
De qualquer forma, os resultados dos testes são animadores e podem, no futuro, proporcionar um ganho de qualidade de vida aos portadores da doença que forem diagnosticados com antecedência e que derem início a um tratamento precoce.
O alzheimer atinge hoje cerca de 36 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, estima-se que haja cerca de 1,2 milhão. Os casos de Alzheimer devem ser ainda mais recorrentes no futuro. De acordo com estimativas da organização Alzheimer's Desease International, como consequência do maior envelhecimento da população, o número de idosos com demência saltará de 44 milhões, registrados em 2013, para 135 milhões, em 2050.

fonte: http://epoca.globo.com/vida/vida-util/saude-e-bem-estar/noticia/2014/03/exame-de-sangue-pode-detectar-risco-de-balzheimerb-afirma-pesquisa.html