Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Video - Resgate do Homem Primata


O QUE NÃO FAZER EM UM ACIDENTE DE TRÂNSITO, SE NÃO SABE O QUE FAZER FAÇA O CORRETO E SUA PARTE - SINALIZE O LOCAL PARA QUE NÃO OCORRA OUTRO ACIDENTE, LIGUE OU PEÇA ALGUÉM QUE  LIGUE PARA O SERVIÇO DE EMERGÊNCIA LOCAL, SAMU 192,  CORPO DE BOMBEIROS 193,  POLICIA MILITAR 190, INFORME O SEU NOME E TELEFONE, O QUE OCORREU, QUANTAS VITIMAS, LOCALIZAÇÃO COM REFERÊNCIA, AGUARDE NO LOCAL ATÉ A CHEGADA DO SOCORRO, LEMBRE-SE SE NÃO TEM HABILITAÇÃO PARA SOCORRER A VÍTIMA NÃO MEXA, POIS PODE AGRAVAR AINDA MAIS AS LESÕES QUE ELA JÁ POSSUI.



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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Curso completo para formação de Bombeiro Civil Socorrista em Igaraçu do Tietê/SP


ACADEMIA BRAVO'S
FORMANDO HERÓIS, SALVANDO VIDAS





Fundada em 01/06/2011, por seus atuais diretores Rafael Duran e Anaina Fernandes Cazonatto, na cidade de Olímpia-SP.
Assim nasce a Academia Bravo's, uma escola inovadora, com princípios éticos, respeitando normas e leis em vigor.
Em seus primeiros meses de vida conseguiu excelente espaço no mercado de Bombeiro Civil, nunca se esquecendo dos trabalhos sociais e logo, na formação da primeira turma obteve o reconhecimento da FENABOM (Federação Nacional dos Bombeiros e Defesa da Cidadania), assim sendo reconhecida e tornando-se referencia nacional por lutas e conquistas, sendo a principal delas a Lei municipal que regulamenta a profissão no município de Olímpia.
Através do padrinho da escola José Elias Morais (Zé das Pedras), que indicou para o prefeito Geninho Zuliani implantar a Lei.

IMPORTANTE:
Curso de acordo com a lei 11.901 de 12 de janeiro de 2009, sancionada pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva e Ministro Carlos Lupi e Tarso Genro

Cursos completos para formação de Bombeiro Civil 

ALGUMAS FOTOS DO CURSO:


Animais Peçonhentos



A.P.H. (Atendimento Pré Hospitalar)



Bombeiro Civil


Noções Básicas de Direito


Educação Física


Espaço Confinado


Isolamento de Área


Prevenção e Combate a Incêndio


Rádio e Comunicação

Rapel (Salvamento em Altura)



Salvamento Aquático

Salvamento Terrestre


                                                                      Socorrista

GARANTA JÁ SUA VAGA! TURMA PARA JANEIRO 2014, NA CIDADE DE IGARAÇU DO TIETÊ/SP 


TELEFONE PARA CONTATO  EM IGARAÇU DO TIETÊ/SP - ADRIANA

(14)996445506 - (14)991521585 - 14 36444402

Socorrista

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Video - Resgate emocionante - Samu








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Equipe de reportagem flagra profissionais do samu tentando reanimar um senhor com parada cardíaca durante quase 1 hora. O que aconteceu no final?? Assistam!

Fonte: http://youtu.be/636_Bhtg-WU

Folder - Cuidados com abelhas, vespas e marimbondos



fonte: Revista Emergência

Coleta Seletiva – Aprenda a Separar o Lixo

Coleta seletiva ou recolha se seletiva é o termo utilizado para o recolhimento dos materiais que são possíveis de serem reciclados, previamente separados na fonte geradora. Dentre estes materiais recicláveis podemos citar os diversos tipos de papéis, plásticos, metais e vidros.
A separação na fonte evita a contaminação dos materiais reaproveitáveis, aumentando o valor agregado destes e diminuindo os custos de reciclagem.
Para iniciar um processo de coleta seletiva é preciso avaliar, quantitativamente e qualitativamente, o perfil dos resíduos sólidos gerados em determinado município ou localidade, a fim de estruturar melhor o processo de coleta.

Separando o lixo

O lixo deteriorável (biodegradável), composto pelos restos de carne, vegetais, frutas, etc, é separado do lixo restante, podendo ter como destino os aterros sanitários ou entrarem num sistema de valorização de resíduos.
A reciclagem tornou-se uma ação importante na vida moderna pois houve um aumento do consumismo e uma diminuição do tempo médio de vida da maior parte dos acessórios que se tornaram indispensáveis no dia a dia trouxeram um grave problema: qual o destino a dar quando perdem utilidade? No inicio os resíduos resultantes da atividade humana tinham como destino as lixeiras ou então aterros sanitários, contudo com o aumento exponencial da quantidade de resíduos e da evolução tecnológica, aliados ao interesse econômico de busca de mais matérias primas de baixo custo, o vulgarmente designado lixo começa a perder o caráter pejorativo do nome e começa a ser considerado como um resíduo, passível de ser reaproveitado. Com as tecnologias atuais apenas uma ínfima parte dos resíduos urbanos não são passiveis de reaproveitamento, sendo direcionados para unidades de eliminação dos mesmos, normalmente os aterros sanitários. Felizmente a maior parte dos mesmos podem ser destinados ao reaproveitamento, quer seja reciclagem ou outros tipos de reaproveitamento. A coleta seletiva, ou recolha seletiva tem como objectivo a separação dos resíduos urbanos pelas suas propriedades e pelo destino que lhes pode ser dado, com o intuito de tornar mais fácil e eficiente a sua recuperação. Assim pretende-se resolver os problemas de acumulação de lixo nos centros urbanos, e reintegrar os mesmos no ciclo industrial, o que traz vantagens ambientais e econômicas. Os pontos onde são depositados para a recolha são denominados de lixões, ou ecopontos. Estes podem oferecer vários tipos de coletores, de acordo com as especificidades dos resíduos da zona e das respostas de tratamento existentes pela entidade que procede ao seu encaminhamento para os centros de valorização.

Cores padronizadas dos recipientes de resíduos

As soluções convencionais

Os aterros sanitários são grandes terrenos onde o lixo é depositado, comprimido e depois espalhado por tratores em camadas separadas por terra. As extensas áreas que ocupam, bem como os problemas ambientais que podem ser causados pelo seu manejo inadequado, tornam problemática a localização dos aterros sanitários nos centros urbanos maiores, apesar de serem a alternativa mais econômica a curto prazo.
Os incineradores, indicados sobretudo para materiais de alto risco, podem ser utilizados para a queima de outros resíduos, reduzindo seu volume. As cinzas ocupam menos espaço nos aterros e reduz-se o risco de poluição do solo. Entretanto, podem liberar gases nocivos à saúde, e seu alto custo os torna inacessíveis para a maioria dos municípios.
As usinas de compostagem transformam os resíduos orgânicos presentes no lixo em adubo, reduzindo o volume destinado aos aterros. É difícil cobrir o alto custo do processo com a receita auferida pela venda do produto. Além disso, não se resolve o problema de destinação dos resíduos inorgânicos, cuja possibilidade de depuração natural é menor.

Implantando a coleta seletiva

A coleta seletiva e a reciclagem de resíduos são soluções desejáveis, por permitirem a redução do volume de lixo para disposição final.
O fundamento da coleta seletiva é a separação, pela população, dos materiais recicláveis (papéis, vidros, plásticos e metais) do restante do lixo.
A implantação da coleta seletiva pode começar com uma experiência-piloto, que vai sendo ampliada aos poucos. O primeiro passo é a realização de uma campanha informativa junto à população, convencendo-a da importância da reciclagem e orientando-a para que separe o lixo em recipientes para cada tipo de material.
É aconselhável distribuir à população, ao menos inicialmente, recipientes adequados à separação e ao armazenamento dos resíduos recicláveis nas residências (normalmente sacos de papel ou plástico).
A instalação de postos de entrega voluntária (PEV) em locais estratégicos melhora a operação da coleta seletiva em locais públicos. A mobilização da sociedade, a partir das campanhas, pode estimular iniciativas em conjuntos habitacionais, shopping centers e edifícios comerciais e públicos.
Deve-se buscar elaborar um plano de coleta, definindo equipamentos e periodicidade de coleta dos resíduos. A regularidade e eficácia no recolhimento dos materiais são importantes para que a população tenha confiança e se disponha a participar. Não vale a pena iniciar um processo de coleta seletiva se há o risco de interrompê-lo, pois a perda de credibilidade dificulta a retomada.
Finalmente, é necessária a instalação de um centro de triagem para a limpeza e separação dos resíduos e o acondicionamento para a venda do material a ser reciclado. Também é possível implantar programas especiais para reciclagem de entulho (resíduos da construção civil).

Principais formas de coleta seletiva

O símbolo internacional da reciclagem.
  • Porta a Porta – Veículos coletores percorrem as residências em dias e horários específicos que não coincidam com a coleta normal de lixo. Os moradores colocam os recicláveis nas calçadas, acondicionados em contêineres distintos;
  • PEV (Postos de Entrega Voluntária) - Utiliza contêineres ou pequenos depósitos, colocados em pontos físicos no município, onde o cidadão, espontaneamente, deposita os recicláveis;
  • Postos de Troca – Troca do material a ser reciclado por algum bem.
  • PICs - Outra modalidade de coleta é a PICs, Programa Interno de Coleta Seletiva, que é realizado em instituições públicas e privadas, em parceria com associações de catadores.

Ligações externas

O custo de operação do projeto varia em função do município, sendo considerado baixo um custo de US$ 150 por tonelada de resíduo coletado. A receita auferida com a venda do material é, em média US$ 45 por tonelada de plástico, US$ 502 para alumínio, US$ 30 para vidro, US$ 100 para papel de primeira e US$ 48 para aparas de papel.
Os custos de transporte
 são os maiores limitantes da coleta seletiva. Distâncias superiores a 100 km entre a fonte dos resíduos e a indústria de reciclagem tendem a tornar o processo deficitário. O processamento primário dos materiais (através de equipamentos como prensas e trituradores) aumenta seu valor e atenua o problema. Para a coleta, a prefeitura pode colocar caminhões com caçamba e pessoal à disposição ou contratar os serviços. Uma campanha informativa pode custar à prefeitura apenas a impressão dos folhetos e cartilhas. A prefeitura deve dispor de uma área para o centro de triagem.
A iniciativa privada atua na reciclagem apenas nas atividades mais lucrativas; procurar novas formas para seu envolvimento que reduzam os gastos públicos é um desafio para as prefeituras. Tais parcerias podem ocorrer através do fornecimento de cartilhas, folhetos e sacos para o recolhimento do lixo, da colocação de postos de entrega, da organização da coleta seletiva no interior de edifícios e instalações comerciais, da compra de materiais reciclados ou mesmo da instalação de indústrias de reciclagem ou processamento primário, mesmo que de pequeno porte. Parcerias com entidades da sociedade civil, através de campanhas de esclarecimento, instalação de postos de entrega, organização e realização da coleta e separação dos materiais, ampliam o alcance das ações e reduzem custos.
Consórcios intermunicipais possibilitam economias de escala, com ações conjuntas entre prefeituras. Tão importante quanto o investimento, é o papel do governo municipal como articulador junto à sociedade e outros governos.

Algumas experiências

Em Niterói-RJ, Brasil, a iniciativa partiu dos moradores de um bairro, em 1985, que contaram com o apoio da Universidade Federal Fluminense e de uma entidade do governo alemão. A prefeitura apenas cedeu um técnico, temporariamente, e fez a terraplanagem do terreno. Os moradores administram o serviço, investindo o lucro em atividades comunitárias.
Curitiba-PR, Brasil, criou, em 1989, o projeto "Lixo Que Não É Lixo", iniciado com um trabalho de educação ambiental nas escolas. Em seguida, foi distribuída uma cartilha à população e iniciada a coleta domiciliar e em supermercados, onde os resíduos recicláveis são trocados por vales-compra. A prefeitura assume o custo de coleta e o material recolhido é doado a uma entidade assistencial, que o processa e comercializa, destinando o lucro para suas atividades assistenciais.
A coleta seletiva criou condições técnicas para a implantação de uma usina de compostagem na cidade, pois boa parte do material inorgânico (metais, vidros, etc.) já é separado, reduzindo os custos de operação da usina.
A instalação da usina de reciclagem de Vitória-ES, Brasil, em 1990, em um antigo "lixão", evitou enormes prejuízos ambientais e reuniu trabalhadores que viviam em condições sub-humanas, explorados pelas "máfias do lixo", controladas por aparistas e sucateiros, dando-lhes melhores condições de trabalho e remuneração.
Da avaliação dessas experiências, pode-se dizer que a participação da população é a principal condição para o sucesso da coleta seletiva.

Resultados

Ambientais

Os maiores beneficiados por esse sistema são o meio ambiente e a saúde da população. A reciclagem de papéis, vidros, plásticos e metais - que representam em torno de 40% do lixo doméstico - reduz a utilização dos aterros sanitários, prolongando sua vida útil. Se o programa de reciclagem contar, também, com uma usina de compostagem, os benefícios são ainda maiores. Além disso, a reciclagem implica uma redução significativa dos níveis de poluição ambiental e do desperdício de recursos naturais, através da economia de energia e matérias-primas.

Econômicos

A coleta seletiva e reciclagem do lixo doméstico apresenta, normalmente, um custo mais elevado do que os métodos convencionais. Iniciativas comunitárias ou empresariais, entretanto, podem reduzir a zero os custos da prefeitura e mesmo produzir benefícios para as entidades ou empresas. De qualquer forma, é importante notar que o objetivo da coleta seletiva não é gerar recursos, mas reduzir o volume de lixo, gerando ganhos ambientais.

Políticos

Além de contribuir positivamente para a imagem do governo e da cidade, a coleta seletiva exige um exercício de cidadania, no qual os cidadãos assumem um papel ativo em relação à administração da cidade. Além das possibilidades de aproximação entre o poder público e a população, a coleta seletiva pode estimular a organização da sociedade civil.

Como o Lixo Doméstico Vira Benefício

Reciclar significa repetir um ciclo. E para compreendermos a importância da reciclagem, temos de transformar o conceito de lixo.
O lixo, quando descartado de forma correta, se transforma em matéria-prima. A reciclagem surgiu como uma maneira de inserir no sistema uma parte da matéria que se tornaria lixo e, consequentemente, contribuiria para a poluição do planeta. Quando coletados, são separados e processados para serem utilizados como matéria-prima na manufatura de outros materiais, os quais eram feitos anteriormente com matéria prima virgem.
Reciclar contribui para a redução da poluição do solo, da água e do ar, melhora qualidade de vida da população e contribui para manter a cidade limpa, aumenta a vida útil dos aterros sanitários, gera empregos, entre outras vantagens.
Praticamente, todos os materiais podem ser reciclados. Só para se ter uma ideia aqui estão alguns exemplos de lixos domésticos que, com a reciclagem, se transformam em novos materiais.
O aço, por exemplo, é 100% reciclável, se descartado no meio ambiente, se reintegra à natureza em cinco anos. De acordo com a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), as latas recicladas são transformadas em novas latas, com grande economia de matéria-prima e energia elétrica.
A cada quilo de alumínio reciclado, cinco quilos de bauxita (minério de onde se produz o alumínio) são poupados. Para se reciclar uma tonelada de alumínio, gasta-se 5% da energia que seria necessária para se produzir a mesma quantidade de alumínio primário, ou seja, neste caso a reciclagem proporciona uma economia de 95% de energia elétrica.
Com garrafas pet podem ser produzidos diversos materiais como estofamentos, carpetes, enchimento para sofás, cadeiras, travesseiros, cobertores, tapetes, cortinas, lonas para toldos e barracas, roupas esportivas, entre tantos outros materiais.
Já os plásticos são materiais, que como o vidro, ocupam um considerável espaço no meio ambiente e podem poluir de forma considerável. Geram uma infinidade de materiais como novos materiais de vidro, cabos de panela, sacolas, baldes, cabides, entre outros.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Video - O que você faria diante de uma pessoa em Parada Cardiaca?







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Video - História da Ambulância







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UFSC lança e-book interativo para prevenção de desastres

Com textos de fácil compreensão, ilustrações cativantes e constante interatividade, o livro eletrônico intitulado "Conhecendo a natureza eu previno os desastres" apresenta diferentes tipos de desastres naturais que ocorrem em nosso país, levando à compreensão de suas causas e principais medidas de prevenção. 

O material foi desenvolvido pelo Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres e pelo Laboratório de Educação Cerebral, ambos da UFSC, com recursos do Ministério da Integração Nacional.

Para acessar o conteúdo basta ir ao site (http://www.lid.educacaocerebral.org/) e seguir as orientações. É possível utilizá-lo online ou baixar o livro para uso sem internet nas versões para Windows ou para tablets e smartphones Android. A proposta é que o livro interativo seja um material lúdico de apoio a educadores a ser utilizado em espaços escolares, ao mesmo tempo em que pode ser acessado diretamente pelos estudantes nos computadores de casa, aparelhos celulares ou tablets.

Toda sua concepção considerou as recomendações internacionais sobre a temática, e em especial as da Campanha, Construindo Cidades Resilientes do Escritório das Nações Unidas para Redução de Risco de Desastres. Sarah Cartagena, pesquisadora do CEPED UFSC, comenta "discutimos muito sobre como as crianças são as grandes motivadoras do presente e como são elas também o principal elemento do futuro. Quando aprendem, multiplicam o conhecimento e cobram dos adultos a postura requerida. Quando crescem, tornam-se cidadãos participativos e sensibilizados".

O lançamento do livro ocorre no momento em que começa o período chuvoso em parte do Brasil, e com ele a apreensão de muitos moradores de áreas de risco. Em um contexto em que uma sequência de graves ocorrências de desastres em todo o país tem dado ao tema cada vez mais espaço na mídia, no debate político, na discussão entre especialistas e nas conversas cotidianas, é preciso levá-lo também às escolas.

Na próxima semana, entre os dias 23 e 26 de outubro, os que visitarem a 12ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC no campus de Florianópolis, mais conhecida como SEPEX, terão a oportunidade de conhecer e interagir no livro eletrônico, que estará disponível no estande do Laboratório de Educação Cerebral.

A equipe multidisciplinar do Laboratório de Educação Cerebral, que vem se especializando no desenvolvimento de tecnologias educacionais, contou com a parceria da CogniSense para o desenvolvimento do livro. O conteúdo produzido faz parte da Coleção Brasil Cresce Seguro, projeto do CEPED UFSC, que em sete volumes orienta professores e educadores a trabalhar o tema da redução de risco de desastres nas escolas.

Serviço:
Livro Eletrônico - Conhecendo a natureza eu previno os desastres SEPEX - 23 a 26 de outubro, com o tema Ciência, Saúde e Esporte 
Links em destaque
Laboratório de Educação Cerebral 
Coleção Brasil Cresce Seguro 
CogniSense 
www.ceped.ufsc.br

sábado, 19 de outubro de 2013

Video - Tecnica de extensao do tirante do ked em obeso

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Adaptação do uso do ked em vítima obesa, realização do vídeo Thais Travaglia Bregadioli, e  Edson Roberto Rosalin.

Anvisa proíbe fabricação e venda de álcool líquido comercial

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, por meio de resolução publicada em 25 de fevereiro no Diário Oficial da União, a suspensão da fabricação, distribuição e comércio em todo o território nacional de álcool líquido com graduação acima de 54º Gay Lussac. A medida de estende a todas as empresas fabricantes e as associadas à Associação Brasileira dos Produtores e Envasadores de Álcool (Abraspea). Além de proibir a comercialização, a Anvisa determina que as empresas recolham o produto remanescente no mercado.

Pertencem a Abraspea 14 empresas. Segundo dados da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), o Brasil produz 15 bilhões de litros de álcool por ano, sendo um 1% desse total destinado ao mercado de álcool engarrafado, aproximadamente 150 milhões de litros por ano, que equivalem a uma movimentação de cerca de R$ 215 milhões. A Abraspea estima que o mercado em gel, que deve substituir o produto líquido, não alcance 10% desse total, o que comprovaria que o novo produto não ganhou a preferência do consumidor.

A resolução é fruto de um impasse judicial. Em 2002, a Anvisa proibiu a fabricação e comercialização do produto por considerar que o álcool líquido oferece riscos de acidentes por queimadura e por ingestão, mas, no mesmo ano, a Justiça suspendeu a determinação. Em 2012, a Justiça Federal derrubou a suspensão e deu até 31 de janeiro de 2013 para a indústria se adequar à nova norma. Na ocasião, a Abraspea entrou com recurso, que acabou por embargar a decisão.

Segundo a assessoria do Tribunal Regional Federal da 1º Região (TRF1), onde corre o processo, trata-se de um conflito de entendimento. Por ser um recurso explicativo, ele não necessariamente impede que a resolução da Anvisa seja posta em prática.

A decisão final caberá ao desembargador federal Moreira Alves, que está de férias até o dia 25 de março. Com o retorno do desembargador, o caso será levado à sessão. O consultor da Abraspea, Ary Alcantara, diz que a associação não reconhece a atitude da Anvisa e que além do embargo judicial no TRF1, há um mandado de segurança obtido pela empresa Álcool Santa Cruz Ltda, pertencente ao grupo, que determina que a Anvisa não pode suspender a circulação do produto.

"Continuamos no mercado e vamos recorrer à Justiça e pedir o ressarcimento de danos por toda ação e eventuais apreensões feitas pela Anvisa", disse.

De acordo com a Anvisa, a norma está em vigor desde a primeira publicação no Diário Oficial da União. Hoje foi feita uma republicação para as empresas que ainda descumprem a decisão. A agência se baseia em acórdão de 1º de agosto do TRF1, que deu ganho de causa à autarquia. Os agentes de vigilância sanitária estão fiscalizando desde o início do mês e continuarão com ações de retirada dos produtos das prateleiras.

Segundo a Anvisa, o álcool de uso exclusivo em estabelecimentos de assistência à saúde e o álcool comercializado em embalagens de até 50 mililitros (ml) podem ser comercializados na forma líquida, independentemente da graduação alcoólica.

Foto: Anvisa
http://www.revistaemergencia.com.br/noticias/legal/anvisa_proibe_fabricacao_e_venda_de_alcool_liquido_comercial/A5jbJay4

Ministério aumenta faixa etária da vacina contra HPV

A vacina irá proteger meninas de 9 a 13 anos contra quatro variáveis do vírus. A partir do próximo ano, começa a vacinação para o grupo de 11 a 13 anos e, em 2015, para as adolescentes de 9 a 11 anos
O Ministério da Saúde está ampliando a faixa etária para a vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV), usada na prevenção de câncer de colo do útero. Já em 2014, meninas dos 11 aos 13 anos receberão as duas primeiras doses necessárias à imunização, a dose inicial e a segunda seis meses depois. A terceira dose deverá ser aplicada cinco anos após a primeira.
Com a adoção do esquema estendido, como é chamado, será possível ampliar a oferta da vacina, a partir de 2015, para as pré-adolescentes entre 9 e 11 anos de idade, sem custo adicional. Assim, quatro faixas etárias serão beneficiadas, possibilitando imunizar a população-alvo (9 a 13 anos). A modificação no esquema vacinal foi anunciada nesta quarta-feira (18) pelo secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, durante cerimônia de 40 anos do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em Brasília.
“O esquema vacinal estendido adotado tem duas grandes vantagens. A primeira é que possibilita alcançar a cobertura vacinal de forma rápida com a administração das duas doses. Outro beneficio é que a terceira dose, cinco anos depois, funciona como um reforço, prolongando o efeito protetor contra a doença.” O Ministério da Saúde está investindo R$ 360,7 milhões na aquisição de 12 milhões de doses.
A inclusão do imunobiológico ao calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) foi anunciada em julho deste ano. Na época, a previsão era de administrar a vacina em pré-adolescentes de 10 e 11 anos, com dose inicial, a segunda um mês depois e terceira seis meses após a inicial. Entretanto, o Ministério da Saúde decidiu adotar o esquema estendido baseado em estudos recentes que comprovam a eficácia desta medida. Além disso, a estratégia segue recomendação da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e foi discutida com especialistas brasileiros que integram o Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Vale ressaltar que o esquema já é utilizado por países como Canadá, México, Colômbia, Chile e Suíça.
É a primeira vez que a população terá acesso gratuito a uma vacina que protege contra câncer. A meta é vacinar 80% do público-alvo, que atualmente soma 5,2 milhões de pessoas. O vírus HPV é responsável por 95% dos casos de câncer de colo do útero, apresentando a segunda maior taxa de incidência entre os cânceres que atingem as mulheres, atrás apenas do de mama.
A vacina, que estará disponível a partir de março de 2014 (1ª dose), é a quadrivalente, usada na prevenção contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (16 e 18) respondem por 70% dos casos de câncer. O imunobiológico para prevenção da doença é seguro e tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus.
As três doses serão aplicadas nas pré-adolescentes com autorização dos pais ou responsáveis. A estratégia de imunização será mista, ocorrendo tanto nas unidades de saúde quanto nas escolas públicas e privadas. A incorporação da vacina complementa as demais ações preventivas do câncer de colo do útero, como a realização rotineira do exame preventivo (Papanicolau) e o uso de camisinha em todas as relações sexuais.
A inclusão da vacina no SUS foi possível graças ao acordo de parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP), com transferência de tecnologia entre o laboratório internacional Merck Sharp & Dohme (MSD) e o Instituto Butantan, que passará a fabricar o produto no Brasil. A economia estimada na compra da vacina durante o período de transferência de tecnologia é de R$ 154 milhões. Além disso, a produção do imunobiológico contará com investimento de R$ 300 milhões para a construção de uma fábrica de alta tecnologia pelo Instituto Butantan, baseada em engenharia genética.
SOBRE O HPV – O HPV é capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de 100 tipos. Do total, pelo menos 13 têm potencial para causar câncer. Estimativa da Organização Mundial da Saúde aponta que 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. No Brasil, a cada ano, 685 mil pessoas são infectadas por algum tipo do vírus.
Em relação ao câncer de colo do útero, estimativas indicam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. No Brasil, 5.160 mulheres morreram, em 2011, em decorrência deste tipo de câncer. Para 2013, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 17.540 novos casos.
O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos. Em 2012, foram realizados 11 milhões de exames no SUS, o que representou investimento de R$ 72,6 milhões. Do total, 78% foram na faixa etária prioritária. No ano passado, o investimento no atendimento e expansão dos serviços para tratamento de câncer na rede pública de saúde foi de R$ 2,4 bilhões, 26% maior que em 2010.

MS anuncia R$ 12,7 milhões para atendimento oncológico em Jaú (SP)

O investimento irá subsidiar a compra de aparelhos para centro cirúrgico e de radioterapia para o Hospital Amaral Carvalho
O Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP), ganhou um reforço de R$ 12,7 milhões. Parte do valor será investido na compra de equipamentos para o centro cirúrgico e para tratamento de radioterapia, além de custeio mensal de R$ 4,1 milhões. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, neste sábado (12), durante visita as instalações do hospital. A unidade também recebeu a renovação do Selo de Certificação de Hospital Ensino.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o investimento e o custeio são essenciais para qualificar o atendimento aos pacientes de câncer no Hospital Amaral Carvalho: “Saúde se faz com hospital bem equipado, infraestrutura, mas a alma de um serviço de saúde são seus trabalhadores, seus profissionais. Criamos então um incentivo pela qualidade, um reajuste em cima do que é produzido, destinando mais R$ 4,1 milhões para custeio e manutenção para a Fundação Amaral Carvalho", destacou o ministro.
O Hospital Amaral Carvalho é a única unidade habilitada para o tratamento de câncer, em Jaú, incluindo serviço de oncologia pediátrica. Do total dos novos recursos (R$ 8,6 milhões), R$ 6,5 milhões serão utilizados na compra de equipamentos para o centro cirúrgico da unidade. Também será adquirido um acelerador linear, equipamento utilizado na radioterapia (R$ 1,6 milhão), e um equipamento de braquiterapia (R$ 450 mil) – utilizado, principalmente para tratamento de câncer do colo do útero. O novo recurso soma-se aos R$ 3,3 milhões já repassados pelo Ministério da Saúde para compra de equipamentos para os Serviços de Diagnóstico Mamário (SDM) - aparelho de raio-x fixo (mesa telecomandada); sistema de videolaparoscopia urológica; aparelho de anestesia para o novo centro cirúrgico: dez bisturis elétricos; 20 endoscópios; 20 estativas; dez focos cirúrgicos e dez mesas cirúrgicas.
Reconhecido como um dos maiores centros no tratamento contra o câncer no país, o Hospital Amaral Carvalho conta com mais de 300 leitos, e atende cerca de 500 municípios do estado de São Paulo e 600 cidades dos demais estados do Brasil. Do total de leitos, 211 atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 82 leitos de oncologia. Este ano, a unidade já realizou 1.983 cirurgias oncológicas a um custo de R$ 6,1 milhões. Em 2012, foram registradas 2.970 cirurgias (R$ 5,3 milhões).
AMPLIAÇÃO DO ACESSO – O Ministério da Saúde tem investido na melhoria do acesso da população a prevenção, exames e tratamentos do câncer. De 2010 a 2012, o investimento do Governo Federal em oncologia disparou 26% - de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,1 bilhões. Com estes recursos, foi possível ampliar em 17,3% no número de sessões de radioterapia, saltando de 7,6 milhões para mais de nove milhões. Para a quimioterapia houve aumento de 14,8%, passando de 2,2 milhões para 2,5 milhões.
Somente no último ano, o Hospital Amaral Carvalho atendeu mais de 73.900 pacientes, realizou 15.947 cirurgias e 206 transplantes de medula óssea, se tornando referência no procedimento na região.
Em decorrência da inclusão de novos tipos de cirurgia oncológica e da ampliação dos investimentos no setor, a expectativa para 2013 é que o número de operações supere a marca dos 120 mil, 25% a mais que as 96 mil realizadas no ano passado. A expansão está sendo custeada por uma elevação de 120% no orçamento destinado a estes procedimentos - de R$ 172,1 milhões em 2012 para R$ 380,3 milhões em 2013.
Por outro lado, houve expansão no rol de medicamentos de alto custo ofertados gratuitamente pelo SUS, com a inclusão de drogas biológicas modernas como o mesilato de imatinibe (contra leucemia), o rituximabe (para o tratamento de linfomas) e o trastuzumabe (contra o câncer de mama). A ampliação veio acompanhada de aperfeiçoamento na gestão dos insumos, que passaram a ser comprados de maneira centralizada pelo Ministério da Saúde, reduzindo custos com o ganho da escala de compras.

Alagoas é o primeiro estado totalmente coberto pelo Samu

O governador Teotonio Vilela Filho e o vice-governador, José Thomaz Nonô, participaram, na terça-feira (1º), das inaugurações do Núcleo de Apoio à Saúde da Família - Nasf e da 35ª Base Descentralizada do Samu, ambos no município de Atalaia.

A base do Samu vai garantir o atendimento de urgência e emergência aos cerca de 40 mil habitantes da cidade, além da população de Capela, Boca da Mata e Pindoba.

No Nasf, os usuários do Sistema Único de Saúde - SUS terão acesso a serviços de Atenção Básica, com uma equipe multidisciplinar, que irá assegurar assistência médica e farmacêutica. Na unidade, também será possível realizar atividades físicas e corporais, integrativas e complementares, por meio de uma equipe de educadores físicos, além de atividades de reabilitação, dicas de alimentação e nutrição e tratamento para portadores de transtornos mentais.

O governador comemorou a cobertura do Samu em Alagoas, primeiro estado do Brasil a cumprir o procedimento nacional de cobertura do sistema. "É muito bom estar aqui, ao lado de Thomaz Nonô, para inaugurar a base descentralizada de número 35 do Samu em Alagoas. A partir de hoje, Alagoas é o primeiro Estado brasileiro totalmente coberto pelo Samu, com uma base a cada 30 km. Esse é o código de procedimento nacional para considerar uma região plenamente atendida pelo sistema", afirmou.

Teotonio disse ainda que o Samu ajuda a salvar muitas vidas. "O Samu tem o seu pessoal treinado para salvar vidas e tem salvado milhares de vidas em Alagoas. No início do nosso Governo, eram duas bases. Aumentamos esse número para 35 e ainda temos o apoio do Samu Aéreo e do Samu Neonatal em todas as regiões. Fico muito feliz e orgulhoso em poder levar esse serviço de qualidade para toda a população, sobretudo para os que mais precisam", garantiu.

A nova Base do Samu - que irá funcionar todos os dias da semana, 24 horas por dia -  pertence à Macrorregião de Maceió, o que significa que todas as ligações da região serão interceptadas pela Central da Capital, que fará a regulação do atendimento. O novo serviço irá utilizar uma ambulância do tipo Unidade de Suporte Básico (USB), que irá realizar o atendimento por meio de um técnico de enfermagem e um condutor socorrista.

Samu em Alagoas
Alagoas conta com duas centrais do Samu, sendo uma em Maceió e outra em Arapiraca. Os municípios regulados pela Central Maceió são União dos Palmares, Viçosa, São Miguel dos Campos, Porto Calvo, Coruripe, Joaquim Gomes, São Luiz do Quitunde, Maragogi, Teotônio Vilela, Rio Largo, Murici, Marechal Deodoro, Barra de Santo Antônio, Colônia de Leopoldina e São Miguel dos Milagres.

Já as bases pertencentes à Central de Arapiraca São Penedo, Ouro Branco, Delmiro Gouveia, Pão de Açúcar, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios, Cacimbinhas, Maribondo, Porto Real do Colégio, Campo Alegre, Mata Grande, Girau do Ponciano, São Sebastião, São José da Tapera, Inhapi, Piranhas, Olho D´Água do Casado, Batalha e Traipu.

Fonte: Tribuna Hoje

Especialista destaca a importância do APH no atendimento aos queimados

Formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, em 1989, Carlos Yoshimura possui título de especialista em Cirurgia Plástica e Queimados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. É emergencista desde 1990. Em 2004, passou a integrar o Comitê Internacional de Queimaduras Químicas, entidade internacional sediada na França, que discute sobre os avanços, descobertas e desenvolve diversas pesquisas na área. 

Quatro anos depois, tornou-se diretor do SAMU de Cubatão, função que exerceu por mais de cinco anos. Em junho deste ano, tomou posse como Secretário de Saúde da cidade. Além de estar à frente da pasta, é, atualmente, professor de pós-graduação em Urgência e Emergência, na Unimonte, e professor de pós-graduação em APH na Universidade Católica de Santos.

Aos 49 anos de idade, Carlos Alberto Yoshimura celebra 25 deles dedicados à área de Emergências. O médico acumula experiências diferenciadas, tanto no pré quanto no intra-hospitalar. Contudo, suas grandes paixões sempre foram o atendimento a queimados e o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), do qual foi diretor por vários anos na cidade de Cubatão/SP. Unindo estes conhecimentos, Yoshimura adotou no município tecnologias que possibilitam o socorro imediato de queimados, voltadas ao pré-hospitalar.

"Casos que eu venho apresentando mundo afora demonstram que o pré-hospitalar é útil no atendimento a todos os tipos de queimados. Se a luta é contra o relógio, o SAMU é uma peça muito importante para agilizar este tipo de atendimento. Só precisamos que as autoridades tenham esta consciência e façam o investimento específico para a parte de queimaduras", avalia. 

Em entrevista à Emergência, concedida durante a Expo Emergência 2013, o cirurgião plástico fala sobre as dificuldades para o conhecimento de equipes de emergência sobre os diferentes tipos de queimaduras, bem como de recursos para estas ocorrências, direcionados ao APH. Ressalta, ainda, que o desconhecimento é maior nos casos de queimaduras químicas.

Em que momento surgiu seu interesse pelo tratamento das vítimas de queimaduras, em especial em APH?
Na década de 1990, quando eu estava fazendo a Residência em Cirurgia Plástica na Baixada Santista (litoral sul de São Paulo), eu rezava para que não chegasse emergência química, porque eu não sabia como atender este tipo de urgência. Meu interesse em APH surgiu em 1992, quando saí do ofício de militar, fui trabalhar em resgate aéreo e na Fórmula 1 e nunca mais parei. Quando me tornei cirurgião plástico, cirurgião geral, me senti muito seguro para trabalhar no pré-hospitalar. Acredito que você deve ter o mínimo de formação para se sentir seguro no APH. Eu já tinha uma boa bagagem.

Qual a incidência de queimaduras por chamas e queimaduras químicas no APH no Brasil?
É a mesma da estatística mundial. Cerca de 4% das queimaduras são químicas e, a maior parte, é por fogo. Mundialmente, esta porcentagem oscila pouco, um ou dois pontos. Eu já tive este trabalho de verificar e comparar diversos países, mas temos uma grande dificuldade de quantificar estes números. Nós temos cerca de um milhão de acidentes por ano no Brasil, você pode duplicar este número devido à subnotificação. Estes números não são fiéis e este é o nosso grande problema. Também precisa haver um consenso entre as cidades e entre os países a fim de formatar um modelo de captação destes números. 

O senhor foi pioneiro na adoção de tecnologias de tratamento imediato das queimaduras em um serviço de APH. Até hoje, apenas o SAMU Cubatão utiliza estes recursos. A que se deve esta morosidade do serviço público pré-hospitalar diante das queimaduras?
Em relação às queimaduras químicas, o maior problema é o desconhecimento de causa, porque a queimadura química só perfaz uma média de 4% do total de queimaduras no país ou no mundo. Embora a porcentagem seja pequena, ela é muito complexa. Há desconhecimento dos próprios profissionais, cirurgiões plásticos e especialistas. Assim, estas inovações acabam ficando restritas a países de primeiro mundo, como Estados Unidos e nações europeias. Aqui no Brasil, ainda engatinhamos na busca destas tecnologias. A grande dificuldade é a falta de informações.

Sua atuação motivou empresas a adotar tecnologias de primeiros socorros em queimaduras. Como se deu este processo?
Em Cubatão, foi criado o primeiro PAM (Plano de Auxílio Mútuo) entre as indústrias no país. Hoje, o plano conta com 27 indústrias de grande porte, entre elas siderúrgicas, petroquímicas e refinarias. Este grupo, sediado no CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), tem um encontro mensal para divulgar os conhecimentos, treinamentos e simulados. É durante estes exercícios que divulgamos conhecimentos para todas estas indústrias. Muitas delas têm toda esta tecnologia a respeito de atendimento a emergências envolvendo queimaduras. 

Não divulgam, mas têm, tanto para queimaduras com fogo quanto para queimaduras químicas. Em 2004, uma empresa custeou minha visita ao Polo Industrial de Camaçari, na Bahia. Fui até lá para verificar o uso de um produto descontaminante químico, que já era amplamente utilizado na Europa e nos Estados Unidos. Foi a partir daí que o Comitê Internacional de Queimaduras Químicas me contatou e, mais tarde, fui até a França conhecer as pesquisas desenvolvidas pela entidade.

Fonte: Revista Emergência 
Por Priscilla Nery