Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

terça-feira, 26 de março de 2013

LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA








É uma doença infecciosa, não contagiosa, causada pelo protozoário do gênero leishmania, de transmissão vetorial

AGENTE ETIOLÓGICO

Mais importantes no Brasil:

- Leishmania amazonensis: encontrada em florestas no Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins e Sudoeste do Maranhão, sua presença amplia-se para Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Goiás.
- Leishmania guyanensis: Aparentemente limitada ao norte da Bacia Amazônica (Amapá, Roraima, Amazonas, Pará), é encontrada principalmente em florestas de terra firme, áreas que não alagam nos periodos de chuva.
- Leishmania brazilienses: Ampla distribuição do sul do Pará ao nordeste, centro sul e sul e algumas áreas da Amazônia Ocidental.

RESERVATÓRIO

- Leishmania amazonensis:
marsupiais - principalmente o roedor "rato soia"

- Leishmania guyanensis:
vários mamíferos selvagens como:
- preguiça
- tamanduá
- marsupiais
- roedores

- Leishmania brasiliensis
-cão
- equino
- mula
- roedor doméstico

MODO DE TRANSMISSÃO

Picada de insetos transmissores infectados, não há transmissão de pessoa a pessoa.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Média de 2 meses no homem.

VETOR

Várias espécies de flebotomíneos conhecido como mosquito palha, cangalhinha, tatuquira, mulambinho, catuqui.

SUSCETIBILIDADE

É universal

IMUNIDADE

A infecção e a doença não conferem imunidade ao paciente.

SINAIS E SINTOMAS

Lesões cutâneas

- As lesões de pele podem caracterizar a forma localizada (unica ou múltipla).
- Forma disseminada (lesões muito numerosas em várias áreas do corpo)
- Forma difusa.

Forma localizada e multiplas

Ulcera com bordas elevadas em moldura e com fundo granuloso com ou sem exsudação, geralmente indolor. É observado outros tipos de lesões como úlcera crostosa, impetigóide, úlcero vegetante, ectimatóide, entre outras.

Forma disseminada

Lesões ulceradas pequenas, distribuídas por todo corpo, as lesões são eritematosas com forma de pápulas, tubérculos, nódulos e infiltração difusa.

Lesões mucosas

São mais frequentemente acometidas:
- cavidades nasais
- faringe
- laringe
- cavidade oral

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

Exames parasitológico
- Esfregaço de lesão
- Histopatológico
- Cultura em meios artificiais
- Inoculação em animais experimentais

EXAMES IMUNOLÓGICOS

- Intradermorreação de montenegro
- Sorologia (ELISA, imunofluorescência indireta)
-
CARACTERIZAÇÃO DAS ESPÉCIES DE LEISHMANIA

- PCR
- Anticorpos monoclonais

TRATAMENTO

Droga de primeira escolha é o antimonial pentavalente, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde.

Fontes:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_lta_2ed.pdf
http://www.inf.furb.br/sias/parasita/Textos/leishmaniose_tegumentar_american.htm
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1560

sexta-feira, 22 de março de 2013

BEBIDAS ALCOÓLICAS





Aspectos históricos

Registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de
álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 a.C., sendo, portanto, um
costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos. A noção
de álcool como uma substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros
exemplos na mitologia, sendo talvez um dos fatores responsáveis pela manutenção
do hábito de beber, ao longo do tempo.
Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como, por exemplo, o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas, que passaram a ser utilizadas em sua forma destilada. Nessa época, esse tipo de bebida passou
a ser considerado um remédio para todas as doenças, pois “dissipavam as preocupações mais rapidamente que o vinho e a cerveja, além de produzirem um alívio mais eficiente da dor”, surgindo, então, a palavra uísque (do gálico usque baugh, que significa “água da vida”).
A partir da Revolução Industrial, registrou-se grande aumento na oferta desse tipo de bebida, contribuindo para um maior consumo e, conseqüentemente, gerando aumento no número de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de problema decorrente do uso excessivo de álcool.

Aspectos gerais

Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois atua no sistema nervoso central, provocando mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência.
O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelos quais ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas.
Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Dessa forma, o consumo inadequado do álcool
é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para a sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares.

Efeitos agudos

A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.
Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes, como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar).
Com o passar do tempo, começam a surgir os efeitos depressores, como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.
Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada com outra que não está acostumada a beber. Um outro exemplo está relacionado à estrutura física: a pessoa com estrutura física de grande porte terá maior resistência aos efeitos do álcool.
O consumo de bebidas alcoólicas também pode desencadear alguns efeitos desagradáveis,como enrubecimento da face, dor de cabeça e mal-estar geral. Esses efeitos são mais intensos para algumas pessoas cujo organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool. Os orientais, em geral, têm maior probabilidade de sentir esses efeitos.

Alcoolismo

Como já citado neste texto, a pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo do tempo, pode desenvolver dependência, condição conhecidacomo alcoolismo. Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, envolvendo aspectos de origem biológica, psicológica e sociocultural. A dependência do álcool é condição freqüente, atingindo cerca de 10% da população adulta
brasileira.
A transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta, tendo uma interface que, em geral, leva vários anos. Alguns sinais da dependência do álcool são: desenvolvimento da tolerância, ou seja, a necessidade de beber maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; aumento da importância do álcool na vida da pessoa; percepção do “grande desejo” de beber e da falta de controle
em relação a quando parar; síndrome de abstinência (aparecimento de sintomas desagradáveis após ter ficado algumas horas sem beber) e aumento da ingestão de álcool para aliviar essa síndrome.
A síndrome de abstinência do álcool é um quadro que aparece pela redução ou
parada brusca da ingestão de bebidas alcoólicas, após um período de consumo crônico.
A síndrome tem início 6 a 8 horas após a parada da ingestão de álcool, sendo caracterizada por tremor das mãos, acompanhado de distúrbios gastrintestinais, distúrbios do sono e estado de inquietação geral (abstinência leve). Cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para a síndrome de abstinência grave ou delirium tremens que, além da acentuação dos sinais e sintomas anteriormente referidos, se caracteriza por tremores generalizados, agitação intensa e desorientação no tempo e no espaço.

Efeitos sobre outras partes do corpo

Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. As mais freqüentes são as relacionadas ao fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose).
Também são freqüentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite) e do sistema cardiovascular (hipertensão e problemas cardíacos). Há, ainda, casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e cãibras nos membros inferiores.

Durante a gravidez

O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação pode trazer conseqüências para o recém-nascido, e, quanto maior o consumo, maior o risco de prejudicar o feto. Dessa forma, é recomendável que toda gestante evite o consumo de bebidas alcoólicas, não só ao longo da gestação, como também durante todo o período de amamentação, pois o álcool pode passar para o bebê através do leite materno.
Cerca de um terço dos bebês de mães dependentes do álcool, que fizeram uso excessivo dessa droga durante a gravidez, é afetado pela “síndrome fetal pelo álcool”. Os recém-nascidos apresentam sinais de irritação, mamam e dormem pouco, além de apresentarem tremores (sintomas que lembram a síndrome de abstinência).
As crianças gravemente afetadas, e que conseguem sobreviver aos primeiros momentos de vida, podem apresentar problemas físicos e mentais que variam de intensidade de acordo com a gravidade do caso.

fonte: CEBRID Centro Brasileiro de Informacoes sobre Drogas Psicotropicas

CAXUMBA


É uma doença infecciosa aguda, transmissível  caracterizada pelo processo inflamatório das parótidas, acompanhada de aumento de volume e dor no local.


Sinais e Sintomas

- Inicia-se com quadro infeccioso inespecífico
- Mialgia (dor muscular)
- Febre baixa
- Dor nas articulações
- Dor no ouvido
- Inchaço da parótida de um ou ambos os lados
- Apagamento do ângulo mandibular
- Náusea
- Vômito
- Dor nos testículos
- Garganta inflamada

Agente Etiológico

Paramixovirus

Fonte de Infecção

O homem é o único hospedeiro natural conhecido

Modo de Transmissão

É transmitido pelo contato direto com uma pessoa infectada através de gotículas de secreção da orofaringe.

Período de Transmissão

2 dias antes até 2 dias após o inicio do edema da parótida, porém o virus pode ser isolado da saliva 6 dias antes até 9 dias após o acometimento da parótida.

Período de Incubação

Média - 16 a 18 dias
Variação - 12 a 25 dias

Suscetibilidade

A suscetibilidade é geral

Imunidade

A imunidade pode ser adquirida através da vacinação. A imunidade conferida pela infecção sintomática ou assintomática é geralmente definitiva.

Distribuição

É uma doença cosmopolita, acomete principalmente crianças em idade entre 5 e 15 anos, sem distinção de sexo, geralmente ocorre no inverno e inicio da primavera.

Morbidade e Letalidade

É uma doença de alta morbidade, porem de baixa letalidade, na maioria das vezes evolui sem complicações ou sequelas.

Medidas de Controle

Escolares e crianças institucionalizadas devem ser afastadas de suas atividades habituais por cerca de 9 dias após o inicio do edema.

Complicações

- Pancreatite
- Meningite
- Meningoencefalite
Infecção da tireóide
- Infecção dos neurônios
- Atrofia dos testículos
- Problemas nos ovários
- Problemas cardíacos 
- Infecção nos rins

Diagnóstico

Um exame físico confirma a presença das glândulas inchadas. Geralmente a doença é diagnosticada na anamnese, sem necessidade de testes laboratoriais de confirmação. Caso haja incerteza sobre o diagnóstico, um teste de saliva ou sangue podem ser realizados. As provas sorológicas podem ser feitas por neutralizaçãoinibição da hemaglutinação ou ELISA.

fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Parotidite_infecciosa
http://drauziovarella.com.br/crianca-2/caxumba/
http://www.bio.fiocruz.br/index.php/caxumba-sintomas-transmissao-e-prevencao
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1544

fonte imagem: http://www.brasilescola.com/upload/e/caxyumba.jpg

segunda-feira, 4 de março de 2013

Resultado SORTEIO 1 BOLSA Curso PICC BRASILIA/DF DIAS 09 e 10 DE MARÇO DE 2013


Resultado  SORTEIO 1 BOLSA Curso PICC BRASILIA/DF DIAS  09 e 10 DE MARÇO DE 2013



1 - Sandra Regina dos Reis
sanregina_2@hotmail.com
São Paulo-SP
Quero fazer o curso em Brasília

2 - Diego Duarte 
Diegomissao@hotmail.com

3 - JEANE DE OLIVEIRA PIRES BATALHA
jeane_pires@hotmail.com
BRASILIA-DF
Quero fazer o curso em BRASILIA-DF

4 - Juliana Almeida Soares
juliana.hebert@gmail.com
Brasília - DF
Gostaria de fazer o curso em Brasília.

5 - Ana Paula Angelo Gonçalves
goncalves_anap@yahoo.com.br
Brasília/df
Quero fazer o curso em Brasília/DF

6 - Jordana Pimenta Viana
jordhanapimenta@yahoo.com.br
Brasília/DF
Realizar curso de PICC em Brasília.

7 - André Camargo- São José do Rio Preto/SP
camargo-de@hotmail.com
Quero participar Curso Picc Brasília

8 - MARILIA GRAZIELLE DA SILVA TORRES - ASSU/RN
mariliagtorres@hotmail.com
Quero participar do Curso Picc Brasília. =)



COMO COMBINADO FOI REALIZADO O SORTEIO PELO RANDOM http://www.random.org/ NO DIA 04 DE MARÇO DE 2013, FORAM 08 INSCRITOS NO SORTEIO DE UMA BOLSA PARA O CURSO DE PICC QUE OCORRERÁ EM BRASILIA / DF NOS DIAS 09 E 10 DE MARÇO O RESULTADO ESTÁ NA IMAGEM ACIMA FOI:


3 - JEANE DE OLIVEIRA PIRES BATALHA
jeane_pires@hotmail.com
BRASILIA-DF
Quero fazer o curso em BRASILIA-DF


IREMOS ENTRAR EM CONTATO COM JEANE DE OLIVEIRA PIRES BATALHA , PARA AVISÁ-LA DO RESULTADO, AOS OUTROS INSCRITOS OBRIGADO PELA PARTICIPAÇÃO.

sábado, 2 de março de 2013

Dicas de Primeiros Socorros - Compressões Torácicas


Segundo as novas mudanças ocorridas em outubro de 2010 do ILCOR ( Aliança dos Comitês de Ressuscitação) juntamente com a AHA ( American Heart Association) nas diretrizes de RPC (Ressuscitação Cardio Pulmonar) tanto no suporte básico de vida, como no suporte avançado de vida, é recomendado principalmente para leigos que as compressões torácicas sejam contínuas, sendo que as compressão torácica mantém o fluxo sanguíneo até o coração, cérebro entre outros órgãos vitais.

Abaixo segue a sequencia para o atendimento clínico utilizando o C-A-B que significa:

C - Compressões Torácicas
A - Via Aérea
B - Respiração

Seguindo as novas diretrizes, confira as etapas:

- A pessoa não responde a estímulos verbais nem táteis, não respira ou tem respiração anormal.
- Acione o serviço de emergência local
- Inicie a RCP (Ressuscitação Cardio Pulmonar)  - para leigos ----> COMPRESSÕES TORÁCICAS
ou para profissionais 30 compressões X 2 ventilações
- O socorrista chega com o DEA ( Desfibrilador Externo Automático) liga e realiza todos os procedimentos, enquanto isso o outro socorrista continua a RCP, interrompendo apenas alguns segundos para instalar as pás do DEA.

IMPORTANTE

- Segurança em primeiro lugar, checar se o locar é seguro

COMO FAZER AS COMPRESSÕES TORÁCICAS

- Traçar uma linha imaginária entre os mamilos, coloque o calcanhar da mão dominante sobre o meio da linha inter mamilar da vitima, a outra mão sobreposta a mão dominante entrelaçando os dedos, deixar os braços hiperestendidos fazendo pelo menos 90 graus
- Realizar compressões fortes, procurando aprofundar cerca de 5 cm sobre o tórax,  com o objetivo de produzir um fluxo sanguíneo adequado
- Deve-se comprimir o tórax cerca de 100 vezes por minuto
- Deixar o tórax retornar completamente após cada compressão
- Não interromper as compressões, a não ser no momento que esta sendo realizada as ventilações. Leigos não interrompem as compressões, profissionais realizar 30 compressões X 2 ventilações.