"Orem também para que Deus nos livre das pessoas más e perversas, pois nem todos creem na mensagem. Mas o Senhor Jesus é fiel. Ele lhe dará forças e os livrará do maligno." 2 Tessalonicenses 3 2-3

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Video - Como puncionar acesso venoso periférico


videoFonte: www.youtube.com/watch?v=_qJnfGMQxe8

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ministério da Saúde determina ações para troca de próteses mamárias


Na última sexta-feira, dia 13 janeiro de 2012, foram decididas as condições de troca das próteses mamárias com risco de rompimento em reunião realizada com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Ministério da Saúde (MS).
As decisões firmadas compreendem o reforço das orientações, realizadas pelo MS, de que as pessoas que fizeram implantes mamários com próteses com risco de rompimento procurem os serviços de saúde pública ou privada para avaliação e acompanhamento médico.
Foi determinado ainda que o Sistema Único de Saúde e os planos de saúde terão que cobrir os exames e eventuais cirurgias de substituição dessas próteses. Essa medida se aplica à pessoa que realizou cirurgia para fins estéticos ou por tratamento.
A indicação de substituição ocorrerá conforme os indícios de ruptura, que serão caracterizadas nos termos das diretrizes do MS, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sociedade Brasileira de Mastologia e ANS.
Para garantir o atendimento a essas pessoas, o MS e a ANS publicarão os atos normativos necessários, bem como um protocolo de atendimento e monitoramento dos pacientes com as próteses adulteradas.
Quanto aos procedimentos em relação às empresas importadoras das prósteses, a Anvisa já instaurou os processos administrativos-sanitários para estabelecer a extensão das penalidades e também já iniciou a análise dos lotes importados que não foram utilizados.

Fonte: Blog da Saúde e G1
http://www.programaproficiencia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=381.html

sábado, 21 de janeiro de 2012

Confira a tabela de honorários referente aos serviços de enfermagem prestados

Com o intuito de normatizar os serviços prestados pela Enfermagem, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) ditou a RESOLUÇÃO COFEN-301/2005 que fixou os valores mínimos como base para esta atuação.


Tabela de Honorários
RESOLUÇÃO COFEN-301/2005












A EXECUÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM


INCLUI:
1. Preparo do paciente, do material e do ambiente;
2. Orientação quanto aos procedimentos e suas aplicações;
3. Observação e controle do paciente até o término do procedimento;
4. Limpeza do material e ordem do ambiente após o término do procedimento;
5. Registro quanto à execução, reações etc.


NÃO INCLUI:
1. Material necessário à execução dos procedimentos.


OBSERVAÇÕES:
1. Os valores serão reajustados segundo índices governamentais.
2. Quadro I - Enfermeiro
Quadro II - Técnico de Enfermagem
Quadro III - Auxiliar de Enfermagem

fonte: http://www.portaldaenfermagem.com.br/honorarios.asp

Entrevista sobre Atendimento Pré-Hospitalar (APH)


Atendimento Pré-Hospitalar (APH)

Adriana Mandelli Garcia
Enfermeira do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e gerente de Enfermagem da BEM Emergências.
a.mandelli.g@gmail.com

O atendimento pré-hospitalar (APH) é destinado às vítimas de trauma, violência urbana, mal súbito e distúrbios psiquiátricos. Visa estabilizar o paciente de forma eficaz, rápida e com equipe preparada para atuar em qualquer ambiente e remover o paciente para uma unidade hospitalar.



Em 2002, tendo em vista o crescimento da demanda por serviços de urgência e emergência e ao real aumento do número de acidentes e da violência urbana, o Ministério da Saúde aprovou a regulamentação técnica dos sistemas estaduais de Urgência e Emergência, por meio da Portaria 2048, ratificando que esta área constitui-se em um importante componente da assistência à saúde. No ano seguinte, a Portaria 1864/GM deu início à implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192) nas modalidades suporte básico e avançado de vida, atuação desenvolvida em todo o território brasileiro pelos Estados em parceria com o Ministério da Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde. A Enfermagem ainda conta com a Resolução Cofen 375/2011, que dispõe sobre a presença do enfermeiro no Atendimento Pré-Hospitalar e Inter-Hospitalar, em situações de risco conhecido ou desconhecido.



No Brasil, o APH envolve o Corpo de Bombeiros, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e também as empresas particulares. A enfermagem participa em todas essas vertentes e como em qualquer outra área do cuidar, deve estar alicerçada em conhecimento, capacitação técnica e humanização.



A enfermeira Adriana Mandelli Garcia tem em seu currículo a experiência em atendimento a vítimas de urgências clínicas e traumáticas. Em mais de uma década de atuação no APH, é ela quem nos relata nessa entrevista a atividade prestada pela enfermagem, a importância da equipe nas ruas e os avanços neste serviço. Hoje, Adriana Mandelli é enfermeira do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e também é gerente de Enfermagem da BEM Emergências Médicas, estando diariamente no serviço público e privado do APH.





No que consiste o serviço de atendimento pré-hospitalar (APH)?

O nome pré-hospitalar caracteriza-se pelo atendimento à vítima antes da mesma chegar ao hospital, podendo ser em locais habitados normalmente (ruas, residências, comércios etc.), locais de difícil acesso como buracos, galerias fluviais, escombros e outros, além do atendimento aquático; logicamente, para isso, a equipe requer treinamento. Nestes locais iniciamos a prestação do serviço de saúde básico ou avançado. Após estabilização, a vítima é encaminhada para o hospital por meio do melhor recurso disponível, entre eles ambulância, helicóptero ou lancha.





Quais as principais atribuições do enfermeiro que atua nesta área?

A atribuição do enfermeiro dependerá da unidade em que ele estiver atuando, porém, para que os internautas do Portal tenham uma ideia do que o enfermeiro desenvolve na área de APH, apresento algumas atribuições da minha vivência.

- Supervisionar e avaliar as ações de enfermagem da equipe no atendimento Pré-Hospitalar Móvel;

- Prestar cuidados de enfermagem de qualquer complexidade técnica a pacientes com ou sem risco de vida, que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas;

- Ministrar treinamento e/ou participar dos programas de treinamento e aprimoramento de pessoal de saúde em urgências e emergências;

- Fazer controle de qualidade do serviço nos aspectos direcionados a pessoas e equipamentos inerentes à profissão, estabelecendo e controlando indicadores.





Dentro da área de APH, quais os segmentos possíveis de atuação do profissional de enfermagem?

O mercado de trabalho está cada vez mais diversificado e ele pode atuar em transporte aéreo, terrestre - que são os mais comuns - além de estádio esportivo, shopping center, academia, resort, parque de diversões, grupo de turismo de aventura com rafting, arvorismo, escaladas, além de comunidades desenvolvendo o treinamento da pessoa leiga que gostaria de ser treinada para iniciar o atendimento de uma vítima, até mesmo em companhias aéreas para desenvolvimento da equipes de voo. Ressalto ainda a importância da presença do APH em eventos futebolísticos. A Lei 10671/03, conhecida como Estatuto do Torcedor, determina a presença de dois enfermeiros e um médico presentes no local de jogo a cada dez mil torcedores.





Como acontece o chamado do APH?

O fluxo basicamente parte do solicitante, que liga para uma central (192 ou 193) contando o motivo e descrevendo a localização do atendimento a ser prestado. No momento do contato com a central segue-se um questionário de perguntas necessárias para enviar o recurso mais indicado. Simultaneamente, um médico poderá iniciar uma conversar com o solicitante, em paralelo ao serviço indicado estar a caminho do atendimento. A primeira equipe a chegar ao local posiciona a central sobre a atual realidade e as necessidades para o bom andamento (seja para a suspensão de luz no local, por exemplo, ou uma solicitação de policiamento ou mesmo de trânsito). A partir daí, inicia-se o atendimento da vítima determinando à central qual o recurso necessário, se hospital primário ou terciário, de acordo com a condição e necessidade da mesma.



“A primeira equipe a chegar ao local posiciona a central sobre a atual realidade e as necessidades para o bom andamento”



Como é dividido o atendimento?

Básico e avançado. O atendimento básico envolve as manobras/técnicas iniciais de atendimento necessárias e fundamentais até que se determine a necessidade ou não de acessar o paciente com maior "invasão", seja ela intubação, acesso venoso, administração de drogas e outras que se fazem necessárias para um bom prognóstico. Todos os estados brasileiros deveriam proporcionar à população as duas opções, porém a realidade atual não é esta. Qual serviço será enviado ao local de atendimento é determinado no momento da triagem, diante da gravidade da situação e o número de vítimas envolvidas. Assim, feita a triagem, determina-se o melhor recurso a ser enviado, se o básico ou o avançado.

Existe um protocolo nacional de atendimento?

O Brasil segue é o modelo americano, criado em 1990 por representantes da American Heart Association (AHA), da European Resuscitation Council (ERC), da Heart and Stroke Foundation of Canada (HSFC) e da Australian Resuscitation Council (ARC). Ele nasceu da necessidade de se criar nomenclatura na ressuscitação e pela falta de padronização de linguagem nos relatórios relativos à parada cardíaca em adultos em ambiente extra-hospitalar. Em 1992, durante a conferência internacional "Resuscitation 92", Brighton, na Inglaterra, propôs-se uma cooperação internacional contínua por meio de um comitê de ligação permanente, multidisciplinar, para diretrizes na área. Assim, ficou determinado que o “LS” life support seria a maneira de disseminar e padronizar os atendimentos no APH. Nos dias atuais são esses protocolos que vigoram pelas Américas e Europa, claro que cada local com suas peculiaridades. No Brasil, em 1976, o médico Ari Timerman despertou interesse sobre ressuscitação e teve acesso aos protocolos da AHA. Logo depois, John Cook Lane trouxe ao Brasil os primeiros cursos de ressuscitação e publicou os primeiros livros na língua portuguesa. Em seguida, os cursos começaram a ser ministrados no Brasil em parceria com o Hospital Albert Einstein. Os protocolos estão disponíveis para acesso no site da AHA - www.heart.org .

Como é realizado o registro de Enfermagem dos atendimentos prestados?

Ao final do atendimento o registro deve ser feito por todos os profissionais envolvidos no caso. Durante a entrega do paciente, orienta-se colher assinatura do profissional que dará continuidade ao atendimento à vítima. Este prontuário deve ser preenchido em duas vias, no mínimo, permitindo que uma fique para a instituição de APH e a segunda via siga para o destino do paciente.

Com relação aos pertences do paciente, vale acrescentar que documentos, dinheiro, joias etc. deverão ser relacionados e transferidos a um familiar ou à enfermagem que irá receber o paciente. No momento do socorro o enfermeiro é o responsável em cuidar dos pertences do paciente e esse "rol de valores" deve ser feito por duas pessoas, o profissional da enfermagem e uma testemunha.

Como deve ser composta uma unidade de APH?

O mínimo que a unidade deve ter é o que está previsto na Portaria 2048/2002 do Ministério da Saúde, e serve para todas as modalidades, o que difere é a tipo de ambulância que determina o que a mesma deve conter, sendo Ambulância de Transporte (Tipo A), Ambulância de Suporte Básico (Tipo B), Ambulância de Resgate (Tipo C), Ambulância de Suporte Avançado (Tipo D), Aeronave de Transporte Médico (Tipo E), Embarcação de Transporte (Tipo F).

Porém, existem peculiaridades tanto no perfil de pacientes que atendemos como em inovações da indústria farmacológica, de materiais em saúde e tecnologias que facilitam as técnicas aplicadas e garantem maior segurança para ambos os lados, agregando na eficácia e no sucesso do atendimento.

Como você iniciou a sua atividade profissional e por que partiu para esta especialização?

A formação de enfermeira foi praticamente uma escolha dos meus pais. Realizei teste de aptidão e também segui a opinião deles. Finalizei a graduação ainda muito nova e iniciei na área hospitalar. Certa vez, fui com minha mãe em uma consulta médica e no meio da consulta, o médico deixou de nos atender e iniciou o socorro a uma paciente de parada cardiorrespiratória. Como a equipe estava um tanto atrapalhada, eu me ofereci para ajudar. Coincidentemente, a paciente voltou a viver. Eu me senti extremamente satisfeita e surpresa, pois eu ainda não havia passado por esta situação. Decidi, aí, que queria atuar em pronto-socorro. Fui em busca do meu desejo. Após alguns anos nesta atividade, percebi que eu queria mais do que esperar, eu queria chegar na pior situação em que um indivíduo possa estar. Conclui mestrado na USP voltado para parada cardiorrespiratória e busquei, incansavelmente, o concurso do GRAU (vinculado ao Corpo de Bombeiros), cujo trabalho faço há oito anos. Além disso, também atuo junto à BEM Emergências Médicas há 13 anos.

“percebi que eu queria mais do que esperar, eu queria chegar na pior situação em que um indivíduo possa estar”

Como está a especialização em Emergência atualmente no Brasil? Você considera esta uma área promissora?

As universidades estão evoluindo e este tema atualmente é desenvolvido em sua maioria. Existem já muitos cursos lato sensu de especialização na área. Inclusive os enfermeiros já se mobilizaram e criaram uma associação específica que se chama COBEEM – Colégio Brasileiro de Enfermagem em Emergência, da qual fui presidente. Noto que aumentou a procura pelo campo de estágio nesta área e há muitos profissionais que se identificam com a atuação no APH. O Brasil tem se adaptado rotineiramente aos protocolos americanos, temos legislação aplicável, relativamente atualizada, e órgãos de fiscalizações atuantes neste mercado.

Quais são os principais cursos que enfermeiros e técnicos em Enfermagem devem ter em seus currículos?

Os cursos para enfermeiros mais recomendados para APH e conhecidos pela sua qualidade são os LS (life support): BLS (basic life support), ACLS (Advanced life support), PHTLS (pré-hospital life support) e PALS (pediatric advanced life support). Eles são desenvolvidos em vários sítios de treinamento e na sua maioria em grandes hospitais como o Albert Einstein, Sírio Libanês, HCor, em São Paulo, por exemplo, e em universidades como Anhembi Morumbi e outras instituições que se vincularam a AHA, pois é ela quem controla a qualidade dos cursos. O Funcor, por exemplo, que é credenciado na AHA, oferece esses cursos.

Quais são as dificuldades vivenciadas pelo serviço?

Elas se iniciam, em algumas vezes, no próprio endereço da vítima, devido ao crescimento descontrolado, prejudicando o planejamento viário e, consequentemente, retardando a chegada do socorro no endereço. Outra dificuldade é o acesso à vítima em locais inóspitos, onde lançamos mão de equipamentos para salvamento em altura ou água, ou mesmo necessitamos ter um condicionamento físico para transpor as barreiras encontradas. No destino final do paciente, encontramos dificuldades no treinamento das equipes, disponibilidades de leitos e recebimento adequado do paciente.

O que de novidade e inovação está surgindo direcionado ao atendimento de emergência?

As máscaras laríngeas são dispositivos que agregam no atendimento, o DEA (desfibrilador externo automático) está cada vez mais sedimentado no mercado, e as drogas, como a vasopressina, que têm um efeito espetacular na parada cardiorrespiratória, além de materiais hemostáticos e dispositivos tecnológicos que facilitam a comunicação.

Como é a relação e a atuação da equipe de atendimento pré-hospitalar e intra-hospitalar?

Infelizmente, não é muito boa. Os motivos são diversos, e de ambos os lados. Creio que o maior ‘tendão de Aquiles’ seja a lotação dos hospitais públicos e falta de mão-de-obra para atender toda a demanda. Acredito que melhor remuneração, redução da jornada e melhores condições de trabalho no serviço público são fatores que podem, e muito, contribuir para um atendimento público de maior qualidade e melhor entrosamento entre os serviços.

Os riscos ocupacionais estão muito presentes no cotidiano intra e extra-hospitalar. Como evitar possíveis riscos no APH?

Quanto aos riscos, realmente são muitos. As instituições desenvolvem treinamentos relacionados e orientações formais, além, é claro, da entrega do equipamento quando o mesmo é individual. As medidas de segurança na saúde estão contempladas na NR-32, e em situações específicas, como salvamento na água, devemos contar com equipamentos próprios de segurança, como apito, boia, corda etc. Outro exemplo, para salvamento em altura, é necessário contar com mosquetões, cordas, fita, baudrier (cadeirinha), descensor etc.

Após um resgate, é necessário reposição do material, limpeza e higienização do veículo. Como se dá este processo?

Esse processo geralmente tem início no hospital de destino do paciente. Ele é executado pela equipe da ambulância. A reposição é necessária e fundamental para que o veículo esteja no QRV (linguagem de rádio que caracteriza que a equipe está pronta para próximo atendimento). A limpeza geralmente é realizada pela enfermagem, porém o motorista e o médico muitas vezes colaboram. A técnica utilizada é a mesma praticada em hospitais e os produtos também são os mesmos. Nós seguimos o procedimento conforme Portaria 2048 do Ministério da Saúde, que diz:

Limpeza e desinfecção da Ambulância:

Limpeza

a) Remover todos os materiais utilizados no atendimento ao paciente;

b) Desprezar gazes, ataduras úmidas e contaminadas com sangue e/ou outros fluídos corporais em sacos plásticos branco, descartando o mesmo no lixo hospitalar;

c) Materiais perfurocortante eventualmente utilizados devem ser desprezados em recipiente adequado;

d) Sangue e demais fluídos devem ser cobertos com uma camada de organoclorado em pó, removendo-se, após 10 minutos de contato, com papel toalha;

e) Lavar as superfícies internas com água e sabão neutro iniciando sempre pelo teto, indo para as paredes, mobílias e piso, da frente do compartimento de transporte de pacientes em direção à porta traseira.

Desinfecção

a) Friccionar, por três vezes, álcool etílico 70% nas superfícies não sujeitas à corrosão, exceto superfícies acrílicas ou envernizadas, ou utilizar outro produto disponível para a completa desinfecção;

b) Periodicamente a cada sete dias realizar uma limpeza e descontaminação mais ampla;

c) Quando efetuar o transporte de pacientes com doenças infectocontagiosas (Aids, hepatite, Tuberculose, Meningites etc) realizar, obrigatoriamente, a completa desinfecção da ambulância, materiais e equipamentos utilizados.

Quais competências devem ter os profissionais que estão começando a atuar em APH?

Eles devem ter competências de aspecto cognitivo, técnico, social e afetivo necessários para a execução desta atividade, além de equilíbrio emocional e autocontrole para atuar frente aos desafios. O enfermeiro, principalmente, para liderar uma equipe em APH, em minha opinião, deve ser participativo, presente e flexível, mas não perder o foco dos resultados qualitativos e quantitativos, bem como utilizar criatividade para inovar e se atualizar.

No seu cotidiano como você se relaciona com o SAMU e qual a sua percepção sobre este serviço?

O Corpo de Bombeiros e o SAMU hoje em dia trabalham juntos em muitos atendimentos. A minha equipe embarca na ambulância deles, até porque o carro que usamos no bombeiro é um veículo blazer e não seria possível colocar um paciente adequadamente. No dia-a-dia percebo várias tentativas de melhoria de escalas, melhorias no treinamento, aproximação das equipes do SAMU com os bombeiros e a adoção de materiais e equipamentos de ponta.

Destaco também a busca constante da melhoria do tempo-resposta de atendimento, afinal “tempo é vida”. Atualmente, na cidade de São Paulo, a meta entre a solicitação e a chegada da equipe ao local da ocorrência é 10 minutos.


Garcia AM. Atendimento Pré-Hospitalar (APH). Portal da Enfermagem [internet]. 2012 jan [acesso em 21/jan/2012].
Disponível em: http://www.portaldaenfermagem.com.br/entrevistas_read.asp?id=77

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Entenda os significado das siglas em terminologia médica nº2


COURO CABELUDO
SEBORRÉIA: processo funcional das glândulas sebáceas caracterizado pela secreção excessiva ou alteração qualitativa do sebo, que
coleta sobre a pele, sob a forma de camada oleosa, de crostas ou
de escamas.

OUVIDO
OTITE: inflamação do ouvido
OTORRAGIA: hemorragia pelo meato auditivo externo
OTORRÉIA: extravasamento de líquor através do meato auditivo externo
OTALGIA = OTODINIA: dor de ouvido
OTOPLASTIA: cirurgia plástica do ouvido externo
OTOSCOPIA: visibilização do canal auditivo e da membrana do tímpano por meio do otoscópio
OTOTOMIA: dissecção do ouvido

LÍNGUA
SABURROSA: estado da mucosa lingual, apresentado revestimento branco-amarelado
SIALORRÉIA: salivação

NARIZ
EPISTAXE: hemorragia nasal
NASOFARINGITE = RINOFARINGITE: inflamação das vias nasais e da faringe
NASOGÁSTRICO: referente ao nariz e ao estômago
RINOPATIA: qualquer processo patológico do nariz
RINITE: inflamação da mucosa nasal
RINORRÉIA: corrimento nasal mucoso
RINOPLASTIA: operação plástica efetuada no nariz
RINORRAFIA: redução plástica do tamanho do nariz
CORIZA: inflamação das mucosas nasais, assinalada geralmente por espirros e secreção de muco aquoso
HEMOPTISE: ato de expectorar sangue proveniente das vias aéreas inferiores (pulmões, traquéia ou brônquios)


VOZ
AFONIA: perda da voz por lesão periférica, como na paralisia da laringe ou nos tumores
AFASIA: perda da habilidade de falar ou às vezes de entender a
palavra falada
DISFASIA: dificuldade para falar ou compreender a linguagem
DISFONIA: comprometimento da voz
DISFEMIA: gagueira.
DISLALIA: comprometimento da capacidade de falar, por defeito da língua
SOLILÓQUIO: falar sozinho

PRESSÃO
HIPERTENSO: elevação anormal da pressão sangüínea na parte arterial do sistema circulatório
NORMOTENSO: pressão sangüínea normal
HIPOTENSO: pressão arterial anormalmente baixa

TEMPERATURA
FEBRE: elevação da temperatura do corpo acima do normal
FEBRÍCULA: semelhante ao estado febril
AFEBRIL: sem febre
HIPERTERMIA: temperatura anormalmente elevada
HIPOTERMIA: temperatura anormalmente baixa
PIROGÊNICO: substância que produz febre
ANTIPIRÉTICO: medicamento que reduz febre

PULSO
BRADICARDIA: batimentos cardíacos lentos, com freqüência inferior à 60 batimentos por segundo
TAQUICARDIA: atividade cardíaca excessivamente rápida
RITMICO: ação que se repete em intervalos regulares
ARRITMICO: usa-se para designar uma alteração ou anomalia do ritmo cardíaco normal
FILIFORME: semelhante a um fio

RESPIRAÇÃO
EUPNÉIA: respiração normal
ESTERTOROSA: respiração ruidosa
BRADIPNÉIA: ritmo respiratório anormalmente lento
APNÉIA: parada transitória respiração
ASFIXIA: perda da concorrência devido ao suprimento inadequado
de oxigênio
DISPNÉIA: dificuldade para respirar
ORTOPNÉIA: dificuldade para respirar, exceto quando em posição sentado ou ereto
TAQUIPNÉIA: aumento anormal da freqüência respiratória
CHEYNE-STOKES: respiração com variação rítmica na intensidade ocorrendo em ciclos geralmente com período de apnéia.

URINA
POLIÚRIA: aumento na quantidade de urina
OLIGÚRIA: diminuição da quantidade excretada de urina
DISÚRIA: dificuldade / dor para à micção
ANÚRIA: ausência da produção de urina pelos rins
HEMATÚRIA: presença de sangue na urina
PIÚRIA: presença de pus na urina
NICTÚRIA: micção excessiva à noite
MICÇÃO: ato de urinar
POLACIÚRIA: micção anormalmente freqüente, aumento na quantidade de urina
PROTEINÚRIA: presença de proteína na urina
ALBUMINÚRIA: presença de albumina na urina
INCONTINÊNCIA: impossibilidade de reter a excreção de urina e fezes
COLÚRIA: urina cor de coca-cola

FEZES
CONSTIPAÇÃO: obstipação, prisão de ventre
ENEMA: clister, lavagem intestinal, introdução de líquidos no reto
FLATO: gás ou ar no trato intestinal
FLATULÊNCIA: acumulação anormal de gases no estômago e
nos intestinos
MELENA: evacuações de fezes de cor negra, por modificação sangue
MECÔNIO: massa pastosa e esverdeada, composta de muco, células epiteliais descamadas, bile, pêlos de lanugem e vérnix caseoso, que coleta no intestino do feto

ODOR
MEDICAMENTOSO: da natureza de um medicamento
ALIMENTÍCIO: que alimenta, que sustenta, nutritivo
AMONÍACO: com odor de amônia
HALITOSE: mal hálito
ETÍLICO: alcoólico
CETÔNICO: excesso de cetona no sangue

SUOR
SUDORESE: transpiração
DIAFORESE: sudorese excessiva
BROMIDOSE: excreção de suor com cheiro desagradável

ALIMENTAÇÃO
BULIMIA: apetite constante, exagerado e insaciável
ANOREXIA: perda do apetite
DISFAGIA: dificuldade para engolir ou incapacidade de deglutir
AFAGIA: incapacidade de deglutir, de origem orgânica ou psíquica
APETITE: qualquer desejo ou avidez de satisfazer uma
necessidade psíquica
PIROSE: azia, sensação de ardência subesternal ou epigástrica, acompanhada pela eructação de líquido
DISPEPSIA: digestão perturbada
EMESE: vômito
NAÚSEA: desconforto gástrico, acompanhado de impulso para vomitar
HEMATÊMESE: vômito com sangue
REGURGITAÇÃO: refluxo da comida do estômago para a boca,
sem vômito
HIPEREMESE: vômito excessivo
POLIFAGIA: comer exageradamente
CAQUEXIA: quadro grave de má nutrição e péssimo estado geral

MUSCULATURA
ATROFIA: perda ou diminuição do tamanho de uma célula, músculo, etc.
DISTROFIA: desenvolvimento deficiente ou anômalo
EUTROFIA: musculatura normal
MIALGIA: dor nos músculos
HIPERTROFIA: órgão ou tecido, resultando do aumento do tamanho da célula
ASTENIA: fraqueza do corpo ou parte do corpo
PARALISIA: perda da função ou sensação muscular produzida pela lesão dos nervos ou pela destruição dos neurônios

PUERPÉRIO
PUERPERA: mulher em trabalho de parto ou que pariu recentemente
PRIMIGESTA: mulher grávida pela primeira vez
PRIMÍPARA: mulher que dá a luz ao primeiro filho
MULTIGESTA: mulher em sua terceira ou nas seguintes
MULTÍPARA: mulher que já pariu um ou mais filhos
NULÍPARA: mulher que jamais pariu um filho
LÓQUIOS: descarga ou corrimento do útero e da vagina durante as primeiras semanas após o parto
CIESE: gravidez
PSEUDOCIESE: falsa gravidez

PELE
DERMATITE: inflamação da pele
ERITEMA: rubor cutâneo que ocorre em placas de tamanho e
forma variáveis
ERUPÇÃO: aparecimento súbito de lesões cutâneas
EQUIMOSE: extravasamento de sangue nos tecidos, levando à coloração violácea ou azulada
URTICÁRIA: pápulas acompanhadas de prurido intenso
HEMATOMA: coleção extravascular circunscrita de sangue, habitualmente coagulado, formando uma massa.
ESCORIAÇÃO: arranhaduras intensas da pele
ERISIPELA: forma de celulite estreptocócica aguda que atinge a
pele, constituindo uma zona vermelha bem delimitada e ligeiramente saliente
ESCABIOSE: moléstia cutânea contagiosa, causada por
Sarcoptes scabiei
IMPETIGO: doença inflamatória aguda da pele, causada por estreptococos ou por estafilococos e caracterizada por vesícula e bolhas que se rompem e desenvolvem crostas amarelas
PÁPULA: lesão primária da pele, com variação de tamanho
PETÉQUIAS: manchas ou hemorragia minúscula e arredondadas em uma superfície, como pele, mucosa, seros, ou em uma superfície de corte de um órgão
PRURIDO: coceira, sensação desagradável devida a irritação de um nervo sensitivo periférico
ABCESSO: coleção localizada de pús em cavidade formada pela necrose tecidual
ADIPOSO: gorduroso

OUTROS
ADERÊNCIA: acolamento anormal de duas superfícies, particularmente após cirurgias
ANAFILÁTICO: que diminui a suscetibilidade a determinada infecção ao invés de aumentá-la, pode ser devida a introdução de proteínas estranhas aos organismos, em conseqüência a uma infecção
ANALGESIA: perda ou ausência de sensibilidade a dor
ANESTESIA: perda da sensibilidade
ANÓXIA: redução do suprimento de oxigênio aos tecidos
ANTISSEPSIA: ato de se destruir ou inibir germes patogênicos que se encontram à superfície da pele e mucosas
ARTROSE: degeneração de uma articulação
ASCITE: acúmulo de líquido seroso dentro da cavidade abdominal ou peritoneal
ATELECTASIA: expansão incompleta dos pulmões no nascimento ou colapso pulmonar do adulto
ATRESIA: ausência ou fechamento de um orifício corpóreo
AUSCULTA: observação dos ruídos do corpo: coração, pulmão, etc
BIOPSIA: remoção e exame de tecidos ou outro material do
organismo vivo
CHOQUE: colapso circulatório periférico, de caráter agudo
CIANOSE: aspecto azulado escuro da pele, lábios e unhas devida a má oxigenação do sangue
COMA: estado de inconsciência
CONGESTÃO: acúmulo anormal de sangue em alguma parte do corpo
DESINFECÇÃO: destruição e remoção de organismos patogênicos, principalmente através do uso de agentes químicos
EDEMA: acúmulo de líquidos em vários locais, principalmente tecidos frouxos das extremidades
EMBOLO: trombo ou coágulo circulante, peça internas das seringas
EMPIEMA: presença de pús em uma cavidade, um órgão oco ou um espaço
ENTORSE: torção de uma articulação que leva a lesão de seus ligamentos
INTUBAÇÃO: inserção de um tubo principalmente na traquéia
ESCLEROSE: endurecimento
ESPASMO: contração involuntária, violenta e repentina
ESTASE: estagnação de sangue e outros líquidos
ESTENOSE: estreitamento ou constricção
ESTOMATITE: inflamação da mucosa oral
ESTUPOR: inconsciência total ou parcial
EXPECTORAR: eliminar o muco dos pulmões e traquéia
FISSURA: sulco ou fresta, como os sulcos cerebrais. Algumas são anormais como as fissuras da pele
FLÁCIDO: mole largado
FLEBOTOMIA: incisão de uma veia
FRICÇÃO: atrito
GANGRENA: morte tecidual, necrose, com putrefação
GASTROENTERITE: processo inflamatório agudo das mucosas gástricas e intestinal
GASTROSCOPIA: exame do estômago com instrumento dotado de fonte luminosa
HEMIPLEGIA: paralisia de um só lado do corpo
HEMORRAGIA: sangramento
HEMOSTASIA: processo para conter a hemorragia
HEMOTÓRAX: coleção de sangue na cavidade torácica
HIPEREMIA: existência de uma quantidade excessiva de sangue nos vasos de uma região
HIPÓXIA: diminuição da concentração normal de oxigênio dos tecidos e do sangue
ICTERÍCIA: coloração amarelada da pele, das mucosas e do tecido profundo, devida ao aumento da quantidade da bilirrubina
ISQUEMIA: obstrução localizada do fluxo sanguíneo
LETARGIA: torpor, inatividade
MEATO: abertura, orifício
METÁSTASE: propagação de um processo de um local para outro do organismo
NECROSE: morte do tecido
PALIATIVO: que propicia alívio, mas não cura
PALPAÇÃO: exame manual por toques
PARACENTESE: drenagem do conteúdo anormal coletado em cavidades do organismo
PARENTERAL: que ocorre fora do trato alimentar
PERITONITE: inflamação do peritônio
PNEUMOTÓRAX: acúmulo de ar na cavidade pleural.
POLIDIPSIA: sede excessiva
PRIAPRISMO: ereção involuntária do órgão sexual masculino
PROSTAÇÃO: exaustão
PURULENTO: contendo pús
RADIOPACO: que não permite a passagem dos raios x
SUPINO: deitado de costas com o rosto para cima
TÔNUS: estado muscular normal
TRAQUEOSTOMIA: incisão cirúrgica com visualização da traquéia
TUMOR: qualquer massa anormal, resultante da multiplicação celular excessiva
VASOCONSTRICÇÃO: contrição dos vasos sanguíneos
VENÓCLISE: punção de uma veia periférica ou central
VERTIGEM: tontura, estado no qual os objetos parecem girar em torno do indivíduo
ZUMBIDO: ruído característico do aparelho auditivo

Entenda os significado das siglas em terminologia médica


AAA - Aneurisma de aorta abdominal
AAI - Abdome agudo inflamatório
AAP - Abdome agudo perfurativo
AIT - Acidente isquêmico transitório
AU - Altura uterina
AVC - Acidente vascular cerebral
AVCH - Acidente vascular cerebral hemorrágico
AVCI - Acidente vascular cerebral isquêmico
BAV - Bloqueio atrioventricular
BAVT - Bloqueio atrioventricular total
BCE - Broncoespasmo
BCF - Batimento cárdio-fetal
BCP - Broncopneumonia
BEG - Bom estado geral
BI - Bomba de infusão
BI - Bolsa íntegra
CAPD - Diálise peritoneal ambulatorial contínua
CEC - Circulação extracorpórea
CIA - Comunicação intra-arterial
CID - Comunicação intravascular disseminada
CINE - Cinecoronariografia
CIV - Comunicação intraventricular
CIVD - Coagulação intravascular disseminada
CT - Tomografia computadorizada
D - Indicação do lado direito
DC - Débito cardíaco
DDH - Decúbito dorsal horizontal
DLD ou DLE - Decúbito lateral direito ou
esquerdo respectivamente
DM - Diabetes mellitus
DMH - Doença da membrana hialina
DNV - Distúrbio neurovegetativo
DPC - Desnutrição protéico calórica
DPI - Diálise peritoneal intermitente
DPOC - Doença pulmonar obstrutiva crônica
DPP - Data provável do parto
DPP - Descolamento prematuro da placenta
DU - Dinâmica uterina
DUM - Data da última menstruação
DVP - Derivação ventrículo-peritoneal
E - Indicação do lado esquerdo
EAO - Estenose Aortica
EAP - Edema agudo de pulmão
EDA - Endoscopia digestiva alta
EDB - Endoscopia digestiva baixa
ELA - Esclerose lateral amiotrófica
ESV - Extrassístole supraventricular
EV - Infusão endovenosa
FA - Fibrilação atrial
FAB - Ferimento por arma branca
FAF - Ferimento por arma de fogo
FC - Freqüência cardíaca
FCC - Ferimento corto-contuso
FD ou FE - Flanco direito ou esquerdo
FR - Freqüência respiratória
FV - Fibrilação ventricular
GECA - Gastroenterocolite aguda
GO - Ginecologia e obstetrícia
HAS - Hipertensão arterial sistêmica
HDA - Hemorragia digestiva alta
HDB - Hemorragia digestiva baixa
HIC - Hipertensão intracraniana
HP - Hipertensão pulmonar
IAM - Infarto agudo do miocárdio
IC - Índice cardíaco
ICC - Insuficiência cardíaca congestiva
ICO - Insuficiência coronariana obstrutiva
ID - Intradérmica
IG - Idade gestacional
IM - Intramuscular
IMC - Índice de massa corpórea
IMO - Insuficiência de múltiplos órgãos
IRA - Insuficiência renal aguda
IRC - Insuficiência renal crônica
ITU - Infecção do trato urinário
IU - Incontinência urinária
IVA - Infecção de vias aéreas
IVAS - Infecção de vias aéreas superiores
LER - Lesão por esforços repetitivos
LLA - Leucemia linfóide aguda
LLC - Leucemia linfóide crônica
LMA - Leucemia mieloide aguda
LMC - Leucemia mieloide crônica
MEG - Mal-estar geral
MF - Movimentação fetal
MID ou MIE - Membro inferior direito ou
esquerdo respectivamente
MMHg - Milímetros de mercúrio
MMII - Membros inferiores
MMSS - Membros superiores
MPP - Má perfusão periférica
MSD ou MSE - Membro superior direito ou
esquerdo respectivamente
NA - Não aplicável
NI - Não investigado
NM - Neoplasia maligna
NPT - Nutrição parenteral total
OAC - Obstrução arterial crônica
OFIU - Óbito fetal intra-uterino
PA - Pressão arterial
PAD - Pressão de átrio direito
PAF - Perfuração por arma de fogo
PAM - Pressão arterial média
PAP - Pressão de artéria pulmonar
PC - Paralisia cerebral
PCA - Bomba de Infusão para Analgesia Controlada
PCP - Pressão capilar pulmonar
PCR - Parada cardiorespiratória
PE - Prescrição de enfermagem
PM - Prescrição médica
PMD - Psicose maníaco depressivo
PO - Pós-operatório
POI - Pós-operatório imediato
POT - Pós-operatório tardio
PRES - Presente
PSO - Pronto socorro obstétrico
PT - Pré-termo
PV - Perdas vaginais
PVC - Pressão venosa central
QT - Quimioterapia
RA - Sala de Recuperação Anestésica
RCP - Ressuscitação cardiorespiratória
RGE - Pefluxo gastroesofagiano
RL - Soro Ringer Lactato
RM - Ressonância magnética
RN - Recém-nascido
RNT - Recém-nascido de termo
RPP - Regular perfusão periférica
RTX - Radioterapia
RVS - Resistência vascular periférica
RX - Raio x
SaO2 - Saturação de oxigênio arterial
SARA - Síndrome da angústia respiratória do adulto
SARC - Síndrome da angústia respiratória da criança
SARF - Síndrome da angústia respiratória fetal
SC - Subcutânea
SC - Superfície corpórea
SCD ou SCE - Subclávia direita ou esquerda
SF - Soro fisiológico
SG - Soro glicosado
SIRS - Síndrome de resposta inflamatória sistêmica
SNC - Sistema nervoso central
SNE - Sonda nasoenteral
SNG - Sonda nasogástrica
SO - Sala Operatória
SpO2 - Saturação de oxigênio periférica
SSVV - Sinais vitais
SV - Sonda vesical
SvcO2 - Saturação de oxigênio da veia subclávia
SVD - Sonda vesical de demora
SvO2 - Saturação de oxigênio da artéria pulmonar
TAA - Trombose arterial aguda
TB - Tuberculose
TCE - Traumatismo crânio encefálico
TEMP - Temperatura
TEP - Tromboembolismo pulmonar
TIA - Ataque isquêmico transitório
TP - Trabalho de parto
TRO - Terapia de rehidratação oral
TSV - Taquicardia supraventricular
TVP - Trombose venosa profunda
TX - Transplante
TX-CD - Transplante com doador morto
TX-VI - Transplante com doador vivo
TXR - Transplante renal
USG - Ultra-sonografia
VJD ou VJE - Veia jugular direita ou esquerda
VO - Via oral

Manual de Anotação de Enfermagem


Manual de Anotação de Enfermagem

Um ótimo manual de anotação de enfermagem, elaborado pelo Hospital Samaritano, de São Paulo, em 2005, com o objetivo de garantir a precisão e qualidade das informações constantes nos prontuários daquela instituição.

Formato: PDF
Numero de páginas: 78
Tamanho: 600 KB
Para realizar o download clique no link abaixo:

http://www.4shared.com/office/ykTGBJ6M/Manual_de_Anotao_de_Enfermagem.html

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"Micose de praia" vem da água poluída?


Pitiríase versicolor ("micose de praia", "pano branco")

O que é?

Também vulgarmente conhecida como "micose de praia" ou "pano branco", a Pitiríase versicolor é uma micose mas, ao contrário do que se pensa, não é adquirida na praia ou piscina.

O fungo causador da doença habita a pele de todas as pessoas e, em algumas delas, é capaz de se desenvolver provocando as manchas.

Muitas vezes, a doença é percebida poucos dias após a exposição da pele ao sol, porque nas áreas da pele afetadas pela micose, a pele não se bronzeia. Com o bronzeamento da pele ao redor, ficam perceptíveis as áreas mais claras onde está a doença e a pessoa acha que pegou a micose na praia ou piscina. Entretanto, o sol apenas mostrou aonde estava a micose. Vem daí o nome "micose de praia".

Manifestações clínicas

As áreas de pele mais oleosa, como a face, couro cabeludo, pescoço e a porção superior do tronco são as mais frequentemente atingidas.

A doença se manifesta formando manchas claras, acastanhadas ou avermelhadas que se iniciam pequenas e podem se unir formando manchas maiores.
As lesões são recobertas por fina descamação que, às vezes, só é percebida quando se estica a pele. Geralmente, a Pitiríase versicolor é assintomática, mas alguns pacientes podem apresentar coceira.

Tratamento

A Pitiriase versicolor é uma micose que responde bem ao tratamento, que pode ser feito com medicamentos de uso via oral (comprimidos) ou local (sabonetes, xampus, locões, sprays ou cremes), dependendo do grau de comprometimento da pele.

Devido a ser causada por um fungo que habita normalmente a pele, é possível a micose voltar a aparecer, mesmo após um tratamento bem sucedido.

Em algumas pessoas, a Pitiríase versicolor pode ocorrer de forma recidivante, voltando a crescer logo após o tratamento. Estes casos exigem cuidados especiais para a prevenção do retorno da doença, cuja orientação deve ser dada pelo médico dermatologista.

Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima - Dermatologista

Fonte: http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/pitiversi.shtml

Vitamina C Tópica: opção de tratamento no verão



Ação antienvelhecimento e protetora

Durante o verão, devido a uma maior exposição da pele aos raios ultra-violeta, é comum interromper-se o uso dos ácidos utilizados para o tratamento do fotoenvelhecimento, pois estes deixam a pele mais fina e sensível ao sol. No entanto, não é necessário parar o tratamento da pele, pois a vitamina C tópica surge como uma boa alternativa para a estação.

A vitamina C exerce uma ação anti-oxidante sobre a pele, protegendo-a da ação dos radicais livres, que favorecem o envelhecimento. Além disso, o uso tópico da vitamina C estimula a neo-colagênese (formação de novo tecido colágeno) e favorece o clareamento de manchas.

Resultados com altas concentrações

Os resultados não são tão evidentes quanto os obtidos, por exemplo, com o ácido retinóico, mas a sua ação já está comprovada. Testes realizados com produtos contendo vitamina C a 10% mostraram efeitos positivos no tratamento da pele fotoenvelhecida. Esta é a concentração ideal para se obter melhores resultado e, atualmente, já existem produtos no mercado com concentrações de até 20%.

Por não apresentar problemas com a exposição ao sol, o produto pode ser usado até mesmo durante o dia, por baixo do protetor solar, em combinação com o uso noturno de outros produtos, como a Furfuril Adenina ou o DMAE


fonte: http://www.dermatologia.net/novo/base/estetica/est_vit_c.shtml

Gestora do Cape participa hoje do programa Profissão: Saúde


Gestora do Cape participa hoje do programa Profissão: Saúde
Hoje, às 19h, Marlene Uehara Moritsugu, conselheira gestora do Cape, participará do Programa Profissão: Saúde, na ClicTV Uol.
O tema do programa é Tendências e novas tecnologias: o que muda para o profissional de saúde?
Para assistir ao programa, basta acessar, às 19h, o site

http://clictv.uol.com.br.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

CURSO PICC ABRIL 2012 MANAUS


PARA REALIZAR A INSCRIÇÃO NO CURSO:


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(14) 3496 1016

CURSO PICC TERESINA 2012


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CURSO PICC BRASÍLIA 2012


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CURSO PICC BAURU 2012



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CURSO ACLS FORTALEZA 2012



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CURSO ACLS BELÉM 2012




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CURSO ACLS / PRESIDENTE PRUDENTE 2012



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CURSO ACLS UBERLÂNDIA 2012



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Uso Racional de Antimicrobianos – Anvisa


RMControle
Medidas de Prevenção e Controle da Resistência Microbiana e Programa de Uso Racional de Antimicrobianos em Serviços de Saúde. Este tem os seguintes módulos:
1. Antimicrobianos: bases teóricas e uso clínico.
2. Legislação sobre a propaganda e prescrição de antimicrobianos.
3. Resistência Microbiana: mecanismo e impacto.
4. Implantação de um programa de uso racional de antimicrobianos.
5. Intervenções e medidas de prevenção e controle de resistência microbiana.

Formato: .RAR
Tamanho: 42.4 MB

http://www.4shared.com/rar/1JLtckGq/RM_CONTROLE.html

ATMracional
Uso Racional de Antimicrobianos para Prescritores. Este tem os seguintes módulos:
1. Uso racional de antimicrobianos e resistência microbiana.
2. Interpretação de dados microbiológicos.
3. Tratamento das principais infecções comunitárias e relacionadas à assistência à saúde e a profilaxia antimicrobiana em cirurgia.
4. Uso de antimicrobianos em populações especiais.

Formato: .RAR
Tamanho: 21.3 MB

http://www.4shared.com/rar/BO_eyCm2/ATM_RACIONAL.html

Ambas as obras são fruto da parceria da Organização Pan-Americana de Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Unifesp.

Video - Recomendações ajudam a evitar acidentes, sobretudo com crianças





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Video - Sistema de Alerta e Alarme em 1 minuto (chuva/enchente)


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fonte: youtube

Video - SACI – Sistema de Apoio ao Combate de Incidentes


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fonte: youtube

sábado, 14 de janeiro de 2012

Veja como a gestão de enfermagem pode realizar a contenção dos pacientes

Na análise de dados estatísticos internacionais, a contenção de pacientes, usada de forma inapropriada ou inadequada, aparece como importante causa de eventos adversos nas organizações de saúde.
Uma das questões que tem sua justificativa de aplicação questionada em ambientes de saúde é a contenção de pacientes. Quando tratamos das responsabilidades relacionadas às atividades de enfermagem esse tema também ganha destaque, pois, de forma rotineira, é atribuída ao profissional enfermeiro a decisão sobre o uso e formas de contenção de pacientes. Na análise de dados estatísticos internacionais, como os da The Joint Commission nos Estados Unidos, a contenção de pacientes, usada de forma inapropriada ou inadequada, aparece como importante causa de eventos adversos nas organizações de saúde.
Do ponto de vista dos atuais conceitos de segurança do paciente a contenção também aparece como um destaque, na medida em que tal procedimento é aplicado com maior freqüência em pacientes considerados de alto risco, como por exemplo, nas unidades de terapia intensiva. Com base nos requerimentos dos padrões internacionais constantes do manual hospitalar utilizado pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) e Joint Commission Interantional (JCI) no Brasil, a contenção deve ser orientada por uma decisão médica, indicada a partir de uma justificativa clínica para sua aplicação. No caso da contenção química, induzida a partir de medicamentos clinicamente indicados para cada caso, cabe a enfermagem administrá-los de forma segura. No caso da contenção física, cabe a equipe de enfermagem atender a prescrição médica, sendo então de sua responsabilidade a decisão sobre a melhor e mais segura forma de aplicação, além do monitoramento periódico para auxiliar a decisão para sua manutenção ou retirada.
A prescrição médica, portanto, deve conter, conforme os requerimentos dos padrões internacionais, além da justificativa clínica para a aplicação, o método (físico ou químico) e a periodicidade para sua revisão, se a cada 2 ou 4 horas, por exemplo. Não significa afirmar que a equipe de enfermagem não tenha competência ou autonomia para tomar tal decisão. A expectativa é de que o procedimento somente seja utilizado quando devidamente indicado ou clinicamente justificado. O uso indiscriminado e inadequado de formas de contenção de pacientes é uma não conformidade frequentemente identificada e relatada nas avaliações que realizamos nas instituições de saúde que estão em processo de preparação para acreditação internacional CBA-JCI. Tais contenções, de forma geral, são aplicadas diretamente por decisão da equipe de enfermagem em função de justificativas próprias das necessidades da equipe e não das condições clínicas dos pacientes.
As boas práticas de qualidade e segurança consideram a avaliação clínica como ponto de decisão e a prescrição médica como orientador dessa decisão. A contenção deve estar baseada em diretrizes ou protocolos clínicos discutidos e definidos em caráter multidisciplinar, sendo a evolução do paciente, anotada em seu prontuário, a base do monitoramento contínuo para decidir sobre sua manutenção ou retirada. As formas de contenção devem privilegiar as características e necessidades de cada paciente, para que sejam aplicadas de forma apropriada e segura, sendo, por exemplo, em determinadas condições indicada a contenção dos membros e em outras, a do tronco/dorso, em função do tipo de imobilização que se pretenda alcançar.
Dessa forma, ainda cabe a equipe de enfermagem uma fundamental e importante participação no processo de contenção de pacientes. Os profissionais devem buscar estabelecer documentos, como políticas e procedimentos, que orientem de forma uniforme e segura a conduta nessas situações. Devem também discutir e estabelecer com a equipe médica, diretrizes e protocolos que utilizem a prescrição médica como fonte de orientação e decisão sobre o uso adequado da contenção e o tipo de cuidado que deve ser prestado ao paciente sob contenção.

fonte: http://saudeweb.com.br/26771/veja-como-a-gestao-de-enfermagem-pode-realizar-a-contencao-dos-pacientes/

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Brasil tem déficit de enfermeiros



País empata com a Índia na segunda pior posição entre 40 nações industrializadas, com apenas 0,9 profissional para cada mil habitantes

Quando o assunto é o investimento na formação de enfermeiros, o Brasil possui a segunda pior posição entre os países industrializados. Para cada mil habitantes, existe apenas 0,9 enfermeiro, taxa semelhante à da Índia, e à frente apenas do Chile. Isso é o que revela estudo elaborado pela Organização e Cooperação para o Desenvol­vimento Econômico (OECD na sigla em inglês) com 40 países – os 34 membros da instituição e seis emergentes.

A oferta de enfermeiros em relação à de médicos também coloca o país em último lugar na pesquisa, com 0,5 enfermeiro para cada médico, mesmo índice dos chilenos. A pesquisa, de 2009 e divulgada neste ano, leva em conta tanto os profissionais com graduação quanto aqueles que atuam como técnicos e auxiliares de enfermagem.

Para se ter um parâmetro, a Rússia, país com nível de desenvolvimento semelhante ao brasileiro, possui 8,1 enfermeiros por mil habitantes, e 1,9 enfermeiro para cada médico. Já a Índia e a China possuem índices um pouco acima, embora ainda baixos (veja gráfico). No primeiro item, a campeã é a Islândia, com taxa de 15,3 enfermeiros por mil habitantes, e no segundo, a Irlanda, com 5 enfermeiros para cada médico.

Déficit preocupante

A pesquisa da OECD reflete um déficit conhecido das associações e conselhos que reúnem os profissionais de enfermagem no país. De acordo com a presidente da seção paranaense da Associação Brasileira de Enfer­­ma­­gem (Aben) e secretária de saúde de Carambeí, nos Campos Gerais, Carmen Moura Santos, o Brasil necessitaria de pelo menos 350 mil profissionais a mais.

A falta é mais sentida em cidades do interior e nas regiões Norte e Nordeste, onde muitas vezes não há enfermeiros 24 horas por dia nos hospitais, ou então um mesmo enfermeiro assume mais de uma equipe ou é responsável por mais de uma unidade básica de saúde, o que é proibido por lei. “A distribuição é muito desigual, e em alguns locais esse índice [apresentado pela pesquisa] pode ser ainda menor, o que impacta na qualidade do serviço”, diz a enfermeira.

Pela lei, há diferenças entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Apenas o primeiro pode prescrever cuidados e é sempre o chefe da equipe, enquanto os demais podem executar os serviços, sempre sob a supervisão do enfermeiro. Cada equipe deve ter um enfermeiro, e deve haver sempre um profissional desta categoria à disposição 24 horas por dia.

Cuidados

A desigualdade na relação entre enfermeiros e médicos impacta negativamente na saúde, de acordo com o membro do Cons­elho Federal de Enfer­magem (Cofen) Antônio Marcos Freire. “O médico é responsável pelo diagnóstico e por indicar o tratamento, mas é o enfermeiro que prescreve os cuidados e tem maior contato com o paciente. Logo, se estão em menor número, essa parte fica comprometida.”

Freire dá um exemplo que ilustra bem os problemas decorrentes dessa desproporcionalidade, que envolve a hora de dar à luz. Geralmente, cabe ao médico fazer o parto, mas é o enfermeiro o responsável por acompanhar a parturiente e ajudá-la com procedimentos que aliviem a dor, como massagens, mudanças na posição do leito e técnicas de respiração. Com o déficit, é comum que muitas não tenham esse acompanhamento.

“O enfermeiro pode ajudar a mulher nesse momento de ansiedade, ajudando-a a fazer a força necessária e a economizar energia. Em casos em que ela é orientada de forma incorreta ou nem é orientada, é comum que não tenha forças para empurrar o bebê e acabe sendo necessária uma cesária, aumentando os risco de morte materna”, diz Freire.

Preconceito é histórico

Historicamente, a Enfermagem sempre foi vista como um ofício menor se comparado com a Me­­di­­cina, embora ambas tenham pa­­peis igualmente importantes na área de Saúde. “É uma questão de cul­­tura. A Medicina é uma ciência mais antiga, e o status social do médico sempre foi maior do que o do enfermeiro. Isso começa a mu­­dar, até porque é o enfermeiro que está 24 horas com o paciente, e as pessoas começam a valorizá-lo”, analisa a coordenadora do Curso de Enfermagem da Facul­dade Evan­­gélica, Amarilis Schia­von Paschoal.

Antônio Mar­­­­­cos Freire lembra que a En­­fer­magem tam­­bém sofreu preconceitos por ser historicamente uma profissão feminina, já que o ma­­chismo quando essa ciência surgiu considerava inferiores os ofícios ligados ao gênero. Quando escolheu seguir a profissão, há 15 anos, ele sofreu resistência inclusive dos pais. “Havia a ideia de que a Medi­ci­­na era para os homens e a Enfer­magem para as mulheres, pe­­la no­­­­ção de subserviência que havia entre as duas funções, da enfermeira servindo ao médico.” “As pessoas sempre reclamam por mais médicos, pois elas querem consulta, querem tratar, to­­mar re­­médios, mas o que faltam mesmo são mais enfermeiros, que focam principalmente nos cuidados e na qualidade de vida através da prevenção”, diz a presidente da Asso­ciação Brasileira de Enfer­ma­­gem no Paraná, Carmen Moura Santos.



Velhice abre mais vagas

Num país com cada vez mais idosos, as oportunidades de trabalho para os enfermeiros se multiplicam. Os brasileiros com mais de 60 anos somam 19,5 milhões, mas devem chegar a 64 milhões em 2050, refletindo na oferta de postos de trabalho na área de cuidados domiciliares. Os filhos serão em menor número, o que exigirá alguém com conhecimento técnico para cuidar dessas pessoas em casa. Nesse momento entra em cena o enfermeiro.

A professora do Curso de Enfer­ma­gem da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e mestre em Educação Ana Rotilia Erzinger ex­­plica que o enfermeiro pode atuar tanto na prevenção de doenças quanto nos cuidados com o idoso mais debilitado. Mas não se deve confundir o trabalho de enfermeiro com o de cuidador de idosos. “So­mente o primeiro pode realizar procedimentos como manuseio de sondas e aplicação de injeções. O cui­­dador, geralmente um membro da família sem formação específica, é responsável por auxiliar o ido­­so em atividades da vida diária.”

A importância desse profissional em países que envelhecem é visível pela demanda de outras “nações idosas” que já recrutam enfermeiros no Brasil. Entre eles se sobressai o Canadá, onde 27% da população será idosa em 2030. A cidade de Quebec oferece curso de francês grátis e visto permanente para enfermeiros que queiram trabalhar por lá. (VP)
Valorização

Hospitais disputam os profissionais

Quem resolve seguir carreira na área de Enfermagem tem pela frente uma boa gama de opções quanto à área de atuação. Em relação aos estágios de formação, é possível optar pelos níveis médio e seguir a carrreira de auxiliar de enfermagem ou técnico em enfermagem. Ou, ainda, concluir o ensino superior e se formar enfermeiro profissional, chamado antigamente de enfermeiro de alto padrão.

“O auxiliar é reponsável por cuidar do paciente de menor complexidade, como aqueles que estão em enfermarias, apartamentos ou suítes. Os técnicos, que estão numa categoria acima dos auxiliares, podem cuidar dos que estão em UTIs ou pronto-socorros. Ambos são formados em escolas de enfermagem e têm formação téorica e prática”, explica a gerente de enfermagem do Hospital Evangélico, Ana Cláudia Giffhorn.

Em relação ao enfermeiro, que possui graduação em Enfermagem, é possível optar pelo cuidado direto com o paciente, em ambiente hospitalar, instituições de longa permanência (os antigos asilos) e empresas, ou então se especializar na área de administração (coordenando ou gerenciando equipes), de educação (dando aulas), pesquisa ou auditoria (uma espécie de avaliação sistemática do atendimento prestado).

Em muitos hospitais, de acordo com a enfermeira, o auxiliar ou técnico que opte pela graduação tem grandes chances de ser promovido. Esse profissional é muito valorizado, por iniciar a graduação – que proporciona o conhecimento científico – já com a experiência obtida no dia-a-dia.

Por causa do déficit de profissionais e da variedade de oportunidades, as instituições, em especial hospitais, costumam “competir” por profissionais, de acordo com Ana Cláudia. “A área é muito rica e sobram vagas. Isso permite que você deixe currículo em vários hospitais, que sofrem com essa falta. Isso permite escolher a melhor oferta em termos de condições de trabalho e salário.”

A gerente afirma, no entanto, que a remuneração ainda é um desafio e que, por isso, deve optar pela profissão quem realmente tem vocação. “Não se pode dizer que você irá ficar rico. O retorno é principalmente pessoal. Saber que você pode aliviar a dor de alguém e fazer diferente para cada paciente. Isso é algo muito emocionante.”
Trabalho

Curitiba reduz jornada para 30 horas

A partir de março, os enfermeiros que trabalham na rede municipal de saúde passarão a cumprir uma jornada de 30 horas semanais, uma reivindicação antiga da categoria e que atualmente é tema de projeto de lei no Congresso Nacional. Hoje, a jornada é de 40 horas. A redução foi aprovada em segundo turno pelos vereadores da capital no último dia 7, após protestos dos servidores.

A professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná Ana Rotília Herzinger afirma que reduzir a jornada ajuda a diminuir a probabilidade de erros cometidos por causa do cansaço. Hoje, fala-se muito em “erro médico”, mas também é razoável o número de erros de enfermagem, até porque o profissional passa mais tempo com o paciente do que o médico.

“Mais tempo livre também possibilita aos enfermeiros mais disposição para investir na formação continuada e assim aumentar a renda. Isso contribui para que os enfermeiros invistam mais na área de cuidados diretos com o paciente, que hoje começa a perder espaço para a área de gestão, quando o enfermeiro realiza apenas atividades de administração.” (VP)

Fonte:
Gazeta do Povo- Vanessa Prateano
http://site.portalcofen.gov.br/node/8486

Abordagem histórica das precauções padrão


Você conhece a história das precauções padrão? Elencamos alguns aspectos fundamentais da abordagem histórica. No período medieval, foram criados hospitais que tinham como principal objetivo alojar peregrinos, pobres, inválidos e doentes. Os cuidados eram exercidos por leigos e os doentes eram internados sem separação quanto à doença que apresentavam. Dessa forma, além da aglomeração indiscriminada de pessoas confinadas em um mesmo ambiente, verificava-se a precariedade das condições sanitárias, que incluía abastecimento de água que era de origem incerta, manejo inadequado de alimentos e camas compartilhadas por mais de dois pacientes (ARMOND; OLIVEIRA, 2005).


Antigamente as doenças eram atribuídas aos deuses, aos maus espíritos, a influência dos planetas e até mesmo ao sistema solar ou impurezas do ar, o conhecimento era restrito, e os seres humanos tinham uma vaga ideia de que poderiam adquirir doenças transmitidas por outras pessoas ou objetos. Nessa época, o doente era temido, e sua presença causava inquietação devido ao medo do perigo desconhecido.



Nas primeiras décadas do século XIV, os doentes eram impedidos de sair às ruas e tinham suas casas marcadas com sinais identificadores em suas portas. Verificava-se, dessa forma, a adoção de uma de uma política segregacionista, regulamentada pelos municípios, com intuito de evitar o contato dos doentes com a população. Entretanto, no século XV foram identificadas as formas de contágio de doenças (contágio direto, indireto e a distância) e foi descrita a epidemiologia das doenças epidêmicas da época (ARMOND; OLIVEIRA, 2005).


Considerando-se essas condições, a disseminação das doenças ocorria com facilidade devido à precariedade dos recursos humanos e da infraestrutura, bem como do desconhecimento dos micro-organismos e da susceptibilidade a desequilíbrios constantes da tríade epidemiológica: agente/hospedeiro e meio ambiente.


A partir do século XVII, com a transformação do hospital de um local de assistência aos pobres para uma instituição de medicalização e cuidado, surgiram as primeiras práticas de controle de infecção. Tratavam-se apenas de práticas de controle do meio ambiente, relacionadas ao modelo de doença que predominava naquela época. A finalidade do hospital como um local de assistência aos doentes foi impulsionada pelo capitalismo industrial, diante da necessidade de redefinir a função dos hospitais, que eram de grande importância na recuperação da força de trabalho (LACERDA; ENGRY, 1997).


Apenas em 1863, na Inglaterra, a Enfermeira Florence Nightingale passou a valorizar as condições do paciente e do meio ambiente, descrevendo os cuidados e as estratégias relacionadas aos pacientes (individualização do cuidado) e ao meio (limpeza, aumento da distância entre leitos nas enfermarias). Tal iniciativa reduziu, de 42% para índices menores que 2% as taxas de mortalidade dos pacientes internados (NICHIATA; TAKAHASHI; CIOSAK, 2004).


Nessa mesma época, Florence Nightingale, por meio de observações de campo durante o atendimento aos feridos da Guerra da Crimeia, constatou que pacientes com doenças semelhantes melhoravam rapidamente se não fossem colocados no mesmo ambiente de outros portadores de doenças distintas (ARMOND; OLIVEIRA, 2005).


Assim, em 1877 foram publicadas nos Estados Unidos da América, as primeiras recomendações de isolamento – em forma de um manual que descrevia as recomendações de alojar os pacientes com doenças infecciosas separadamente daqueles não infectados.


Essa representou uma das iniciativas pioneiras no controle de infecções. Entretanto, a transmissão de infecção se manteve alta, pois não havia separação de pacientes infectados e poucos procedimentos assépticos era adotados (CDC, 1996). Em 1910, as práticas de isolamento foram alteradas, com a introdução do sistema de pequenos ambientes denominados cubículos (ou pequenos cômodos), com várias camas.


Além disso, o uso de capote pelos profissionais, a lavagem das mãos com soluções antissépticas após o contato com os pacientes e a desinfecção de objetos contaminados ou utilizados também eram recomendados. Essas recomendações eram baseadas em conhecimentos racionais de higiene da época, cujo objetivo era o de prevenir a disseminação de micro-organismos patogênicos para outros pacientes e profissionais. Esse conjunto de medidas era denominado “barreira de enfermagem e sistema de cubículos” (CDC, 1996).


Em 1970, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), publicou o manual detalhando a técnica de isolamento para ser empregada em hospitais. Esse manual foi revisado em 1975, ampliando sua utilização também para hospitais gerais e de pequeno porte ou com recursos limitados. O referido manual introduziu o conceito de isolamento estrito, respiratório, protetor, precauções entéricas, precauções com ferida e pele, precauções com drenagem de sangue. Dessa forma, as medidas a serem adotadas pelo profissional de saúde foram normatizadas, pois, havia um agrupamento das doenças em relação ao modo de transmissão (CDC, 1996).


Por mais que as medidas fossem simples de serem seguidas, algumas vezes havia exagero na adoção das precauções, em função da diversidade dos modos de transmissão das doenças. Porém, apesar das medidas serem racionais, não possuíam eficácia comprovada, no entanto nessa época mostraram-se ineficientes (CDC, 1996).


No início da década de 1980, a infecção hospitalar passou a ser vista como endêmica, tendo como um dos seus agravantes o aumento dos micro-organismos resistentes aos antibióticos, os quais não eram contemplados nas categorias de isolamento existentes (CDC, 1996).


Já em 1985, diante da epidemia de Aids, as práticas de isolamento nos EUA forma novamente alteradas, com a introdução de nova estratégia de precaução e isolamento e do conceito de precauções universais (PU). Essas visavam reduzir o risco de transmissão do agente infeccioso aos profissionais de saúde, principalmente os transmitidos pelo sangue (CDC, 1996).


Essas precauções incluíam o uso de barreiras (luvas, avental, óculos e máscara), lavagem das mãos imediatamente após a retirada das luvas, máscara e prevenção de acidentes de trabalho. A aplicação das precauções universais foi ampliada a todos os pacientes, independentemente de seu diagnóstico. No entanto, essas precauções não eram abrangentes, não consideravam alguns fluidos corporais como fezes, urina, secreções nasais, escarro, suor, lágrimas e vômitos, exceto quando apresentavam sangue visível.


Em 1987, o Departamento de Controle de Infecção do Centro Médico Harborview em Seattle, Washington, e da Universidade da Califórnia, em San Diego, estabeleceram um novo sistema de isolamento alternativo ao CDC, chamado de Isolamento de Substâncias Corporais (ISC). Esse evidenciava o isolamento de todos os fluidos corporais potencialmente infectados (sangue, fezes, urina, escarro, saliva, drenagem de ferida e outros fluidos corporais), por meio de uso de luva para lidar com todos os pacientes, independente do estado infeccioso (CDC, 1996).


Apenas em 1996 é que surgiu o termo ‘precauções padrão (PP)’, ocasião em que foi construído um novo manual que sintetizava as proteções universais e o isolamento de substâncias corporais em um conjunto único de precauções a serem adotadas para prestar cuidados a todos os pacientes, visando à redução das infecções hospitalares, do risco de transmissão de micro-organismos resistentes e das doenças ocupacionais (ARMOND; OLIVEIRA, 2005).


REFERÊNCIAS


ARMOND, G. A.; OLIVEIRA, A. C. Infecções Hospitalares: Epidemiologia, Prevenção e Controle. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005, cap.1, parte IX, p. 457-470.


CDC, Center For Disease Control And Prevention. Part I. Evolution of Practices. Issue in healthcare settings. 1996. Disponível em: . Acesso em: 12 mai. 2011.


NICHIATA, L.Y. I. GIR, TAKAHASHI, A; CIOSAK, S. I. Evolução dos Isolamentos em doenças transmissíveis: os saberes para a prática contemporânea. Revista da Escola de Enfermagem da USP. São Paulo, v. 38, n. 1, p. 61-70, mar. 2004.


Texto escrito pela monitora Biana Domiciana Matucheski do Programa Proficiência - COFEN

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Classificação de risco por cores: uma ferramenta de avaliação em emergência

O sistema de classificação de risco foi criado com o intuito de se evitar intercorrências entre os pacientes graves que são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um processo dinâmico de identificação dos pacientes que necessitam de tratamento imediato, de acordo com o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento (ABBÊS; MASSARO, 2004).

De acordo com o Ministério da Saúde (2002), a triagem classificatória deverá ser realizada por meio de protocolos pré-estabelecidos, por profissionais de saúde de nível superior, com treinamento específico; sendo proibida a dispensa de pacientes antes que estes recebam atendimento médico.

O Protocolo é um instrumento de apoio que visa à identificação rápida e científica do doente de acordo com critérios clínicos para determinar em que ordem o paciente será atendido. Trata-se de um modelo em que diferentes enfermeiros obtêm os mesmo resultados na análise do paciente, aumentando a agilidade e a segurança nos serviços de urgência (CORENPR, 2010).

Após a triagem, os pacientes são encaminhados aos consultórios médicos. Uma vez realizado o atendimento, o paciente deverá ter sua referência garantida, por meio do encaminhamento realizado às centrais de regulação ou aos fluxos previamente pactuados (BRASIL, 2002).




TABELA 1 - NÍVEIS DE GRAVIDADE POR COR E TEMPO DE ATENDIMENTO



FONTE: NISHIO; FRANCO (2011)


As cores utilizadas possuem as seguintes definições:


Vermelho

O atendimento deve ser imediato. Doentes com situações clínicas de maior risco, como por exemplo:

• Politraumatizado grave - Lesão grave de um ou mais órgãos e sistemas; Escala de Coma de Glasgow (ECG) < 12.

• Queimaduras com mais de 25% de área de superfície corporal queimada ou com problemas respiratórios.

• Trauma Cranioencefálico grave – ECG <12.

• Estado mental alterado ou em coma - ECG <12; história de uso de drogas.

• Comprometimentos da coluna vertebral.

• Desconforto respiratório grave.

• Dor no peito associada à falta de ar e cianose.

• Perfurações no peito, abdome e cabeça.

• Crises convulsivas (inclusive pós-crise).

• Intoxicações exógenas ou tentativas de suicídio com ECG <12.

• Anafilaxia ou reações alérgicas associadas à insuficiência respiratória.

• Tentativas de suicídio.

• Complicações de diabetes (hipo ou hiperglicemia).

• Parada cardiorrespiratória.

• Hemorragias não controláveis.

• Infecções graves – febre, exantema petequial ou púrpura, alteração do nível de consciência.

• Alterações de sinais vitais em paciente sintomático.

Pulso > 140 ou < 45

PA diastólica < 130 mmHg

PA sistólica < 80 mmHg

FR >34 ou <10




Amarelo

Tempo de espera recomendado até 30 minutos. Casos urgentes, como:

• Politraumatizado com ECG entre 13 e 15; sem alterações de sinais vitais.

• Cefaleia intensa de início súbito ou rapidamente progressiva, acompanhada de sinais ou sintomas neurológicos, parestesias, alterações do campo visual, dislalia, afasia.

• Trauma cranioencefálico leve (ECG entre 13 e 15).

• Diminuição do nível de consciência.

• Alteração aguda de comportamento - agitação, letargia ou confusão mental.

• História de Convulsão /pós-ictal–convulsão nas últimas 24 horas.

• Dor torácica intensa.

• Desmaios.

• Alterações de sinais vitais em paciente sintomático:

FC < 50 ou > 140

PA sistólica < 90 ou > 240

PA diastólica > 130

T < 35 ou. 40




Verde

Tempo de espera recomendado até uma hora (60 minutos). Casos de menor gravidade, por exemplo:

• Idade superior a 60 anos.

• Gestantes com complicações da gravidez.

• Deficientes físicos.

• Retornos com período inferior a 24 horas devido a não melhora do quadro.

• Impossibilidade de deambulação.

• Asma fora de crise.

• Enxaqueca – pacientes com diagnóstico anterior de enxaqueca.




Azul

Tempo de espera recomendado até duas horas (120 minutos). Casos de menor gravidade, como:

• Queixas crônicas sem alterações agudas.

• Procedimentos como: curativos, trocas ou requisições de receitas médicas, avaliação de resultados de exames, solicitações de atestados médicos (BRASIL, 2004).




De acordo com a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem, cabe ao enfermeiro realizar a Classificação de Risco, uma vez que a Lei n.º 7.498/86 incumbe, privativamente ao enfermeiro, a Consulta de Enfermagem e a realização de técnicas de maior complexidade, que exijam conhecimentos científicos adequados, e a capacidade de tomar decisões rápidas (NISHIO; FRANCO, 2011).

Com esse Protocolo Clínico de classificação de risco por cores, os serviços de urgência atendem em primeiro lugar os doentes mais graves e não necessariamente os que chegarem antes. A seleção acontece a partir de uma observação prévia, na qual um conjunto de sintomas ou de sinais é identificado para atribuir uma cor ao paciente. A cor corresponde ao grau de prioridade clínica no atendimento e a um tempo de espera recomendado (CORENPR, 2010).

Sabendo desta prioridade o que você, como profissional de saúde, levará em consideração para classificar os pacientes?




Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS n.º 2048, de 5 de novembro de 2002. Brasília, 2002. Disponível em: .

BRASIL. Ministério da Saúde. Acolhimento com Avaliação e Classificação de Risco. Brasília, 2004. Disponível em: .

COREN PR. Conselho Regional de Enfermagem do Paraná. Protocolo de Manchester será utilizado por Enfermeiros em Curitiba. Disponível em: http://www.corenpr.org.br/noticias/2009/protocolo_manchester.html.

ABBÊS, C.; MASSARO, A. Acolhimento com classificação de risco. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Disponível em: http://www.saude.sc.gov.br/hijg/gth/Acolhimento%20com%20Classifica%C3%A7%C3%A3o%20de%20Risco.pdf

NISHIO, E. A.; FRANCO, M. T. G. Modelo de Gestão em Enfermagem: qualidade assistencial e segurança do paciente. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.




Texto escrito pelas Monitoras Claudia Luisa Guras, Diana Aparecida Veber e Tatiane Motta Huggler.

fonte: http://www.programaproficiencia.com.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=39&Itemid=65

Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG)


Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG) é uma patologia que acomete as gestantes, em geral, na segunda metade da gestação e, mais frequentemente, no seu terceiro trimestre (REZANDE, 1998)

As síndromes hipertensivas são as complicações mais frequentes na gestação e constitui, no Brasil, a primeira causa de morte materna, principalmente quando se instalam nas formas graves como a eclampsia (CUNHA E DUARTE, 1998).

De acordo com Morton (2007), a DHEG é classificada em:

• Hipertensão induzida pela gravidez (em primíparas):
• Pré-eclampsia - desenvolvimento da hipertensão depois da 20ª semana de gestação complicada por envolvimento renal levando a proteinúria.
• Eclampsia: pré-eclâmpsia complicada por envolvimento do sistema nervoso central (SNC) levando à convulsões;
• Hipertensão crônica que antecede a gestação;
• Hipertensão crônica com toxemia superposta.

Os sinais de pré-eclampsia podem ser três: hipertensão, edema e proteinúria. A pré-eclampsia tem como forte indício o edema generalizado (parede abdominal, face, região lombosacra e mãos) e o aumento de peso acima de 1kg por semana. Outros sinais e sintomas podem surgir e à medida que a doença progride o vasoespasmo se agrava, podendo ocasionar alterações no fundo do olho como edema de retina, constrição ou espasmo arteriolar e hemorragias. Cefaleias, tonturas, distúrbios visuais e hiperreflexia podem aparecer decorrentes da irritabilidade crescente do sistema nervoso central. Em alguns casos a retina pode descolar-se, mas a fixação da retina ocorre espontaneamente após o parto. A dor epigástrica é um sintoma tardio, que é atribuída ao estiramento da cápsula hepática devido ao edema e/ou hemorragias (ZIEGEL E CRANLEY, 1985).

Já na eclampsia, o edema acentuado pode deformar as feições da mulher até torná-la irreconhecível. Sintomas como oligúria, anúria e proteinúria aparecem, a pressão arterial pode atingir valores acima de 180/110 mmHg. Podem ocorrer convulsões tônico-clônica que são precedidas por uma aura (sensação subjetiva e passageira que procede a uma crise). Essas crises começam com o bater das pálpebras ou por um espasmo dos músculos faciais, os olhos estão bem abertos e fixos, as pupilas estão geralmente dilatadas. Na sequencia todo o corpo se enrijece e todos os músculos se contraem e relaxam alternadamente. Após uma convulsão a paciente fica em coma que varia em duração e profundidade, a condição dessa paciente é sugestiva da evolução da doença (ZIEGEL E CRANLEY, 1985).

A cura para a DHEG é o parto. Por essa razão, se o parto não é aconselhado devido à imaturidade fetal, os esforços são dirigidos no sentido de controlar os sintomas, a fim de melhorar a condição materna e fetal até que o parto possa ser realizado (ZIEGEL E CRANLEY, 1985).

Os objetivos terapêuticos no tratamento da DHEG são finalizar a gestação com o mínimo de trauma materno-fetal, promover o desenvolvimento normal da criança, restaurar a saúde materna, diminuir a irritabilidade do sistema nervoso central, controlar a pressão sanguínea e promover a diurese (KNOBEL, 1998).

A DHEG é considerada uma doença possível de prevenção em quase todas as circunstâncias. Quando assume a responsabilidade de cuidar da saúde, a mulher que faz o pré-natal sabe reconhecer as alterações que necessitam de avaliação, permitindo o diagnóstico e o tratamento antes da eclâmpsia ocorrer. A DHEG devidamente tratada quase sempre pode ser controlada de forma a não progredir até a convulsão (ZIEGEL E CRANLEY, 1985).

A prematuridade constitui ainda em nossos dias uma das complicações mais frequentes da DHEG decorrente de um trabalho de parto espontâneo, em razão ou da contratilidade uterina aumentada ou, comumente, da conduta obstétrica de interrupção da gravidez, quando o quadro clínico se agrava e há comprometimento das condições maternas ou fetais (FERRAO et al, 2006).

O enfermeiro é um dos profissionais de nível superior da área da saúde responsável pela promoção, prevenção e recuperação da saúde dos indivíduos. Duas referências utilizadas descrevem condutas de enfermagem para pacientes com hipertensão induzida pela gravidez com diversos objetivos como (ZIEGEL E CRANLEY, 1985; SOARES E FLORIANO, 2008):

• Diminuir a irritabilidade do sistema nervoso central;
• Controlar a pressão sanguínea:
• Promover a diurese;
• Controlar o bem estar fetal;
• Auxiliar na dor;
• Aliviar náuseas e vômitos;
• Reduzir edema.

REFERÊNCIAS

CUNHA, S. P. da; DUARTE, G. Gestação de Alto Risco. Rio de Janeiro: Medsi, 1998.
FERRAO, M. H. de L. et al. Efetividade do tratamento de gestantes hipertensas. Rev. Assoc. Med. Bras.. São Paulo, v. 52, n. 6, 2006. Disponível em: . Acesso em: 30 Set 2011.
KNOBEL, E. Condutas no Paciente Grave. 2ª ed. v.2. São Paulo: Atheneu, 1998, p.1181-1186.
MORTON, P. G. et al. Cuidados Críticos de Enfermagem: Uma Abordagem Holística. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara e Koogan, 2007.
REZENDE, J. de. OBSTETRICIA. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998
SOARES, H. de S.; FLORIANO, N. A. R.; ROSSO, L. A enfermagem e os cuidados na pré-eclâmpsia. Curitiba, 2008.
ZIEGEL, E. E; CRANLEY, M. S. Enfermagem Obstétrica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1985.


Texto escrito pelas monitoras do Programa Proficiência: Ana Paula Herrera de França e Neyriane Thaynara dos Santos Vieira.

fonte: http://www.programaproficiencia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=376:doenca-hipertensiva-especifica-da-gravidez-dheg-&catid=39:blog&Itemid=65.html