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Romanos 8:28

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Escala de dor em neonatos é traduzida e testada no Brasil


Uma escala francesa  que mede o grau de dor de bebês internados em Unidades de Terapias Intensivas (UTIs), acaba de ser adaptada para o Brasil e traduzida para o português, dessa forma os profissionais da saúde poderão determinar o tratamento adequado para minimizar o desconforto do neonato, que, por sua vez, já está sofrendo pela prematuridade  e suas implicações na UTI, é o que afirma a enfermeira responsável pelo projeto da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Flávia de Souza Barbosa Dias.
 A enfermeira ainda afirma que esse tipo de dor prolongada acontece após intervenções cirúrgicas, na presença de infecções ou doenças crônicas e em intervenções  repetitivas . Os profissionais que atuam em UTI neonatal relataram sentir dificuldades em avaliar o grau de dor dos recém-nascidos. A nova escala facilitará na identificação dessas questões.
 A escala, chamada de Échelle Douleur Incofort Nouveau-Né (EDIN), foi publicada apenas em 2001, na França, mesmo que os estudos sobre o assunto tenham iniciado em meados de 1994. Até a década de 80, os recém-nascidos eram tratados como se não sentissem dor na mesma intensidade de um adulto, nem tinham a capacidade de recordar momentos dolorosos, por essa razão, normalmente eles eram submetidos a procedimentos dolorosos e invasivos sem analgesia.
 Flávia afirma, ainda, que realmente existem poucos estudos que se aprofundam na escala de dor.




Testes

Para testar a escala, a enfermeira aplicou a técnica em 107 bebês que se encontravam nas UTIs do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti Caism Unicamp e no Hospital Estadual de Sumaré Dr. Leandro Franceschinni. 
 A escala atribui pontuação de zero a três dividido em cinco indicadores de comportamento dos bebês: Aspectos da face, movimentos do corpo, padrão do sono, relacionamento ou a maneira que o recém-nascido reage a estímulos e o grau que o bebê se acalma. No final dos testes os pontos são somados. "Se o valor total somar mais do que seis, indica que o bebê está sentindo uma dor prolongada" explica a enfermeira.
 Para demonstrar que a escala traduzida por Flávia é confiável, ela compilou e comparou dados de análises feitas por outros dois profissionais que aplicaram a técnica simultaneamente por quatro horas seguidas, sendo que nenhum dos dois sabia o resultado um do outro.
 Dessa maneira, as semelhanças foram conclusivas aprovando a escala como válida e confiável. "Localizar a dor ou aferir a sua intensidade é algo subjetivo até mesmo para os adultos, por isso, a validação desta forma é importante por ter o olhar de dois profissionais".
 Além dessa análise, foram realizados outros dois testes estatísticos para analisar o peso dos cinco itens da escala e para comparar os resultados com os obtidos por outra escala existente para avaliar a dor aguda nos recém-nascidos.
 A escala traduzida auxiliará os profissionais de saúde, principalmente a equipe de enfermagem, a traduzir a dor desses neonatos e atribuir a eles o melhor tratamento possível, conforme os preceitos da profissão.


Fontes: iSaúde, Escalas de Avaliação da Dor 
http://www.ibacbrasil.com/noticias/enfermagem/escala-de-dor-em-neonatos-e-traduzida-e-testada-no-brasil