Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Enfermeiros podem prescrever medicamentos antimicrobianos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota de esclarecimento sobre a competência dos profissionais de enfermagem para prescreverem medicamentos antimicrobianos.
A norma em vigor que dispõe sobre o controle de medicamentos antimicrobianos de uso sob prescrição é a RDC nº 20/201, que substituiu todas as normas anteriores que abrangiam o tema e revogou a RDC n° 44/2010. No capitulo II da atual norma, está previsto que a prescrição dos medicamentos abrangidos pela resolução deverá ser realizada por profissionais legalmente habilitados.
Desta forma, o entendimento da Anvisa é que, conforme a Lei Nº 7498/86, os profissionais enfermeiros devidamente habilitados poderão prescrever os medicamentos antimicrobianos quando estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde. A prescrição, entretanto, não pode ser realizada no setor privado.
A Anvisa esclarece ainda que não tem competência legal para regulamentar questões acerca do exercício profissional de nenhuma categoria profissional. Tal função cabe aos conselhos de classe de cada categoria.
ABAIXO A ÍNTEGRA NA NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ANVISA
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Nota de Esclarecimento
A Anvisa esclarece que não tem competência legal para regulamentar questões acerca do
exercício profissional de nenhuma categoria profissional. Tal função cabe aos conselhos de
classe de cada categoria.
Quando da publicação da RDC 44/2010, que dispõe sobre o controle de medicamentos
antimicrobianos sob prescrição, a Anvisa recebeu o Ofício COREN-RJ n° 641/2011 –
Presidência, de 15 de abril de 2011, requerendo “que esta douta autoridade se digne em
promover adequação dos termos da aludida ementa ao disposto na Lei do Exercício
Profissional da Enfermagem (lei 7.498/86), no que diz respeito à possibilidade de prescrição
pelo enfermeiro de medicamentos antimicrobianos, quando estabelecido em programas de
saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde do qual seja integrante…”
A Anvisa respondeu ao requerente por meio do Ofício n° 016/2011/CSGPC/NUVIG/ANVISA,
de 17 de maio de 2011, no qual esclarece:
“Informamos que foi publicada no Diário Oficial da União de 09 de maio de 2011 a
Resolução – RDC n° 20/2011, que dispõe sobre o controle de medicamentos
antimicrobianos de uso sob prescrição e substitui todas as normas anteriores que
abrangiam o tema, revogando a RDC n° 44/2010.”
….“Com relação ao seu pleito informo que sempre houve da parte desta Instituição a
devida consideração aos serviços prestados pelo profissional enfermeiro, o que houve
de fato, foi uma interpretação equivocada em relação à questão da prescrição e por
isso mesmo, tal distorção foi corrigida na nova resolução, como a seguir:
CAPÍTULO II
DA PRESCRIÇÃO
Art. 4º. A prescrição dos medicamentos abrangidos por esta Resolução
deverá ser realizada por profissionais legalmente habilitados
De toda forma, o entendimento da autoridade sanitária é que os profissionais
enfermeiros devidamente habilitados poderão prescrever os medicamentos de que trata esta
resolução quando estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela
instituição de saúde, conforme Lei Nº 7498/86, neste caso, a prescrição não poderá ser
atendida no setor privado.”

Fonte: Anvisa
http://www.portalfne.com.br/noticia/enfermeiros-podem-prescrever-medicamentos-antimicrobianos/

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Envelhecimento cutâneo: por que ocorre? Como evitar?


O conceito de beleza atualmente em vigor e procurado pela grande maioria das pessoas é o da pele jovem, sem manchas ou rugas.
Entretanto, com o avanço da idade, a pele começa a sofrer alterações que modificarão seu aspecto gradativamente, caracterizando o envelhecimento cutâneo.
Mas por que com a idade a pele transforma-se dando origem ao surgimento de manchas, rugas e ao aspecto de pele "sem viço" ?
O motivo de tal transformação são as alterações decorrentes do envelhecimento intrínseco e extrínseco da pele.
Envelhecimento intrínseco
O envelhecimento intrínseco é decorrente do desgaste natural do organismo, causado pelo passar dos anos, sem a interferência de agentes externos e equivale ao envelhecimento de todos os órgãos, inclusive a pele.
A aparência da pele que sofreu envelhecimento intrínseco é a da pele que foi pouco exposta ao sol, como a face interna dos braços, próximo à axila. É uma pele fina, com pouca elasticidade, mais flácida e apresentando finas rugas, porém sem manchas ou alterações da sua superfície.
Envelhecimento extrínseco
O envelhecimento extrínseco, ou fotoenvelhecimento, é aquele decorrente do efeito da radiação ultra-violeta do sol sobre a pele durante toda a vida.
O sol, que propicia momentos de lazer e que dá o bronzeado que aprendemos a considerar como modelo de saúde e beleza, é também o principal responsável pelo envelhecimento cutâneo, pois é a sua ação acumulativa sobre a pele que faz surgirem os sinais da pele envelhecida.
Veja, na foto desta senhora, abaixo, a diferença entre a pele do dorso das mãos, área continuamente exposta ao sol e a pele das pernas, sempre protegida por suas roupas. Apesar de ambas as regiões terem a mesma idade, a pele das mãos tem aspecto bem mais envelhecido do que a das pernas. Isto demonstra bem a importância da exposição da pele ao sol para o seu envelhecimento.


A pele fotoenvelhecida tem como características a perda da elasticidade, manchas escuras ou claras, rugas finas e profundas e a alteração da superfície da pele, que pode se apresentar mais áspera, ressecada e descamativa.
Além disso surgem as ceratoses solares, lesões que atingem a camada mais superficial da pele formando "crostas" e que, eventualmente, podem transformar-se em um câncer da pele.
Queimaduras solares X envelhecimento e câncer da pele
Durante toda a vida e, principalmente na infância e na adolescência, as exposições repetidas ao sol exercem efeito sobre a pele de forma acumulativa. O dano causado só se manifestará com o passar dos anos. Mesmo naqueles que não frequentam praias, o efeito da exposição diária da pele ao sol vai aparecer no futuro, trazendo todas as características da pele "fotoenvelhecida".
Enquanto somos jovens, a pele possui mecanismos que corrigem o dano solar, não permitindo o surgimento das alterações causadas pelo sol. No entanto, o efeito se acumula e mais tarde os mecanismos de defesa não conseguem mais reverter o mal causado à pele. É quando os sinais do envelhecimento começam a aparecer.
Além de causar o envelhecimento cutâneo, as queimaduras solares repetidas e frequentes deixam a pele mais predisposta ao surgimento do câncer, especialmente em indivíduos de pele clara (fototipos I e II). A radiação ultravioleta do sol, além de alterar o código genético das células, inibe mecanismos de defesa que nos protegem contra o câncer da pele.
Algumas das características do envelhecimento cutâneo, como as "casquinhas" e "asperezas" que aparecem com a idade, são lesões que podem vir a se transformar futuramente em um câncer da pele e devem ser tratadas.
Como prevenir o fotoenvelhecimento?
A principal forma de prevenir o envelhecimento da pele é a proteção solar, que deve ser iniciada na infância. A responsabilidade da proteção da pele das crianças é dos pais, que devem também estimular fortemente os adolescentes a se protegerem. A educação desde cedo cria o hábito saudável da proteção solar, que deve continuar por toda a vida, prevenindo o envelhecimento cutâneo e o surgimento do câncer da pele.
Queimadura solar


Tomando-se certos cuidados, os efeitos danosos do sol podem ser atenuados. Veja como proteger sua pele da radiação solar:
  • use protetores solares sempre que sair ao sol, com FPS 15 ou maior, nas áreas de pele não protegidas pelas roupas e que mais envelhecem, como a face, pescoço, colo, braços e mãos.
  • para o dia a dia, dê preferência aos filtros solares "oil free" que são mais agradáveis de se usar pois não deixam a pele gordurosa.
  • use sempre um filtro solar com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 15, aplicando-o generosamente pelo menos 20 minutos antes de se expor ao sol e sempre reaplicando-o após mergulhar ou transpiração excessiva.
  • a duração da ação de um filtro solar é de cerca de 2 horas. Após este período deve ser reaplicado. 
  • use chapéu e guarda-sol quando for à praia. Ainda assim, use o filtro solar pois parte da radiação ultra-violeta reflete-se na areia atingindo a sua pele.
  • evite o sol no período entre 10 e 15 horas. 
Estas recomendações são especialmente importantes para as pessoas de pele clara, as quais devem evitar qualquer tipo de exposição ao sol sem proteção.
Como melhorar a pele fotoenvelhecida?
Para aquelas pessoas que já sofreram a ação do sol e apresentam os sinais do envelhecimento cutâneo, além da proteção solar, o uso de algumas substâncias na forma de cremes, loções ou géis, podem a médio ou longo prazo reverter alguns dos efeitos do fotoenvelhecimento.
Produtos contendo ácido retinóico, adapaleno, ácido glicólico ou outros alfahidroxiácidos são utilizados para melhorar o aspecto da pele envelhecida, aumentando sua hidratação, corrigindo alterações de superfície, atenuando as manchas e melhorando a sua elasticidade.
Os melhores resultados são obtidos com os produtos a base de ácido retinóico. Esta substância atua na pele estimulando a renovação celular de sua camada mais externa (epiderme) e reestruturando o colágeno e as fibras elásticas de sua camada média (derme).
O efeito a longo prazo, é o de uma pele com superfície mais viçosa, lisa e hidratada, clareamento das manchas, atenuação das rugas finas e melhora da elasticidade. A pele adquire o aspecto de "rejuvenescida".
Tratamento deve ser orientado por dermatologista
No entanto, estas substâncias devem ser utilizadas com cautela, pois podem acarretar efeitos colaterais se usadas de forma errada. Antes de iniciar um tratamento, deve ser feita uma avaliação da pele por um médico dermatologista, que é o profissional capacitado para indicar o tipo de produto e a concentração mais apropriada para cada pessoa, de acordo com o seu tipo de pele e grau de comprometimento.
Os melhores resultados são obtidos após cerca de 1 ano e meio de tratamento, apesar de sinais de melhora já poderem ser percebidos desde os primeiros meses. O tratamento deve ser mantido ao longo dos anos para a permanência dos resultados, pois os efeitos do dano solar acumulado durante a vida continuarão a ser exercidos e a interrupção do tratamento permitirá que voltem a se manifestar.
Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima - Dermatologista
FONTE: http://www.dermatologia.net/novo/base/estetica/est_fotoenv.shtml

Acidente Vascular Encefálico: contextualização dos cuidados de enfermagem


OBJETIVOS

  • Revisar os aspectos centrais do Acidente Vascular Encefálico (AVE), visando fomentar discussões acerca das ações de enfermagem no contexto de seu manejo e prevenção. 
 Conforme avaliado pelo MS, houve redução da taxa de mortalidade por AVE ou AVC no país. Essa redução foi de 32% em dez anos e ocorreu em indivíduos de até 70 anos.  Ainda no segundo semestre de 2012, o MS também divulgou o novo protocolo de assistência ao paciente com AVE isquêmico e hemorrágico, por meio da Portaria n. 664, de 12 de abril de 2012 (BRASIL, 2012a).
Na portaria há previsão de ampliação da assistência voltada às vítimas mediante a reestruturação dos serviços prestados e ainda, como novidade, a incorporação do trombolítico e fibrinolíticoAlteplase1(com indicação para AVE isquêmico dentro de quatro horas e meia). O uso deste fármaco permeia a redução dos riscos de sequelas em 31%, reduzindo também o índice de mortalidade em até 18% (BRASIL, 2012b; BRASIL, 2012c; AME, 2009).
Estima-se que até o ano de 2014 serão investidos em todo o país o total de 437 milhões para ampliar a assistência às vítimas de AVE, propiciando o aumento na quantidade de leitos hospitalares, onde pretende-se criar 1.225 novos leitos nos 151 municípios que concentram 231 prontos-socorros. Além disso, parte dos insumos será destinada ao tratamento com uso do Alteplase, 96 milhões ao total (BRASIL, 2012a).
Com todas essas modificações e previsões de melhorias, vamos relembrar os aspectos principais do acometimento por AVE isquêmico e hemorrágico? Você lembra quais são as diferenças entre ambos e quais suas principais ações enquanto profissional de enfermagem no atendimento aos pacientes?
O AVE, ou o “derrame”, como é popularmente conhecido, constitui um importante problema de saúde púbica no mundo sendo uma das mais importantes causas de morte. A doença atinge cerca de 16 milhões de pessoas a cada ano, provocando a morte de em média 6 milhões dos acometidos. No Brasil, apenas no ano de 2011 foram registradas 172.298 internações e 99.159 óbitos (BRASIL, 2012c).
O AVE pode ser definido como uma síndrome de rápido desenvolvimento de distúrbios clínicos da função cerebral que pode culminar em danos neurológicos permanentes ou transitórios. Pode ainda levar ao coma ou à morte, não possuindo outra causa aparente além da de origem vascular. Sua ocorrência é causada por trombose, embolia ou hemorragia (ROLIM; MARTINS, 2011; COSTA; SILVA; ROCHA, 2011).
No AVE há uma interrupção súbita da circulação cerebral (em um ou mais vasos sanguíneos), promovendo obstrução total ou parcial do suprimento sanguíneo e oxigênio, que pode levar a grave lesão celular ou necrose. Neste sentido, o prognóstico é sempre melhor quando há uma ação ágil que promova a restauração rápida da circulação (BIRNEY et al., 2007).
 No contexto do AVE isquêmico, a causa mais comum da interrupção do fluxo sanguíneo é o bloqueio total ou parcial da artéria que nutre determinada área cerebral. Este fenômeno pode ocorrer por conta de uma aterosclerose2  ou pela formação de um coágulo ou deslocamento de um trombo (BIRNEY et al., 2007)
Já no AVE hemorrágico há sangramento no encéfalo ou em seu entorno provocando compressão e lesão tecidual. A hemorragia entre o cérebro e o crânio é chamada de hemorragia subaracnóidea e pode ser causada pela ruptura de aneurismas3 , traumatismos cranianos ou malformações arteriovenosas4 . Se a hemorragia ocorre no tecido cerebral propriamente dito, deve ser intitulada de hemorragia intracerebral, tendo como causa principal a hipertensão arterial (BIRNEY et al., 2007).
Nota-se que essa patologia possui elevada capacidade em gerar danos neurológicos dependendo do local, tamanho da área de perfusão insuficiente e ainda a quantidade de fluxo sanguíneo colateral da lesão. Dentre os danos provocados pelo AVE, verifica-se desde disfunções quanto a ansiedade e depressão até distúrbios motores, sensoriais, cognitivos e de comunicação (CAVALCANTE et al., 2012; ROLIM; MARTINS, 2011; COSTA; SILVA;ROCHA, 2011).
sinais e sintomas do AVE:
Os sinais e sintomas gerais que podem ser imediatamente verificados num AVE incluem:
  • Fraqueza;
  • Insensibilidade unilateral de membros;
  • Distúrbios na fala e visão;
  • Cefaleia;
  • Tonturas;
  • Alterações no nível de consciência.
E, além disso, verifica-se que outras manifestações clínicas são associadas de acordo com o envolvimento de cada artéria (artérias: vertebral anterior, cerebral média, cerebral posterior, vertebrobasilar, e carótida) (BIRNEY et al., 2007).
O cuidado na fase aguda, principalmente nos casos de AVE isquêmicos, deve ser o mais rápido possível, a fim de se evitar morte de tecido cerebral, assim para que a as ações sejam efetivas é necessário um conjunto de tecnologias disponíveis no tempo correto, tais como a tomografia computadorizada, preferencialmente, dentro das primeiras quatro horas desde o reconhecimento dos sinais e sintomas (ROLIM; MARTINS, 2011).
Como sabemos o cérebro possui dois hemisférios: o hemisfério direito que controla o lado esquerdo do corpo e o hemisfério esquerdo que controla o lado direito do corpo. Dessa forma, dependendo do local onde o AVE ocorrer teremos diferentes contextos de lesões e de deficiências neurológicas a serem trabalhadas pelos profissionais de saúde e pela enfermagem, já que a reabilitação5 é crucial para a recuperação dos pacientes (BIRNEY et al., 2007; ROLIM; MARTINS, 2011; COSTA; SILVA;ROCHA,  2011).
Em muitos trabalhos há a evidenciação de que o uso de exames de imagem é fator preponderante para diagnósticos diferenciais e para as definições e prescrições terapêuticas a serem implementadas, onde se reafirma a importância de um bom aparato no atendimento hospitalar, e nesta mesma perspectiva há a real necessidade das medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde a fim de melhorar a estrutura do SUS no manejo desta patologia.
No quadro a seguir é possível observar as principais deficiências pós-acidente vascular encefálico:

Neste cenário, a Enfermagem assistencial defronta-se com desafios não só no que concerne ao pronto-atendimento dos pacientes, como também quanto às intervenções necessárias aos acometidos que se tornam dependentes por determinadas sequelas sob as quais estão em risco ao serem diagnosticados por essa patologia (CAVALCANTE et al., 2012).
Em relação ao tratamento, como considerações de enfermagem importantes, temos a prevenção de maiores complicações por meio do tratamento imediato que visa à sobrevivência e à prevenção de complicações. Dentre os elementos mais importantes figuram a avaliação neurológica contínua, suporte respiratório, monitorização contínua dos sinais vitais, posicionamento cuidadoso (imedindo-se contraturas e aspirações), controle de problemas gastrointestinais, assim como monitorização de líquidos, eletrólitos e estado nutricional (BIRNEY et al., 2007).
Em relação às medidas educativas tanto nas orientações aos pacientes, familiares e cuidadores no pós-evento, como também quanto aos aspectos preventivos da doença, exalta-se a importância da enfermagem quanto à educação em saúde.
Cabe ao profissional de enfermagem fornecer todo o respaldo informacional quanto aos riscos do desenvolvimento do AVE e como adequar-se as medidas preventivas.
Sobre as medidas de maior relevância a serem trabalhadas na educação em saúde preventiva, torna-se importante enfatizar a necessidade de controle de doenças como Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial, a necessidade de manter uma dieta com baixas taxas de colesterol e sal, e ainda o controle de peso e do estresse, evitando-se o uso de tabaco e o estilo de vida sedentário (BIRNEY et al., 2007).
 Ademais, a orientação voltada à procura do serviço de saúde mais próximo, mediante ao aparecimento de sintomas também é fator importante para garantia do melhor prognóstico possível. Pois, os serviços de urgência e emergência bem como os centros de referência distribuídos em todo território nacional têm a capacidade de agir conforme protocolos estipulados para essa patologia (BIRNEY et al.,2007).

Referências

AME. Dicionário de Administração de Medicamentos na Enfermagem: 2009/2010. Edição Ouro. Rio de Janeiro: EPUB, 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Blog da Saúde. Mortalidade por AVC cai 32% em dez anos. Brasília, 2012a. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/mortalidade-por-avc-cai-32-em-dez-anos/>. Acesso em: 15 out. 2012
______. Ministério da Saúde. Blog da Saúde. Saúde amplia assistência a pacientes com AVC.Brasília, 2012b. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/mortalidade-por-avc-cai-32-em-dez-anos/>. Acesso em: 15 out. 2012.
______. Ministério da Saúde. Portal da Saúde. Ministério amplia assistência a pacientes com AVC.Brasília, 2012c. Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/4790/162/ministerio-da-saude-amplia-assistencia-a-pacientes-com-avc.html>. Acesso em: 15 out. 2012.
______. Ministério da Saúde. Portaria nº 664, de 12 de abril de 2012. Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - Trombólise no Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo. Brasília, 2012. Disponível em: <http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=33&data=13/04/2012>. Acesso em: 15 out. 2012.
BIRNEY, M. H. et al. Sistema Nervoso. In: BIRNEY, M. H. et al. Fisiopatologia. 6 ed., Rio de Janeiro: Editora LAB, 2007. p. 262-326.
CAVALCANTE, T. F. et al. Intervenções de enfermagem aos pacientes com acidente vascular encefálico: uma revisão integrativa de literatura. Rev. Esc. Enferm. USP,  v. 45, n. 6, p. 1495-1500.  São Paulo, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v45n6/v45n6a31.pdf>. Acesso em: 15 out. 2012.
ROLIM, C. L. R. C.; MARTINS, M. Qualidade do cuidado ao acidente vascular cerebral isquêmico no SUS. Rev. Cad. Saúde Pública, v. 27, n. 11, p.2106-2116, nov., Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: <http://www.scielosp.org/pdf/csp/v27n11/04.pdf>. Acesso em: 16 out. 2012.
COSTA, F. A. da; SILVA, D. L. A. da; ROCHA, V. M. da.Estado neurológico e cognição de pacientes pós-acidente vascular cerebral.Rev.EscEnferm USP, São Paulo, v. 45, n. 5, p. 1083-8, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v45n5/v45n5a08.pdf>. Acesso em: 16 out. 2012.
FONTE: http://www.jornadaead.com.br/cofen/atualizacoes/Atualizacao_Acidente_Vascular_Encefalico_contextualizacao_dos_cuidados_de_enfermagem.html




Imunização e os Eventos Adversos Pós Vacinação

Desde 1796, com a criação da primeira vacina, por Edward Jenner, muitas doenças infecciosas e parasitárias têm sido controladas, e até mesmo, erradicadas com o uso da vacinação. No Brasil, este quadro foi ainda mais significativo após a implementação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 1973. Porém, ao se tratarem de fármacos como qualquer outro, podem vir a provocar eventos adversos, que devem possuir atenção especial para que não sejam determinantes na não adesão ao esquema vacinal. Tais eventos são denominados Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) (BRASIL, 2008; WALDMAN et al.,2012).

Você sabia que o calendário vacinal dispõe de uma grande variedade de vacinas de acordo com a faixa etária, de forma que é um dos mais amplos em nível mundial?
A vacinação segura faz parte do PNI, o qual visa garantir o uso de vacinas de qualidade, utilizar as boas práticas da imunização, monitorar os EAVPs, bem como transmitir à população através de meios de comunicação informações claras sobre a vacinação (BRASIL, 2012).
O EAVP pode ser entendido como qualquer manifestação clínica que aconteça em um indivíduo após a aplicação de um imunobiológico. Tais eventos podem estar associados à própria vacina, às características individuais de cada organismo, aos erros programáticos e também, a coincidência com outros agravos.
Com o aumento populacional, proporcionalmente elevou-se o número de vacinações, em consequência ocorreu o crescimento dos eventos adversos, e isso determinou a importância da implementação de um sistema de vigilância, sento então criado, em 1992, o Sistema Nacional de Vigilância dos Eventos adversos Pós-Vacinação (SVEPV) (BRASIL, 2012; BISETTO; CUBAS; MALUCELLI, 2011).
            Dentre os objetivos do SVEPV estão:
  • Detectar, corrigir e prevenir erros programáticos;
  • Identificar problemas com lotes ou marcas específicas;
  • Alertar sobre EAPV falsamente atribuíveis a determinada vacina por coincidência de eventos;
  • Manter a confiança da comunidade no programa pela resposta adequada diante do aumento de percepção de risco de determinada vacina;
  • Investigar EAPV raros, não identificados nos estudos prévios à licença da vacina, e reações adversas tardias;
  • Monitorar o aumento da frequência das reações conhecidas;
  • Identificar fatores de risco associados à EAPV;
  • Identificar sinais de possíveis EAPV desconhecidos ou que necessitam ser estudados.(WALDMAN et al., 2012).
Ainda segundo Waldman et al. (2012), os SVEPV podem ser passivos ou ativos:


Para atingir seus objetivos, o SVEPV no Brasil faz uso de alguns instrumentos, como: umFormulário próprio de investigação/notificação, um Manual de Vigilância com informações pertinentes e um sistema informatizado SI-EAPV (Sistema de Informação de Eventos Adversos Pós-Vacinação).
É importante ressaltar que os benefícios do uso das vacinas são maiores, mesmo quando comparado às vacinais mais reatogênicas (SUVISA, 2012). Portanto, é relevante a educação em saúde e investimento em orientações à população de forma que haja a adesão adequada ao programa.
Um evento que está associado de forma temporal à vacina, nem sempre tem relação causal, neste sentido é difícil identificar se as reações são necessariamente ocasionadas pela vacina aplicada. Um exemplo é no caso de vacinas em lactentes. Trata-se de um período de vida em que muitas condições clínicas se manifestam e podem coincidir com o período vacinal. Em decorrência disso é utilizado o termo “evento adverso”, pois reação tem ligação causal com a vacina (BRASIL, 2008; SUVISA, 2012). 
Antes de classificarmos os eventos, é importante ressaltar que as vacinas podem contem o patógeno vivo e atenuado, ou não vivo. As vacinas “vivas” possuem maiores chances de causar eventos adversos em indivíduos imunodeprimidos.
 Há também aqueles eventos que são relacionados aos indivíduos, como no caso dos eventos adversos decorrentes de depressão imunológica, quando a pessoa é considerada imunodeprimida. E também nos casos daqueles que tem eventos adversos por reações de hipersensibilidade, quando a pessoa tem uma resposta exacerbada ao agente da vacina (SUVISA, 2012).
Os eventos podem, ainda, ser classificados conforme a gravidade:
Eventos graves
 Ocorre hospitalização por no mínimo 24 horas; há disfunção ou incapacidade significativa ou persistente; evento que resulte em anomalia congênita; risco de morte; óbito.
Eventos moderados
Quando há necessidade de avaliação médica e exames complementares e tratamento médico que não se inclui na categoria de grave.
Eventos leves
Quando não há necessidade de exames complementares e tratamento (BRASIL, 2008; SUVISA, 2012).
Manifestações locais
Abcessos, pruridos, eritemas. Deve ser notificado em casos intensos e não há contraindicação para doses subsequentes. A enfermagem deve orientar compressas frias, nas primeiras 24-48 horas após a aplicação, nos casos de dor e reação locais intensas.
Febre
                É a elevação da temperatura axilar acima de 37,5ºC. Pode ocorrer logo após a aplicação de vacinas atenuadas e alguns dias após as vacinas vivas. Deve ser notificada se temperatura maior que 39,0ºC. A enfermagem pode atuar mantendo a pessoa em repouso, em ambiente bem ventilado, administrar água e outros líquidos apropriados, tais como o leite materno, terapia de reidratação oral e conversar com o médico sobre o uso de antitérmicos. Não há contraindicação para dose subsequente.
Convulsão
Pode ser febril ou afebril, sendo a última mais rara. Deve-se notificar e registrar todos os casos. A atuação da enfermagem no caso da febril é o mesmo citado acima e no na crise aguda, deve ser tratada como qualquer outra convulsão.
Hipersensibilidade
Podem ser graves, como o choque anafilático, menos graves quando há sinais de insuficiência respiratória e ou colapso circulatório. Qualquer tipo de reação de hipersensibilidade grave deve ser notificado, não é necessário apenas no caso de reações tardias, como dermatites, e também não possuem contraindicação para doses subsequentes.
Eventos de natureza mal definida
Trata-se de uma reação sistêmica exagerada aos componentes vacinais, especialmente de endotoxinas, presentes na vacina contra coqueluche. Deve ser notificado e registrado.
É possível verificar o papel da enfermagem de forma imprescindível no âmbito da vacinação e da atenção aos Eventos Adversos Pós-Vacinação. O profissional da enfermagem atua diretamente nas campanhas de vacinação, aplicação e orientação quanto aos cuidados, manutenção da imunização e regularidade do calendário.

Referências

SESA - SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE. Governo de Goiás. Superintendência de vigilância em saúde. Gerência de imunização e rede de frio. Coordenação de eventos adversos pós-vacinais e centro de referência para imunobiológicos especiais. Orientações gerais de eventos adversos pós vacinação. Goiás, 2012. Disponível em: <http://www.sgc.goias.gov.br/upload/arquivos/2012-05/orientacoes-gerais-de-eapv.pdf>. Acesso em 22 out. 2012.
SESA - SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE. Governo de Goiás. Superintendência de vigilância em saúde. Eventos Adversos Pós Vacinação – EAPV. Goiás, 2012. Disponível em:>. Acesso em 22 out. 2012.
WALDMAN, E. A. et al. Vigilância de eventos adversos pós-vacinação e segurança de programas de imunização. Rev Saude Publica, v. 45, n. 1:173-84. São Paulo, 2011. Disponível em:>. Acesso em 22 out. 2012.
BISETTO, L. H. L.; CUBAS, M. R.; MALUCELLI, A. A prática da enfermagem frente aos eventos adversos pós-vacinação. Rev Esc Enferm USP, v. 45, n. 5: 1128-34. São Paulo, 2011. Disponível em:>. Acesso em 22 out. 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de vigilância vpidemiológica de eventos adversos pós-vacinação. 2º Ed. Brasília, 2008. Disponível em:>. Acesso em 22 out. 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portal da Saúde. Eventos Adversos Pós-Vacinação. Brasília, 2012. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=30950&janela=1>. Acesso em 22 out. 2012.
FONTE: http://www.jornadaead.com.br/cofen/atualizacoes/Atualizacao_Imunizacao_e_os_Eventos_Adversos_Pos_Vacinacao.html





quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Escala de dor em neonatos é traduzida e testada no Brasil


Uma escala francesa  que mede o grau de dor de bebês internados em Unidades de Terapias Intensivas (UTIs), acaba de ser adaptada para o Brasil e traduzida para o português, dessa forma os profissionais da saúde poderão determinar o tratamento adequado para minimizar o desconforto do neonato, que, por sua vez, já está sofrendo pela prematuridade  e suas implicações na UTI, é o que afirma a enfermeira responsável pelo projeto da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Flávia de Souza Barbosa Dias.
 A enfermeira ainda afirma que esse tipo de dor prolongada acontece após intervenções cirúrgicas, na presença de infecções ou doenças crônicas e em intervenções  repetitivas . Os profissionais que atuam em UTI neonatal relataram sentir dificuldades em avaliar o grau de dor dos recém-nascidos. A nova escala facilitará na identificação dessas questões.
 A escala, chamada de Échelle Douleur Incofort Nouveau-Né (EDIN), foi publicada apenas em 2001, na França, mesmo que os estudos sobre o assunto tenham iniciado em meados de 1994. Até a década de 80, os recém-nascidos eram tratados como se não sentissem dor na mesma intensidade de um adulto, nem tinham a capacidade de recordar momentos dolorosos, por essa razão, normalmente eles eram submetidos a procedimentos dolorosos e invasivos sem analgesia.
 Flávia afirma, ainda, que realmente existem poucos estudos que se aprofundam na escala de dor.




Testes

Para testar a escala, a enfermeira aplicou a técnica em 107 bebês que se encontravam nas UTIs do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti Caism Unicamp e no Hospital Estadual de Sumaré Dr. Leandro Franceschinni. 
 A escala atribui pontuação de zero a três dividido em cinco indicadores de comportamento dos bebês: Aspectos da face, movimentos do corpo, padrão do sono, relacionamento ou a maneira que o recém-nascido reage a estímulos e o grau que o bebê se acalma. No final dos testes os pontos são somados. "Se o valor total somar mais do que seis, indica que o bebê está sentindo uma dor prolongada" explica a enfermeira.
 Para demonstrar que a escala traduzida por Flávia é confiável, ela compilou e comparou dados de análises feitas por outros dois profissionais que aplicaram a técnica simultaneamente por quatro horas seguidas, sendo que nenhum dos dois sabia o resultado um do outro.
 Dessa maneira, as semelhanças foram conclusivas aprovando a escala como válida e confiável. "Localizar a dor ou aferir a sua intensidade é algo subjetivo até mesmo para os adultos, por isso, a validação desta forma é importante por ter o olhar de dois profissionais".
 Além dessa análise, foram realizados outros dois testes estatísticos para analisar o peso dos cinco itens da escala e para comparar os resultados com os obtidos por outra escala existente para avaliar a dor aguda nos recém-nascidos.
 A escala traduzida auxiliará os profissionais de saúde, principalmente a equipe de enfermagem, a traduzir a dor desses neonatos e atribuir a eles o melhor tratamento possível, conforme os preceitos da profissão.


Fontes: iSaúde, Escalas de Avaliação da Dor 
http://www.ibacbrasil.com/noticias/enfermagem/escala-de-dor-em-neonatos-e-traduzida-e-testada-no-brasil

Tecnologia em Enfermagem: Maca Higienizadora é lançada por enfermeira



É incumbência da equipe de enfermagem realizar os cuidados aos pacientes que estejam com déficit motor, dieta alimentar alterada dentre outras limitações as quais clientes alocados em instituições de saúde ficam suscetíveis.
 Em caso de déficit motor a demanda de necessidades do cliente aumenta e esse cliente certamente necessitará de um subsídio para realização de suas atividades humanas básicas (higiene, alimentação, vestimenta, etc). No caso do banho é importante atentar para diversos aspectos como organização dos materiais, temperatura da água e nunca deixar o paciente sozinho, mesmo que essa seja a vontade do cliente.
 A enfermeira Nilmar Cavalcante, que já atuou em hospitais da rede pública de saúde em São Paulo e Rio de Janeiro, ao trabalhar diretamente com pacientes acamados percebeu a necessidade de modernizar o sistema de banhos, fazendo com que o cliente, mesmo deitado na maca, possa tomar um banho completo.
 A enfermeira, então, criou a maca higienizadora, que não utiliza balde, gaze ou esponja, mas sim, um chuveiro com água quente. A ideia surgiu durante o mestrado que Nilmar realizou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 
 O artefato é construído em aço inox, forrado com um colchão impermeável e a água é aquecida a uma temperatura de 40°C por um boiler (local onde fica armazenada a água aquecida). 
 A maca é dotada de furos nas extremidades por onde é drenada a água utilizada após o banho. . Essa água escorre para um reservatório diferente da água limpa, que antes de ser esvaziado recebe pastilhas de cloro, "assim, a gente evita o contágio e a proliferação de bactérias que possam estar na água do banho.", diz a enfermeira.
 Nilmar, pensando na privacidade do cliente, inseriu no projeto da maca, abas que se localizam nas laterais e nas pontas do equipamento, visto que a enfermeira observou que na maior parte dos leitos do SUS não há esta manutenção da privacidade do cliente com a ausência de biombos.
 Após o banho aciona-se um sistema desinfetante que limpa o equipamento com hipoclorito de sódio. A maca possui também uma bateria recarregável de 24 volts com duração de até dois meses, em caso de apagões.
 
O projeto
 
Em 2011, após tentar patrocínio para a maca em diversas entidades, a enfermeira foi selecionada em um edital de inovação tecnológica da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) que analisou o projeto como uma “inovação social, que vai ser muito útil para sociedade, principalmente para o paciente acamado", diz Rex Nazaré, físico nuclear e diretor de Ciência e Tecnologia da Faperj.
 A enfermeira relatou que com a ajuda de um designer, um engenheiro mecânico e um engenheiro elétrico, a maca foi se desenvolvendo. Nilmar conta: "fiz vários ensaios para sentir a maca. Eu mesma tomei uns 300 banhos. Uma hora ela escorregava, eu falava que aquilo não estava bom e mandava construir outra. Deixei os engenheiros loucos!".
 A maca tem valor estimado de R$ 15 mil e possui versões para o sistema público, privado e assistência domiciliar.

Fonte: Folha de S. Paulo, INCA
http://www.ibacbrasil.com/noticias/enfermagem/tecnologia-em-enfermagem-maca-higienizadora-e-lancada-por-enfermeira

Traumas na primeira infância ocasionam marcas permanentes no cérebro


Um Estudo feito pela Universidade Rockefeller, de Nova Iorque, aponta que traumas ocorridos na primeira infância – crianças de 1 – 6 anos -  podem deixar marcas irreparáveis no sistema nervoso central da criança por toda a vida, as áreas mais afetadas correspondem a afetividade e o comportamento, causando impacto na cognição, na saúde física e mental da criança.
 A pesquisa abrangeu os efeitos do abuso físico precoce, condição socioeconômica e tratamento materno (relação entre mãe e filho). 
 Os pesquisadores documentaram o impacto do trauma precoce nos circuitos e volumes cerebrais, a ativação dos genes e a memória de trabalho. O resultado apontou aumento de risco de transtornos mentais, cardiopatias e estresse na fase adulta. Além disso, o abuso físico na infância pode ser responsável por delinear o perfil do indivíduo, refletindo, por conseguinte, em suas futuras relações interpessoais, suas escolhas no trabalho e relocar suas condições emocionais, físicas e psicossociais. 
 Os estudos também compreendem as alterações na memória do trabalho e déficits de atenção que estão diretamente relacionados com a pobreza infantil. O nível de escolaridade dos pais e a renda familiar também estão associados à dimensão cerebral e estruturas importantes para a memória e emoção das crianças.
 Bruce McEwen, da Universidade Rockefeller, afirma que "enquanto estamos nos tornando conscientes, o impacto que a adversidade tem sobre o desenvolvimento cerebral é devastador. Os resultados deste estudo revelam alterações específicas em regiões cerebrais específicas, com natureza de longa duração. Ao fazer isso, a pesquisa aponta não apenas para nova forma de detecção e tratamento destes distúrbios de saúde mental e doenças crônicas, mas também enfatiza a importância da prevenção do abuso e negligência no início da vida.”.
 Por isso, políticas públicas que visem proteger e fazer a manutenção de boas condições de vida para essas crianças se faz necessário. Promoção e prevenção da saúde de indivíduos em sua infância acarretaram em índices favoráveis para que esses sejam adultos bem compreendidos e que buscam utilizar suas experiências de vida em prol do bem-estar dele e de sua família, diminuindo consideravelmente os índices de indivíduos que apresentam algum tipo de distúrbio originado por traumas sofridos enquanto crianças. 

fonte: http://www.ibacbrasil.com/noticias/enfermagem/traumas-na-primeira-infancia-ocasionam-marcaspermanentesnocerebroutm_source=sendnews&utm_medium=campanha&utm_content=Subscriber%23518&utm_campaign=Atualiza%C3%A7%C3%A3o%20Ed.20%20Novembro%2F2012
 
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Doença hipertensiva especifica da gestação - DHEG



Conceitos

As síndromes hipertensivas são as complicações mais frequentes na gestação e constituem, no Brasil, a primeira causa de morte materna e perinatal, principalmente quando se instalam em suas formas mais graves como a eclampsia e síndrome de HELLP, em países desenvolvidos como EUA esta patologia é a segunda causa de morte entre gestantes (Neme, et al Hayman).

Atualmente, há uma tendência em considerar hipertensão na gravidez medidas de pressão arterial iguais ou superiores a 140/90 mmHg (Benzecry et al Davey e MacGillivray). Proteinúria é definida como a excreção de 0,3 g ou mais de proteína na urina de 24 horas e representa, numa gestante hipertensa, fator cumulativo associado a aumento da mortalidade perinatal.

Para entender plenamente a doença hipertensiva especifica da gestação alguns conceitos precisam estar claros, tais como:

Hipertensão – Uma elevação de 30 mmHg ou mais na pressão sistólica e de 15mmHg ou mais na diastólica é considerado anormal nas tomadas na gravidez com relação aos níveis absolutos observados (Greenhill, 1976). A hipertensão arterial é um sinal clinico e não uma doença. Sua presença pode ser secundária a diferentes entidades clinicas ou subclínicas, podendo coincidir ou ser desencadeada pela gravidez. Níveis iguais ou superiores a 140 / 90 mmHg, por convenção, são níveis hipertensivos nas mulheres grávidas. Entretanto, importa lembrar que, entre nós, não são infrequentes gestantes cujos níveis pressóricos arteriais são muito baixos, não ultrapassando, por vezes, 80 / 50 mmHg. Nessas pacientes se após a vigésima semana da prenhez os níveis tensionais elevam-se e atingem mais de 15 mmHg na diastólica e 30 mmHg na sistólica, admite-se tratar-se de hipertensão gestacional. Mesmo quando a proteinúria é negada ou menor que 300 mg / 24 horas, deve-se admitir, ate provar o contrario, estar iniciando-se o processo de pré-eclâmpsia.

Proteinúria – É a perda de proteínas pela urina, esta perda é sinal laboratorial importante das síndromes hipertensivas na gravidez. Ela pode ocasionalmente aparecer antes da hipertensão como manifestação de patologia renal vigente ou subclínica, sem a presença de hipertensão ou associada a ela. Nesta ultima situação, é condição clínica que define o diagnostico de pré-eclâmpsia. Para o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas et al Neme, 2005 trata-se de proteinúria a presença de 300 mg ou mais de proteína excretadas na urina no período de 24 horas

Edema – Durante algumas gestações ou todas as gestações, a maioria das grávidas normais pode mostrar edema postural das extremidades inferiores, que desaparecem caracteristicamente depois de repouso deitada ou simplesmente elevando os membros inferiores por curto intervalo. Um ganho de peso acima de 500 g em uma semana significa retenção de água e pode ser uma manifestação de edema oculto. O edema é um sinal de alerta e não mais como sinal clínico necessário para diagnosticar a DHEG. Isso se baseia na ocorrência de edema em 80% do total das gestantes. 

Uma das primeiras observações da equipe multidisciplinar, que é responsável pelo atendimento pré-natal, deve ser identificar as mulheres que apresentam probabilidades estatísticas de desenvolver pré-eclâmpsia/eclampsia. Consultas de pré-natal deveriam ser individualizadas, não estabelecendo intervalos de tempo determinados. Desde cedo as gestantes de alto risco devem ser vistas pelo menos a cada duas semanas e mais frequentemente no final da gravidez. Se a paciente deixar de cumprir sua marcação ele deve ser contatada e relembrada outra vez da importância do tratamento pré-natal e neste momento a enfermagem é de suma importância.

Classificação e formas clínicas

Sinteticamente a DHEG se manifesta pela a ocorrência de dois quadros clínicos principais:

a) Pré-eclâmpsia – hipertensão, proteinúria e/ou edema;

b) Eclampsia – crise convulsiva e, raramente, coma em gestantes com pré-eclâmpsia grave.

Entretanto a patologia pode apresentar diversas formas clínicas, tais como:

• Pré-eclâmpsia pura – hipertensão, proteinúria e/ou edema em gestante, previamente, normotensa, surgindo em geral após a vigésima e a vigésima quarta semanas de idade gestacional;

• Pré-eclâmpsia sobreposta – quando em gestante hipertensa os níveis tensionais se elevam, surgindo ou agravando a proteinúria e/ou edema;

• Pré-eclâmpsia precoce – quando surge antes da vigésima a vigésima quarta semanas;

• Pré-eclâmpsia tardia – a que ocorre no final do terceiro trimestre;

• Eclampsia convulsiva – a que ocorre em gestante com pré-eclâmpsia e se manifesta e culmina com crise convulsiva tônico-clônica;

• Eclampsia comatosa – a que ocorre em caso de pré-eclâmpsia, que culmina em coma, na ausência de convulsões;

• Eclampsia tardia ou puerperal – a que se manifesta ate 72 horas do pós-parto;

• Eclampsia intercorrente – a que se manifesta 72 horas após crise convulsiva anterior;

• Eclampsia iminente – quando na urgência da pré-eclâmpsia surgem hiper-reflexias, tonturas, cefaleia frontal, sonolência e alterações visuais;

• Síndrome de HELLP – quando na urgência da pré-eclâmpsia/eclampsia surgem hemólise, plaquetopênia e elevação das enzimas hepáticas.


Etiologia

A etiologia da DHEG permanece desconhecida. Inúmeras teorias etiopatogênicas foram descritas e vem sendo relatadas, tentando explicar as causas da instalação desta doença. Atualmente as teorias etiopatogênicas que permanecem em discussão são:

a) Teoria da isquemia placentária: Há muito tempo se sabe que na pré-eclâmpsia ocorre diminuição do fluxo uteroplacentário, levando a redução do consumo de oxigênio pela placenta e pelo produto da concepção. Atualmente diversos estudos vem demonstrando que essa isquemia seria causada pela interação inadequada entre trofoblasto e a decídua, levando a invasão inadequada deste trofoblasto.

b) Teoria da disfunção endotelial: A disfunção endotelial e representada pela diminuição da secreção de óxido nítrico (vasodilatador), aumento da expressão de moléculas agregadoras de plaquetas e favorecimento dos processos de coagulação. Alem disso a disfunção endotelial pode ser observada pelo aumento das concentrações de endotelinas, homecisteinas e leptinas;

c) Teoria das prostaglandinas: baseia-se no equilíbrio entre prostaglandinas vasodilatadoras (prostaciclinas) e as vasoconstritoras (tromboxano). A primeira é produzida pelo endotélio e a segunda pelas plaquetas ativadas. Na gestação normal, o aumento dos níveis séricos de prostaciclinas (em relação aos níveis de tromboxano) é responsável pela queda fisiológica dos níveis tensóricos. Na pré-eclâmpsia, foi observado que esta relação permanece contraria, isto é, diminuição dos níveis de prostaciclinas e aumento dos de tromboxano, com consequente elevação da pressão arterial.

d) Teorias hormonais: essas teorias abrangem alterações funcionais do eixo hormonal, incluindo alterações hipofisárias, adrenais e placentárias.

e) Teorias imunológicas: alguns indícios epidemiológicos sugerem a participação da resposta inadequada do sistema imunológico materno contra o zigoto.

f) Teoria genética: por meio da analise epidemiológica da doença, foi sugerido caráter hereditário da doença. Historia familiar de pré-eclâmpsia esta associada com risco quatro vezes maior de desenvolver a doença na primeira gestação.

Fisiopatologia

A DHEG envolve virtualmente cada órgão e sistema do organismo. Há grande aumento na resistência vascular periférica e hiper-reatividade a vasoconstritores, negando a vasodilatação e refratariedade vascular própria da gravidez normal. Alguns eventos fisiopatológicos, incluindo placentação anormal e hipersensibilidade vascular, podem ocorrer semanas ou meses antes do reconhecimento clínico da doença.


Entretanto uma das principais alterações fisiopatológica da DHEG é a vasoconstrição generalizada, onde o fluxo plasmático renal e a filtração glomerular estão significativamente reduzidos, havendo uma redução do fluxo sanguíneo uterino. (Queenan, 1987). A lesão renal da pré-eclâmpsia pode ser responsável pela aumentada excreção proteica bem como pela diminuição na filtração glomerular. O ritmo de filtração glomerular aumenta normalmente durante a gravidez, níveis séricos de creatinina superior a 0,9 é considerado anormal em mulheres grávidas e requerem avaliação complementar. A excreção renal de sódio diminui na pré-eclâmpsia, causando retenção hidrossalina, embora formas graves da doença possam ocorrer na ausência de edema. A maior parte do fluido retido se localiza no espaço intersticial.

Os níveis de albumina circulantes podem ser baixos, não devido à perda renal ou disfunção hepática, mas em decorrência do extravasamento de proteína para o interstício. Pode-se concluir que a pré-eclâmpsia é, na realidade, uma doença generalizada, sendo a hipertensão apenas uma de suas manifestações. Observam-se lesões em vários órgãos, incluindo cérebro, fígado e coração. Há também diminuição na perfusão placentária, o que responde, em parte, pela aumentada incidência de retardo de crescimento intrauterino e de perda fetal. A restrição ao fluxo placentário provavelmente se deve ao estreitamento dos vasos deciduais por uma lesão específica chamada “aterose”.

Pré-eclâmpsia - PE

Surge, em geral, no terceiro trimestre de gestação, manifesta-se por hipertensão, proteinúria e/ou edema. Em gestante previamente hipertensas, o agravamento de seus níveis tensionais arteriais em 30 mmHg (sistólica) e 15 mmHg (diastólica), após a 20 – 24 semanas, sugere sua ocorrência.

A hipertensão, sua manifestação principal, pode ser precedido por edema visível ou oculto (aumento brusco de peso) e raramente por proteinúria. Em geral, entretanto, a proteinúria é secundaria à hipertensão e relaciona-se com a lesão glomerular.

Eclampsia

É a causa mais comum de convulsões associadas com a hipertensão arterial e proteinúria na gravidez, sendo definida como a manifestação de convulsões e/ou coma não relacionados a outras condições cerebrais, durante o ciclo gravídico-puerperal, em pacientes com sinais e sintomas de pré-eclâmpsia, podendo ocorrer na gestação, trabalho de parto e puerpério. No puerpério a eclampsia se manifesta nas primeiras 24hs, porém, em casos excepcionais, podem ocorrer convulsões uma semana ou mais após o parto. É das formas hipertensivas, a principal causa de morte materna. As mortes podem ser causadas por complicações como hemorragia cerebral, edema pulmonar, insuficiência renal, hepática e respiratória (esta ultima, muitas vezes, relacionadas a broncoaspiração) que podem acontecer de maneira isolada ou em cascata.


Síndrome de HELLP

Entre as complicações que agravam o prognostico da pré-eclâmpsia, citam-se além da eclampsia, a hemorragia cerebral, o edema agudo e a síndrome de hellp.
Hellp são as iniciais usadas para descrever a condição de paciente com pré-eclâmpsia grave que apresenta hemólise (H), níveis elevados de enzimas hepáticas (EL) e numero baixo de plaquetas (LP).

A dificuldade em se prever a evolução da síndrome de HELLP e os relatos da literatura mostrando que as alterações laboratoriais não refletem com precisão as lesões histopatológicas do fígado mostram a necessidade de se investigar os casos de hipertensão grave, tentando diagnosticar o inicio das manifestações da síndrome de hellp, para impedir sua completa instalação.

A enfermagem e as doenças hipertensivas específicas da gestação

A consulta de enfermagem como atividade privativa do enfermeiro, legitimada pela lei do exercício profissional, encontra um grande campo de utilização em ginecologia e obstetrícia, tendo em vista que a mulher, da sua adolescência à senectude, constitui um vasto contingente populacional, que demanda orientação, avaliação constante e periódica de sua saúde nessa área, visando à promoção e à prevenção da mesma (Peixoto, 2008).

Atualmente, o grande desafio das políticas públicas na área materno-infantil nos países em desenvolvimento, inclusive no Brasil, é reduzir o coeficiente de mortalidade materna e perinatal, a morte materna é um indicador que reflete as condições de vida e de saúde das mulheres, como também, revela uma assistência inadequada e de qualidade indesejável.

O tratamento da doença hipertensiva especifica da gestante tem como objetivo controlar a pré-eclâmpsia, reduzir o risco de eclampsia, dar a luz o feto, sendo viável em um estágio mais próximo possível do termo da gestação e reequilibrar a homeostasia materna e neste ponto a enfermagem tem papel fundamental no que diz respeito as orientações prestadas no pré-natal, tais como a conscientização da gestante para que ela procure: Reduzir o peso corporal através de dieta calórica controlada, substituir as gorduras animais por óleos vegetais, diminuir os açúcares e aumentar a ingestão de fibras; Reduzir o sal de cozinha, embutidos, enlatados, conservas, bacalhau, charque e queijos salgados; Exercitar-se regularmente 30-40 minutos, de três a cinco vezes por semana com exercícios leves próprio para gestantes; Controlar o estresse; Evitar drogas que elevam a pressão arterial como anti-inflamatórios, os descongestionantes nasais, antidepressivos, corticoides, derivados da ergotamina, estimulantes, cafeína, cocaína e outros.

Quando a paciente encontrar-se internada estar atento aos sinais e sintomas desta gestante, visto que o olhar da enfermagem pode antecipar o inicio de complicações, ou seja, identificar os diagnósticos de enfermagem em gestantes com DHEG e a proposição de um plano de cuidados tendo como base a coleta de dados acerca do caso da cliente e a avaliação adequada destas informações.


Algumas das principais condutas são: Manter a paciente em repouso absoluto em decúbito lateral esquerdo o maior tempo possível; Oferecer dieta hiperprotéica e hipossódica; Realizar controle de diurese nas 24hs e instalar controle hídrico; Manter a equipe de enfermagem devidamente atenta para os valores de pressão arterial, checando, registrando e comunicando qualquer tipo de alteração.

Referências Bibliográficas

DUSSE,L. M. S.; VIEIRA, L. M.; CARVALHO, M. G. Revisão sobre alterações hemostáticas na doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG). Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v37n4/a08v37n4.pdf. Acessado em 28/08/2011 às 12hs43min.

GONCALVES, R, FERNANDES, R. A. Q. SOBRAL, D. H. Prevalência da doença hipertensiva específica da gestação em hospital público de São Paulo. Revista brasileira de enfermagem. Brasília, v. 58, n. 1, Fevereiro 2005. Disponível em: . Acessado em 28/08/2011 às 14hs34min.

SOUZA, F. L. Atuação do enfermeiro frente à prevenção da doença hipertensiva especifica da gravidez (DHEG). Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/58572/1/ATUACAO-DO-ENFERMEIRO-FRENTE-A-PREVENCAO-DA-DOENCA-HIPERTENSIVA-ESPECIFICA-DA-GRAVIDEZ-DHEG/pagina1.html#ixzz1WM2rwOWn. Acessado em 28/08/2011 às 14hs45min.

PEIXOTO, M. V.; MARTINEZ, M. D.; VALLE, N. S. B. Síndromes hipertensivas na gestação: estratégias e cuidados de enfermagem. Disponível em: http://metodomaisvida.com.br/gestantes/files/2009/09/sindromes-hipertensivas-revisao.pdf. Acessado em 20/09/2011 às 17hs00min.

BENZECRY,R.; OLIVEIRA, H. C.; LEMGRUBER, I. Tratado de obstetrícia Febrasgo. Revinter. Rio de Janeiro, 2001.

NEME, B. Obstetrícia básica. 3 ed. São Paulo: Sarvier, 2005.

GREENHILL, J. P.; FRIEDMAN, E. A.; Obstetrícia. 1 ed. Rio de Janeiro: Interamericana, 1976.

QUEENAN, J. Gravidez de alto risco. 2 ed. São Paulo: Nomale, 1987.

FONTE: http://www.portaleducacao.com.br/enfermagem/artigos/19618/doenca-hipertensiva-especifica-da-gestacao-dheg/pagina-1

Autora: ERIKA PATRICIA RODRIGUES DE MELO