Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Dez sinais de que seu filho precisa usar óculos




O tema é recorrente e não custa nada lembrar para novas mamães e professoras:  muitas crianças começam a sentir dificuldades em acompanhar as aulas na escola por causa de problemas de visão não detectados. Algumas não conseguem enxergar direito o que a professora escreve na lousa, outras têm problemas na leitura de livros e cadernos. Como as crianças demoram a manifestar o problema, é importante que os pais e professores prestem atenção e procurem um oftalmologista quando suspeitarem de algum problema.
As dicas abaixo, bastante simples, são do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do EyeCare   Hospital de Olhos, em São Paulo.
Reclamar de dor de cabeça. “Quando a criança reclama com alguma frequência de dor de cabeça quando está em aula ou ainda quando faz a lição de casa, é preciso investigar. Principalmente se reclama de ‘dor na testa’. Afinal, ela pode estar fazendo um esforço extra para enxergar direito.”
Sentar muito próxima à televisão. “Ainda que as telas dos televisores tenham aumentado bastante nos últimos anos, algumas crianças insistem em sentar bem próximas à TV, dando sinais claros de que talvez sofram de miopia. O mesmo é válido para games de bolso ou livros. Se o seu filho tiver o costume de aproximar os olhos de tudo o que precisa enxergar é um sintoma que precisa ser investigado.”
Apertar os olhos para ler. “Quando a criança aperta um dos olhos para enxergar, pode ser que inconscientemente esteja querendo melhorar o foco e usando o olho bom para ver bem. Trata-se de um sintoma clássico que deve ser avaliado.”
Andar de cabeça baixa. “Há casos em que a criança estrábica ou com desequilíbrio no músculo ocular, acaba tendo dupla visão ao focar um objeto ou olhar para baixo. Para se sentir mais segura, passa a andar sempre com a cabeça baixa, na tentativa de prevenir problemas mais sérios como quedas.”
Lacrimejar excessivamente. “Algumas crianças não fecham os olhos totalmente enquanto dormem. Essa condição leva a um ressecamento noturno e, para compensar, os olhos passam o dia lacrimejando espontaneamente – o que atrapalha muito a visão correta e, inclusive, o relacionamento com os colegas de classe.”
Coçar os olhos insistentemente. “Esse é um sinal clássico de fadiga ocular e deve ser investigado. Tanto pode ter origem em problemas de visão, como pode estar relacionado à conjuntivite. Nos dias em que a umidade do ar está baixa, essa condição se intensifica tanto que pode até provocar lesões nas pálpebras.”
Mostrar dificuldade com a leitura. “Quando a criança, já alfabetizada, não consegue ler uma sentença sem se perder nas palavras ou pular linhas, pode ser sintoma de astigmatismo ou ainda de estrabismo e deve ser investigado.”
Acompanhar a leitura com um dedo. “Eis outro sinal perceptível durante a leitura. Se a criança não conseguir ler sem recorrer ao dedo indicador, pode não ser apenas uma mania, mas um caso de ambliopia – síndrome do olhinho preguiçoso – em que as letras e palavras parecem muito próximas, dificultando a leitura.”
Demonstrar sensibilidade à luz. “Esse é outro sinal fácil de reconhecer. Quando a criança demonstra incômodo exagerado em ambiente muito iluminado ou ainda sob luz solar, pode ser sinal de exotropia, um tipo de estrabismo.”
Tapar um olho com a mão. “Há crianças que automaticamente tapam um dos olhos com a mão para enxergar melhor com o ‘olho bom’. Isso pode acontecer durante as atividades escolares ou até mesmo de lazer, como ver TV. Tanto pode indicar um problema de ambliopia, como de estrabismo. Por isso, não pode passar sem ser devidamente investigado por um oftalmologista.”
* Outra dica importante é procurar um médico especializado. No site da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) é possível encontrar um médico na sua cidade.
É importante saber que o consenso da SBOP recomenda que o primeiro exame de visão da criança é o Teste do Olhinho, que deve ser feito pelo pediatra ainda na maternidade, antes da alta.
Depois, um exame oftalmológico completo (com dilatação de pupilas) deverá ser realizado a cada 6 meses durante os dois primeiros anos de vida.
Nas crianças sem problemas aparentes, um exame anual completo deverá ser realizado até o completo desenvolvimento da visão, isto é, até os 10 anos de idade.