Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

terça-feira, 26 de junho de 2012

SARAMPO









Sintomas do sarampo
O principais sintomas associados ao sarampo são:
·                     Tosse
·                     Febre
·                     Nariz escorrendo
·                     Olhos vermelhos, lacrimejantes
·                     Erupções que começam no rosto e se estendem pelo corpo
·                     Estes sintomas aparecem dentro de 8 a 12 dias após ter tido contato com alguém com sarampo.

Epidemiologia do Sarampo

Doença de distribuição universal, com variação sazonal;
Acomete ambos os sexos, independente da idade, desde que sejam suscetíveis;
A incidência, a evolução clínica e a letalidade são influenciadas pelas condições sócioeconômicas, estado nutricional e imunitário do paciente, bem como lugares com aglomeração.
Atualmente os países das Américas não apresentam casos autócnes de sarampo, embora o vírus circule em praticamente todos os outros continentes.

Transmissão do sarampo

É transmitido diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas, expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Essa forma de transmissão é responsável pela elevada contagiosidade da doença. Tem sido descrito, também, o contágio por dispersão de gotículas com partículas virais no ar, em ambientes fechados como, por exemplo: escolas, creches e clínicas.

Período de incubação e de trasmissibilidade do sarampo

O periodo de incubação é geralmente de 10 dias (variando de 7 a 18 dias), desde a data da exposição até o aparecimento da febre, e cerca de 14 dias até o início do exantema.
O Período de transmissibilidade é de 4 a 6 dias antes do aparecimento do exantema, até 4 dias após. O período de maior transmissibilidade ocorre 2 dias antes e 2 dias após o início do exantema. O vírus vacinal não é transmissível.

Manifestações clínicas do sarampo

O Sarampo caracteriza-se por febre alta, acima de 38,5°C, exantema máculo-papular generalizado, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema). Didaticamente as manifestações clínicas do sarampo são divididas em três períodos:
·                     Período de infecção – dura cerca de 7 dias, iniciando com período prodrômico, onde surge febre, acompanhada de tosse produtiva, coriza, conjuntivite e fotofobia. Do 2° ao 4° dias desse período, surge o exantema, quando se acentuam os sintomas iniciais, o paciente fica prostrado e aparecem as lesões características do sarampo: exantema cutâneo máculo-papular de coloração vermelha, iniciado na região retroauricular.
·                     Remissão – caracteriza-se pela diminuição dos sintomas, declínio da febre. O exantema torna-se escurecido e, em alguns casos, surge descamação fina, lembrando farinha, daí o nome de furfurácea.
·                     Período toxêmico – o sarampo é uma doença que compromete a resistência do hospedeiro, facilitando a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana. Por isso, são frequentes as complicações, principalmente nas crianças até os 2 anos de idade, em especial as desnutridas, e adultos jovens.
A ocorrência de febre, por mais de 3 dias, após o aparecimento do exantema, é um sinal de alerta, indicando o aparecimento de complicações. As mais comuns são, infecções respiratórias, otites; doenças diarreicas; e, neurológicas.
É durante o período exantemático que, geralmente, se instalam as complicações sistêmicas, embora a encefalite possa aparecer após o 20° dia.

Prevenção do sarampo

A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação. Apenas os lactentes cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à vacinação). Com o reforço das estratégias de vacinação, vigilância e demais medidas de controle que vêm sendo implementadas em todo o continente americano desde o final dos anos 90, o Brasil e os demais países das Américas vêm conseguindo manter suas populações livres da doença. Atualmente, há o registro de casos importados que, se não forem adequadamente controlados, podem resultar em surtos e epidemias. Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra tétano e difteria).



Tratamento sintomático do sarampo

Antitérmicos, hidratação oral, terapia nutricional, incentivo ao aleitamento materno, higiene adequada dos olhos, pele e vias aéreas superiores.
Suplementação de Vitamina A em populações onde há deficiência desta.
As complicações bacterianas são tratadas especificamente, de preferência com identificação do agente.

Sinais e evolução do sarampo

A evolução da doença apresenta três períodos bem definidos:
1.                 período catarral: com duração de 6 diasde febre, tosse com catarro, corrimento do nariz e dor nos olhos, conjuntivite, fotofobia pequenas ínguas no pescoço, dores na barriga e pequenas manchas brancas na região interna da bochecha (sinal de Koplik);
2.                 período exantemático: pintinhas vermelhas (fig 2) na pele, da cabeça aos pés, por cinco a seis dias;
3.                  período de descamação: as manchas tornam-se escuras e surge uma descamação fina, lembrando farinha.

Doenças que se podem confundir com o sarampo

AS DOENÇAS QUE PODEM CONFUNDIR-SE COM O SARAMPO SÃO:

Rubéola: manchas róseas e discretas no corpo, sem descamação, mais exuberantes no 2º dia, desaparecendo até o 6º dia, com ínguas, principalmente atrás das orelhas, sinal que mais caracteriza a doença.
Exantema Súbito: manchas parecidas com a rubéola, sem descamação, que podem durar algumas horas, acometendo especialmente crianças menores de 5 anos, com febre alta por 3 a 4 dias, irritabilidade e até convulsões.
Dengue: manchas róseas com erupção máculo-papular generalizada, de início súbito, com febre e dores de cabeça intensa, muscular, articular, abdominal difusa e ao redor dos olhos.
Enteroviroses e Ricketioses: manchas róseas do tipo máculo-papular, acometendo as regiões palmares (mãos) e plantares (pés), sem descamação e apresentando 3 a 4 dias de febre, mais freqüente em crianças de pouca idade.

Contra-indicações á vacina contra o sarampo

Existem algumas contra-indicações à vacina contra o sarampo, nomeadamente:
·                     Imunodeficiência congênita ou adquirida (com exceção das pessoas HIV positivas).
·                     Imunodeficiência por neoplasia maligna, sob tratamento com imunodepressores.
·                     Gravidez.
·                     História de reação anafilática à ingestão de ovo.
·                     Uso de imunoglobulina, sangue total ou plasma nos últimos 3 meses antes da vacinação.

Quadro clínico do sarampo

Após o período de incubação (inicia-se após a entrada do vírus através da mucosa respiratória ou conjuntival) que varia de 10 a 14 dias, tem início o período prodrômico, caracterizado por febre alta a moderada, anorexia, conjuntivite com lacrimejamento e fotofobia, diarréia e sintomas de infecção do trato respiratório alto com tosse seca, coriza e hiperemia da mucosa oral. Dois dias antes do início do rash, surge na mucosa jugal próximo aos molares um sinal considerado patognomônico da doença chamado de Koplik. Caracteriza-se por lesões puntiformes branco-azuladas com base eritematosa e que desaparece 24 a 48 horas após o exantema.
Por volta do quarto dia dos pródromos surge o exantema morbiliforme caracterizado por lesões maculopapulares eritematosas iniciado na face, região retroauricular e pescoço, com progressão céfalo-caudal, atingindo os membros inferiores em 72 horas ( raramente compromete palmas e plantas). O rash geralmente deixa áreas de pele sã entre uma lesão e outra, podendo confluir principalmente na face e pescoço. O exantema também regride de forma descendente e apresenta-se após o terceiro dia com tonalidade castanho-acinzentada e descamação fina. O quadro febril e as manifestações catarrais evoluem para melhora conjuntamente com a resolução do exantema (dura geralmente seis a sete dias) e o último sintoma a desaparecer é a tosse produtiva.
A presença de febre mantida ou o retorno da mesma após o final do exantema (no período descamativo) implica em complicações geralmente por superinfecções bacterianas, tais como: pneumonia, gastroenterite, otite média, conjuntivite, sinusite e piodermite. As complicações decorrentes do próprio vírus ocorrem mais durante o período prodrômico e no início do exantema, dentre elas destacam-se: pneumonite intersticial, encefalite, laringite obstrutiva, miocardite, estomatite, lesões oculares (ceratites, iridociclites, úlceras de córneas), diarréia.

Recomendações para prevenir o sarampo

Sugerimos algumas Recomendações para prevenir o sarampo:
·                     Não se descuide do programa de vacinação de seus filhos. A vacina contra o sarampo é a melhor forma de evitar a doença que pode ser grave, especialmente se elas estiverem debilitadas;
·                     Procure saber a causa da doença de crianças que convivem com seus filhos. O sarampo é uma doença altamente contagiosa e de caráter epidêmico;
·                     Não deixe de procurar atendimento médico se aparecerem manchas avermelhadas na pele de sua criança, mesmo que ela tenha sido vacinada contra o sarampo;
·                     Investigue se você teve a doença na infância ou tomou a vacina quando criança. Em caso de dúvida é melhor procurar um centro de vacinação.