Aqui você encontra informações sobre primeiros socorros, atendimento pré hospitalar, entre outros de maneira simples e fácil de entender, visite as páginas, se precisar de alguma ajuda, informação, sugestão, parcerias, entre em contato através do e-mail t.enfermagemresgate@gmail.com.
Um abraço e fiquem com Deus
Thais

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CATAPORA (VARICELA)


O que é catapora

A catapora (ou varicela) é uma doença muito contagiosa causada por um vírus chamado Varicela zoster. Essa doença é uma das mais comuns na infância, principalmente porque só se pega catapora uma vez. A principal característica desta doença é deixar o corpo coberto de pintinhas vermelhas, essas pintinhas começam no tronco da criança, espalhando-se rapidamente para o rosto, braços e pernas podendo se espalhar para dentro da boca, do nariz, das orelhas e de outros orifícios do corpo da criança. Depois de um tempo as pintinhas vermelhas se transformam em pequenas bolhas de água que, quando começam a cicatrizar de 4 a 5 dias, formam ‘casquinhas’ e caem. Quando estas pequenas feridas são coçadas infeccionam e deixam na pele cicatrizes permanentes, isto é, não somem jamais. Além disso, a criança tem febre alta, bastante coceira na pele, cansaço, cefaléia (dor de cabeça) e perda de apetite. Uma criança pode pegar catapora se estiver no mesmo local que outra criança infectada pois o vírus está presente na saliva e, quando a criança infectada tosse e espirra, joga no ar minúsculas bolhas de saliva da nossa boca. Quando uma criança saudável inspira, o ar vem contaminado para dentro do corpo e, então, se contrai a doença. Pode-se contrair a doença através do contato direto com a criança infectada, geralmente através da secreção das bolhas. Uma criança com catapora pode espalhar a doença para outras 1 a 2 dias antes do surgimento da erupção, ou até que todas as bolhas tenham secado, possivelmente depois de 10 dias.
Não existe um remédio específico para tratar a catapora. O que se deve fazer é repousar, ingerir bastante líquido e principalmente, evitar coçar as feridas para não infeccionar.
A recuperação dura de 7 a 10 dias. A catapora pode ser prevenida com vacina.

A catapora pode ser perigosa

A catapora pode levar a infecção grave da pele, cicatrizes, pneumonia, lesão cerebral e até à morte. Complicações sérias (como pneumonia) são raras, mas são mais comuns em recém-nascidos, mulheres grávidas, pessoas com imunodeficiência e adultos em geral. Antes da disponibilização da vacina, em 1995, cerca de 11.000 pessoas eram hospitalizadas por ano nos EUA devido à catapora e aproximadamente 100 morriam. Quem teve catapora também pode contrair, anos mais tarde, uma doença chamada herpes-zóster, que causa erupções doloridas na pele.

Transmissão da catapora

O vírus causador da catapora aloja-se no nariz e na garganta e é expelido no ar quando uma pessoa infectada espirra, tosse ou fala. Ele também está presente nas bolhas e erupções da pele. A catapora é transmitida de uma pessoa para outra pela tosse, espirro ou contato com as erupções. As pessoas com catapora podem transmitir a doença de 1 a 2 dias antes do início dos sintomas e até que todas as bolhas tenham formado crosta (normalmente em aproximadamente 5 dias). Entretanto, pessoas imunodeprimidas podem transmitir a doença por mais tempo, em geral enquanto as bolhas continuarem surgindo. Os sintomas normalmente aparecem de 10 a 21 dias depois do contato com o vírus. 

Sintomas da catapora

Erupções em forma de vesículas e bolinhas vermelhas na pele, na cabeça e no tronco, febre e muita coceira. Estes são os sintomas da catapora, doença provocada por um vírus (varicela zoster), que tem alto potencial contagioso pelo ar ou através de secreções e que tem ocorrência aumentada no período de julho a outubro. Variando o prolongamento de contaminação até o inicio do verão de acordo com o tempo (calor abafado e chuvas intermitentes).
Em alguns casos, a catapora pode ser confundida com a varíola ou picada de insetos. As lesões na pele aparecem durante cinco dias, período de maior possibilidade de transmissão da doença. Com a evolução do quadro, o normal é que as vesículas se transformem em pústulas e crostas em poucas horas. O risco de contágio se inicia de um a dois dias antes do aparecimento da vesícula e permanece enquanto elas existirem.

Quem pode contrair a catapora

Quem pode contrair a a catapora, são:
·                     Qualquer pessoa que nunca teve catapora e nunca foi vacinada. 
·                     Bebês menores de 12 meses de idade, porque são muito pequenos para serem vacinados.
·                     Às vezes, mesmo quem tomou a vacina pode contrair catapora (isso se chama “varicela modificada”). 

Quando as pessoas vacinadas contraem a catapora, os sintomas costumam ser leves. Elas têm menos lesões, menos probabilidade de ter febre e recuperam-se mais rapidamente. 

Tratamento de catapora

Não existe um tratamento específico para catapora. Algumas situações exigem tratamento sistêmico, definido pelo médico, com antivirais e anti-histamínicos para casos muito complicados.
O que se deve fazer é repousar, ingerir bastante líquido e principalmente, evitar coçar as feridas para não infeccionar.
A recuperação dura de 7 a 10 dias.

Prevenir a catapora

Modo de prevenir a catapora
1.                 Duas doses da vacina contra catapora são recomendadas para proteger contra a doença. Proteja seus filhos vacinando-os aos 12 a 15 meses de idade e novamente aos 4 a 6 anos de idade. Os pais de crianças que receberam somente uma dose da vacina contra a catapora devem conversar com o médico sobre a segunda dose, principalmente se elas tiveram contato com alguém com catapora.
2.                 Pessoas maiores de 13 anos que não foram imunizadas contra a catapora, principalmente as que trabalham na área de saúde ou que moram com alguém com deficiência imunitária, devem ser vacinadas. Elas precisam de duas doses da vacina contra a catapora e devem conversar com o médico sobre como tomar a vacina. 
3.                 Mulheres que planejam ter filhos e não são imunes também devem ser vacinadas antes de engravidarem.
4.                 Se uma pessoa que não foi vacinada e não teve catapora receber uma vacina contra a catapora três (e possivelmente até cinco) dias após entrar em contato com um portador da doença, terá boas chances de não a contrair. Algumas pessoas que não tiveram catapora nem foram vacinadas correm maior risco de sofrer complicações (como recém-nascidos, mulheres grávidas e pessoas com deficiência imunitária) se tiverem catapora. Elas devem consultar o médico. 
5.                 De acordo com regulamentos estaduais, alguns grupos de pessoas precisam ser vacinados contra a catapora. As crianças que frequentam creches ou pré-escolas devem tomar uma dose da vacina contra a varicela. A partir do ano letivo de 2011, os estudantes que ingressarem no jardim da infância, na 7ª série, no primeiro ano de faculdade integral e os estudantes de ciências da saúde devem apresentar comprovação de terem recebido duas doses da vacina contra a varicela ou uma prova confiável de imunidade. Essa exigência vale para todos os alunos do jardim de infância, ensino fundamental, médio (1ª a 12ª séries) e superior a partir de setembro de 2017. Converse com o enfermeiro da sua escola se tiver dúvidas.
6.                 Uma prova confiável de imunidade pode ser: documentação de duas doses da vacina contra a varicela; prova de imunidade ou confirmação da doença fornecida por um laboratório; nascimento nos EUA antes de 1980 (Observação: o nascimento antes de 1980 não deve ser considerado prova de imunidade para profissionais da saúde, gestantes e em algumas situações de alto risco); diagnóstico ou confirmação de histórico de catapora fornecido por um médico ou histórico de herpes-zóster. 
7.                 De acordo com regulamentos estaduais, portadores da doença devem faltar à escola e ao trabalho até que todas as bolhas tenham secado e formado crosta.


Tempo que uma criança deve ficar afastada da escola por ter catapora

Normalmente, as crianças ficam afastadas da escola por um período em torno de cinco dias ou até que todas as lesões estejam na fase de crosta. A falta das crianças à escola pode, muitas vezes, acarretar na falta dos pais ao trabalho.


Qual é o aspecto das lesões de pele provcados pela catapora

Começam como pontinhos vermelhos espalhados pelo corpo que se parecem com picadas de inseto. Nessa fase, a doença não é detectada facilmente. Essas manchas, depois de dois ou três dias, crescem e mudam de aspecto. Formam-se vesículas (pequenas bolhas cheias de líquido) que secam e formam crostas em alguns dias.

Cicatrizes deixadas por lesões da pele provocadas por catapora

As lesões da pele provocadas por catapora podem deixar cicatrizes quando existe infecção bacteriana secundária ou se as crostas forem retiradas precocemente. É importante evitar que a criança coce as lesões para prevenir infecções e aparecimento de cicatrizes.

Evitar infecções das lesões da pele provocadas por catapora

Os cuidados de higiene pessoal da criança devem ser enfatizados. Dê banhos frequentes na criança e mantenha as unhas sempre curtas para prevenir eventuais infecções e cicatrizes.

Como evitar que as crianças com catapora cocem as borbulhas

É importante manter as borbulhas limpas e secas. Aplique loções calmantes e nos primeiros dias dê-lhe banho em água morna. Depois do banho limpe a criança com cuidado para não a esfregar e provocar ainda mais comichão. Deve manter as unhas da criança curtas para evitar que ela coce as borbulhas e provoque uma infecção que pode levar a eventuais cicatrizes.

Gravidez e catapora

As gestantes que já tiveram catapora ou tomaram a vacina não precisam se preocupar. Entretanto, as mulheres que não são imunes e contraírem catapora durante a gravidez têm mais probabilidade que outros adultos de desenvolver complicações sérias. Os bebês também podem ser afetados antes de nascer. Os bebês nascidos de mães que estejam com catapora podem desenvolver febre alta e outros problemas sérios. As gestantes que tiveram contato com portadores de catapora devem entrar em contato com o médico imediatamente. As que não tiverem certeza se já tiveram catapora podem fazer um exame de sangue para confirmar se estão protegidas contra o vírus. 

Contrair catapora mais de uma vez

É possivel contrair catapora mais de uma vez, mas não é comum. Na maioria dos casos, se você já teve catapora, não terá novamente. Entretanto, o vírus que causa a catapora permanece no corpo pelo resto da vida. Anos mais tarde ele pode causar erupções na pele conhecidas como cobreiro, que os médicos denominam “herpes-zóster”. As erupções do cobreiro parecem as da catapora, mas normalmente só aparecem em uma parte do corpo e não se espalham. Diferentemente da catapora, o cobreiro causa dor. As crianças às vezes pegam cobreiro, mas a doença é mais comum entre os adultos. Tocar o fluido das erupções do cobreiro pode disseminar o vírus e causar catapora em pessoas que não sejam imunes.

Como identificar a catapora

Erupções em forma de vesículas e bolinhas vermelhas na pele, na cabeça e no tronco, febre e muita coceira. Estes são os sintomas da catapora, doença provocada por um vírus (varicela zoster), que tem alto potencial contagioso pelo ar ou através de secreções e que tem ocorrência aumentada no período de julho a outubro. Variando o prolongamento de contaminação até o inicio do verão de acordo com o tempo (calor abafado e chuvas intermitentes).
Em alguns casos, a catapora pode ser confundida com a varíola ou picada de insetos. As lesões na pele aparecem durante cinco dias, período de maior possibilidade de transmissão da doença. Com a evolução do quadro, o normal é que as vesículas se transformem em pústulas e crostas em poucas horas. O risco de contágio se inicia de um a dois dias antes do aparecimento da vesícula e permanece enquanto elas existirem.

Vacina contra catapora (Varicela)

Indicação
A vacina contra a varicela é indicada para:
·                     pessoas suscetíveis à doença e imunocompetentes que estejam em contato domiciliar ou hospitalar com pacientes imunocomprometidos;
·                     pessoas suscetíveis à doença e imunocompetentes, no momento da internação em enfermaria onde haja caso de varicela;
Observação:
·                     Quando da ocorrência de caso de varicela em enfermaria proceder à vacinação de bloqueio.
·                     pessoas suscetíveis a doença que serão submetidas a transplante de órgãos (fígado, rins, coração, pulmão e outros órgãos sólidos), pelo menos três semanas antes do ato cirúrgico;
·                     pessoas com leucemia linfocitica aguda e tumores sólidos malignos em remissão, sem radioterapia.
Observação:
·                     Durante seis semanas após a administração da vacina contra a varicela evitar o uso de salicilato.
Contra-indicação
A vacina contra a varicela é contra-indicada na ocorrência de hipersensibilidade imediata (reação anafilática) após o recebimento de qualquer dose anterior, ou de história de hipersensibilidade aos componentes da vacina.
É contra-indicada, também, na vigência de gravidez e para pacientes imunocomprometidos, excetuando-se os casos referidos na indicação.

Composição
A vacina contém o vírus vivo da varicela atenuado, obtido de cultura de células diplóides humanas, contendo traço de neomicina e nutriente (sorbitol, manitol).

Apresentação
A vacina é apresentada sob a forma liofilizada, em frasco de dose única, acompanhado do respectivo diluente.

Conservação
A vacina contra a varicela, dependendo do laboratório produtor, é conservada numa temperatura entre +2ºC e +8ºC ou a - 20ºC, mesmo na instância local.

Dose e volume
O esquema básico da vacina contra a varicela corresponde:
·                     a uma dose de 0,5 ml para crianças de 12 meses a 12 anos de idade;
·                     duas doses de 0,5 ml para os maiores de 13 anos de idade, com intervalo de 30 a 60 dias entre uma dose e outra.
Via de administração
A vacina contra a varicela é administrada por via subcutânea.
A injeção é feita, de preferência, na região do deltóide, na face externa da parte superior do braço, ou na face ântero-lateral externa do antebraço, podendo, também, ser administrada na região do glúteo, no quadrante superior externo.

Reconstituição e administração
O vacinador, antes de administrar a vacina contra a varicela, deve:
·                     lavar as mãos e organizar todo o material: seringa, agulha e outros;
·                     retirar a vacina e o diluente do refrigerador ou da caixa térmica, verificando o nome da vacina, bem como o prazo de validade.
Observações:
·                     O diluente, no momento da reconstituição, deve estar na mesma temperatura da vacina, ou seja, entre +2ºC e +8ºC.
·                     para esfriar o diluente colocá-lo no refrigerador, pelo menos, seis horas antes da reconstituição.
·                     reconstituir a vacina, da seguinte forma, aspirar o diluente, injetar o diluente vagarosamente pelas paredes do frasco, fazer um movimento rotativo com o frasco para uma perfeita homogeneização da vacina, aspirar o volume a ser administrado, verificando na graduação da seringa se a dosagem está correta;
·                     preparar a pessoa a ser vacinada, colocando-a em posição segura e confortável, fazendo a limpeza do local da administração, se necessário.
O vacinador, para administrar a vacina, deve injetar o líquido lentamente.

Observação:
·                     A técnica a ser utilizada para administrar a vacina contra a varicela é a da injeção subcutânea.
O vacinador, após administrar a vacina, deve:
·                     desprezar a seringa e a agulha;
·                     estar atento à ocorrência de eventos adversos imediatos;
Observações:
·                     Podem surgir manifestações locais como dor e rubor.
·                     Cerca de 7% das crianças e adultos podem apresentar exantema maculopapular ou variceliforme até 30 dias da administração da vacina.
·                     O risco de zoster é mais baixo após a vacinação do que após a doença natural.
·                     Orientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre questões específicas;
·                     lavar devidamente as mãos;
·                     Registrar o número do lote e a validade da vacina administrada;
·                     Orientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre o retorno, quando for o caso, para complementar o esquema básico de vacinação.

A vacina da catapora é segura

A vacina da catapora é segura para a maioria das pessoas. Mas a vacina, como qualquer outro remédio, pode causar problemas como febre, leve erupção na pele, dor temporária ou rigidez nas articulações, além de reações alérgicas. Problemas mais severos são muito raros. Aproximadamente 70 a 90% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra a catapora.

Quem não deve tomar a vacina de catapora

Quem não deve tomar a vacina de catapora:
·                     Pessoas muito alérgicas à gelatina e ao medicamento neomicina ou que tiverem apresentado reação alérgica a uma dose anterior da vacina não devem ser vacinadas.
·                     Gestantes só devem tomar a vacina contra varicela depois do parto.
·                     Pessoas com câncer, portadoras de HIV e outros problemas imunodepressores devem conversar com o médico ou enfermeiro antes de serem vacinadas.
·                     Pessoas que recentemente receberam transfusão de sangue ou hemoderivados devem perguntar ao médico quando poderão tomar a vacina contra a catapora.
·                     Pessoas com febre alta só devem ser vacinadas depois que a febre e outros sintomas tiverem passado.

Cuidados a ter quando surge a catapora em crianças

Os cuidados com a criança são simples, mas devem ser imediatos, logo que os primeiros sintomas começarem a aparecer. Os pais, ao identificá-los, devem levar a criança a um médico para que se tenha o diagnóstico confirmado da doença. Um dos cuidados é manter as unhas da criança sempre cortadas, para não haver a infecção das vesículas.
Além disso, é importante a limpeza de todo o corpo. “Alguns pais têm receio de lavar a cabeça da criança quando há um quadro febril. Não existe nenhum risco neste procedimento e, no caso da catapora, é fundamental a higienização, principalmente da cabeça e do tronco”.
Uma vez confirmado o diagnóstico da catapora, os pequenos devem ficar em repouso e longe de outras crianças para evitar contaminação.
Também devem ser redobrados os cuidados com a higiene. Água e sabão são os itens necessários para manter a limpeza do corpo, sobretudo do tronco – onde tem maior predominância dos ferimentos – unhas e couro cabeludo.
Também deve ser evitado o uso de pasta d’água e o contato com terra ou areia, que podem ocasionar infecção na pele.
“As grávidas e os pacientes em tratamento de doenças graves (como o HIV e câncer) devem ficar em alerta para não contrair a catapora. Há o risco de transmissão da doença para o recém-nascido e nos pacientes com histórico de imunodeficiência, pois a varicela atinge os órgãos internos, podendo evoluir para óbito”.
Em situações extremas, a catapora pode provocar infecção generalizada, pneumonia bacteriana e até morte.
Para evitar os desconfortos da doença é imprescindível realizar a vacinação da criança e manter um relacionamento família/médico, para os esclarecimentos e intervenções necessárias.