Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Curso ACLS Bauru 08 e 09 Setembro 2012





Terzius Reanimar www.terzius.com.br
Informações: 0800 771  1012
vivo (14) 9745 7635/97950190
oi (14) 8820 1016
claro(14)9135 6614
tim (14)8134 7696
Público alvo: Médicos, Enfermeiros, Fisioterapeutas e Graduandos do sexto Ano de Medicina
Datas: 08 e 09 Setembro 2012(Sábado e Domingo)
Inicio: 7:30 as 18h no 1° dia de curso e das 7:30 as 14:00h no 2° dia de curso
Valor: 5X R$ 296,00 (Cheques pré -datados/VISA/MASTERCARD)
Material de Estudo: Manual do ACLS da American Heart Association
VAGAS LIMITADAS

"Salve Vidas: Lave suas Mãos"


Higienizar as mãos é um ato de responsabilidade reconhecido mundialmente como uma atitude de controle de infecções relacionadas ou não à saúde, sendo considerada uma das principais armas de prevenção contra a disseminação de doenças.
 
Por essa razão, no dia 5 de maio foi realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a campanha “Save Lives: clean your hands”, que em português significa “Salve Vidas: Lave suas Mãos”.
 
A iniciativa tem como objetivo conscientizar os profissionais da saúde e os pacientes sobre a importância de lavar as mãos e evitar o contágio de diversas doenças.
 
Conforme dados da OMS, mundialmente por ano milhões de pacientes são infectados por doenças relacionadas à assistência médica, sendo que a maioria delas pode ser controlada seprofissionais da saúde e pacientes higienizarem as mãos. Médicos, profissionais de enfermagem e até dentistas podem ajudar nessa iniciativa lavando as mãos adequadamente e nas horas certas. 
 
Para os profissionais da saúde
 
Lavar as mãos antes de qualquer atendimento;
- Antes de procedimentos antissépticos;
- Depois de entrar em contato com algum fluído corporal.
 
Fique atento profissional de enfermagem, o controle de infecções também depende de você.
 
 
Fontes: iSaúdeAnvisa

CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM


CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM



PREÂMBULO
A enfermagem compreende um componente próprio de conhecimentos científicos e
técnicos, construído e reproduzido por um conjunto de práticas sociais, éticas e políticas que se
processa pelo ensino, pesquisa e assistência. Realiza-se na prestação de serviços à pessoa, família e
coletividade, no seu contexto e circunstâncias de vida.
O aprimoramento do comportamento ético do profissional passa pelo processo de
construção de uma consciência individual e coletiva, pelo compromisso social e profissional
configurado pela responsabilidade no plano das relações de trabalho com reflexos no campo
científico e político.
A enfermagem brasileira, face às transformações socioculturais, científicas e legais,
entendeu ter chegado o momento de reformular o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem
(CEPE).
A trajetória da reformulação, coordenada pelo Conselho Federal de Enfermagem com
a participação dos Conselhos Regionais de Enfermagem, incluiu discussões com a categoria de
enfermagem. O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem está organizado por assunto e
inclui princípios, direitos, responsabilidades, deveres e proibições pertinentes à conduta ética dos
profissionais de enfermagem.
O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem leva em consideração a
necessidade e o direito de assistência em enfermagem da população, os interesses do profissional e
de sua organização. Está centrado na pessoa, família e coletividade e pressupõe que os
trabalhadores de enfermagem estejam aliados aos usuários na luta por uma assistência sem riscos e
danos e acessível a toda população.
O presente Código teve como referência os postulados da Declaração Universal dos
Direitos do Homem, promulgada pela Assembléia Geral das Nações Unidas (1948) e adotada pela
Convenção de Genebra da Cruz Vermelha (1949), contidos no Código de Ética do Conselho
Internacional de Enfermeiros (1953) e no Código de Ética da Associação Brasileira de Enfermagem
(1975). Teve como referência, ainda, o Código de Deontologia de Enfermagem do Conselho
Federal de Enfermagem (1976), o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (1993) e as
Normas Internacionais e Nacionais sobre Pesquisa em Seres Humanos [Declaração Helsinque
(1964), revista em Tóquio (1975), em Veneza (1983), em Hong Kong (1989) e em Sommerset West
(1996) e a Resolução 196 do Conselho Nacional de Saúde, Ministério da Saúde (1996)].
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
A enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde e a qualidade de vida da
pessoa, família e coletividade.
O profissional de enfermagem atua na promoção, prevenção, recuperação e
reabilitação da saúde, com autonomia e em consonância com os preceitos éticos e legais.
O profissional de enfermagem participa, como integrante da equipe de saúde, das
ações que visem satisfazer as necessidades de saúde da população e da defesa dos princípios das
políticas públicas de saúde e ambientais, que garantam a universalidade de acesso aos serviços de
saúde, integralidade da assistência, resolutividade, preservação da autonomia das pessoas,
participação da comunidade, hierarquização e descentralização político-administrativa dos serviços
de saúde.
O profissional de enfermagem respeita a vida, a dignidade e os direitos humanos, em
todas as suas dimensões.
O profissional de enfermagem exerce suas atividades com competência para a
promoção do ser humano na sua integralidade, de acordo com os princípios da ética e da bioética.
CAPÍTULO I
DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS
DIREITOS
Art. 1º - Exercer a enfermagem com liberdade, autonomia e ser tratado segundo os pressupostos e
princípios legais, éticos e dos direitos humanos.
Art. 2º - Aprimorar seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais que dão sustentação a sua
prática profissional.
Art. 3º - Apoiar as iniciativas que visem ao aprimoramento profissional e à defesa dos direitos e
interesses da categoria e da sociedade.
Art. 4º - Obter desagravo público por ofensa que atinja a profissão, por meio do Conselho Regional
de Enfermagem.
RESPONSABILIDADES E DEVERES
Art. 5º - Exercer a profissão com justiça, compromisso, eqüidade, resolutividade, dignidade,
competência, responsabilidade, honestidade e lealdade.
Art. 6º - Fundamentar suas relações no direito, na prudência, no respeito, na solidariedade e na
diversidade de opinião e posição ideológica.
Art. 7º - Comunicar ao COREN e aos órgãos competentes, fatos que infrinjam dispositivos legais e
que possam prejudicar o exercício profissional.
PROIBIÇÕES
Art. 8º - Promover e ser conivente com a injúria, calúnia e difamação de membro da equipe de
enfermagem, equipe de saúde e de trabalhadores de outras áreas, de organizações da categoria ou
instituições.
Art. 9º - Praticar e/ou ser conivente com crime, contravenção penal ou qualquer outro ato, que
infrinja postulados éticos e legais.
SEÇÃO I
DAS RELAÇÕES COM A PESSOA, FAMILIA E COLETIVIDADE.
DIREITOS
Art. 10 - Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica,
ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, família e coletividade.
Art. 11 - Ter acesso às informações, relacionadas à pessoa, família e coletividade, necessárias ao
exercício profissional.
RESPONSABILIDADES E DEVERES
Art. 12 - Assegurar à pessoa, família e coletividade assistência de enfermagem livre de danos
decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência.
Art. 13 - Avaliar criteriosamente sua competência técnica, científica, ética e legal e somente aceitar
encargos ou atribuições, quando capaz de desempenho seguro para si e para outrem.
Art. 14 - Aprimorar os conhecimentos técnicos, científicos, éticos e culturais, em benefício da
pessoa, família e coletividade e do desenvolvimento da profissão.
Art. 15 - Prestar assistência de enfermagem sem discriminação de qualquer natureza.
Art. 16 - Garantir a continuidade da assistência de enfermagem em condições que ofereçam
segurança, mesmo em caso de suspensão das atividades profissionais decorrentes de movimentos
reivindicatórios da categoria.
Art. 17 - Prestar adequadas informações à pessoa, família e coletividade a respeito dos direitos,
riscos, benefícios e intercorrências acerca da assistência de enfermagem.
Art. 18 - Respeitar, reconhecer e realizar ações que garantam o direito da pessoa ou de seu
representante legal, de tomar decisões sobre sua saúde, tratamento, conforto e bem estar.
Art. 19 - Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade do ser humano, em todo seu ciclo vital,
inclusive nas situações de morte e pós-morte.
Art. 20 - Colaborar com a equipe de saúde no esclarecimento da pessoa, família e coletividade a
respeito dos direitos, riscos, benefícios e intercorrências acerca de seu estado de saúde e tratamento.
Art. 21 - Proteger a pessoa, família e coletividade contra danos decorrentes de imperícia,
negligência ou imprudência por parte de qualquer membro da equipe de saúde.
Art. 22 - Disponibilizar seus serviços profissionais à comunidade em casos de emergência,
epidemia e catástrofe, sem pleitear vantagens pessoais.
Art. 23 - Encaminhar a pessoa, família e coletividade aos serviços de defesa do cidadão, nos termos
da lei.
Art. 24 - Respeitar, no exercício da profissão, as normas relativas à preservação do meio ambiente e
denunciar aos órgãos competentes as formas de poluição e deterioração que comprometam a saúde
e a vida.
Art. 25 - Registrar no prontuário do paciente as informações inerentes e indispensáveis ao processo
de cuidar.
PROIBIÇÕES
Art. 26 - Negar assistência de enfermagem em qualquer situação que se caracterize como urgência
ou emergência.
Art. 27 - Executar ou participar da assistência à saúde sem o consentimento da pessoa ou de seu
representante legal, exceto em iminente risco de morte.
Art. 28 - Provocar aborto, ou cooperar em prática destinada a interromper a gestação.
Parágrafo único - Nos casos previstos em lei, o profissional deverá decidir, de acordo com a sua
consciência, sobre a sua participação ou não no ato abortivo.
Art. 29 - Promover a eutanásia ou participar em prática destinada a antecipar a morte do cliente.
Art. 30 - Administrar medicamentos sem conhecer a ação da droga e sem certificar-se da
possibilidade de riscos.
Art. 31 - Prescrever medicamentos e praticar ato cirúrgico, exceto nos casos previstos na legislação
vigente e em situação de emergência.
Art. 32 - Executar prescrições de qualquer natureza, que comprometam a segurança da pessoa.
Art. 33 - Prestar serviços que por sua natureza competem a outro profissional, exceto em caso de
emergência.
Art. 34 - Provocar, cooperar, ser conivente ou omisso com qualquer forma de violência.
Art. 35 - Registrar informações parciais e inverídicas sobre a assistência prestada.
SEÇÃO II
DAS RELAÇÕES COM OS TRABALHADORES DE
ENFERMAGEM, SAÚDE E OUTROS
DIREITOS
Art. 36 - Participar da prática multiprofissional e interdisciplinar com responsabilidade, autonomia e
liberdade.
Art. 37 - Recusar-se a executar prescrição medicamentosa e terapêutica, onde não conste a
assinatura e o número de registro do profissional, exceto em situações de urgência e emergência.
Parágrafo único - O profissional de enfermagem poderá recusar-se a executar prescrição
medicamentosa e terapêutica em caso de identificação de erro ou ilegibilidade.
RESPONSABILIDADES E DEVERES
Art. 38 - Responsabilizar-se por falta cometida em suas atividades profissionais, independente de
ter sido praticada individualmente ou em equipe.
Art. 39 - Participar da orientação sobre benefícios, riscos e conseqüências decorrentes de exames e
de outros procedimentos, na condição de membro da equipe de saúde.
Art. 40 - Posicionar-se contra falta cometida durante o exercício profissional seja por imperícia,
imprudência ou negligência.
Art. 41 - Prestar informações, escritas e verbais, completas e fidedignas necessárias para assegurar a
continuidade da assistência.
PROIBIÇÕES
Art. 42 - Assinar as ações de enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações
sejam assinadas por outro profissional.
Art. 43 - Colaborar, direta ou indiretamente com outros profissionais de saúde, no descumprimento
da legislação referente aos transplantes de órgãos, tecidos, esterilização humana, fecundação
artificial e manipulação genética.
SEÇÃO III
DAS RELAÇÕES COM AS ORGANIZAÇÕES
DA CATEGORIA
DIREITOS
Art. 44 - Recorrer ao Conselho Regional de Enfermagem, quando impedido de cumprir o presente
Código, a legislação do exercício profissional e as resoluções e decisões emanadas do Sistema
COFEN/COREN.
Art. 45 - Associar-se, exercer cargos e participar de entidades de classe e órgãos de fiscalização do
exercício profissional.
Art. 46 - Requerer em tempo hábil, informações acerca de normas e convocações.
Art. 47 - Requerer, ao Conselho Regional de Enfermagem, medidas cabíveis para obtenção de
desagravo público em decorrência de ofensa sofrida no exercício profissional.
RESPONSABILIDADES E DEVERES
Art. 48 - Cumprir e fazer os preceitos éticos e legais da profissão.
Art. 49 - Comunicar ao Conselho Regional de Enfermagem fatos que firam preceitos do presente
Código e da legislação do exercício profissional.
Art. 50 - Comunicar formalmente ao Conselho Regional de Enfermagem fatos que envolvam recusa
ou demissão de cargo, função ou emprego, motivado pela necessidade do profissional em cumprir o
presente Código e a legislação do exercício profissional.
Art. 51 - Cumprir, no prazo estabelecido, as determinações e convocações do Conselho Federal e
Conselho Regional de Enfermagem.
Art. 52 - Colaborar com a fiscalização de exercício profissional.
Art. 53 - Manter seus dados cadastrais atualizados, e regularizadas as suas obrigações financeiras
com o Conselho Regional de Enfermagem.
Art. 54 - Apor o número e categoria de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem em
assinatura, quando no exercício profissional.
Art. 55 - Facilitar e incentivar a participação dos profissionais de enfermagem no desempenho de
atividades nas organizações da categoria.
PROIBIÇÕES
Art. 56 - Executar e determinar a execução de atos contrários ao Código de Ética e às demais
normas que regulam o exercício da Enfermagem.
Art. 57 - Aceitar cargo, função ou emprego vago em decorrência de fatos que envolvam recusa ou
demissão de cargo, função ou emprego motivado pela necessidade do profissional em cumprir o
presente código e a legislação do exercício profissional.
Art. 58 - Realizar ou facilitar ações que causem prejuízo ao patrimônio ou comprometam a
finalidade para a qual foram instituídas as organizações da categoria.
Art. 59 - Negar, omitir informações ou emitir falsas declarações sobre o exercício profissional
quando solicitado pelo Conselho Regional de Enfermagem.
SEÇÃO IV
DAS RELAÇÕES COM AS ORGANIZAÇÕES EMPREGADORAS
DIREITOS
Art. 60 - Participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, do aprimoramento técnicocientífico,
do exercício da cidadania e das reivindicações por melhores condições de assistência,
trabalho e remuneração.
Art. 61 - Suspender suas atividades, individual ou coletivamente, quando a instituição pública ou
privada para a qual trabalhe não oferecer condições dignas para o exercício profissional ou que
desrespeite a legislação do setor saúde, ressalvadas as situações de urgência e emergência, devendo
comunicar imediatamente por escrito sua decisão ao Conselho Regional de Enfermagem.
Art. 62 - Receber salários ou honorários compatíveis com o nível de formação, a jornada de
trabalho, a complexidade das ações e a responsabilidade pelo exercício profissional.
Art. 63 - Desenvolver suas atividades profissionais em condições de trabalho que promovam a
própria segurança e a da pessoa, família e coletividade sob seus cuidados, e dispor de material e
equipamentos de proteção individual e coletiva, segundo as normas vigentes.
Art. 64 - Recusar-se a desenvolver atividades profissionais na falta de material ou equipamentos de
proteção individual e coletiva definidos na legislação específica.
Art. 65 - Formar e participar da comissão de ética da instituição pública ou privada onde trabalha,
bem como de comissões interdisciplinares.
Art. 66 - Exercer cargos de direção, gestão e coordenação na área de seu exercício profissional e do
setor saúde.
Art. 67 - Ser informado sobre as políticas da instituição e do serviço de enfermagem, bem como
participar de sua elaboração.
Art. 68 - Registrar no prontuário, e em outros documentos próprios da enfermagem, informações
referentes ao processo de cuidar da pessoa.
RESPONSABILIDADES E DEVERES
Art. 69 - Estimular, promover e criar condições para o aperfeiçoamento técnico, científico e cultural
dos profissionais de Enfermagem sob sua orientação e supervisão.
Art. 70 - Estimular, facilitar e promover o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e
extensão, devidamente aprovadas nas instâncias deliberativas da instituição.
Art. 71 - Incentivar e criar condições para registrar as informações inerentes e indispensáveis ao
processo de cuidar.
Art. 72 - Registrar as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar de forma clara,
objetiva e completa.
PROIBIÇÕES
Art. 73 - Trabalhar, colaborar ou acumpliciar-se com pessoas físicas ou jurídicas que desrespeitem
princípios e normas que regulam o exercício profissional de enfermagem.
Art. 74 - Pleitear cargo, função ou emprego ocupado por colega, utilizando-se de concorrência
desleal.
Art. 75 - Permitir que seu nome conste no quadro de pessoal de hospital, casa de saúde, unidade
sanitária, clínica, ambulatório, escola, curso, empresa ou estabelecimento congênere sem nele
exercer as funções de enfermagem pressupostas.
Art. 76 - Receber vantagens de instituição, empresa, pessoa, família e coletividade, além do que lhe
é devido, como forma de garantir Assistência de Enfermagem diferenciada ou benefícios de
qualquer natureza para si ou para outrem.
Art. 77 - Usar de qualquer mecanismo de pressão ou suborno com pessoas físicas ou jurídicas para
conseguir qualquer tipo de vantagem.
Art. 78 - Utilizar, de forma abusiva, o poder que lhe confere a posição ou cargo, para impor ordens,
opiniões, atentar contra o pudor, assediar sexual ou moralmente, inferiorizar pessoas ou dificultar o
exercício profissional.
Art. 79 - Apropriar-se de dinheiro, valor, bem móvel ou imóvel, público ou particular de que tenha
posse em razão do cargo, ou desviá-lo em proveito próprio ou de outrem.
Art. 80 - Delegar suas atividades privativas a outro membro da equipe de enfermagem ou de saúde,
que não seja enfermeiro.
CAPÍTULO II
DO SIGILO PROFISSIONAL
DIREITOS
Art. 81 - Abster-se de revelar informações confidenciais de que tenha conhecimento em razão de
seu exercício profissional a pessoas ou entidades que não estejam obrigadas ao sigilo.
RESPONSABILIDADES E DEVERES
Art. 82 - Manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão de sua atividade
profissional, exceto casos previstos em lei, ordem judicial, ou com o consentimento escrito da
pessoa envolvida ou de seu representante legal.
§ 1º - Permanece o dever mesmo quando o fato seja de conhecimento público e em caso de
falecimento da pessoa envolvida.
§ 2º - Em atividade multiprofissional, o fato sigiloso poderá ser revelado quando necessário à
prestação da assistência.
§ 3º - O profissional de enfermagem, intimado como testemunha, deverá comparecer perante a
autoridade e, se for o caso, declarar seu impedimento de revelar o segredo.
§ 4º - O segredo profissional referente ao menor de idade deverá ser mantido, mesmo quando a
revelação seja solicitada por pais ou responsáveis, desde que o menor tenha capacidade de
discernimento, exceto nos casos em que possa acarretar danos ou riscos ao mesmo.
Art. 83 - Orientar, na condição de enfermeiro, a equipe sob sua responsabilidade, sobre o dever do
sigilo profissional.
PROIBIÇÕES
Art. 84 - Franquear o acesso a informações e documentos para pessoas que não estão diretamente
envolvidas na prestação da assistência, exceto nos casos previstos na legislação vigente ou por
ordem judicial.
Art. 85 - Divulgar ou fazer referência a casos, situações ou fatos de forma que os envolvidos
possam ser identificados.
CAPÍTULO III
DO ENSINO, DA PESQUISA, E DA PRODUÇÃO
TÉCNICO-CIENTÍFICA
DIREITOS
Art. 86 - Realizar e participar de atividades de ensino e pesquisa, respeitadas as normas ético-legais.
Art. 87 - Ter conhecimento acerca do ensino e da pesquisa a serem desenvolvidos com as pessoas
sob sua responsabilidade profissional ou em seu local de trabalho.
Art. 88 - Ter reconhecida sua autoria ou participação em produção técnico-científica.
RESPONSABILIDADES E DEVERES
Art. 89 - Atender as normas vigentes para a pesquisa envolvendo seres humanos, segundo a
especificidade da investigação.
Art. 90 - Interromper a pesquisa na presença de qualquer perigo à vida e à integridade da pessoa.
Art. 91 - Respeitar os princípios da honestidade e fidedignidade, bem como os direitos autorais no
processo de pesquisa, especialmente na divulgação dos seus resultados.
Art. 92 - Disponibilizar os resultados de pesquisa à comunidade científica e sociedade em geral.
Art. 93 - Promover a defesa e o respeito aos princípios éticos e legais da profissão no ensino, na
pesquisa e produções técnico-científicas.
PROIBIÇÕES
Art. 94 - Realizar ou participar de atividades de ensino e pesquisa, em que o direito inalienável da
pessoa, família ou coletividade seja desrespeitado ou ofereça qualquer tipo de risco ou dano aos
envolvidos.
Art. 95 - Eximir-se da responsabilidade por atividades executadas por alunos ou estagiários, na
condição de docente, enfermeiro responsável ou supervisor.
Art. 96 - Sobrepor o interesse da ciência ao interesse e segurança da pessoa, família ou coletividade.
Art. 97 - Falsificar ou manipular resultados de pesquisa, bem como, usá-los para fins diferentes dos
pré-determinados.
Art. 98 - Publicar trabalho com elementos que identifiquem o sujeito participante do estudo sem sua
autorização.
Art. 99 - Divulgar ou publicar, em seu nome, produção técnico-científica ou instrumento de
organização formal do qual não tenha participado ou omitir nomes de co-autores e colaboradores.
Art. 100 - Utilizar sem referência ao autor ou sem a sua autorização expressa, dados, informações,
ou opiniões ainda não publicados.
Art. 101 - Apropriar-se ou utilizar produções técnico-científicas, das quais tenha participado como
autor ou não, implantadas em serviços ou instituições sem concordância ou concessão do autor.
Art. 102 - Aproveitar-se de posição hierárquica para fazer constar seu nome como autor ou co-autor
em obra técnico-científica.
CAPÍTULO IV
DA PUBLICIDADE
DIREITOS
Art. 103 - Utilizar-se de veículo de comunicação para conceder entrevistas ou divulgar eventos e
assuntos de sua competência, com finalidade educativa e de interesse social.
Art. 104 - Anunciar a prestação de serviços para os quais está habilitado.
RESPONSABILIDADES E DEVERES
Art. 105 - Resguardar os princípios da honestidade, veracidade e fidedignidade no conteúdo e na
forma publicitária.
Art. 106 - Zelar pelos preceitos éticos e legais da profissão nas diferentes formas de divulgação.
PROIBIÇÕES
Art. 107 - Divulgar informação inverídica sobre assunto de sua área profissional.
Art. 108 - Inserir imagens ou informações que possam identificar pessoas e instituições sem sua
prévia autorização.
Art. 109 - Anunciar título ou qualificação que não possa comprovar.
Art. 110 - Omitir em proveito próprio, referência a pessoas ou instituições.
Art. 111 - Anunciar a prestação de serviços gratuitos ou propor honorários que caracterizem
concorrência desleal.
CAPÍTULO V
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
Art. 112 - A caracterização das infrações éticas e disciplinares e a aplicação das respectivas
penalidades regem-se por este Código, sem prejuízo das sanções previstas em outros dispositivos
legais.
Art. 113 - Considera-se infração ética a ação, omissão ou conivência que implique em
desobediência e/ou inobservância às disposições do Código de Ética dos Profissionais de
Enfermagem.
Art. 114 - Considera-se infração disciplinar a inobservância das normas dos Conselhos Federal e
Regional de Enfermagem.
Art. 115 - Responde pela infração quem a cometer ou concorrer para a sua prática, ou dela obtiver
benefício, quando cometida por outrem.
Art. 116 - A gravidade da infração é caracterizada por meio da análise dos fatos do dano e de suas
conseqüências.
Art. 117 - A infração é apurada em processo instaurado e conduzido nos termos do Código de
Processo Ético das Autarquias Profissionais de Enfermagem.
Art. 118 - As penalidades a serem impostas pelos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem,
conforme o que determina o art. 18, da Lei n° 5.905, de 12 de julho de 1973, são as seguintes:
I - Advertência verbal;
II – Multa;
III – Censura;
IV - Suspensão do exercício profissional;
V - Cassação do direito ao exercício profissional.
§ 1º - A advertência verbal consiste na admoestação ao infrator, de forma reservada, que será
registrada no prontuário do mesmo, na presença de duas testemunhas.
§ 2º - A multa consiste na obrigatoriedade de pagamento de 01 (uma) a 10 (dez) vezes o valor da
anuidade da categoria profissional à qual pertence o infrator, em vigor no ato do pagamento.
§3º - A censura consiste em repreensão que será divulgada nas publicações oficiais dos Conselhos
Federal e Regional de Enfermagem e em jornais de grande circulação.
§ 4º - A suspensão consiste na proibição do exercício profissional da enfermagem por um período
não superior a 29 (vinte e nove) dias e será divulgada nas publicações oficiais dos Conselhos
Federal e Regional de Enfermagem, jornais de grande circulação e comunicada aos órgãos
empregadores.
§ 5º - A cassação consiste na perda do direito ao exercício da enfermagem e será divulgada nas
publicações dos Conselhos Federal e Regional de Enfermagem e em jornais de grande circulação.
Art.119 - As penalidades, referentes à advertência verbal, multa, censura e suspensão do exercício
profissional, são da alçada do Conselho Regional de Enfermagem, serão registradas no prontuário
do profissional de enfermagem; a pena de cassação do direito ao exercício profissional é de
competência do Conselho Federal de Enfermagem, conforme o disposto no art. 18, parágrafo
primeiro, da Lei n° 5.905/73.
Parágrafo único - Na situação em que o processo tiver origem no Conselho Federal de Enfermagem,
terá como instância superior a Assembléia dos Delegados Regionais.
Art. 120 - Para a graduação da penalidade e respectiva imposição consideram-se:
I - A maior ou menor gravidade da infração;
II - As circunstâncias agravantes e atenuantes da infração;
III - O dano causado e suas conseqüências;
IV - Os antecedentes do infrator.
Art. 121 - As infrações serão consideradas leves, graves ou gravíssimas, segundo a natureza do ato e
a circunstância de cada caso.
§ 1º - São consideradas infrações leves as que ofendam a integridade física, mental ou moral de
qualquer pessoa, sem causar debilidade ou aquelas que venham a difamar organizações da categoria
ou instituições.
§ 2º - São consideradas infrações graves as que provoquem perigo de vida, debilidade temporária de
membro, sentido ou função em qualquer pessoa ou as que causem danos patrimoniais ou
financeiros.
§ 3º - São consideradas infrações gravíssimas as que provoquem morte, deformidade permanente,
perda ou inutilização de membro, sentido, função ou ainda, dano moral irremediável em qualquer
pessoa.
Art. 122 - São consideradas circunstâncias atenuantes:
I - Ter o infrator procurado, logo após a infração, por sua espontânea vontade e com eficiência,
evitar ou minorar as conseqüências do seu ato;
II - Ter bons antecedentes profissionais;
III - Realizar atos sob coação e/ou intimidação;
IV - Realizar ato sob emprego real de força física;
V - Ter confessado espontaneamente a autoria da infração.
Art. 123 - São consideradas circunstâncias agravantes:
I - Ser reincidente;
II - Causar danos irreparáveis;
III - Cometer infração dolosamente;
IV - Cometer a infração por motivo fútil ou torpe;
V - Facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou a vantagem de outra infração;
VI - Aproveitar-se da fragilidade da vítima;
VII - Cometer a infração com abuso de autoridade ou violação do dever inerente ao cargo ou
função;
VIII - Ter maus antecedentes profissionais.
CAPÍTULO VI
DA APLICAÇÃO DAS PENALIDADES
Art. 124 - As penalidades previstas neste Código somente poderão ser aplicadas, cumulativamente,
quando houver infração a mais de um artigo.
Art. 125 - A pena de advertência verbal é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido
nos artigos: 5º a 7º; 12 a 14; 16 a 24; 27; 30; 32; 34; 35; 38 a 40; 49 a 55; 57; 69 a 71; 74; 78; 82 a
85; 89 a 95; 98 a 102; 105; 106; 108 a 111 deste Código.
Art. 126 - A pena de multa é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos:
5º a 9º; 12; 13; 15; 16; 19; 24; 25; 26; 28 a 35; 38 a 43; 48 a 51; 53; 56 a 59; 72 a 80; 82; 84; 85; 90;
94; 96; 97 a 102; 105; 107; 108; 110; e 111 deste Código.
Art. 127 - A pena de censura é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos:
8º; 12; 13; 15; 16; 25; 30 a 35; 41 a 43; 48; 51; 54; 56 a 59; 71 a 80; 82; 84; 85; 90; 91; 94 a 102;
105; 107 a 111 deste Código.
Art. 128 - A pena de suspensão do exercício profissional é aplicável nos casos de infrações ao que
está estabelecido nos artigos: 8º; 9º; 12; 15; 16; 25; 26; 28; 29; 31; 33 a 35; 41 a 43; 48; 56; 58; 59;
72; 73; 75 a 80; 82; 84; 85; 90; 94; 96 a 102; 105; 107 e 108 deste Código.
Art.129 - A pena de cassação do direito ao exercício profissional é aplicável nos casos de infrações
ao que está estabelecido nos artigos: 9º; 12; 26; 28; 29; 78 e 79 deste Código.
CAPITULO VII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 130 - Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Federal de Enfermagem.
Art. 131- Este Código poderá ser alterado pelo Conselho Federal de Enfermagem, por iniciativa
própria ou mediante proposta de Conselhos Regionais.
Parágrafo único - A alteração referida deve ser precedida de ampla discussão com a categoria,
coordenada pelos Conselhos Regionais.
Art. 132 - O presente Código entrará em vigor 90 dias após sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 08 de fevereiro de 2007.

fonte: http://portalcofen.gov.br/sitenovo/sites/default/files/resolucao_311_anexo.pdf

Filme - Rattus Rattus

video




Rio de Janeiro, 1904. Um imigrante de 12 anos descobre uma maneira inusitada de ganhar dinheiro: caçando ratos. É que para combater a peste bubônica, o Diretor Geral de Saúde - Oswaldo Cruz, promove uma campanha de erradicação dos roedores pagando por cada animal capturado. Na época o Rio era a capital do Brasil, onde o prefeito Pereira Passos promovia um verdadeiro "bota-abaixo", transformando o centro da metrópole num imenso canteiro de obras. Nesse cenário devastado acompanhamos a perseguição de Heitor, o caçador que se percebe caça.

Um filme de Zé Brandão produzido no Copa Studio.

ERRATA: Crédito que faltou: FLÁVIO VOIGTEL - Animação

fonte: http://www.youtube.com/watch?v=BnINLniT84c&feature=related

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Prescrição de medicamentos pela enfermagem


Tendo em vista o equívoco da RDC nº 20/2011, item 1.7, da ANVISA, que tem gerado transtornos para atenção dos enfermeiros na prescrição de medicamentos, o Cofen encaminhou recurso impetrado pelo próprio Conselho Federal junto a ANVISA requerendo e sugerindo alterações no ato resolutivo.
A redação gerou inseguranças e dubiedades aos profissionais de enfermagem, o que ocasionou a veiculação na internet de notícia inverídica acerca do assunto: “TRF proíbe prescrição de medicamentos por enfermeiro”. A própria ANVISA, no Informe técnico – RDC nº 20/2011, conforme citado acima, incorreu em erro. Por esse motivo, a questão merece um especial esclarecimento.
Observações enviadas pelo Cofen:
Não há dúvidas quanto à atuação dos enfermeiros. A enfermagem é uma profissão regulamentada pela Lei 7.498/86, e esta assegura ao profissional plenos direitos de prescrever medicamentos, inclusive, os antimicrobianos, desde que estejam previstos nos protocolos e rotinas dos estabelecimentos de saúde, quando o mesmo compuser uma equipe de saúde.
Garante-se ao enfermeiro prescrever medicamentos, solicitar exames e consultar. Todas essas atividades estão previstas na Lei nº 7.498/86, no decreto 94.406/87 e na Portaria nº 569 do Ministério da Saúde. Não são atos privativas de médico, podendo ser feitas por odontólogo, enfermeiro, veterinário, etc.
Subtende-se, por fim, o direito ao diagnóstico, pois, para receitar um remédio é necessário detectar a enfermidade. Inclusive, a formação do enfermeiro para diagnosticar está prevista na Resolução do Conselho Nacional de Educação nº 03/2001, em seu artigo 5º, inciso VIII: “ser capaz de diagnosticar e solucionar problemas de saúde”.
Leia abaixo o item 1.7 da RDC nº 20/2011 da ANVISA – Da prescrição pelo enfermeiro:
Conforme decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, fica sem efeito a Resolução nº 272/2002 do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) que permitia aos enfermeiros prescrever medicamentos no âmbito dos programas ou rotinas aprovadas em instituições de saúde. A decisão é válida para todo o território nacional.
É importante esclarecer que não cabe à ANVISA regular ou regulamentar questões do exercício profissional e, portanto, devem ser seguidas as orientações do Conselhos de Classe dos Profissionais.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

CARRINHO DE EMERGÊNCIA


CARRINHO DE EMERGÊNCIA

MATERIAIS:
Seringas de 5ml,10ml e 20ml
Jelco números: 18,20,22 e 24.
Equipos macrogotas e microgotas
Equipo polifix
Luvas de procedimentos
Luvas cirúrgicas
Micropore e esparadrapo
Scalp 19 e 21
Gazes
Tábua para massagem cardíaca
Laringoscópio e lâminas curvas e retas
Pilhas novas
Xylocaína gel

Cateter de aspiração 
Sondas endotraqueais 7,5; 8,0 ;8,5 e 9,0.
Sondas endotraqueais infantis
Cadarço
Cânulas de guedell adulto e infantil
Ambú adulto e infantil
Eletrodos
Agulhas 40x12
Agulhas 25x7
Agulhas 25x8
Agulhas 13x4,5




OBSERVAÇÕES
É muito importante a conferência do carro de   emergência em cada plantão.
Reponha imediatamente os materiais ou medicamentos que estiverem faltando.
Somente utilize esses materiais em casos de emergência.

Equipe de Saúde


EQUIPE
• Existe uma Equipe quando as atividades de todos são interdependentes e a ação de um depende da ação do outro para que se atinja o objetivo final;
• Os profissionais que atuam em um hospital constituem se em uma equipe;
• Todos trabalham juntos para um objetivo comum.
EM UMA EQUIPE:
• Cada um tem sua função e sua responsabilidade;
• Cada um deve conhecer a responsabilidade e a natureza da tarefa do outro.
HIERARQUIA
• Para cada atividade existe uma hierarquia;
• Na atenção ao paciente, se o médico estiver presente, ele é a autoridade máxima, seguido do enfermeiro, do técnico de enfermagem e do auxiliar.

Você Sabia?


Em alguns estados do Brasil, como o de São Paulo, existe uma lei que proíbe o uso de jaleco fora do ambiente hospitalar. Nesse exemplo, a lei é a nº 14.466 de 8 de junho de 2011, e que prevê multa de cerca de R$ 175 ao profissional que descumpri-la e o dobro em caso de reincidência. 

Lei 14466/11 | Lei nº 14.466, de 8 de junho de 2011 de São Paulo


Proíbe o uso, por profissionais da área da saúde, de equipamentos de proteção individual fora do ambiente de trabalho. Citado por 1
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º - Ficam todos os profissionais de saúde que atuam no âmbito do Estado proibidos de circular fora do ambiente de trabalho vestindo equipamentos de proteção individual com os quais trabalham, tais como jalecos e aventais.
Artigo 2º - O profissional de saúde que infringir as disposições contidas nesta lei estará sujeito à multa de 10 (dez) Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (UFESP), aplicada em dobro em caso de reincidência.
Parágrafo único - As penalidades decorrentes de infrações às disposições desta lei serão impostas, nos respectivos âmbitos de atribuições, pelos órgãos estaduais de vigilância sanitária.
Artigo 3º - As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Artigo 4º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, aos 8 de junho de 2011.
Geraldo Alckmin
Giovanni Guido Cerri
Secretário da Saúde
Sidney Estanislau Beraldo
Secretário-Chefe da Casa Civil Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 8 de junho de 2011.
Publicado em : D.O.E. de 09/06/2011 - Seção I - pág. 01 Atualizado em: 09/06/2011 12:04 ÿÿ


sexta-feira, 18 de maio de 2012

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO


É um processo de distribuição ou classificação dos pacientes,de acordo com o potencial de risco e danos adicionais.

Objetivos:
  Avaliação do paciente logo na sua chegada;
  Priorizar o atendimento aos pacientes críticos, que são atendidos em primeiro lugar na Sala de Emergência. 


URGÊNCIA:
ocorrência imprevista de agravo à saúde, com ou sem risco potencial de morte, cujo portador necessita de assistência médica mediata.

EMERGÊNCIA
constatação de agravo à saúde, que implica em risco iminente de morte ou sofrimento intenso, exigindo portanto, atendimento médico.


BIOSSEGURANÇA


DEFINIÇÃO:
É conjunto de normas e procedimentos considerados seguros e adequados à manutenção da saúde em atividades com risco de se contrair doenças profissionais.
Todos os pacientes devem ser considerados potencialmente transmissores de doenças.
FORMAS DE TRANSMISSÃO DAS DOENÇAS
Paciente para a equipe de saúde: sangue, respiração, saliva, vômito, fezes, urina, outras secreções;
Equipe de saúde para o paciente: respiração.
DOENÇAS QUE PODEM SER TRANSMITIDAS
• HIV
• Hepatites
• Meningites
• Gripe sazonal
• Influenza A H1N1
• Outras
Potencialmente, qualquer doença transmissível.
Para a adequada biossegurança dos profissionais da saúde, eles deverão utilizar as precauções-padrão.


PRECAUÇÕES-PADRÃO
Consistem em:
• Dispositivos de Barreira
• Práticas seguras
• Cuidados com a saúde

DISPOSITIVOS DE BARREIRA  
Luvas de procedimentos

Avental
Uniforme fechado
Gorro/boné
Outros (sapato fechado, bota..)


TRAUMA


Há 3 fases para a mortalidade aumentar no trauma: imediata, minutos ou horas após e tardia por alguma infecção secundária ou hemorragia.

Mecanismos de lesão

Trauma contuso:
Não há perfuração de tórax ou abdome Impacto direto, associado a compressão e esmagamento de vísceras, ruptura, hemorragia e peritonite secundariamente.Cisalhamento devido ao uso inadequado de cinto de segurança.Desaceleração ocorre lacerações em geral internamente. 




Trauma penetrante:  
Há perfuração de tórax e abdome FAF (ferida por arma de fogo) e FAB (ferida por arma branca)





CURSO ACLS VITÓRIA ES 14 e 15 julho 2012

Informações: 0800 771  1012
Público alvo: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e graduandos do sexto ano de medicina

Material de Estudo: Manual do ACLS da American Heart Association
VAGAS LIMITADAS
INSCREVA-SE PELO SITE WWW.CURSOSFUTURA.COM.BR
Inclusos: Certificados, Carteirinas AHA, Manual Acls de Bolso
Obs:As matriculas deverão ser feitas com 30 dias antecedência para envio do Manual ACLS.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A atuação do profissional de enfermagem no esporte


A falta de exercícios pode acarretar diversos problemas de saúde. Levar uma vida sedentária provoca distúrbios no organismo como obesidade, estresse e doenças coronarianas. Por isso é importante manter alguma atividade física na rotina diária.
 
Estudos apontam a importância da prática constante e planejada de exercício físico para a saúde. Pessoas que praticam exercícios apresentam reflexos mais rápidos, capacidade de concentração e memória mais aguçada, além de terem boas noites de sono proporcionadas pela liberação de hormônios do estresse durante o exercício.
 
Uma das áreas de atuação que o profissional de enfermagem pode explorar são os esportes profissionais, afinal, para os atletas, a prática do esporte é a uma profissão. 
 
atuação do profissional de enfermagem nessa área é fundamental para o bom desempenho do corpo, visto que seu exercício profissional é focado na assistência qualificada e melhora de qualidade de vida do atleta, por meio do estímulo à prevenção de agravos e mudanças nos hábitos, o que traz implicações a qualidade de vida do atleta.
 
Na área de enfermagem do esporte há dois principais nichos: o primeiro é relacionado ao tratamento direto com os atletas, proporcionando todo tipo de atendimento necessário, e, o segundo, mais amplo, diz respeito à atividade física em geral realizada por qualquer pessoa.
 
 
 
Enfermagem x Esporte
 
Os profissionais de enfermagem e a equipe desportiva devem trabalhar em conjunto e sintonia, sempre visando à saúde do atleta. A atuação deve se focar nas seguintes atribuições:
 
- Prevenção de lesões, estudar a atividade desenvolvida e as possíveis lesões características na prática do esporte, elaborando técnicas de prevenção;
 
- Tratamento de lesões, aplicar a técnica PRICE – pressão, restrição momentânea de movimento, gelo, compressão e elevação;
 
- Orientação pré e pós-operatória do atleta;
 
- Efetivação de curativos, limpeza do ferimento, escoriações e retirada de pontos;
 
- Administração, controle e assepsia de instrumentos e materiais a serem utilizados;
 
- Administração medicamentosa, inclusive soluções fisiológicas, glicofisiológicas e reposições eletrolítica, observando sempre a prescrição médica;
 
- Orientação antidoping, efeitos colaterais e coleta de material para detecção do doping;
 
- Auxílio na fisiologia do esporte, administrar isotônicos, carboidratos e suplementes vitamínicos.
 
Observar
 
Ao profissional de enfermagem cabe observar os atletas de maneira a detectar qualquer agravo a sua saúde. Ficar atento ao condicionamento cardiovascular e cardiorrespiratório do atleta é essencial para a aplicação das técnicas necessárias, caso ocorra algum tipo de lesão, contusão ou mal súbito.

A prática da enfermagem na educação em saúde


Quando se fala sobre educação em saúde pode-se discorrer sobre diversas ações que possibilitam que o bem-estar seja preservado. Na enfermagem,principalmente, o objetivo é construir e formar uma consciência de que hábitos saudáveis podem promover uma qualidade de vida melhor, consequentemente conservar um estado bom de saúde.
 
No Brasil a educação em saúde se divide em dois grupos. O primeiro, diz respeito às medidas preventivas e curativas e ao enfrentamento de doenças, com objetivo de proporcionar saúde. O segundo grupo abrange estratégias de promoção da saúde com o objetivo de construção social dela e do bem estar de cada paciente. 
 
A enfermagem atua em educação em saúde como ponte para promoção da saúde de cada paciente, seja cuidando de um enfermo, seja proporcionando subsídios para que sua equipe possa atuar permanentemente. O processo de cuidar está embasado na compreensão da educação em saúde, por essa razão o papel do profissional de enfermagem na individualidade, humanização e respeito por cada envolvido no processo é, além de essencial, um facilitador nas tomadas de decisões.
 
O profissional de enfermagem pode ser o principal representante no auxílio ao paciente que recebe o diagnóstico de alguma patologia. Somos responsáveis por proporcionar àquela pessoa uma adaptação à doença, prevenção de agravos e complicações, bem como o cuidado e aplicação da terapêutica prescrita pelo médico. O profissional de enfermagem ainda deve estar seguro e exercer suas habilidade e competências na tomada de decisão em novas situações. Essas atitudes fazem parte da promoção da saúde, evitando riscos a ela e prevenindo doenças e suas complicações.