Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Doenças da Pele - Herpes genital


Herpes genital

O que é?

O herpes é uma infecção causada pelo vírus do herpes simples, do qual existem o tipo 1 e o tipo 2. Além da região genital, o vírus pode infectar o ânus, as nádegas, a parte superior das coxas, a boca, os lábios ou a face.

O vírus invade o organismo humano frequentemente através de um ferimento na pele ou pela mucosa da boca e da área genital. Uma vez dentro da célula, o vírus usa o material da célula do hospedeiro para se reproduzir. Neste processo, a célula é destruída. A destruição da célula é responsável pelos sinais e sintomas característicos do episódio de herpes. Periodicamente, o vírus pode sofrer reativação, provocando novamente os sintomas da doença.

Locais da Infecção

Nas mulheres, as áreas genitais mais comumente acometidas são a vulva e a entrada da vagina. O colo do útero também pode ser atingido. Nos homens, as áreas mais atingidas são a glande (cabeça do pênis), o prepúcio (pele que recobre a glande) e o corpo do pênis. Tanto homens como mulheres podem apresentar também lesões na região ao redor do ânus, nas nádegas e virilhas.

Infecção inicial

Em geral, os sintomas da infecção inicial são mais intensos do que os das reativações virais porque o organismo ainda não foi exposto ao vírus para desenvolver anticorpos. O episódio inicial pode durar mais de 20 dias e até ser acompanhado de sintomas gerais, como febre e aumento dos gânglios próximos à infecção (íngua), além das lesões típicas do herpes.

Na maioria das pessoas, os primeiros sinais da doença são observados entre 2 e 12 dias após a exposição ao vírus. Os sintomas podem começar com formigamento, coceira, queimação ou dor, seguidos do surgimento de uma mancha avermelhada e dolorosa. Em um dia ou dois, sobre a mancha, aparecem vesículas (pequenas bolhas) com líquido claro ou amarelo-esbranquiçado.

As bolhas rompem-se rapidamente deixando feridas dolorosas que evoluem para a cicatrização em cerca de 7 a 10 dias. Em alguns casos, as bolhas rompem-se tão rápido que nem chegam a ser notadas e são percebidas apenas as feridas.

As reativações

Uma vez no organismo, seguindo através de um nervo da área afetada, o vírus do herpes genital se instala num gânglio nervoso, próximo à coluna vertebral, onde permanece em estado latente. Após o surto inicial, a pessoa acometida pela doença pode desenvolver anticorpos que mantém a infecção inativa indefinidamente e nunca chegam a apresentar uma reativação.

Outras pessoas, em certos momentos, apresentam novos surtos da infecção, que representam uma reativação viral. Os sintomas das reativações são em geral mais brandos que os da infecção inicial. Também costumam apresentar sintomas de formigamento, ardência, coceira ou dor antes do surgimento das lesões, caracterizadas pela vermelhidão e pequenas bolhas que se rompem deixando as feridas que cicatrizarão em cerca de 7 a 10 dias.

Reativações frequentes acometem uma minoria de pessoas que podem apresentar até 2 surtos a cada mês, o que traz um grande incômodo e transtorno.
O que desencadeia as reativações?

A reativação ocorre quando o vírus se multiplica no gânglio neural e as partículas virais migram pelo nervo para o local da infecção primária na pele ou nas mucosas (bucal ou genital).

Os fatores que desencadeiam esta reativação variam de pessoa para pessoa. Entre eles estão o esgotamento físico, outros processos infecciosos, menstruação, ingestão excessiva de álcool, exposição solar intensa, condições que debilitem o sistema imune e estresse emocional.

A fricção ou traumatismos repetidos no local da lesão como, por exemplo, durante a relação sexual, também podem levar ao surgimento de reativações em algumas pessoas.

A transmissão da doença

Geralmente a transmissão ocorre quando a doença está ativa. Durante um episódio de herpes, genital ou extra-genital, a infecção pode ser transmitida desde o início do surto até a cicatrização da última ferida. As lesões faciais também podem ser transmitidas para a área genital pela prática do sexo oral.

No entanto, a infecção também pode ser transmitida mesmo quando não existem sintomas, durante períodos em que há a eliminação de vírus sem lesões aparentes. Estes períodos não podem ser previstos mas podem ocorrer ocasionalmente.

Para diminuir os riscos de transmissão do herpes genital durante deve-se evitar manter relações sexuais quando houver sinais e sintomas da doença ou utilizando-se preservativos (camisinha).

Primeiro surto sem contato sexual recente. Como pode?

Pode acontecer de um parceiro de uma relação prolongada apresentar pela primeira vez um surto de herpes genital mesmo sem ter tido contato sexual com alguém de fora da relação. Isto ocorre porque um ou ambos os parceiros já eram portadores do vírus sem, no entanto, apresentar sintomas.

Em um momento de baixa imunitária, por um dos fatores já discutidos acima, o vírus pode ganhar força e desencadear o processo de multiplicação, provocando o surgimento do herpes pela primeira vez sem, necessariamente, ter havido a transmissão recente por outra pessoa.

Confirmação do diagnóstico

As lesões do herpes costumam ser bem características e, se o paciente procura o médico com as lesões em sua fase ativa, o diagnóstico pode ser feito através da colheita da história e pelo exame físico, principalmente se estiverem presentes as bolhas ainda íntegras.

A confirmação do diagnóstico pode ser feita através do exame laboratorial de material colhido das bolhas (ideal) ou das feridas, quando se comprova a presença do vírus herpes simples nas lesões.

A detecção de anticorpos contra o herpes através de exame de sangue não é suficiente, pois não pode definir o local da infecção pelo vírus, mas pode auxiliar quando já existe a suspeita do diagnóstico. Se o exame de sangue for positivo, o médico pode solicitar a coleta de material quando surgirem novas lesões para a confirmação do diagnóstico.

Fonte:
http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/herpesgenital2.shtml
http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/herpesgenital.shtml