Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

quinta-feira, 14 de abril de 2011

SAIBA MAIS SOBRE OS CURATIVOS E COMO UTILIZÁ-LOS


Sabemos que a realização de curativos interfere diretamente no tratamento das feridas. Assim, a utilização correta da técnica asséptica, escolha adequada do agente tópico e da cobertura, e a reavaliação a cada troca são fatores determinantes na cicatrização, por isso precisamos estar preparados.
A avaliação do paciente portador de ferida crônica subsidia a definição do plano de tratamento da lesão. Isso quer dizer que o estado geral do paciente deve ser avaliado, o que inclui doenças crônicas, estado nutricional, idade, condições financeiras, entre outros fatores, pois sabemos que esses interferem na cicatrização e prejudicam o tratamento.
Após a avaliação, podemos realizar o curativo propriamente dito. O curativo tem algumas finalidades importantes, conforme Irion (2005):

Proteção física da ferida;
Prevenção de contaminação;
Promoção do desbridamento autolítico;
Preenchimento do espaço morto, para evitar a formação de hematomas, abcessos, túneis e fístulas;
Controle do exsudato por absorção, evaporação ou oclusão;
Retenção da umidade no leito da ferida, incluindo células, enzimas e fatores de crescimento.

O curativo é dividido em duas partes:
Agentes tópicos e Cobertura.

Os agentes tópicos são utilizados para limpeza ou proteção da área ao redor da ferida e são aplicados diretamente no leito dela. A cobertura pode ser primária se entrar em contato direto com o leito da ferida, ou secundária, se servir para manter a cobertura primária. Tem a finalidade de proteger o leito da ferida, manter o meio úmido e preservar a pele adjacente, favorecendo na cicatrização.

Temos disponíveis muitos materiais utilizados na realização de curativos, tais como o alginato de cálcio, carvão ativado e prata, colágeno biológico, hidrogel, hidrocoloide, ácidos graxos essenciais, degermantes, curativos com gaze simples, bota de unna, entre outros.

IMPORTANTE: As intervenções devem ser pensadas levando em conta três aspectos principais: manutenção do nível de umidade da ferida, equilíbrio bacteriológico e tratamento do exsudato.

Quatro pontos básicos que o enfermeiro deve se atentar:

Presença, suspeita ou evidência de sinais de infecção iminente:
nesse caso o objetivo primário deve ser erradicar a infecção. A presença de tecido necrosado facilita a proliferação de bactérias, portanto é necessário primeiramente desbridar a ferida para tratar a infecção. A utilização de antibióticos tópicos ou sistêmicos pode ser necessária.

Tipo de desbridamento indicado para o cliente e para a ferida:
O desbridamento se faz necessário para qualquer ferida com tecido necrosado, porém se deve levar em conta os recursos disponíveis, a capacitação do cliente/cuidador e a habilidade do profissional. O tipo de desbridamento a ser utilizado depende de características da instituição, da pessoa e da ferida que a acomete.

Profundidade da perda tecidual:
Quando há grande perda de tecido, tais como em cavidades, túneis ou fístulas, normalmente a ferida é preenchida com gaze. Temos disponíveis também para esse preenchimento os alginatos, hidrofibras e curativos com colágeno, que ajudam na cicatrização e na manutenção da umidade. Quando o preenchimento não é realizado com gaze, deve-se utilizar curativo oclusivo.

Tratamento do exsudato e da pela circundante:
deve determinar a frequência de trocas e a manutenção do curativo. Quando há perda de tecido subcutâneo, pode-se utilizar uma cobertura primária associada à secundária, e, quando a ferida é mais simples apenas o curativo primário pode ser suficiente. Quando a ferida está infectada, o curativo secundário não pode ser oclusivo. A frequência de trocas é determinada pelo produto utilizado e pela capacidade de absorção do exsudato. (IRION, 2005)

fontes:
IRION, G. Feridas: novas abordagens, manejo clínico e atlas em cores. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

http://www.jornadaead.com.br/Atualizacao_19-A-cicatrizacao-e-a-escolha-do-curativo-no-tratamento-de-feridas-cronicas-NT1-UE3.html