Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sábado, 19 de março de 2011

Curativo com Sulfadiazina de Prata


A perda da integridade da pele e o desequilíbrio na regulação do pH cutâneo facilitam a colonização da ferida por microorganismos caracterizando assim uma pessoa que sofre queimadura imunossuprimida. A microbiota da residente da pele pode ser eliminada a depender do agente causador da queimadura que segundo RAGONHA AC et al dando espaço a agentes patológicos como: S. aureus, S. epidermidis, S. coagulase negativo, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter cloacae, Acinetobacter ssp, Enterococcus faecalis, Klebsiella sp, além de Candida albicans e Aspergillus entre os fungos.
O tratamento das lesões por queimadura é um grande desafio, principalmente pelo potencial elevado de desenvolver infecção. A sulfadiazina de prata a 1% representa um dos recursos amplamente utilizado, pois largo espectro de ação antimicrobiana e aplicação indolor fez com que ela rapidamente torna-se a droga de escolha no tratamento de queimaduras

Mecanismo de ação
A sulfadiazina de prata confere características bactericidas imediatas e bacteriostáticas residuais, provoca precipitação protéica e age diretamente na membrana citoplasmática bacteriana promovendo o enfraquecimento e rompimento da célula bacteriana. Ela possui reação lenta com com cloreto e com os componentes protéicos dos tecidos evitando assim rápida depleção de íon cloreto como ocorre no uso de nitrato de prata minimizando os distúrbios eletrolíticos.

Modo de usar no curativo
- Lavar a ferida com SF 0,9%;
- Limpar e remover excesso de creme e tecido desvitalizado, se necessário;
- Aplicar o creme assepticamente por toda extensão da lesão (+/- 5 mm de espessura);
- Colocar gaze de contato úmida;
- Cobrir com cobertura secundária estéril.
A troca deve ser feita a cada 24h ou quando a cobertura secundaria estiver saturada de exsudato sendo retirada a pomada ainda presente. O curativo também pode ser feito de forma aberta facilitando a observação do curativo de forma contante, mas a oclusiva tem, segundo RAGONHA AC, como vantagem diminuir a perda de calor e fluidos por evaporação pela superfície da ferida, além de auxiliar no debridamento dessa e absorção do exsudato presente, sobretudo na fase inflamatória da cicatrização.