Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

SOFRIMENTO EMOCIONAL, QUAIS OS SENTIMENTOS DOS SOCORRISTAS

Exposição diária a desastres amplia sentimentos de estresse e angústia, adoecendo os profissionais de emergência
"Um rapaz roubou um carro e atropelou três meninas que iam para o colégio. A gente chegou para fazer o atendimento e uma delas estava com as duas pernas quebradas. Nesse meio tempo, chegou o pai e a mãe correndo, desesperados. Nós fazíamos o atendimento e ela, agarrada na mão do pai, disse assim: Mei pai querido, eu te amo. Cuida bem do meu cachorro. A mãe dela desmaiou e eu, que sou meio chorão mesmo, enchi os olhos de lágrimas naquela hora. A gente tem filho e sente. Pensei: não posso chorar agora, eu tenho que chegar até o hospital com essa criança. Quando cheguei no hospital, eu tive que chorar, botar para fora aquilo que ficou preso. A gente é humano, a gente sente. Quando é com criança, então, pior ainda". - Relato de um profissional de emergência concedido à tese de doutorado em Psicologia de Ney Roberto Váttimo Bruck, sob o título "A Picologia das Emergências: Um estudo sobre angústia pública e o dramático cotidiano do trauma".
O cenário descrito acima está entre aqueles que mais abalam os profissionais de emergência. A presença de uma criança entre as vítimas causa comoção e pode acarretar o início de um processo de adoecimento emocional, assim como outras situações impactantes de vida e de morte. Extremamente vulneráveis, bombeiros, resgatistas, brigadistas e socorristas são expostos diariamente, por sua atividade, a experiências com excessivo sofrimento humano.
A atuação destas equipes se dá em um ambiente carregado de fatores estressantes, tanto físicos quanto psicológicos. Há dor e morte de famílias inteiras, acidentes de grande violência, perda da vítima durante o atendimento e até o óbito de colegas. Tudo isto, inevitavelmente, irá afetar não só o homem, como o profissional, implicando em prejuízos de convivência familiar e de desempenho das suas atividades.
Ib Martins Ribeiro, psicólogo especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho, tenente-coronel da reserva da PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo) e consultor em Psicologia de Emergências, lembra que essa condição é cotidiana e não apenas fruto de um desastre de grande magnitude.

Reportagem de Rafael Geyger
FONTE: http://www.revistaemergencia.com.br/site/content/edicoes/edicao_detalhe.php?id=Jyy5

Para você que acha que nós socorristas não temos sentimentos somos pessoas frias estão completamente enganados somos seres humanos sim e temos sentimentos, amamos o que fazemos e realizamos tudo com amor, agimos com a razão, não com frieza.
Enf. Thais