Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sábado, 3 de julho de 2010

Diretor dos programas de capacitação de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas no Brasil fala sobre a técnica usada no mundo

O Brasil vem preparando seus profissionais de emergência para situações específicas de resgate que têm atingido um grau de importância cada vez maior em função de tragédias recentes em todo o mundo. Terremotos, atentados terroristas e outros desastres que resultam em estruturas colapsadas, demandam uma técnica conhecida como BREC (Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas). No Brasil, ela é oferecida pelo Centro de Treinamento Operacional do CBMDF (Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) e ministrada pelo diretor dos programas de capacitação BREC (níveis Leve e Intermediário) e USAR (Busca e Resgate Urbano) e tenente-coronel da Corporação, Paulo José Barbosa de Souza, que também é presidente da Cruz Vermelha Brasileira, de Brasília, e vice-presidente do Grupo Consultor Internacional de Busca e Resgate das Nações Unidas para as Américas (INSARAG/United Nations).
A capacitação em BREC é empregada de acordo com as técnicas internacionais padronizadas pela OFDA-LAC/USAID (Gabinete de Assistência para Desastres da Agência para o Desenvolvimento Internacional do Governo Federal dos Estados Unidos da América - região para América Latina e Caribe) e INSARAG. Elas foram aplicadas por equipes brasileiras em ocorrências recentes, como o terremoto do Haiti, e também em treinamentos, como o Simulado Internacional de Emergências, em outubro passado, em Bogotá, na Colômbia. Sobre a aplicação e desenvolvimento do BREC no Brasil e no mundo o coronel falou à Emergência.
O Senhor treinou profissionais brasileiros que foram ao Haiti na Técnica do Brec. no que consiste essa técnica e como tem sido a aplicação dela no Brasil e no mundo?
A equipe de Brasília, que esteve no Haiti, foi treinada com base nos parâmetros estabelecidos pela INSARAG nos cursos BREC (Intermediário e Leve) com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e da equipe de trabalho da Região das Américas, da OFDA-LAC/USAID, da Cruz Vermelha Colombiana Seccional Cundinamarca de Bogotá, da Cruz Vermelha Brasileira de Brasília e da Direção de Prevenção e Atenção de Emergências de Bogotá. Os cursos respondem às necessidades dos organismos de primeira resposta em nível local para um atendimento mais eficiente dos desastres. Com estes cursos, capacitamos os participantes na busca, localização e resgate de vítimas localizadas superficialente e soterradas em estruturas colapsadas, aplicando a organização e os procedimentos mais adequados e seguros para os profissionais de primeira resposta e para as vítimas.

Como funcionou a prática?
Os objetivos de desempenho do curso são: capacitar os participantes a assumir as ações iniciais de primeira resposta ao chegar à cena, aplicar o método START (Simples Triagem e Rápido Tratamento) às vítimas que sen encontram na superfície, aplicar as técnicas de busca e marcação INSARAG, aplicar as técnicas de remoção, levantamento e estabilização de cargas para o resgate de vítimas na superfície, penetrar nas estruturas e escoar as áreas para penetração, além de estabilizar e extrair corretamente as vítimas. Os participantes são colocados frente a um cenário simulado e deverão complementar o exercício em tempo não superior a quatro horas, seguindo as técnicas e procedimentos apresentados e praticados durante o curso. Já os objetivos de capacitação são: enumerar as normas de segurança a serem seguidas em uma operação de busca e resgate, explicar a organização e os procedimentos a serem seguidos para o início de uma operação, descrever os danos presentes em edificações, aplicar as técnicas de chamado e escuta em paralelo e circular externo num cenário apresentado, sinalizando de acordo com o sistema INSARAG os pontos de localização de possíveis vítimas, descrever ferramentas, equipamentos e acessórios a serem utilizados, descrever o método de classificação START e os passos da avaliação inicial e atendimento de uma vítima.


fonte: http://www.revistaemergencia.com.br/site/content/materias/materia_detalhe.php?id=A5jg