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Romanos 8:28

quinta-feira, 20 de maio de 2010

50% das vítimas de infarto não chega viva ao hospital


O infarto agudo de miocárdio (IAM) é uma emergência que ocorre com o entupimento parcial ou total de uma artéria que leva sangue ao coração. Sem oxigênio, o músculo cardíaco começa a necrosar. A dor é intensa. "Alguns pacientes descrevem como a iminência da morte", conta o médico Marco Antonio Altman, que atende as emergências do Hospital Municipal Mário Gatti, em Campinas (SP).
Desde 1990, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças de coração matam mais do que qualquer outra em todo o planeta. A OMS alerta ainda para a maior incidência de casos em países menos desenvoldivos.
Em 2006, de acordo com dados do ministério da Saúde, foram cerca de 300 mil óbitos decorrentes de doenças vasculares no Brasil - que incluem o acidente vascular cerebral (AVC). Isso equivale a 30% das mortes ocorridas no país.
Apenas na cidade de Campinas, onde o Profissão Repórter acompanhou o atendimento de emergência às vítimas de ataques cardíacos, acontecem cerca de 30 chamados por semana para casos de infarto junto ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O município tem pouco mais de 1 milhão de habitantes.

O que fazer em caso de infarto?

Em caso de suspeita de infarto, os médicos recomendam que o socorro seja acionado imediatamente - ao invés de tentar encaminhar por conta própria o paciente ao hospital. Isso porque, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, metade das mortes acontece nas primeiras horas após o início dos sintomas.
As ambulâncias do Samu, que podem ser acionadas pelo número 192, são equipadas com desfibriladores, capazes de agir em caso de parada cardíaca. A cada minuto que o coração do paciente para, diminui 10% da chance de sobrevida, de acordo com os médicos.

Sintomas

Os sintomas mais comuns sentidos por pacientes que estão infartando são:

- Sudorese (suor em excesso);
- Sensação de falta de ar e alteração no ritmo cardíaco;
- Lábios, mãos e pés podem se tornar ligeiramente azulados (cianóticos);
- Indivíduos idosos podem apresentar desorientação.

fonte: Atlas of Heart Disease and Stroke, Organização Mundial da Saúde, 2004

Fatores de risco

São fatores que podem aumentar o risco de infarto: colesterol alto, pressão alta (hipertensão), tabagismo, obesidade, diabetes, sedentarismo (falta de atividade física), dieta inadequada e histórico familiar. Ainda de acordo com os médicos, metade dos pacientes que sofrem um infarto nunca sentiu nada anteriormente.

fonte:http://www.revistaemergencia.com.br/site/content/noticias/noticia_detalhe.php?pagina=2&id=AQjyAQ