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Romanos 8:28

terça-feira, 27 de abril de 2010

Universitários viciados em telemóveis e Internet


Estudo compara sintoma ao consumo de álcool e drogas

Os estudantes universitários americanos estão viciados em telemóveis, redes sociais e Internet. De acordo com um estudo da Universidade de Maryland, os sintomas apresentados são semelhantes aos do consumo de álcool e drogas.
As conclusões foram obtidas depois de cerca de 200 alunos terem ficado sem acesso a qualquer tipo de tecnologia durante um dia. Após essas 24 horas, muitos deles mostravam sinais de abstinência, ansiedade e incapacidade em agir normalmente. "Claramente, sou viciado e a dependência é doentia", assumiu um dos inquiridos, argumentando que "as pessoas se tornaram incapazes de despir essa segunda pele mediática". A directora da investigação explicou que muitos alunos escreviam sobre como odiavam perder os seus contactos virtuais. Muitos compararam essa sensação à da perda de figuras próximas, como amigos e familiares.
De acordo com Susan Moeller, os alunos sentiram falta, principalmente, das mensagens de texto, das mensagens instantâneas, do e-mail e Facebook. Poucos estudantes terão assistido aos noticiários na televisão ou lido um jornal, ainda segundo o estudo. "Enviar SMS aos meus amigos conforta-me", afirmou outro dos estudantes. "Quando não tinha esse luxo, sentia-me sozinho e isolado", acrescentou.
Por enquanto, a Associação Psiquiátrica Americana não reconhece o vício em Internet como doença, mas já existem clínicas para tratamento do vício na rede social mais popular do planeta. Chama-se Facebook Addiction Disorder (FAD) e é uma perturbação psicológica derivada da Internet Addiction Disorder, diagnosticada pelo psiquiatra norte-americano Ivan Goldberg em 1995.
Tal como os Alcoólicos Anónimos, há mais de 80 grupos no Facebook para pessoas viciadas. A FAD já pode ser tratada em clínicas e serviços especializados, como os que abriram em Itália, Estados Unidos e Reino Unido nos últimos meses. Para testar o grau de vício à rede social, alguns grupos de apoio sugerem que se faça um teste criado para o efeito. Mas tal, como no estudo da Universidade de Maryland, a reacção a 24 horas sem ligação ao Facebook pode servir de barómetro.

fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1554036&seccao=Tecnologia