Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Médico do Samu de Jaú vai ao Haiti


Grupo de quatro jauenses que passava férias no Caribe retornou anteontem da viagem. Eles ficaram hospedados em hotel na costa leste da República Dominicana e, apesar de não sentirem diretamente os efeitos do terremoto que destruiu o Haiti na semana passada, testemunharam a preocupação e solidariedade dos caribenhos após o sismo que pode ter matado mais de 200 mil pessoas, segundo informações do governo local.
Os casais Adrielle Daiane Boaventura Rosa e Flávio Lopes, e seu irmão Fauser e Natália Parisi Di Tiglio Rosa saíram de Jaú no dia 10 de janeiro com destino a Punta Cana, cidade com 12 mil habitantes, que é um dos principais roteiros turísticos da ilha Hispaniola, compartilhada por República Dominicana e Haiti.
O terremoto aconteceu às 19h53 (horário de Brasília) do dia 12 de janeiro, e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. Ainda não há dado preciso sobre o número de mortos. Até ontem, cerca de 70 mil corpos foram enterrados em valas comuns. De acordo com o governo federal, 18 brasileiros morreram no País – 16 militares e dois civis, a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa.
“No resort em que ficamos não sentimos nada de anormal, pois estávamos distantes 300 quilômetros da capital Santo Domingo, onde, pelo que soubemos, houve um abalo, mas muito pequeno perto do ocorrido no Haiti. Nos passeios que fizemos e nos lugares que passamos notamos vários tipos de ações solidárias, no hotel e no aeroporto havia um local destinado a doações”, diz Adrielle, que, nos dias que sucederam à tragédia, presenciou o clima de consternação geral nas ruas.

Resgate

O médico José Eduardo Passos, 34 anos, embarcaria ontem para Porto Príncipe, capital do Haiti. Ele ajudará no resgate às vítimas pelo grupo de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU). A previsão inicial é de que ele fique no país entre 15 e 20 dias, mas o período de estadia é incerto, bem como o local onde ele ficará instalado.
Passos é natural de Lins e atua no Samu de Bauru, onde mora, e de Jaú, para onde vem às quartas-feiras. No serviço de urgência em Jaú, atua como resgatista e ministra palestras sobre o sistema organizacional das operações – o que compete ao motorista, enfermeiro e médico que vão prestar socorro.
“Para nós é uma felicidade muito grande ter um profissional com o gabarito do médico José Eduardo Passos. Nós entendemos que a formação profissional do Samu também é uma ferramenta de trabalho, e o Passos auxilia e muito nessa formação”, explica o coordenador do Samu de Jaú, Paulo de Tarso Nuñes Chiode.
A professora aposentada Diva Sogolin Passos, 69 anos, mãe do médico José Eduardo Passos, diz que está “orgulhosa” do trabalho do filho. “É a vida dele, ele não pensa em dinheiro, pensa apenas em salvar vidas. Ele está muito feliz de poder ajudar aquele povo sofrido”, afirma a professora. O Comércio tentou contato com o médico do Samu de Jaú, mas ontem ele estava em Brasília acertando os últimos detalhes para o embarque.

fonte: http://www.comerciodojahu.com.br/novo/Local/MEDICO+DO+SAMU+DE+JAU+VAI+AO+HAITI.html