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Romanos 8:28

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Campanha de vacinação começa em março


O Ministério da Saúde pretende vacinar 62 milhões de pessoas contra a influenza A (H1N1) - gripe suína, a partir de março. As vacinas serão distribuídas de acordo com o número de pessoas dos grupos de risco em cada município. A campanha de vacinação começa em 8 março e vai até o 7 de maio. Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a ideia é priorizar os profissionais de saúde, índios, gestantes, jovens entre 20 e 29 anos, doentes crônicos e idosos com doenças crônicas. Para isso serão disponibilizados 83 milhões de doses da vacina. A Secretaria de Saúde de Sorocaba informou que aguarda as orientações do Ministério para definir como será a ação local.
Conforme o ministro, as secretarias de Saúde de cada cidade vão definir os locais de vacinação e a campanha será feita em quatro etapas. A primeira será de 8 a 19 de março voltada à imunização dos trabalhadores dos serviços de saúde e à população indígena. A segunda, de 22 de março a 2 de abril, será destinada às crianças de 6 meses a 2 anos de idade e doentes crônicos, portadores de doenças como diabetes. A partir dessa etapa, as grávidas também poderão receber a dose. A terceira etapa vai ocorrer de 5 a 23 de abril, quando serão vacinados jovens de 20 e 29 anos. A última, de 24 de abril a 7 de maio, será para idosos com doenças crônicas.
A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é para que sejam vacinados quatro grupos de risco. Mas de acordo com o ministério, a inclusão do grupo de crianças entre meses e 2 anos e de jovens entre 20 e 29 anos ocorreu porque houve alto número de casos de gripe suína e de mortes em decorrência da doença, nessas faixas etárias.
Estamos seguros de que estamos protegendo os grupos mais frágeis e aqueles que têm o risco maior de adoecer e de morrer. Ela é uma estratégia muito segura. Nós recomendamos sociedade de imunologia que adote o mesmo protocolo na rede de clínicas privadas. A ideia é que o setor privado e o governo implementem a mesma estratégia, explicou Temporão. Ele procurou alertar a população para que continue com as ações de higienização como lavar frequentemente as mãos, usar lenço descartável, cobrir nariz e boca quanto tossir e evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca.


Distribuição de antivirais
O Ministério anunciou também que estarão disponíveis 21,9 milhões de medicamentos antivirais - com o princípio ativo chamado oseltamivir, o mesmo do Tamiflu. Eles estarão disponíveis em postos de saúde, hospitais definidos pelas secretárias estaduais de Saúde e unidades do programa Aqui tem Farmácia Popular a preços subsidiados. O governo bancará 90% do valor do medicamento e o paciente, 10%. A venda, porém, só será feita mediante a apresentação de receita médica, com validade de cinco dias, que ficará retida. A atitude foi tomada para evitar a automedicação a venda indiscriminada do medicamento e a corrida às farmácias por parte da população.


Laboratórios


O número de laboratórios para diagnóstico da doença também será ampliado: de sete para 14. Aqueles que já faziam o diagnóstico eram o Instituto Adolfo Lutz (SP), o Instituto Evandro Chagas (PA) e a Fundação Oswaldo Cruz (RJ), que são os laboratórios de referência. Além deles, também realizavam diagnóstico os laboratórios Centrais de Saúde em Minas Gerais, no Paraná, Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Agora, estão sendo estruturados para fazer o diagnóstico os laboratórios Centrais de Saúde no Amazonas, Amapá, Ceará, Distrito Federal, Goiás, na Bahia e em Pernambuco.
Serão feitos investimentos de R$ 270 milhões em equipamentos para unidades de terapia intensiva e mais R$ 255 milhões para incentivo e reforço da atenção básica (assistência ambulatorial e hospitalar especializada). O ministério adquiriu medicamentos para o tratamento da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2009, foram registrados, no Brasil, 39.679 casos graves da influenza A (H1N1) e 1.705 mortes por causa da doença. No mundo, foram registrados casos da doença em 209 países, com 14.142 mortes.


fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=38&id=260158