Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sábado, 26 de dezembro de 2009

União de Serviços de Emergência


Serviços de emergência uniram forças em uma grande operação de resgate na Amazônia. Em 29 de outubro, um avião C-98 Caravan realizou pouso forçado sobre o rio Ituí, na divisa entre Amazonas e Acre, dando início à mobilização que resgatou com vida nove dos 11 tripulantes e que só foi encerrada dias depois, com a localização das duas vítimas fatais e com a retirada da aeronave do fundo do rio.
O avião da FAB (Força Aérea Brasileira) transportava técnicos da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) em missão de vacinação de indígenas. A aeronave apresentou problemas após 58 minutos de voo, de Cruzeiro do Sul/AC a Tabatinga/AM. Oficiais da FAB, então, encontraram no rio um local mais seguro para o pouso de emergência. Após a manobra, os tripulantes tiveram cerca de cinco minutos para nadar até a margem. Um técnico da Funasa ficou preso no avião e submergiu junto com ele. Ao auxiliar os civis, um suboficial da FAB, exausto, morreu afogado.
A operação de buscas iniciou quase imediatamente e a aeronave foi encontrada por índios após 24 horas. Aviões e helicópteros da FAB e do Exército Brasileiro, que já atuavam nas buscas ao C-98 Caravan, resgataram os sobreviventes. Eles foram levados até Cruzeiro do Sul, onde foram encaminhados pelo Samu para avaliação no hospital.
Ao mesmo tempo, militares da FAB, Exército, Marinha do Brasil e do Corpo de Bombeiros do Acre, incluindo equipes de mergulho, atuaram na localização dos corpos, mais uma vez com o auxílio de indígenas que, por terra, percorreram as margens do rio. Segundo dados da FAB, cerca de 150 pessoas participaram da operação e dez aeronaves percorreram uma área de 18.500 quilômetros quadrados.
A missão, no entanto, não estava terminada. Em 2 de novembro, foi iniciada uma nova mobilização, dessa vez para a retirada da aeronave do rio - submersa a seis metros de profundidade. Com o avião, foram coletadas informações para a investigação dos fatores contribuintes para o acidente. O relatório, que não tem prazo para ser concluído, está a cargo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).



Fonte: Revista Emergência, Edição 18 - 14/12/2009
http://www.revistaemergencia.com.br/novo/template/noticias.asp?setor=2&codNoticia=5915