Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sábado, 26 de dezembro de 2009

Resgate com helicóptero Águia


São Paulo - Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de São Paulo realizaram, em junho, uma complexa operação de salvamento, na qual técnicas especiais foram utilizadas para resgatar dois operários que caíram em uma caixa d’água de 15 metros de altura. O acidente ocorreu quando eles trabalhavam na reforma de uma escola na zona leste da capital paulista. Um dos trabalhadores morreu.
A estrutura cilíndrica tinha um diâmetro muito pequeno (cerca de um metro e meio) e era escura e confinada, dificultando a atuação dos bombeiros. Também não havia escada para subir na caixa d’água e o acesso foi feito pelo andaime montado pelos próprios trabalhadores. Ao chegarem ao topo, os bombeiros utilizaram técnicas de rapel para acessar o local, descendo por cerca de 10 metros. Lá, eles realizaram uma análise primária das duas vítimas.
Segundo o capitão Wander Satil de Souza, que chegou ao local a bordo do helicóptero Águia, do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PM, um dos operários estava em estado gravíssimo, com exposição de massa encefálica e várias fraturas, indo a óbito logo em seguida. O outro trabalhador, que possivelmente caiu sobre o primeiro, apresentava fratura de bacia e estava em choque.
Bombeiros e PM se reuniram e optaram pela retirada inicial da vítima que estava consciente e apresentava condições de resgate. O salvamento exigiu a presença de outro helicóptero da corporação, específico para o procedimento de içamento da vítima.
Explica o capitão Wander que a técnica, chamada de maguari, consiste na fixação de dois tripulantes ao helicóptero. A aeronave decola com os profissionais já ancorados, quando não é possível pousar no local. Também há possibilidade de o helicóptero realizar um voo pairado até o local e, então, os tripulantes descerem por meio de rapel, mas o procedimento não foi considerado adequado para esse atendimento.
A principal dificuldade, relembra o capitão, foi conduzir o helicóptero até o ponto específico e encaixar os profissionais no topo da estreita estrutura. O vento, a proximidade da rede de alta tensão e ação de pêndulo que o içamento dos militares provoca foram obstáculos a superar.
Os bombeiros levaram a vítima até o topo, o que facilitou a ação, pois evitou que os profissionais içados precisassem ser direcionados para dentro da caixa d’água. Imobilizado, o operário ferido foi transportado até o primeiro helicóptero da PM, que dispunha de médico e enfermeiro. Estabilizado, ele foi encaminhado pela aeronave até o Hospital das Clínicas. O corpo da vítima fatal foi resgatado em seguida.
A técnica é utilizada pela PM de SP desde os anos 80. Em 1987, relembra o capitão Wander, um incêndio provocou problema estrutural em um prédio da capital e foi preciso instalar sensores sismológicos na edificação. Para o serviço, foi utilizada a técnica maguari com os militares ancorados.



Fonte: Revista Emergência, Edição 16 - 10/12/2009
http://www.revistaemergencia.com.br/novo/template/noticias.asp?setor=2&codNoticia=5897