Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sábado, 26 de dezembro de 2009

Protocolos estabelecidos ainda em 2005 regulam atuação contra a Influenza A


Desde o final de abril, quando o México divulgou os primeiros casos de Influenza A (vírus H1N1), a chamada Gripe Suína, o medo de uma epidemia letal se espalhou pelo mundo. O avanço da nova gripe e da sua mortalidade, no entanto, não se revelou tão avassalador quanto parecia. Mesmo assim, a ameaça exigiu grande mobilização e a participação também dos órgãos de emergência.
No Brasil, boletim do Ministério da Saúde, divulgado em 31 de maio, apontava 20 casos confirmados da gripe (oito em SP, cinco no RJ, quatro em SC e um no RS, TO e MG), 22 monitorados, 17 suspeitos e 365 descartados. Ainda segundo o boletim, a Influenza A registrou casos em 57 países, com uma letalidade baixa: 0,7% (103 mortes em 15.345 casos, até o dia 28 de maio).
A velocidade de transmissão do vírus também se mostrou lenta. Os pacientes que aqui contraíram a Influenza A tiveram contato com pessoas vindas de áreas de risco, como México e EUA. Segundo o Ministério da Saúde, não há sustentabilidade da transmissão de pessoa a pessoa do vírus no País. As medidas de controle, entretanto, continuam pelos próximos meses.
Os procedimentos agora adotados são os mesmos daqueles elaborados na época da Gripe Aviária, em 2005, e publicados por Ministério da Saúde, Anvisa e Grupo Executivo Interministerial. Entre as ações, estão medidas para o controle da entrada do vírus em portos, aeroportos e fronteiras.
A resposta ao vírus H1N1 fez o Estado de Minas Gerais decretar situação de emergência, antecipando-se à necessidade de adquirir materiais e remédios. O Rio de Janeiro, por sua vez, criou um Gabinete Integrado de Emergência e uma página na internet (www.riocontragripea.rj.gov.br). Em São Paulo, o Corpo de Bombeiros publicou orientações para o atendimento a casos suspeitos.
Em outras partes do País, profissionais de saúde e bombeiros participaram de cursos de capacitação, a exemplo do que ocorreu em Pernambuco, por iniciativa da Secretaria de Saúde. Segundo o médico Carlos Eduardo Cunha, gerente estadual de Urgência e Emergência, o treinamento dado ao Samu, aos bombeiros e a equipes da Infraero segue protocolos válidos para outras doenças transmitidas por via respiratória, como a tuberculose. “Desde a Gripe Aviária, o Samu foi colocado como meio de transporte oficial para esses pacientes”, lembra.


Protocolos

Os protocolos estabelecem que os profissionais envolvidos no transporte e atendimento a casos suspeitos devem utilizar o EPI (Equipamento de Proteção Individual) adequado, melhorar a ventilação do veículo e, após, desinfetar as suas superfícies, utilizando álcool a 70% ou hipoclorito de sódio a 1%.
Quanto aos EPIs, profissionais de assistência direta ao paciente devem fazer uso de máscara de proteção respiratória, do tipo respirador, para partículas (modelos N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3), luvas de procedimentos não-cirúrgicos, óculos de proteção ou protetor de face, gorro descartável, capote ou avental. Já pacientes com casos suspeitos devem utilizar máscaras cirúrgicas.



Fonte: Revista Emergência, Edição 15 - 11/12/2009
http://www.revistaemergencia.com.br/novo/template/noticias.asp?setor=2&codNoticia=5904