Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

sábado, 26 de dezembro de 2009

Governo publica portaria com diretrizes para novas UPAs


O Ministério da Saúde publicou, em 13 de maio, a portaria nº 1.020, que estabelece diretrizes para a implantação das unidades de atendimento pré-hospitalar fixo: UPA (Unidades de Pronto-atendimento) e SE (Salas de Estabilização). Elas devem ter acolhimento e classificação de risco, garantindo atendimento ordenado de acordo com o grau de sofrimento ou a gravidade do caso.
Municípios com até 50 mil habitantes podem instalar uma SE, estrutura que deve funcionar como ponto de apoio ao Samu 192. A SE deve ter um médico generalista, treinado e habilitado para o atendimento das urgências, frequentemente, observadas em cada localidade. A unidade não deve dispor de mais de cinco leitos.
Já em municípios maiores, a estrutura escolhida deve ser a UPA, também funcionando de forma articulada com o Samu 192. A UPA deve solicitar retaguarda técnica ao Samu sempre que a gravidade ou complexidade dos casos ultrapassarem a sua capacidade.
A implantação da UPA foi dividida em três estruturas: Porte I (para uma população de 50 mil a 100 mil pessoas), Porte II (até 200 mil) e Porte III (até 300 mil). Sua instalação deverá obedecer aos critérios estabelecidos para cada porte, variando, assim, o número de atendimentos (de 50 a 450 por dia), de médicos (de dois a seis profissionais) e de leitos (de cinco a 20).
O Ministério da Saúde incentivará a implantação de UPA e SE, em valores que vão de R$ 77.500 a R$ 2,6 milhões, assim como o seu custeio mensal, com repasses de R$ 35 mil a R$ 250 mil. A verba irá variar conforme o porte da unidade. Os critérios para a instalação também estão estabelecidos na portaria.



Fonte: Revista Emergência, Edição 15 - 11/12/2009
http://www.revistaemergencia.com.br/novo/template/noticias.asp?setor=2&codNoticia=5906

Novas diretrizes sobre Ressuscitação Cardiopulmonar serão publicadas em 2010


As diretrizes da ILCOR (Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação) só serão finalizadas em outubro de 2010, mas algumas novidades já foram adiantadas pela Socesp (Sociedade de Cardiologia de São Paulo). A principal delas é a constatação de que a massagem cardíaca aplicada sozinha, sem a respiração boca a boca, é mais eficaz do que quando os dois métodos são intercalados, principalmente, nos 10 minutos iniciais do atendimento a uma parada cardíaca.

Estudos norte-americanos apontam que, quando se usou somente a compressão torácica, a taxa de sobrevivência foi, em média, três vezes maior. “Em outubro do ano que vem sai o consenso. No início de novembro, as diretrizes americanas, europeias e mundiais. A partir disso, os novos materiais de ensino de suporte básico e suporte avançado. A ideia é que eles sejam simultaneamente traduzidos para diversas línguas, entre elas, o português, mas queremos iniciar um processo de implementação mesmo antes da diretriz”, explica o diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do Incor (Instituto do Coração), Sérgio Timerman.
Essa ação já começou com o 1º Simpósio de Emergências Cardiovasculares e Ressuscitação, realizado no final de outubro, em SP, pela Socesp. “Esse evento é fundamental para iniciar a discussão, o movimento de inserção do profissional de saúde e as mudanças, mostrando que nós devemos incorporar isso e que existe uma dinâmica”, avalia Timerman.
A ênfase na compressão torácica também é vista como uma forma de possibilitar a ação não profissional. “O número de compressões vai aumentar e vai facilitar o ensino da RCP para leigos, porque é compressão contínua. É mais fácil”, avalia o professor e especialista em Fisiologia, Waltecir Lopes. Além disso, enfatiza que as compressões contínuas promovem uma maior perfusão (circulação) das coronárias, aumentando a sobrevida do paciente.
Outra recomendação que já está sendo delineada é sobre o método de ressuscitações.
Segundo o cardiologista Agnaldo Pispico, o uso de 200 compressões, seguida da análise do ritmo, até completar 600 compressões, para somente depois cuidar das vias aéreas, ainda depende de discussões. “É uma forte evidência, mas ainda não temos certeza se isso vai emplacar como uma recomendação”, avalia.
Já o cardiologista Manoel Fernandes Canesin destaca que o trabalho em equipe também será ressaltado. “É algo que começou em 2005 e vai ser destacado em 2010. Para atender uma emergência, você precisa ter um treinamento em equipe e não um treinamento isolado, como era feito antigamente”, diz Canesin.
Outras questões importantes para o suporte avançado são a realização da hipotermia pós-parada e a necessidade de ter unidades de terapia intensiva especializadas em paradas cardiorrespiratórias. Em relação aos desfibriladores, o destaque fica para os bifásicos, que tem algumas vantagens em relação ao tamanho, peso, tecnologia e são mais baratos. No entanto, nenhum estudo mostrou melhora na sobrevida ao compará-los com os monofásicos.



Fonte: Revista Emergência, Edição 18 - 14/12/2009

União de Serviços de Emergência


Serviços de emergência uniram forças em uma grande operação de resgate na Amazônia. Em 29 de outubro, um avião C-98 Caravan realizou pouso forçado sobre o rio Ituí, na divisa entre Amazonas e Acre, dando início à mobilização que resgatou com vida nove dos 11 tripulantes e que só foi encerrada dias depois, com a localização das duas vítimas fatais e com a retirada da aeronave do fundo do rio.
O avião da FAB (Força Aérea Brasileira) transportava técnicos da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) em missão de vacinação de indígenas. A aeronave apresentou problemas após 58 minutos de voo, de Cruzeiro do Sul/AC a Tabatinga/AM. Oficiais da FAB, então, encontraram no rio um local mais seguro para o pouso de emergência. Após a manobra, os tripulantes tiveram cerca de cinco minutos para nadar até a margem. Um técnico da Funasa ficou preso no avião e submergiu junto com ele. Ao auxiliar os civis, um suboficial da FAB, exausto, morreu afogado.
A operação de buscas iniciou quase imediatamente e a aeronave foi encontrada por índios após 24 horas. Aviões e helicópteros da FAB e do Exército Brasileiro, que já atuavam nas buscas ao C-98 Caravan, resgataram os sobreviventes. Eles foram levados até Cruzeiro do Sul, onde foram encaminhados pelo Samu para avaliação no hospital.
Ao mesmo tempo, militares da FAB, Exército, Marinha do Brasil e do Corpo de Bombeiros do Acre, incluindo equipes de mergulho, atuaram na localização dos corpos, mais uma vez com o auxílio de indígenas que, por terra, percorreram as margens do rio. Segundo dados da FAB, cerca de 150 pessoas participaram da operação e dez aeronaves percorreram uma área de 18.500 quilômetros quadrados.
A missão, no entanto, não estava terminada. Em 2 de novembro, foi iniciada uma nova mobilização, dessa vez para a retirada da aeronave do rio - submersa a seis metros de profundidade. Com o avião, foram coletadas informações para a investigação dos fatores contribuintes para o acidente. O relatório, que não tem prazo para ser concluído, está a cargo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).



Fonte: Revista Emergência, Edição 18 - 14/12/2009
http://www.revistaemergencia.com.br/novo/template/noticias.asp?setor=2&codNoticia=5915

Resgate com helicóptero Águia


São Paulo - Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de São Paulo realizaram, em junho, uma complexa operação de salvamento, na qual técnicas especiais foram utilizadas para resgatar dois operários que caíram em uma caixa d’água de 15 metros de altura. O acidente ocorreu quando eles trabalhavam na reforma de uma escola na zona leste da capital paulista. Um dos trabalhadores morreu.
A estrutura cilíndrica tinha um diâmetro muito pequeno (cerca de um metro e meio) e era escura e confinada, dificultando a atuação dos bombeiros. Também não havia escada para subir na caixa d’água e o acesso foi feito pelo andaime montado pelos próprios trabalhadores. Ao chegarem ao topo, os bombeiros utilizaram técnicas de rapel para acessar o local, descendo por cerca de 10 metros. Lá, eles realizaram uma análise primária das duas vítimas.
Segundo o capitão Wander Satil de Souza, que chegou ao local a bordo do helicóptero Águia, do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PM, um dos operários estava em estado gravíssimo, com exposição de massa encefálica e várias fraturas, indo a óbito logo em seguida. O outro trabalhador, que possivelmente caiu sobre o primeiro, apresentava fratura de bacia e estava em choque.
Bombeiros e PM se reuniram e optaram pela retirada inicial da vítima que estava consciente e apresentava condições de resgate. O salvamento exigiu a presença de outro helicóptero da corporação, específico para o procedimento de içamento da vítima.
Explica o capitão Wander que a técnica, chamada de maguari, consiste na fixação de dois tripulantes ao helicóptero. A aeronave decola com os profissionais já ancorados, quando não é possível pousar no local. Também há possibilidade de o helicóptero realizar um voo pairado até o local e, então, os tripulantes descerem por meio de rapel, mas o procedimento não foi considerado adequado para esse atendimento.
A principal dificuldade, relembra o capitão, foi conduzir o helicóptero até o ponto específico e encaixar os profissionais no topo da estreita estrutura. O vento, a proximidade da rede de alta tensão e ação de pêndulo que o içamento dos militares provoca foram obstáculos a superar.
Os bombeiros levaram a vítima até o topo, o que facilitou a ação, pois evitou que os profissionais içados precisassem ser direcionados para dentro da caixa d’água. Imobilizado, o operário ferido foi transportado até o primeiro helicóptero da PM, que dispunha de médico e enfermeiro. Estabilizado, ele foi encaminhado pela aeronave até o Hospital das Clínicas. O corpo da vítima fatal foi resgatado em seguida.
A técnica é utilizada pela PM de SP desde os anos 80. Em 1987, relembra o capitão Wander, um incêndio provocou problema estrutural em um prédio da capital e foi preciso instalar sensores sismológicos na edificação. Para o serviço, foi utilizada a técnica maguari com os militares ancorados.



Fonte: Revista Emergência, Edição 16 - 10/12/2009
http://www.revistaemergencia.com.br/novo/template/noticias.asp?setor=2&codNoticia=5897

Protocolos estabelecidos ainda em 2005 regulam atuação contra a Influenza A


Desde o final de abril, quando o México divulgou os primeiros casos de Influenza A (vírus H1N1), a chamada Gripe Suína, o medo de uma epidemia letal se espalhou pelo mundo. O avanço da nova gripe e da sua mortalidade, no entanto, não se revelou tão avassalador quanto parecia. Mesmo assim, a ameaça exigiu grande mobilização e a participação também dos órgãos de emergência.
No Brasil, boletim do Ministério da Saúde, divulgado em 31 de maio, apontava 20 casos confirmados da gripe (oito em SP, cinco no RJ, quatro em SC e um no RS, TO e MG), 22 monitorados, 17 suspeitos e 365 descartados. Ainda segundo o boletim, a Influenza A registrou casos em 57 países, com uma letalidade baixa: 0,7% (103 mortes em 15.345 casos, até o dia 28 de maio).
A velocidade de transmissão do vírus também se mostrou lenta. Os pacientes que aqui contraíram a Influenza A tiveram contato com pessoas vindas de áreas de risco, como México e EUA. Segundo o Ministério da Saúde, não há sustentabilidade da transmissão de pessoa a pessoa do vírus no País. As medidas de controle, entretanto, continuam pelos próximos meses.
Os procedimentos agora adotados são os mesmos daqueles elaborados na época da Gripe Aviária, em 2005, e publicados por Ministério da Saúde, Anvisa e Grupo Executivo Interministerial. Entre as ações, estão medidas para o controle da entrada do vírus em portos, aeroportos e fronteiras.
A resposta ao vírus H1N1 fez o Estado de Minas Gerais decretar situação de emergência, antecipando-se à necessidade de adquirir materiais e remédios. O Rio de Janeiro, por sua vez, criou um Gabinete Integrado de Emergência e uma página na internet (www.riocontragripea.rj.gov.br). Em São Paulo, o Corpo de Bombeiros publicou orientações para o atendimento a casos suspeitos.
Em outras partes do País, profissionais de saúde e bombeiros participaram de cursos de capacitação, a exemplo do que ocorreu em Pernambuco, por iniciativa da Secretaria de Saúde. Segundo o médico Carlos Eduardo Cunha, gerente estadual de Urgência e Emergência, o treinamento dado ao Samu, aos bombeiros e a equipes da Infraero segue protocolos válidos para outras doenças transmitidas por via respiratória, como a tuberculose. “Desde a Gripe Aviária, o Samu foi colocado como meio de transporte oficial para esses pacientes”, lembra.


Protocolos

Os protocolos estabelecem que os profissionais envolvidos no transporte e atendimento a casos suspeitos devem utilizar o EPI (Equipamento de Proteção Individual) adequado, melhorar a ventilação do veículo e, após, desinfetar as suas superfícies, utilizando álcool a 70% ou hipoclorito de sódio a 1%.
Quanto aos EPIs, profissionais de assistência direta ao paciente devem fazer uso de máscara de proteção respiratória, do tipo respirador, para partículas (modelos N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3), luvas de procedimentos não-cirúrgicos, óculos de proteção ou protetor de face, gorro descartável, capote ou avental. Já pacientes com casos suspeitos devem utilizar máscaras cirúrgicas.



Fonte: Revista Emergência, Edição 15 - 11/12/2009
http://www.revistaemergencia.com.br/novo/template/noticias.asp?setor=2&codNoticia=5904

FAB e Marinha protagonizaram a maior operação de buscas já realizada no Brasil



Eram 2h30min do dia 1º de junho quando o Departamento de Controle do Espaço Aéreo do Brasil acionou os primeiros meios de buscas ao Airbus A330 da Air France, que havia decolado seis horas antes do Rio de Janeiro, com destino a Paris. Às 23h20min de 31 de maio, a aeronave deveria ter comunicado sua entrada no espaço aéreo do Senegal, mas não o fez. Oficialmente, o voo AF 447 estava desaparecido.
Sua queda só seria confirmada na manhã de 6 de junho, quando foram coletados pela Corveta Caboclo, a noroeste do arquipélago de São Pedro e São Paulo, os primeiros destroços que, realmente, pertenciam ao avião francês. No mesmo dia, às 9h10min, era avistado o primeiro corpo, recolhido 20 minutos depois. O último encontrado foi resgatado em 17 de junho. Dos 228 passageiros e tripulantes mortos na tragédia, 177 não foram encontrados.
A queda do AF 447 resultou na maior operação de resgate já realizada em águas brasileiras, mobilizando 1.612 militares da FAB (Força Aérea Brasileira) e da Marinha do Brasil. Durante 26 dias de buscas, foram recolhidos 51 corpos e mais de 600 partes estruturais do avião, além de bagagens diversas.
Na operação, que teve Fernando de Noronha como base, a FAB utilizou 12 aeronaves e contou com o apoio de aviões da França, EUA e Espanha, voando cerca de 1.500 horas e realizando buscas visuais em área correspondente a 350 mil quilômetros quadrados, além do avião R-99, que, eletronicamente, vasculhou 2 milhões de quilômetros quadrados. Já a Marinha atuou com 11 navios em revezamento, percorrendo oito vezes a extensão da costa brasileira, aproximadamente, com o auxílio de duas embarcações francesas.
Os corpos resgatados foram entregues à Polícia Federal e à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco para identificação. Já os destroços da aeronave e as bagagens foram remetidos ao órgão francês responsável pela investigação, que conta com o apoio do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), do Brasil.
A elucidação sobre o que provocou a queda da aeronave, no entanto, fica prejudicada pela ausência da caixa-preta, que contém a gravação de dados e voz do avião. Um navio oceanográfico francês rastreará o oceano Atlântico até setembro, possivelmente. Sem localizar o equipamento, é possível que o desastre nunca seja esclarecido, aumentando a dor de familiares.


Resgate

A bordo da Fragata Bosísio, o capitão-de-Fragata Cláudio José d’Alberto Senna viveu durante as buscas ao AF 447 algumas das maiores emoções em seus 30 anos de Marinha, quase dois deles no comando da embarcação. A Bosísio resgatou, diretamente, quatro corpos e recebeu outros 27, totalizando 31 vítimas transportadas até Noronha.
De 2 de junho até 5 de julho, quando regressou para a sua base no Rio de Janeiro, foram 34 dias de trabalho, entrega e reflexão sobre a maior tragédia aérea em área jurisdicional brasileira. O momento mais marcante para o comandante Senna foi a localização dos primeiros corpos, quando a esperança deu lugar a profunda tristeza, já que poucas eram as chances de resgatar sobreviventes.
“Foi um momento crítico, pois havia a necessidade de motivar a tripulação e mudar o foco da tarefa. Não iríamos mais resgatar sobreviventes, mas recolher corpos e destroços, o que é bem diferente”, afirma. Os argumentos utilizados para manter a motivação elevada foram a importância e o significado, para familiares e para a investigação, da entrega dos corpos e materiais recolhidos.
Além do desafio emocional, havia a barreira da logística: manter navios operando corretamente a grandes distâncias das bases de apoio por longos períodos. Outras dificuldades estavam no próprio comportamento do mar. Explica o comandante Senna que o vento e a corrente marítima contribuíram para dispersar os corpos e objetos por uma grande área (44 quilômetros por dia em relação à posição inicial).
Havia ainda o lixo marinho, materiais largados no mar por embarcações durante as tempestades e que podem ser confundidos com destroços da aeronave acidentada. Foi o que ocorreu nos primeiros dias da busca ao Airbus da Air France.


Técnicas

Para o resgate, foram utilizadas as técnicas e procedimentos preconizados de operações de busca e esclarecimento tradicionais. Ao encontrar um destroço, um avião da FAB acionava um navio da Marinha, que se aproximava do local. Da embarcação, partia um helicóptero, que lançava um sinalizador de fumaça para que o navio se aproximasse e fizesse o recolhimento com o auxílio de mergulhadores. “É um trabalho de equipe”, afirma o capitão-de-Fragata.
O serviço a bordo do navio foi dividido por turnos. Três equipes se revezavam e havia também um grupo de serviço permanente que atuava quando necessário, permitindo atuação em tempo integral. Uma equipe médica, com um médico e dois enfermeiros, cuidou dos tripulantes e atuou no recebimento e tratamento dos corpos recolhidos. Não foi registrado nenhum caso de exaustão física ou psicológica a bordo.
“Fizemos tudo o que era possível para resgatar o maior número de corpos e destroços. Ao final da operação, estávamos tristes por não termos conseguido resgatar todos os corpos. Ao mesmo tempo, temos a sensação de que cumprimos nosso dever. Tudo o que estava ao nosso alcance, tudo o que era possível, foi feito”, conclui.


Abalo Emocional

A tragédia com o voo AF 447 deixou 228 mortos, mas famílias de 177 vítimas estão condenadas a conviver com uma dor ainda maior: a de não poder sepultar seus entes queridos. Se o abalo emocional de quem teve o familiar localizado já é grande, a probabilidade de adoecimento emocional pode ser potencializada no caso da ausência do corpo.
É para isso que alerta o psiquiatra clínico e psicoterapeuta José Toufic Thomé, vice-presidente da Abrest (Associação Brasileira dos Especialistas em Situações Traumáticas), presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia, coordenador de Intervenções em Desastres e Catástrofes da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) e representante brasileiro da mesma seção na Associação Mundial de Psiquiatria (WPA, na sigla em inglês).
Segundo o psiquiatra, todas as pessoas que perdem familiares em tragédias sofrem um sério abalo emocional e precisam de acompanhamento especializado, imediatamente, e nos meses e anos seguintes ao fato. Já quem não teve o familiar localizado, mesmo que compreenda, racionalmente, o acidente, poderá estimular, em seu inconsciente, a fantasia de que ele poderá ser encontrado.
Estudos da WPA indicam que a ausência de suporte profissional para os familiares de vítimas de catástrofes representa quase um encaminhamento para sequelas. Para cada pessoa danificada por uma perda direta em desastres, há aumento da probabilidade de adoecimento emocional propagado para outras 200 pessoas em seu entorno.
Dados estatísticos da Organização Mundial de Saúde revelam que, nos anos posteriores a desastres como o Furacão Katrina e o Tsunami, até 60% das populações dessas regiões apresentaram incidência de algum tipo de distúrbio ligado à saúde mental. Em populações em condição de normalidade, esse percentual não chega a 20%.
No Brasil, revela Thomé, um trabalho preventivo de acompanhamento de populações expostas a situações de catástrofe foi realizado em Santa Catarina, após a calamidade natural de 2008. Por meio do Programa ABP Comunidade, foram sete meses auxiliando os profissionais que prestam apoio direto aos atingidos pelo desastre.
Protocolos internacionais determinam que o acolhimento nos primeiros momentos é vital, pois oferece respaldo emocional em um período no qual as pessoas ainda não conseguem representar, mentalmente, a situação que estão enfrentando e a perda que sofreram. “Nos dias posteriores ao acidente com o voo AF 447, eu ofereci apoio dos profissionais da Rede IberoAmericana de Ecobioética e da Abrest à empresa Air France, mas não recebi retorno”, diz o psiquiatra.
Outro fator complicador são os “excessos” da cobertura jornalística. Thomé lembra de reportagens veiculadas nos dias posteriores ao acidente, quando as investigações apenas tinham iniciado, que traziam animações, simulações e infográficos, mostrando aviões explodindo, sendo atingidos por raios, sofrendo blackout e tendo asas ou a fuselagem partida. “As pessoas assistiram ou visualizaram essas criações fantásticas e, em um período de desordem emocional causada pela informação sobre o acidente, podem ter desencadeado o início de um processo de adoecimento”, afirma.
Já a presença de familiares em Recife, acompanhando detalhes do resgate, é benéfica, pois eles tendem a se sentirem amparados em sua perda. Thomé defende que, quando o familiar interpreta que estão sendo empreendidos esforços e oferecidos os cuidados possíveis, a reparação emocional da perda pode ser melhor elaborada.
No entanto, se a causa do acidente permanece inexplicada, como ocorre com o desastre da Air France até agora, gera-se novo agravante à fragilidade emocional. Sem uma explicação plausível, alega Thomé, as possibilidades e temores pessoais sobre incidência do trauma ficam hiperdimensionados.
Sob o aspecto da psicologia de desastres, de maneira geral, o psiquiatra afirma que o Brasil está pouco preparado para lidar com catástrofes, pois há um procedimento público padrão que tende a minimizar as consequências e responsabilidades, esconder falhas sérias nas redes de atendimento e resumir os debates às solicitações de auxílio financeiro.
“Ao vivenciarmos situações de desastre e não mais mostrarmos reação diante da sua perpetuação, estamos banalizando o nosso sofrimento. É provável que essa atitude de inércia coletiva resulte no adoecimento emocional da parcela de pessoas que se mantém em equilíbrio instável”, finaliza.


Fonte: Revista Emergência, Edição 16 - 10/12/2009

Motolância, agilidade no atendimento


Vários serviços do Samu no Brasil já estão utilizando as motos nos atendimentos. Previstas na portaria 2.971, publicada em dezembro de 2008, as motolâncias foram entregues pelo Ministério da Saúde e passaram a integrar a frota de serviços de APH móvel em diferentes partes do País, a exemplo do que já ocorria anteriormente em corporações de bombeiros.
Em Brasília/DF, de 1º a 27 de julho, as motolâncias atenderam 29 ocorrências, entre severas e moderadas, com um tempo-resposta de, aproximadamente, 10 minutos, explica o coordenador do Samu local, o médico Rodrigo Caselli Belém.
O serviço é prestado na capital federal por 17 técnicos de Enfermagem que realizaram um treinamento de condutor de 130 horas, ministrado pela Polícia Rodoviária. O atendimento por motos é prestado diariamente por dois motociclistas, das 7h às 19 horas.
Cada veículo é equipado com DEA (Desfibrilador Externo Automático), colar cervical, tala, atadura, esfignomanômetro, kit de acesso venoso, BVM (bolsa, válvula e máscara), oxímetro de pulso, glicosímetro, medicamentose EPIs.
As motos do Samu, em todo o Brasil, são destinadas a intervenções em acionamentos de USA (Unidades de Suporte Avançado), em locais de reconhecido difícil acesso a ambulâncias, quando for necessário o auxílio direto na cena de mais um técnico de Enfermagem ou em situações de agravo à saúde da população, a critério do médico regulador.



Fonte: Revista Emergência, Edição 16 - 10/12/2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

DESEJO A TODOS UM FELIZ NATAL

Bactéria comum pode reduzir doenças transmitidas por mosquitos


Um tipo comum de bactéria poderia ajudar a reduzir o contágio de doenças que tenham mosquitos como vetores, como a dengue e a chikungunya, ao reforçar a resistência dos próprios insetos, segundo estudo publicado nesta quinta-feira pela revista americana Cell.
Os mosquitos contaminados com uma bactéria chamada wolbachia, extraída de moscas, tornaram-se mais resistentes tanto à dengue quanto à chikungunya, assim como a uma forma de malária, segundo os autores dos estudos.
"Estes resultados mostram que, com a pesquisa, poderíamos obter um impacto importante na luta contra doenças", declarou o principal autor do estudo, Scott O'Neill, da Universidade de Queensland na Austrália.
A dengue, uma doença contra a qual ainda não existe vacina, mata 40.000 pessoas por ano no mundo e contamina outras 50 milhões. A chikungunya, em geral, não é mortal, manifestando-se com sintomas semelhantes aos da dengue (náuseas, esgotamento).
A wolbachia é uma bactéria muito comum, estando presente em 60% das espécies de insetos.

fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hBMg4M3e3zhENYLjWs31A0DMoVrw

Sexo precoce aumenta risco de câncer do colo do útero


Um estudo com 20 mil mulheres revelou uma associação entre a iniciação sexual precoce e índices mais elevados de câncer do colo do útero. O objetivo da pesquisa era entender por que mulheres mais pobres correm maior risco de desenvolver esse tipo de câncer. Os especialistas constataram que essas mulheres tendem a iniciar sua vida sexual em média quatro anos antes do que mulheres de classes sociais mais elevadas.
Por conta disso, elas entrariam em contato mais cedo com o vírus que leva ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, dando ao vírus mais tempo para produzir a longa cadeia de eventos que, anos mais tarde, levaria ao câncer.
Acreditava-se anteriormente que a disparidade era resultado de baixos índices de controle preventivo em regiões mais pobres. O estudo, feito pela International Agency for Research on Cancer, parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), foi publicado na revista científica British Journal of Cancer.
Embora a diferença na incidência do câncer do colo do útero entre ricos e pobres - verificada em todo o mundo - tenha sido constatada há muitos anos, os cientistas não sabiam explicá-la.
Especialmente porque os índices de infecção pelo vírus HPV (sigla inglesa para papiloma vírus humano) - uma infecção transmitida sexualmente que é responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero - pareciam ser semelhantes em todos os grupos.
O estudo confirmou que os índices mais altos de câncer do colo do útero não estavam associados à maior incidência de infecção pelo HPV. O que a pesquisa revelou foi que o risco, duas vezes mais alto, é explicado pelo fato de que mulheres mais pobres iniciam sua vida sexual mais cedo. A idade em que uma mulher tem seu primeiro filho também pareceu ser um fator importante.
O estudo revelou que exames preventivos, como o Papa Nicolau, exercem um certo efeito sobre o nível de risco. Mas o número de parceiros sexuais que uma mulher tem, e o hábito de fumar, não pareceram interferir nos resultados.
Risco maior aos 20 anos do que aos 25 anos
A responsável pelo estudo, Silvia Franceschi, disse que os resultados não se aplicam apenas a jovens adolescentes. Por exemplo, o risco de desenvolver câncer do colo do útero também é maior em mulheres que tiveram sua primeira relação sexual aos 20 ao invés dos 25 anos.
- No nosso estudo, mulheres mais pobres se tornaram sexualmente ativas em média quatro anos antes. Então, elas também podem ter sido infectadas pelo HPV mais cedo, dando ao vírus mais tempo para realizar a longa sequência de eventos que são necessários para o desenvolvimento do câncer - explica Silvia.
A representante da entidade britânica de pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK, Lesley Walker, disse que o estudo levanta questões importantes:
- Embora mulheres possam ser infectadas pelo HPV a qualquer idade, a infecção em idade menor pode ser especialmente perigosa, já que (o vírus) tem mais tempo para causar os danos que levam ao câncer. Os resultados parecem reforçar a necessidade de vacinação contra o HPV em escolas, antes que (as meninas) comecem a ter relações sexuais, especialmente entre meninas de áreas mais pobres.

fonte: http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/12/22/sexo-precoce-aumenta-risco-de-cancer-do-colo-do-utero-diz-estudo-915313930

sábado, 19 de dezembro de 2009

Central de Transplante oferece serviço aeromédico


Durante a primeira semana de funcionamento do serviço, um fígado, duas córneas e dois rins foram transportados de Petrolina para o Recife
A Central de Transplante de Pernambuco dispõe do serviço aeromédico destinado ao transporte de órgãos para doação. Durante a primeira semana de funcionamento do serviço, um fígado, duas córneas e dois rins foram transportados de Petrolina para o Recife.
De acordo com a direção da CTPE, a Central enfrentava dificuldades de conseguir passagem para a equipe de captação ser incluída em vôos comerciais. A doadora de Petrolina foi uma mulher de 52 anos, atendida no Hospital de Traumas do município e que faleceu vítima de acidente vascular cerebral (AVC).
Um paciente de 54 anos, portador de Hepatite C, foi beneficiado com um novo fígado. Os rins foram destinados a dois homens de 62 e 52 anos, residente em Caruaru, Agreste do Estado, onde foi feita a cirurgia de transplante.
O avião que faz o serviço é equipado para o procedimento de transporte de órgãos. Assim que a CTPE é informada de uma doação, a Central de Regulação é acionada e o transporte é articulado. A partir da contratação do serviço aeromédico, a CTPE poderá fazer captação de órgãos em estados da Região Norte do país, que possuem vínculo com a Central em Pernambuco.

fonte: http://pe360graus.globo.com/noticias/cidades/saude/2009/12/18/NWS,504416,4,62,NOTICIAS,766-CENTRAL-TRANSPLANTE-OFERECE-SERVICO-AEROMEDICO.aspx

Agulhas retiradas de menino estavam oxidadas


As quatro agulhas retiradas do corpo do menino de 2 anos - duas próximas ao pulmão esquerdo e duas próximas ao coração - estavam oxidadas, segundo informou a coordenadora do serviço de cardiologia pediátrica do Hospital Ana Nery, Salvador (BA), Isabel Guimarães, neste sábado.
O estado das agulhas pode ter sido o responsável pela infecção que ele apresentava. A médica informou que não há como saber se o material já estava enferrujado quando foi introduzido no corpo do garoto ou se oxidou dentro do organismo.
Segundo a médica, foram confirmadas que havia 31 agulhas no corpo do garoto, e não 42, como havia sido informado anteriormente. Agora, após a retirada, sobraram 27.
A criança se recupera bem e deve voltar a se alimentar ainda hoje. O menino ficará em observação por 72 horas e, de acordo com a evolução do quadro, será marcada uma nova cirurgia, para retirar pelo menos uma agulha que está na bexiga. A médica afirmou também que a criança ainda usa dreno no pulmão, mas que tanto este órgão quanto o pulmão funcionam bem, sem sinais de sequelas.
A suspeita é de que o padrasto tenha sido o responsável por inserir as agulhas na criança. Ele foi preso preventivamente e, segundo a polícia, afirmou ter colocado os objetos em um ritual religioso. Outra duas mulheres foram presas pela suposta participação na ação.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O que é diabetes







Batizada pelos médicos de diabetes mellitus, a doença ocorre quando há um aumento do açúcar no sangue. Dependendo dos motivos desse disparo, pode ser de dois tipos:


• No tipo 1 as células do pâncreas que fabricam insulina, o hormônio que ajuda a glicose a entrar nas células, simplesmente foram destruídas.

• Já no tipo 2 ou a produção dela não é suficiente ou as células simplesmente não conseguem aproveitá-la da forma correta - a chamada resistência à insulina.

Nos dois casos, o excesso de glicose em circulação desencadeia várias complicações que, se não forem controladas, podem levar à morte.

O diabete é um dos problemas mais graves de saúde pública, pois responde por 40% das mortes por doenças cardiovasculares - a primeira causa de morte no mundo. No Brasil ele atinge cerca de 10% das pessoas entre 30 e 69 anos. Mas apenas metade delas sabem que são portadoras do distúrbio.

De onde vem o nome?
O termo diabetes foi cunhado lá pelo ano 70, na Grécia antiga, quando Areteu da Capadócia descreveu a doença pela primeira vez. Ele comparou o funcionamento do organismo desses pacientes a um sifão, o significado da palavra grega: comiam e bebiam muito, mas toda a energia que entrava pela boca ia embora literalmente pelo ralo com o excesso de urina. Já mellitus foi incorporado bem mais tarde. Em 1670 o médico inglês Thomas Willis provou a urina de indivíduos que apresentavam sintomas parecidos e descobriu que ela era muito doce. Quase dois séculos depois, em 1815, o químico francês M. Chevreul demonstrou que o açúcar dos diabéticos era glicose. Daí os médicos começaram a experimentar a urina de quem tinha suspeitas da doença. Ela foi batizada então de diabetes açucarada ou diabetes mellitus, palavra de origem latina que quer dizer mel ou adocicado.



fonte: http://saude.abril.com.br/especiais/diabete/conteudo_138196.shtml

Pesquisa aponta baixa qualidade de ensino em cursos de medicina do país


REFORÇAM-SE as evidências da baixa qualidade de ensino em cursos de medicina do país. Esse retrato vem sendo confirmado anualmente desde 2005, quando o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) decidiu implementar uma prova de avaliação, facultativa, dos conhecimentos dos futuros médicos.
Neste ano, 56% dos formandos que prestaram o exame foram reprovados. O número já é expressivo, mas é razoável supor que a proporção de estudantes despreparados seja maior. A prova não é obrigatória, e os responsáveis por sua execução avaliam que muitos dos maus alunos boicotam o exame, frequentemente estimulados por suas faculdades.
A prova da Ordem dos Advogados do Brasil pode fornecer um parâmetro, ainda que imperfeito. Na primeira fase do exame da OAB neste ano, o índice de reprovados na seccional paulista chegou a 88%. A vantagem do teste entre os advogados está em sua obrigatoriedade.
Trata-se de uma prova de habilitação, ou seja, a aprovação é indispensável para o exercício da profissão. É do interesse da sociedade, da saúde pública e de seus futuros pacientes que os alunos de medicina também sejam submetidos a uma prova de habilitação obrigatória.
O Cremesp, que defende o exame compulsório, diz no entanto que a aplicação de testes teóricos, aos moldes do que faz a OAB, seria insuficiente. Devido ao caráter prático da atividade médica, seria imprescindível, afirma a entidade, a realização de provas que averiguem essa capacidade entre os recém-formados.
Se implementado nesses moldes, um exame obrigatório nacional cumpriria dupla função: impediria o acesso à profissão de recém-formados despreparados e, ao longo do tempo, estimularia uma melhora gradual dos cursos universitários de medicina.
Edição: Prof. Christian Messias | Fonte: Folha de São Paulo, 17/12/2009 - São Paulo SP

disponível em: http://www.vooz.com.br/noticias/exame-medico-25090.html

Menino é submetido a cirurgia para retirada de agulhas


A cirurgia do menino M.S.A, de 2 anos, que está com várias agulhas dentro do corpo, começou por volta das 15h30 desta sexta-feira, 18. A operação deve durar pelo menos seis horas. De acordo com as médicas Patrícia Guedes, coordenadora da UTI cardio-pediátrica do Hospital Ana Neri, e Isabel Guimarães, coordenadora do serviço de cardiologia pediátrica, serão retiradas as agulhas que estão no coração e pulmão da criança.
A circulação do sangue do garoto será realizada por uma máquina durante a operação que oferece risco de morte por se tratar de uma intervenção cardíaca. As agulhas que serão retiradas causam infecção na criança e, de acordo com as médicas Patrícia Guedes, coordenadora da UTI cardio-pediátrica do Hospital Ana Neri, e Isabel Guimarães, coordenadora do serviço de cardiologia pediátrica, há risco de se movimentarem atingindo uma veia do menino. Daí a urgência em retirá-las.
Se a cirurgia for bem sucedida, o garoto deverá ser operado novamente na próxima semana para retirar algumas agulhas que estão no abdômen. Em seguida, será feita nova operação para extração dos objetos da coluna. As médicas disseram que se o garoto passar por essas três etapas, ele passará a conviver com os outros objetos, que devem ser extraídos conforme a necessidade.
As médicas disseram que há entre 25 e 30 agulhas dentro do corpo da criança. As coordenadoras disseram que não é possível estipular o número exato de objetos, pois pode haver uma agulha em cima da outra ou confusão de agulhas com os ossos do menino, já que se trata de uma criança pequena. A equipe médica disse que o mais importante é identificar quais agulhas causam risco de morte para o menino.
O garoto respira sem ajuda de aparelhos e está consciente, mas se encontra em jejum desde esta quinta, 17, por conta da operação. Os médicos mantém o tratamento com antibióticos e antitérmicos.
Infecção - As duas agulhas que perfuraram o coração do menino M.S.A infeccionaram e o fato preocupou a equipe médica, de acordo com Francisco Reis, diretor do Hospital Ana Neri, em Salvador, onde o garoto está internado. "É uma situação rara e de difícil atuação nas partes clínica e cirúrgica. O menino está com febre por causa de um processo de infecção no coração, o que aumentou nossa preocupação", disse o médico, nesta sexta-feira, 18.
O diretor do Ana Neri disse ainda que, pela natureza dos ferimentos, houve a intenção de penetrar com as agulhas órgãos vitais, como coração e pulmão. O estado de saúde da criança é grave, mas Reis explicou que o menino e a mãe não têm noção da gravidade do caso e recebem apoio psicológico. O garoto tem que ficar deitado, não pode sair do leito, nem brincar.
Confissão - O padrasto da criança, Roberto Carlos Magalhães Lopes, confessou para a Polícia que introduziu as agulhas no enteado e afirmou que queria se vingar da mãe do menino, Maria Souza Santos, que sentiria ciúmes dele com Angelina Capistana Ribeiro dos Santos. Ele acusou Angelina de participar do crime juntamente com a suposta mãe-de-santo Maria dos Anjos Nascimento, conhecida na cidade como Bia.


fonte: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1315433

Fiscalização encontra irregularidades em ambulâncias do SAMU 192 - Marília-SP



Duas das ambulâncias utilizadas pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para o socorro de pacientes apresentaram irregularidades durante fiscalização promovida, no dia 15 de dezembro, pelo Ministério Público Federal em Marília/SP.
Segundo órgão, as duas unidades averiguadas têm problemas com extintor vencido (uma delas há mais de dois anos). Além disso, uma delas também não tem o Istat, equipamento biomédico utilizado nos Samus.
Operação de fiscalização das ambulâncias acontece depois de denúncia feita ao MPF sobre a falta de manutenção das unidades e também dos equipamentos utilizados na prestação de socorro.
No dia 11, agente de fiscalização do MPF chegou a ir ao Samu para fiscalizar ambulâncias, mas foi impedido pela equipe de entrar no local. Para que a fiscalização pudesse ser feita, procurador da República, Jefferson Aparecido Dias, teve ontem de ir pessoalmente ao local.
Ele destaca que a falta de manutenção interfere na assistência ao doente e se mostra incomodado em relação ao impedimento do Samu em deixar agente do MPF fazer as fiscalizações. “Ficamos incomodados da recusa. Situações assim implicam o surgimento de dúvidas em relação aos equipamentos”.
Fiscalizações das ambulâncias devem continuar entre hoje e amanhã. Depois das análises, prefeitura e Ministério da Saúde serão oficiados sobre os problemas.
UTI móvel que capotou tinha pneu careca
Viatura do SAMU que buscava paciente para transportar do Hospital Universitário ao P.A. do Santa Antonieta acabou capotando ao passar por trecho da SP-294 (Comandante João Ribeiro de Barros) próximo ao Sun Valley.
Acidente, ocorrido na noite de 20 de novembro, deixou motorista e enfermeiro com escoriações leves. Chovia no momento e o pneu do veículo estava careca.


fonte: http://www.revistaemergencia.com.br/novo/template/noticias.asp?setor=2&codNoticia=5945&__akacao=212637&__akcnt=d2d054e3&__akvkey=9865&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Emergência%20News%20Ed.%2050/09


foto-fonte: http://www.diariodemarilia.com.br/Noticias/76267/Viatura-do-SAMU-que-buscava-paciente-para-transportar-do-Hospital-Universitrio-ao-P.A.-do-Santa-Antonieta-capotou-na-noite-de-ontem

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mensagem - Último Suspiro


A morte violenta ou a morte de uma pessoa jovem é sempre trágica. Mas estar ao lado de quem está morrendo pode ser uma experiência incrível. Segurar sua mão, compartilhar uma canção, uma prece e ouvir a palavra de Deus, reunidos ao redor de uma cama, onde o tempo e a eternidade se encontram, é um previlégio.´
José ouviu que seu pai, Jacó, estava morrendo. Ele correu para junto dele. A Bíblia, então registra algo que familiares, amigos, e Enfermeiras tem visto ao longo dos anos. Pais frágeis e à beira da morte erguem suas forças quando um filho ou filha os vem visitar mais uma vez. Algumas palavras finais são ditas, alguns gestos de amor exprimidos e logo há o silêncio, quando o corpo para de respirar. É bom parar à beira da cama de Jacó, o traiçoeiro, relembra à seu poderoso filho de que existe um Deus, ainda mais poderoso: " O Deus Todo Poderoso apareceu-me em Luz, na terra de Canaã, e ali me abençoou". E continua descrevendo em detalhes as promessas de Deus. E, então jacó inclui os filhos de José entre seus proprios filhos. "Eles são meus, ele diz.
O Natal é uma boa época para lembrar que o Pai, por meio de Jeses, nos adota como seus filhos. Ele diz: "Eles são meus".

Pense:

"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum."(Salmo 23)

Fonte: Cada Dia Natal

JURAMENTO DA ENFERMAGEM

Simbologia Aplicada à Enfermagem


Os significados dados aos símbolos utilizados na Enfermagem, são os seguintes:
· Lâmpada: caminho, ambiente;
· Cobra: magia, alquimia;
· Cobra + cruz: ciência;
· Seringa: técnica
· Cor verde: paz, tranqüilidade, cura, saúde
- Pedra Símbolo da Enfermagem: Esmeralda
- Cor que representa a Enfermagem: Verde Esmeralda
- Símbolo: lâmpada, conforme modelo apresentado
Enfermeiro: lâmpada e cobra + cruz


Técnico e Auxiliar de Enfermagem: lâmpada e seringa

História da Enfermagem


A enfermagem é uma profissão que se desenvolveu através dos séculos.
Somente nos séculos XII e XIV é que houve o progresso da ciência, aumentando os
recursos profissionais na área da cura.

Período Antes de Cristo

Nesse período a doença era considerada como castigo de Deus ou efeito do poder do
demônio; por isso recorriam à sacerdotes que acumulavam funções de médico e enfermeiro.
O tratamento consistia em afastar os maus espíritos através de banhos, massagens, etc.
No Egito praticava-se o hipnotismo.
Na Assíria a medicina era praticada através da magia.
Na Grécia os médicos conheciam os sedativos, fortificantes, ossos, circulação e faziam ataduras.

Período Florence Nithingale

Nascida em Florença em 12 de maio de 1820, era dotada de uma inteligência incomum. Em
1854, seguiu para a guerra da Criméia, instalou em dois hospitais o seu serviço, prestando atendimento a 4.000 feridos. Florence ficou conhecida como a dama da lamparina, pois era com uma lamparina na mão que ela percorria as enfermarias à noite. Até meados do século XIX, era praticamente nula a assistência aos enfermos nos hospitais de campanha, onde a insalubridade aumentava ainda mais o número de mortos. Com seu trabalho, Florence Nightingale lançou as bases dos modernos serviços de enfermagem. Educada pelo pai, aprendeu grego, latim, francês, alemão e italiano, história, filosofia e matemática. Em 7 de fevereiro de 1837, acreditou ter ouvido a voz de Deus conclamá-la a uma missão.
Interessou-se então pela enfermagem, e após formar-se por uma instituição protestante de Kaiserweth, Alemanha, transferiu-se para Londres, onde passou a trabalhar como superintendente de um hospital de caridade. Florence não conhecia o conceito de contato por microorganismos, uma vez que este ainda não tinha sido descoberto, porém já acreditava em um meticuloso cuidado quanto à limpeza do ambiente e pessoal, ar fresco e
boa iluminação, calor adequado, boa nutrição e repouso, com manutenção do vigor do
paciente para a cura. Em suas escolas, Florence baseava sua filosofia em quatro idéiaschave:

1. O dinheiro público deveria manter o treinamento de enfermeiras e este, deveria
ser considerado tão importante quanto qualquer outra forma de ensino.
2. Deveria existir uma estreita associação entre hospitais e escolas de treinamento, sem estas dependerem financeira e administrativamente.
3. O ensino de enfermagem deveria ser feito por enfermeiras profissionais, e não por qualquer pessoa não envolvida com a enfermagem.
4.Deveria ser oferecida às estudantes, durante todo o período de treinamento, residência com ambiente confortável e agradável, próximo ao local.
Durante a guerra da Criméia, entre 1854 e 1856, integrou o corpo de enfermagem britânico em Scutari, Turquia. Seu trabalho de assistência aos enfermos e de organização da infra-estrutura hospitalar a tornou conhecida em toda a frente de batalha. Publicou Notes on Matters Affecting the Health,Efficiency and Hospital Administration of the British Army (1858 Notas sobre a saúde, a eficiência e a administração hospitalar no exército britânico). Fundou em 1860 a primeira
escola de enfermagem do mundo. Em 1901, completamente cega, parou de trabalhar.
Morreu em Londres, em 13 de agosto de 1910.

A Enfermagem como profissão
Atualmente a enfermagem não é somente arte, mas uma ciência, pois baseia-se em
princípios científicos.
Para Wanda Horta a enfermagem tem três seres:
- o ser enfermagem
- o ser enfermeiro
- o ser paciente.

Abertas inscrições de projetos para bolsas de Residência Multiprofissional


Edital oferece bolsas para incentivar a formação de especialistas, na modalidade residência multiprofissional e em área profissional de saúde
A Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, publicou nesta terça-feira (08), no Diário Oficial da União (DOU), o edital de convocação para o Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde. O objetivo do edital é selecionar projetos que atuem em campos estratégicos e prioritários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Podem participar do processo de seleção instituições que desenvolvam atividades em serviços de saúde, em parceria com o gestor municipal, estadual ou federal, na qual os serviços estão vinculados. Os projetos poderão ser enviados até 29 de janeiro de 2010 (ver edital). Os resultados serão divulgados em fevereiro de 2010.
Os projetos deverão contemplar programas, abrangendo uma ou mais das seguintes profissões: Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.
A Residência Multiprofissional em Saúde e a Residência em Área Profissional da Saúde constituem modalidades de ensino de pós-graduação lato sensu destinado às profissões da saúde, sob a forma de curso de especialização. A residência tem carga horária de 60 horas semanais e duração mínima de dois anos.
Os programas devem ser desenvolvidos nas seguintes especialidades e áreas prioritárias: Atenção Básica/Saúde da Família, Atenção Especializada em Saúde, Saúde Bucal, Saúde Mental, Saúde do Idoso, Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Reabilitação Física, Intensivismo, Urgência/ Trauma, Alimentação e Nutrição, Assistência Farmacêutica, Vigilância em Saúde, Vigilância Sanitária e Apoio Diagnóstico e Terapêutico.

fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=10923

Vídeo - Notas Sobre Enfermagem, Histórico, Observações do Paciente

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O Que É Ser Enfermeiro ? Assista o Vídeo

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Video Homenagem ao Profissional Enfermeiro

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Brinquedos inadequados podem trazer sérios riscos à saúde das crianças dicas de natal


Com a aproximação do Natal, as lojas de brinquedos ficam repletas de pais à procura do melhor presente para seus filhos. Mas, antes de decidir por este ou aquele brinquedo, observe alguns cuidados para evitar eventuais problemas. Afinal, brinquedos inadequados podem trazer sérios riscos à saúde das criança
Por isso, a Secretaria da Saúde dá algumas recomendações para que os pais possam comprar brinquedos de forma adequada para cada idade. "Com respeito às regras básicas de segurança, é possível comprar o brinquedo dos sonhos das crianças sem colocar sua saúde em risco", afirma o coordenador estadual da Saúde, Ricardo Tardelli.



Confira as dicas:

- Brinquedos com ruídos excessivos podem causar sérios danos à audição;
- Evite brinquedos com formas e cheiros que imitem alimentos; as crianças tendem a engoli-los;
- Atenção aos brinquedos que possuem partes cortantes ou pontiagudas, que podem ocasionar ferimentos;
- Em hipótese alguma adquira brinquedos compostos por substâncias tóxicas ou de fácil combustão;
- Verifique prazo de validade e condições de garantia do brinquedo. Brinquedos também têm prazo de validade;
- Atenção aos brinquedos que possam levar a sufocamento (cordas, balões ou peças muito pequenas);
- Compre o brinquedo de acordo com a faixa etária ou idade do seu filho. Por lei, os fabricantes devem transmitir essa informação no rótulo;
- Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações sobre o fabricante (nome, CGC, endereço);
- Evite brinquedos que possam ocasionar choque elétrico; e
- Os brinquedos devem conter selo de segurança fornecido pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).



Da Secretaria da Saúde

CCR AutoBAn ajuda a cuidar do coração


Resgate da concessionária participa de treinamento em massa que visa ensinar a população a reconhecer e dar a primeira assistência a vítimas de paradas cardíacas.

No próximo sábado, 5, a equipe de atendimento médico pré-hospitalar da CCR AutoBAn irá participar do Treinamento em Massa de Ressuscitação Cárdiopulmonar de SP (Mega RCP 2009), no Colégio e Faculdade São Luís, em São Paulo. O treinamento é gratuito e acontece a partir das 9h30.

À convite da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), 12 profissionais do Resgate da CCR AutoBAn irão atuar como instrutores e ensinarão como reconhecer e dar a primeira assistência a vítimas de emergências cardíacas. O treinamento também conta com o apoio da concessionária no fornecimento de 18 manequins especiais para os exercícios de massagem cardíaca e choque com desfibrilador externo automático (DEA).


Emergências cardíacas

No Brasil ocorrem cerca de 720 paradas cardíacas por dia, o que significa mais de 262 mil por ano. Destas, 84% acontecem dentro de casa e 16% em locais públicos (Fonte: SOCESP). “Para aumentar as chances de vida de quem sofre um acidente cardiovascular, é fundamental que grande parte da população saiba como reconhecer os sinais de uma parada cardíaca, fazer massagens e a usar o desfibrilador até a chegada do serviço especializado”. afirma Marcelo Teixeira, coordenador médico do resgate de CCR AutoBAn.


Resgate da AutoBAn

Composto por 11 ambulâncias e uma viatura de apoio de uso exclusivo da equipe médica — todas equipadas com o DEA (Desfibrilador Externo Automático) — o resgate da AutoBAn tem cerca de 90 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem. Atualmente, os socorristas da AutoBAn são considerados uma das melhores equipes de APH (Atendimento Pré-Hospitalar) do Brasil. A concessionária foi a primeira do País a ter suas equipes de Resgate certificadas pela NAEMT - National Association of Emergency Medical Technicians, uma instituição americana referência mundial no protocolo de atendimento pré-hospitalar. Estudos internacionais mostraram que equipes treinadas e capacitadas no protocolo PHTLS (da NAEMT) conseguiram reduzir em média 33% o índice de mortalidade em vítimas de acidentes. A AutoBAn, em 11 anos, já superou este índice: reduziu em quase 73% a média mensal.

Primeira UPA municipal é inaugurada no Rio



Rio de Janeiro - A Prefeitura do Rio inaugurou, no dia 5 de dezembro, a primeira Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) que será administrada pelo município. A unidade foi inaugurada na Vila Kennedy, na Zona Oeste.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, mais 19 unidades serão inauguradas. A estimativa é que a UPA de Vila Kennedy realize uma média de 9 mil atendimentos por mês. O investimento de mais de R$ 3 milhões vai beneficiar cerca de 90 mil pessoas que moram na região.
A cerimônia contou com a presença da ministra interina Márcia Bassit, do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes, do secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes e do secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann.
A UPA funciona 24 horas e é referência para atendimento de urgência e emergência para crianças e adultos, resolvendo muitos problemas de saúde, sem marcação prévia de consulta, evitando que as pessoas procurem as emergências hospitalares.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A profissão e as áreas de atuação da enfermagem


O que faz?

Auxilia no atendimento do paciente, acompanha o tratamento recomendado pelo médico,e é responsável por procedimentos mais complexos. Planejo o atendimento do setor que trabalha, coordena auxiliares e técnicos de enfermagem. A legislação exige que as unidades de saúde mantenham enfermeiros em seus quadros durante 24hrs por dia.

Média Salarial

Não há dados sobre o salário em todo país. No Estado de São Paulo, a remuneração base varia de R$ 1.283,00 a R$1.584,00. A média fica em R$2.880,00.
PSF- capitais R$1.200,00 a R$1.800,00
interior R$3.000,00 a R$3.500,00
*Em alguns casos pode chegar a R$6.000,00

Áreas de Atuação

Hospitais
Clínicas
Serviços de Saúde
Programa de Saúde da Família (PSF)
Home Care
Clínicas Geriátricas
Docência

Curso

Duração do Curso
5 anos
Especialização
Há 42 registradas no Conselho Federal de Enfermagem (COFEN)
duração - em geral de 1 a 2 anos

Profissionais

Quantidade de Profissionais:
Brasil: 126.552
São Paulo: 44.556
Quantidade Recomendada pela OMS
1 enfermeiro para cada 500 habitantes

fonte: COFEN, COREN-SP
http://g1.globo.com/Noticias/0,,IIF1582-5604,00.html acesso em 11/dez/2009

A ENFERMAGEM É QUEM REALMENTE CUIDA DA PESSOA


Relatos de profissionais enfermeiros

Lidando com pacientes de alto risco, duas diferentes Marias, ambas enfermeiras de setores de alta gravidade de grande hospitais de São Paulo, trabalham minuto a minuto tentando salvar vidas e confortando parentes de pacientes graves.
O fato de lutar contra a morte diariamente e, algumas vezes, sair perdendo da briga, não fez, até hoje com que nenhuma das duas pense em deixar a profissão. “O maior prazer que tenho é ver um paciente que chegou muito grave, deixar o hospital recuperado”, diz Maria Amélia Nogueira, 31, encarregada do pronto de socorro da maior emergência pública da América Latina, o Hospital das Clínicas de São Paulo.
Maria Tereza Odierna, 48, que chefia a enfermagem da equipe de transplantes e foi por 11 anos coordenadora da UTI do Hospital Albert Einstein, um dos mais respeitados centros de saúde privados da América Latina, diz que não saberia fazer outra coisa a não ser “cuidar de gente” e que a maturidade ajuda a pessoa a lidar melhor com a morte. “Muitas vezes chorei abraçada à família”, diz. “Já tive até vontade de fugir de situações de ter de contar sobre a morte, mas temos que fazer isso, até por solidariedade humana”, acrescenta.
Maria Amélia diz que escolheu a emergência porque gosta da agitação do pronto-socorro e o setor lhe faz aprender muito. “A correria nos ajuda a adquirir muita habilidade e assim podemos cuidar melhor das pessoas”, comenta.
Já Maria Tereza, conta que escolheu a terapia intensiva e agora o setor de transplantes pela a chance de ter maior contato com os doentes. “A UTI é o lugar onde o enfermeiro está mais próximo do paciente. A enfermagem é que realmente cuida da pessoa, o médico cuida da doença”, diz ela. “A gente ouve o paciente no momento de angústia, faz o curativo, dá o remédio certo. Ficamos ali com eles”, completa.
O trabalho na UTI, o fato de ter aprendido a lidar com famílias em situações sensíveis como a morte, a levou para o setor de transplante, onde começou a atuar com a abordagem de parentes de possíveis doadores, um trabalho difícil, mas necessário, avalia.
“É uma perda de energia muito grande. Você chegar para um pai e uma mãe e dizer que o filho deles, de 18 anos, está com morte cerebral e eles olharem para o monitor [aparelho do hospital] e verem o coração batendo, sem acreditar na morte... é difícil”, conta. Segundo ela, o que a encorajava era pensar que os órgãos de uma pessoa podem salvar outras sete, com a doação dos dois rins, do coração, do fígado, do pâncreas e das córneas.
Apesar de ter uma função mais administrativa, na qual coordena uma equipe de 80 funcionários, faz relatórios, planejamentos, e vai a reuniões, Tereza diz que não deixa de ter contato com os pacientes, em geral os que esperam por um transplante, visitando os quartos para conversar e dar orientações. “Preciso fazer isso para me sentir enfermeira”, diz.

LEI ANTIFUMO PROTEGE FUMANTES


Uma pesquisa realizada pelo Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas de São Paulo aponta que a lei antifumo, que entrou em vigor há quatro meses no Estado, ajuda a proteger até a saúde de pessoas que fumam, uma vez que elas não estão mais expostas à fumaça do cigarro em ambientes fechados de uso coletivo.
Segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo, o trabalho do InCor utilizou o monóxido de carbono como indicador de redução de risco de exposição ambiental à fumaça do cigarro.
Foram realizadas medições de monóxido de carbono em 710 estabelecimentos da capital paulista, entre bares, restaurantes e casas noturnas, em dois momentos: antes de a lei entrar em vigor e ao fim de três meses após o início da restrição, para avaliar as concentrações do poluente no ar dos ambientes, em garçons fumantes e em não-fumantes.
Os resultados apontaram que o ar expelido por garçons fumantes, que apresentou nível médio de monóxido de carbono de 14 ppm (partes por milhão) antes da vigência da lei, passou para 9 ppm 12 semanas depois, o que representou redução de 35,7%.
Para os garçons que não fumam, o impacto positivo foi ainda maior, passando de um índice de 7 ppm (equivalente ao de fumantes leves) para 3 ppm (nível de não-fumante).
O nível médio de monóxido de carbono nos estabelecimentos caiu de 5 ppm para apenas 1 ppm. “É como sair de um período de horas parado em um túnel congestionado de carros e ir diretamente para um parque arborizado”, comparou Jaqueline Scholz Issa, cardiologista do InCor e coordenadora da pesquisa.
Em ambientes parcialmente fechados e abertos, a medição apontou níveis médios de 4 ppm e 3 ppm, respectivamente, antes de a lei entrar em vigor. Doze semanas depois, os mesmos locais apresentaram registros médios de apenas 1 ppm de monóxido de carbono no ambiente.
“Esses resultados enterram de vez o conceito de fumódromo. Não há ambiente seguro para o ser humano com qualquer concentração de fumaça do cigarro no ar”, disse Jaqueline.


fonte: portal cofen

Dez formas de evitar a ansiedade de fim de ano




Todo mês de dezembro é a mesma coisa. Além das obrigações cotidianas, ficamos sobrecarregados com a maratona para a compra dos presentes, as festas de encerramento, os preparativos para a viagem de Réveillon. Isso faz com que aquela sensação de ansiedade, que já nos aflige nos outros meses do ano, se agrave ainda mais.

"Como se não bastassem o dia a dia agitado e a falta de tempo para o lazer, a aproximação do fim do ano nos leva a realizar um balanço de tudo o que conquistamos, uma espécie de autoavaliação da vida pessoal, social, profissional e afetiva. Esse pode ser mais um fator gerador de ansiedade, se descobrirmos que ainda há muito por fazer pela nossa realização", disse a psicóloga Lílian Lerner Castro, do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e presidente do comitê científico da Aporta (Associação dos Portadores de Transtorno de Ansiedade).

Com tantas exigências, buscar a serenidade pode ser uma missão difícil. Porém, vale a pena perseguir essa meta. Afinal, quando a ansiedade se torna crônica, prolongada, outros problemas de saúde podem aparecer em decorrência dessa descompensação.

"Não vivemos sem uma certa dose de ansiedade. É graças ao desconforto que ela gera em nós que saímos da inércia e partimos para a ação. Porém, ela passa dos limites quando sua intensidade ou seu tempo de duração são muito grandes, provocando, inclusive, sintomas físicos, como taquicardia, tremor das mãos, suor frio", afirmou a especialista.

O desequilíbrio fisiológico que caracteriza os transtornos ansiosos também pode levar a alterações na pressão arterial, desarranjos no sistema digestivo, problemas de coluna, entre outros.

Então, se a ideia é passar bem longe de todas essas complicações, algumas mudanças de comportamento podem fazer toda a diferença.

Confira 10 dicas para diminuir a ansiedade nesse período:

1) Em vez de se culpar pelo que não realizou no ano que está terminando, estabeleça metas a curto e longo prazo para a nova etapa da sua vida.

"Escreva tudo o que quer conquistar e os recursos que precisará movimentar para fazer acontecer aquilo que deseja. Faça um planejamento para o ano que vem, com calma. Essa pode ser uma excelente estratégia para baixar a ansiedade", disse a psicóloga.

2) Programe as compras de fim de ano com o máximo de antecedência possível. Quanto mais perto do Natal, mais tempo perderá no trânsito ou mesmo no interior das lojas, pois o movimento vai aumentando gradualmente.

3) Pense no que vai comprar para cada pessoa antes de sair de casa. Assim, você vai direto às lojas que vendem os artigos de que precisa.

4) Outra dica é fazer listas, para não correr o risco de esquecer ninguém e ter de enfrentar nova maratona no shopping ou nas lojas de rua.

5) Adote práticas de relaxamento, como a meditação e a ioga. Uma simples respiração profunda, feita de modo bastante lento, pode ajudar a controlar a ansiedade num momento de forte tensão.

6) Não adote as exigências externas como um padrão."Vivemos num mundo em que as possibilidades de escolha são muitas, assim como as exigências. Porém, é preciso reavaliar, ter em conta o que nós esperamos de nós mesmos e não apenas as cobranças dos outros em relação ao nosso desempenho", afirmou Castro.

Também é importante respeitar seus limites. Se a família anda cobrando mais atenção do que você pode dar, por exemplo, tenha uma conversa sincera com eles e exponha suas condições, sem culpa nem vergonha.

Negociar prazos no trabalho também é uma medida inteligente para evitar a sobrecarga geradora de ansiedade. Permita-se ser mais flexível com as demandas que vêm de fora, aceitando que jamais conseguirá dar conta de tudo, ao mesmo tempo.

7) Reavalie os problemas e obstáculos antes de se desesperar por causa deles. "Na maioria das vezes, a pessoa ansiosa vê as dificuldades de um tamanho maior do que elas realmente são. Então, a saída é tentar raciocinar de forma realista, evitando aquele péssimo hábito de sofrer por antecedência", disse a psicóloga.

8) Aprenda a lidar com as frustrações. Na prática, é o mesmo que transformar o que precisa ser modificado e simplesmente aceitar o que não pode ser mudado. "É necessário avaliar bem as situações que a vida nos apresenta. Em alguns momentos, não vale a pena lutar e sofrer por algo que foge à nossa responsabilidade ou às nossas capacidades. Nesse caso, o melhor a fazer é tentar se adaptar à realidade como ela é, para evitar o aparecimento de uma ansiedade completamente desnecessária", afirmou a especialista.

9) Concentre-se no presente. Estabeleça prioridades e dedique-se a uma atividade de cada vez.

10)Faça o possível para dormir bem, se alimentar de maneira equilibrada e manter uma rotina de exercícios. Tudo isso vai garantir energia extra para as inúmeras atividades de que precisará dar conta neste período turbulento.

Conheça os transtornos de ansiedade mais comuns

Ansiedade generalizada
O quadro é marcado por um estado de preocupação constante, que persiste por mais de seis meses, sem motivos que justifiquem tanta aflição. Quem sofre de ansiedade generalizada tende a transformar pequenos problemas em obstáculos intransponíveis.

Fobia
Nesse caso, o ansioso desenvolve um medo irracional em torno de uma situação ou objeto específico. Também pode provocar sintomas físicos, como taquicardia, náuseas e vertigens. Algumas das fobias mais comuns são a agorafobia (desconforto por estar em lugares abertos, com muita gente) e a fobia social (preocupação excessiva com a avaliação do outro).

Síndrome ou transtorno do pânico
A pessoa que sofre com esse problema apresenta ataques esporádicos e inesperados, que começam com uma crise de ansiedade. Os sintomas típicos são sudorese, taquicardia e falta de ar.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)
A característica mais marcante do portador desse transtorno é a adoção de hábitos ou rituais repetitivos, que ajudam a aliviar a sensação de ansiedade.

Pesquisa sugere que beber café ajuda a prevenir câncer de próstrata


Pesquisas divulgadas nos Estados Unidos mostram que homens que bebem café regularmente têm menor chance de desenvolver câncer de próstrata. O estudo da universidade de Harvard foi realizado com 50 mil voluntários.

Os 50 mil homens avaliados tomaram café rotineiramente por 20 anos, apresentando risco de desenvolver câncer avançado de próstata 60% menor do que aqueles que não bebiam café. Os cientistas ainda não sabem o motivo do café ser bom no combate à doença. O que se sabe é que mesmo o café descafeinado ajuda na produção de insulina e hormônios sexuais, ambos relacionados ao câncer na próstrata.

Pesquisa do IBGE mostra que a população gasta mais que o governo com remédios


O governo perde para as famílias quando se trata de gastos com a saúde. O cidadão tem mais despesas com remédios, atendimento hospitalar e serviços relacionados a atenção à saúde do que o setor público. A diferença paga pela população pelos cuidados médicos é de 38% maior do que os desembolsos do Estado. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2007, enquanto as famílias compraram R$ 128,9 bilhões em bens de consumo e serviços neste setor, a administração pública gastou R$ 93,4 bilhões.

Todo esse montante significa que cada brasileiro pagou, em média, R$ 673,10, para manter ou tentar recuperar a saúde. Em contraponto, as despesas do governo com cada cidadão que necessitou dos serviços públicos de saúde ficou em R$ 487,70. "Isso mostra que existe espaço de fato para o poder público ampliar seus investimentos. As despesas no setor privado são maiores não por esses gastos seremexcessivos, mas porque as despesas públicas não são suficientes", avaliou o ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e atual diretor do centro de relações internacionais em saúde da instituição, Paulo Buss.

PIB

Se forem somados os gastos dos setores público e privado, os recursos seriam equivalentes a 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de tudo que é produzido no país -, quase o mesmo volume aplicado por nações desenvolvidas, que investem, em média, 9% do PIB, de acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "Não é tão ruim. Estamos próximos da média", afirmou o pesquisador do IBGE Ricardo Moraes. A despeito do otimismo de Moraes, quando os dados são separados, o investimento público fica aquém da média mundial. Nessa comparação, representa apenas 3,5% do produto interno, contra participações mais elevadas dos Estados Unidos (16%), França (11%), Alemanha (10,4%) e Canadá (10,1%).

No Brasil, mesmo com investimentos modestos, os gastos públicos com saúde subiram 32,6% entre 2005 e 2007. "Houve crescimento porque mais gente começou a procurar o sistema de saúde. Por outro lado, houve também uma qualificação maior no atendimento. Somos um dos países que têm o maior número de transplantes de órgãos no mundo, por exemplo", justificou Buss. "Temos apresentado melhoras no atendimento, embora não deixe de sempre existir algum grau de insatisfação."

Impacto

Segundo a pesquisa do IBGE, o setor de saúde no Brasil era responsável por 4,2 milhões de postos de trabalho em 2007 - o equivalente a 4,4% dos empregos do país. O rendimento médio dos trabalhadores naquele ano ficou em R$ 20,5 mil anuais. O estudo levantou ainda o impacto na economia. Entre 2005 e 2007, a renda proveniente de atividades relacionadas à saúde evoluíram 8,9% e o setor movimentou R$ 137,9 bilhões no último ano analisado. Desse montante, R$ 48 bilhões corresponderam à saúde pública.

Mensagem do dia


Sementes de Mostarda

Maria, uma jovem humilde em meio a uma sociedade de primado masculino, estava cheia do Espírito Santo. Ao abrir sua boca em louvor a Deus, suas palavras foram a palavra de Deus. Ela era a prova do que dizia: Deus deixa de lado os poderosos do mundo e cumpre a sua vontade por meio das pessoas das quais nada se espera.
Anos depois, jesus usou a metáfora da semente de mostarda, para ensinar sobre pequenos começos (mateus 13:31-32). A semente de mostarda é do tamanho da ponta de uma caneta, mas quando germina se torna tão grande que pássaros fazem ninhos nela! Da mesma maneira, Deus usou um pequeno bebê em Belém, e a cruz na qual Ele morreria mais tarde, para construir seu Reino, Por meio da morte reconciliadora de Cristo, Deus estabeleceu um reino poderoso, contra o qual nenhum exército é capaz de lutar.
No passado, houve outras histórias de Deus usando instrumentos pequenos e improváveis para cumprir sua vontade: os idosos Abraão e Sara; os impotentes escravos hebreus no Egito; Raabe, a mulher habitante da cidade de Jericó; Davi, o filho caçula de Jessé. Sementes de mostarda nos dias de hoje, pois Deus continua a construir seu Reino, muitas vezes usando pessoas das quais ninguém espera grande coisa.

fonte: Cada dia natal-2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Para descontrair e Refletir - UMA HISTÓRIA QUE TODO CHEFE DEVE LER...


Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou.
Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca.
Ele pegou o bilhete e leu:
- 'Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado:...'
Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais.
Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.
O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, ele decidiu seguir o animal.
O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua.
O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso.
Ninguém respondeu na casa.
Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até ajanela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:
Por Deus do céu, o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!'
A pessoa respondeu:
- 'Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido
ESQUECE a chave!!!'


Moral da História:
'Você pode continuar excedendo as expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado'


Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:

Amadores construíram a Arca de Noé, e os profissionais o Titanic.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

FRASE DO SOCORRISTA





“ O DESTINO DO TRAUMATIZADO ESTÁ NAS MÃOS DE QUEM FAZ O PRIMEIRO CURATIVO.”

Nicholas Senn, MD (1844-1908)
Fundador da Association of Military Surgeons of the United States

DANOS CEREBRAIS DECORRENTES A FALTA DE OXIGÊNIO

RCP APLICADA POR SOCORRISTAS LEIGOS


As principais modificações da edição 2005, relativas às recomendações das diretrizes sobre RCP aplicada por socorristas leigos, são as seguintes:

1. Se estiver sozinho com uma criança ou lactente inconsciente, aplique cerca de 5 ciclos de compressão e ventilação (aproximadamente 2 minutos) antes de deixar a criança sozinha e telefonar para o 192.

2. Não tente abrir as vias aéreas usando elevação da mandíbula (queixo), em vítimas de trauma
– utilize a manobra de inclinação da cabeça
– elevação do queixo para todas as vítimas.

3. Demore 5 a 10 segundos (não mais de 10 segundos) para verificar a presença de respiração normal, em um adulto inconsciente, ou a presença ou ausência de respiração, em uma criança ou lactente sem responsividade.

4. Respire normalmente (não profundamente) antes de aplicar uma ventilação de resgate
em uma vítima.

5. Aplique cada ventilação durante 1 segundo. Cada ventilação deve provocar a elevação
do tórax.

6. Se não houver elevação do tórax da vítima quando da aplicação da primeira ventilação
de resgate, realize a manobra de inclinação da cabeça – elevação do queixo novamente,
antes de aplicar uma segunda ventilação.

7. Não verifique a presença de sinais de circulação. Após aplicar 2 ventilações de resgate,
inicie imediatamente as compressões torácicas (e os ciclos de compressões e ventilações
de resgate).

8. Não instruir o socorrista a aplicar ventilações de resgate sem compressões torácicas
(exceção: a ventilação de resgate é ensinada no Heartsaver Pediatric First Aid Course).

9. Use a mesma relação compressão-ventilação de 30:2 para todas as vítimas.

10. Para crianças, use 1 ou 2 mãos para realizar as compressões torácicas e comprima na
linha dos mamilos. Para lactentes, comprima com 2 dedos sobre o osso do peito,
imediatamente abaixo da linha dos mamilos.

11. Quando usar um DEA, aplique 1 choque, seguido de RCP imediata, iniciando por as
compressões torácicas. A verificação do ritmo cardíaco deve ser realizada a cada 2
minutos.

Capacitação em Urgência e Emergência



De 28 a 31 de janeiro e de 1º a 4 de fevereiro ocorrem as duas próximas edições da Capacitação em Urgência e Emergência, pela Emergency Care an Safety Institute.

A carga horária do curso é de 40 horas e o instrutor é Ronaldo Furlan Tafuri.

- Informações e inscrições: (091) 8804-6081/ 8156-1039


Fonte: Redação Revista Emergência

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SUS AMPLIA TRATAMENTO GRATUITO DE DOENÇAS

Pela primeira vez, três novas doenças serão tratadas no Sistema Único de Saúde (SUS). As pessoas com hipertensão arterial pulmonar, artrite psoriática (dor nas articulações) e púrpura trombocitopênica (doença sanguínea) terão acesso a assistência ambulatorial na rede pública de saúde, desde os estágios iniciais até os mais avançados das enfermidades.

O tratamento dessas doenças é feito com 17 fármacos, sendo que dois nunca haviam sido oferecidos no SUS. Os outros 15 já eram ofertados, mas eram usados para o tratamento de outros problemas de saúde. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União nesta semana.

Outras 28 doenças terão o tratamento ampliado no SUS, por meio de 100 novas indicações de medicamentos. Desse total, 14 são incorporações de novos medicamentos, nunca antes oferecidos pelo SUS. Os outros 86 já eram utilizados para outras doenças na rede pública de saúde.

Os medicamentos serão oferecidos para as pessoas com diagnóstico confirmado conforme as recomendações dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. Até o fim deste ano, sob coordenação do Ministério e em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, especialistas revisarão todos os 53 protocolos já publicados e elaborarão outros 26, totalizando 79 diretrizes para garantir o tratamento seguro e eficaz da população em toda a rede do SUS.

Cuidado integral

O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do MS, José Miguel do Nascimento Júnior, explica que, com a ampliação do tratamento medicamentoso dessas 28 enfermidades, uma lista de 79 doenças que demandam cuidados especiais receberá atenção integral no SUS, com remédios tanto para as fases iniciais de tratamento quanto para as intermediárias e avançadas. “Queremos garantir à população a integralidade dos tratamentos na forma de linhas de cuidado. Em muitos casos, embora o SUS oferecesse medicamentos, havia lacunas em determinadas fases evolutivas da doença”, diz Nascimento.

Os portadores de epilepsia com crise parcial, por exemplo, contavam com três opções de tratamento, todas voltadas para a fase mais avançada da doença. Agora, eles poderão ser tratados com nove fármacos, o que permite a assistência também no início dos sintomas. Para tratar a osteoporose, o SUS ofertava os medicamentos para os estágios mais avançados da doença. Agora, os municípios deverão oferecer também o tratamento básico, disponibilizando carbonato de cálcio com a vitamina D. A osteoporose acomete, principalmente, mulheres acima de 50 anos de idade e, para a prevenção de fraturas e melhora da qualidade de vida, é fundamental a oferta desses medicamentos pelo SUS.

No caso da esquizofrenia, o SUS oferecia medicamentos para o tratamento da fase inicial da doença, por meio dos antipsicóticos típicos, mas a oferta deles também não era obrigatória por parte dos municípios. A partir de agora, para garantir a integralidade do tratamento dessa doença, os municípios deverão disponibilizá-los. Além disso, quando os pacientes apresentarem intolerância a esses medicamentos, o Ministério da Saúde manterá o financiamento da assistência com antipsicóticos atípicos (segunda linha de tratamento, quando a primeira não apresenta resultado).

A ampliação da cobertura considerou o aumento das evidências científicas sobre os medicamentos nos últimos anos e o fato de essas doenças requererem cuidados específicos em todas as fases de tratamento.

Para permitir o cuidado de todas as fases das doenças no SUS, as portarias publicadas nesta semana eliminaram o conceito de medicamentos excepcionais, relacionados aos fármacos mais caros. A definição agora é de medicamentos voltados para a atenção integral. O nome muda de Componente de Medicamentos de Dispensação Excepcional para Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. “A preocupação do SUS não é categorizar os medicamentos pelo seu preço, mas oferecer toda a linha de cuidado para os portadores dessas doenças, tanto na assistência primária quanto nos procedimentos mais complexos”, observa Nascimento.



Fonte: Agência Saúde