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Romanos 8:28

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Uma infecção pode duplicar a perda de memória na doença de Alzheimer


Estudo publicado hoje na revista da American Academy of Neurology

Apanhar uma constipação, sofrer um problema no estômago ou qualquer outro processo de infecção pode aumentar a perda de memória nas pessoas que sofrem de doença de Alzheimer. Até as nódoas negras causadas por uma queda podem ser prejudiciais, diz um grupo de investigadores do Reino Unido

Os investigadores acompanharam 222 pessoas com doença de Alzheimer (DA) e uma média de 83 anos de vida durante seis meses. No início do estudo e noutras três ocasiões ao longo do semestre, foram realizadas análises sanguíneas que registaram a presença de uma proteína envolvida nos processos inflamatórios e foram também testadas as capacidades cognitivas deste grupo de indivíduos. Um total de 110 pessoas teve uma infecção ou sofreu um ferimento durante a realização do estudo. Os doentes feridos tiveram o dobro da perda de memória.

No estudo percebeu-se que os doentes vítimas de problemas respiratórios, gastrointestinais e outras infecções ou que simplesmente tinham nódoas negras ou outros ferimentos causados por quedas tinham níveis mais elevados do factor de necrose tumoral alfa e eram mais susceptíveis à perda de memórias e outros danos cognitivos do que os doentes com baixos níveis da proteína e sem registo de infecções.

As pessoas que tinham grandes quantidades de proteína no sangue no início do estudo, uma situação clínica que poderia ser causada por um processo inflamatório crónico, tiveram uma perda de memória quatro vezes superior aos doentes que, na mesma altura, registaram valores baixos do factor de necrose tumoral alfa. E nos casos em que se somou uma nova infecção aos elevados valores já registados a perda de memória foi dez vezes superior, quando comparado com o grupo livre de infecções durante os seis meses do estudo.

"Podemos especular que as pessoas que sofrem um declínio mais rápido das suas capacidades cognitivas são mais susceptíveis a infecções e ferimentos, mas não encontrámos nenhuma prova que sugira que as pessoas com uma demência mais grave sofrem mais infecções e ferimentos no início do estudo", afirmou Clive Holmes, MRCPsych, investigador da University of Southampton no reino Unido e autor do artigo publicado hoje na revista da American Academy of Neurology. "É necessário investigar mais e melhor o papel do factor de necrose tumoral alfa no cérebro, mas é possível que a redução deste níveis [com inibidores] seja benéfica para as pessoas com doença de Alzheimer", acrescentou.