Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

terça-feira, 1 de setembro de 2009

TUBERCULOSE PULMONAR


O que é?

É uma infecção causada por um microorganismo chamado Mycobacterium tuberculosis, também conhecido por bacilo de Koch.

A doença costuma afetar os pulmões mas pode, também, ocorrer em outros órgãos do corpo, mesmo sem causar dano pulmonar.

Esta doença ocorre em todo mundo. A Organização Mundial de Saúde estimou a presença de 8 milhões de novos casos de tuberculose ativa no mundo somente no ano de 1990, com aproximadamente 2,6 milhões de mortes naquele ano. Com o surgimento da Síndrome da Imunodeficiência Humana (SIDA) no início da década de 80, o número de casos da doença aumentou bastante.

A tuberculose é mais comum nas áreas do mundo onde há muita pobreza, promiscuidade, desnutrição, má condição de higiene e uma saúde pública deficitária. Os paises com maior incidência da doença são a Índia, China, Indonésia, Bangladesh, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Congo, Rússia e Brasil.

No Brasil, em 1996, 5.928 mortes foram oficialmente atribuídas a tuberculose - valor este, certamente, subestimado. Em 1998, ocorreram no Brasil 51,3 casos de tuberculose para cada 100 mil habitantes. A situação no norte e nordeste do país é mais grave, por serem regiões socioeconomicamente desfavorecidas. Esta doença tem incidência elevada em áreas confinadas como prisões, lares de idosos e quartéis.

Como se adquire?

Geralmente, pega-se a doença pelo ar contaminado eliminado pelo indivíduo com a tuberculose nos pulmões. A pessoa sadia inala gotículas, dispersas no ar, de secreção respiratória do indivíduo doente. Este, ao tossir, espirrar ou falar, espalha no ambiente as gotículas contaminadas, que podem sobreviver, dispersas no ar, por horas, desde que não tenham contato com a luz solar. A pessoa sadia, respirando no ambiente contaminado, acaba inalando esta micobactéria que se implantará num local do pulmão. Em poucas semanas, uma pequena inflamação ocorrerá na zona de implantação. Não é ainda uma doença. É o primeiro contato do germe com o organismo (primoinfecção). Depois disso, esta bactéria pode se espalhar e se alojar em vários locais do corpo.

Se o sistema de defesa do organismo estiver com uma boa vigilância, na maioria dos casos, a bactéria não causará doença, ficará sem atividade (período latente). Se, em algum momento da vida, este sistema de defesa diminuir, a bactéria que estava no período latente poderá entrar em atividade e vir a causar doença. Mas, também há a possibilidade da pessoa adquirir a doença no primeiro contato com o germe.

Então, após a transmissão do bacilo de Koch pela via inalatória, quatro situações podem ocorrer:

1.O indivíduo, através de suas defesas, elimina o bacilo;

2.A bactéria se desenvolve, mas não causa a doença;

3.A tuberculose se desenvolve, causando a doença – chamada de tuberculose primária;

4.A ativação da doença vários anos depois – chamada de tuberculose pós-primária (por reativação endógena).

NOTÍCIAS SOBRE TUBERCULOSE

Casos de tuberculose no Brasil diminuíram na última década

RIO - O número de pessoas infectadas pelo bacilo de Koch, que causa a tuberculose, caiu 27,58% nos últimos dez anos, indica novo balanço divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde. A incidência da doença no Brasil passou de 51,44 por 100 mil habitantes, em 1999, para 37,12, em 2008. Em números absolutos, o Brasil registrou 82.934 novos casos no final da década passada, contra 70.379 no ano passado.

A taxa de mortalidade caiu 34,35%, passando de 3,62 para 2,38 por 100 mil habitantes. Os dados foram divulgados na abertura do encontro de coordenadores de programas de tuberculose de todo o mundo, promovido pela Organização Pan-americana de Saúde, o Ministério da Saúde e Parceria Stop TB, no Rio de Janeiro.

Outro dado positivo é que os pacientes estão aderindo mais ao tratamento, que dura seis meses. Em 2001, quando o novo protocolo foi adotado no país, apenas 3,5% dos pacientes eram acompanhados durante os seis meses, em 2008 o percentual foi 39,4%.

O balanço também indica que aumentou o número de exames de detecção de HIV em pacientes com tuberculose. No início da década o percentual de testes realizados era de 25,8%. Em 2008, o percentual foi de 45,2%, um crescimento de 76,37% em oito anos.