Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Samu tem 9 viaturas, quase metade da frota, paradas na oficina


31/08/2009

Nove das vinte viaturas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) estão paradas na oficina Ravel, na Vila Piratininga, há pelo menos um mês e meio, segundo informações apuradas pela reportagem.

O Midiamax esteve na oficina mecânica e lá a informação foi confirmada. “As ambulâncias estão todas bem lá no fundo, mas vocês não podem entrar”, disse um funcionário.

Ao lado dos bombeiros, o Samu é referência não apenas às vítimas de acidente de trânsito como também aos pacientes que sofrem qualquer tipo de lesão grave como esfaqueamento, tiro, envenenamento e até auxilia em partos. Desde 2005 socorristas do Samu percorrem as ruas da cidade e prestam socorro à população.

São 20 ‘ambulâncias’ e cada uma percorre ao menos 300 quilômetros por dia. Semanalmente o Samu recebe 12,5 mil ligações no telefone 192, central responsável por além de buscar a ambulância para determinada localidade da cidade, encontrar vagas em hospitais.

Segundo informações apuradas junto à Sesau, como a viatura do Samu sofre o desgaste diário, seria necessária manutenção a cada 20 dias. A ambulância mais velha é de 2004, mas há veículos de 2006 e 2008.

“Infelizmente, a situação atinge a regulação porque quanto menos viaturas rodando, pior. Sobrecarrega as outras. A população liga e cobra”, disse um funcionário da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

O coordenador do Comitê Gestor Municipal de Atenção às Urgências, Paulo Tognini disse à reportagem que ao longo da semana deverá se pronunciar sobre o problema.

O coordenador do Samu, Eduardo Cury foi indagado sobre o fato e se isso não poderia sobrecarregar os bombeiros. Ele disse que os serviços são distintos. “Os bombeiros não trabalham com regulação e não têm técnicos. Se temos 20 ambulâncias foi porque o Ministério da Saúde identificou a necessidade de atendimento. Precisaríamos ter ainda mais duas ‘avançadas’”, disse. Ele preferiu não detalhar o problemas, mas salientou que o serviço é referência..
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, por enquanto não há sobrecarga no trabalho das 5 viaturas hospitalares utilizadas para o resgate, remoção e transporte de vítimas. Além desta, os bombeiros têm nos oito quartéis da cidade mais 6 unidades de salvamento – caminhões de apoio para retirada de vítimas presas às ferragens.

“O trabalho por enquanto está tranqüilo, mas é claro que quanto mais deficiente estiver o Samu mais sobrecarrega a gente e vice-versa”, disse o militar bombeiro plantonista, cujo o nome foi preservado.