Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Romanos 8:28

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Projeto Samu nas Escolas pretende diminuir número de trotes


Mais de 85% das chamadas recebidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) são trotes. Para mudar essa realidade e otimizar o atendimento às urgências e emergências pré-hospitalares – natureza específica do serviço -, desde junho vem sendo desenvolvido o projeto Samu nas Escolas.
Alunos de escolas públicas e privadas estão sendo informados e conscientizados sobre o funcionamento do Samu e a importância de só acioná-lo em casos que exijam urgência no atendimento - intoxicações, traumas, queimaduras, trabalhos de parto, acidentes com vítimas, problemas cardiorrespiratórios, transferências de pacientes entre unidades hospitalares, tentativas de suicídio, entre outros.

“Qualquer escola interessada em aderir ao projeto pode contatar o serviço social do Samu através do telefone 3315-1165 e agendar uma visita de nossa equipe”, convida Ana Tojal, assistente social.

De acordo com ela, o projeto teve início com os professores do Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), mas a intenção é envolver alunos, pais e educadores para trabalhar a co-responsabilidade dos serviços prestados à população. “Na última quarta-feira estivemos na escola do Sesc trabalhando com as terceiras séries do ensino fundamental. A criação de um vínculo entre escola e Samu pode nos ajudar a diminuir o número de trotes; isso significa que mais vidas podem ser salvas”, acredita.

O projeto funciona através de um calendário de atividades pedagógicas que incluem palestras, gincanas, concursos de redação e distribuição de material informativo nas escolas.

Atendimento - O Samu é um programa do governo federal que funciona 24 horas através de chamadas gratuitas para o número 192. Nas centrais de regulação, técnicos identificam a gravidade da urgência e encaminham para o médico regulador, que avaliará que tipo de unidade (básica ou avançada) deverá ser conduzida até o local.

De janeiro a maio deste ano foram registradas, em média, 256 mil chamadas e realizados mais de 20 mil atendimentos – incluindo os tele-atendimentos. Nestes não há a necessidade de deslocamento do veículo, as orientações médicas se limitam às chamadas telefônicas.

A assistente social Ana Tojal explica que o serviço prestado pelo Samu é responsável pela redução do tempo de internação em hospitais, do número de óbitos e das seqüelas decorrentes da falta de socorro precoce.